Rising Tide

34 Eu quero você...


Notas iniciais
Só queria dizer que DEZEMBROU!! JÁ CONSIGO OUVIR O ROBERTO CARLOS CANTANDO, AAHHHHEEEOOO!! ATENÇÃO! CONTEÚDO +18 Esse capítulo contém cenas inapropriadas para menores de 18 anos. Leia por sua conta e risco. Quem não gosta de cenas com conteúdo erótico, mas que ainda assim gostaria de ler o capítulo, eu fiz uma coisinha pra vocês: dividi a parte que contém as cenas. Elas estão entre as bolinhas (●). Então, sendo assim, sugiro que pare de ler a partir do momento em que avistar esse sinal (●) e pule até o ponto em que ele se repete, significa que não há mais cenas eróticas a partir dali. Tenderam? ^^ Não preciso nem dizer que tô mais tensa que Kristoff quando Anna começa a falar de maneira formal. Eu to com muito medo, bixo. E com esse clima de pavor imensurável e medo de ter escrito 8.000 palavras de muita bosta, eu deixo aqui pra vocês o primeiro hot que redigi em RT. Boa leitura *rindo de nervousor*

Chapter Thirty Four.

I want you...

POV Jack.

Acredite ou não, eu corri.

Corri atrás dela.

Metafórica e literalmente.

E antes que ela pudesse fechar, eu empurrei a porta com apenas o peso de meu punho e a minha ira – me arrependendo logo em seguida com a preocupação crescente ao cogitar tê-la machucado. Só aquilo me esmagou de tal forma, que quase cedi ali na frente dela.

Mantive a firmeza ao encarar o olhar sobressaltado de Elsa – não havia sinais de dor, então presumi não tê-la machucado.

Ao menos, não fisicamente.

Não havia porquê sentir-me aliviado, afinal. Quando o olhar de sobressalto lançado a mim tornou-se pura irritação, eu percebi que nada ali seria fácil.

Ótimo. Eu vim preparado.

Ri por dentro, desgraçadamente... A quem estou querendo enganar?

— Com licença, está ocupado. – debochou ela, as finas sobrancelhas franzidas sobre os olhos azuis denunciavam sua raiva.

Ah, sim. Há algo. Ao menos, não indiferença ou frieza. Aquilo me agradava de certa forma, não pude negar.

— Achei que estivesse chorando. – tentei não soar irônico, mas as vezes parece que sai de praxe.

Uma de suas sobrancelhas esforçou-se para arquear-se no cenho franzido. – E por que eu estaria chorando, Jackson?

Algo congelou em meu âmago. Me chamou pelo nome, fodeu.

Agindo de maneira totalmente oposta à apreensão que eu sentia, fui incapaz de conter um sorriso cretino da forma mais filha da putamente arrogante (?).

— Por ter me visto na pista...

— Eu não vi nada. – interrompeu ela, mais incisiva.

O que deixava claro sua mentira era a sua respiração pesada. Observei seus seios num movimento contido e arfante, um nervosismo inutilmente refreado. Estava tensa a ponto de não conseguir mascarar tal reação... Incomodada, melhor dizendo.

Mas ao fitar seu rosto, a satisfação com o a vaga ideia de ela se importar foi se esvaindo ao observar os traços frios de Elsa devidamente montados em sua expressão. Realmente não seria fácil. Quase grunhi irritado ao concluir que ela não dava a mínima.

Era isso que eu temia. Porra. A frieza dela, sempre quando lançada a mim... Me fere de uma maneira absurda.

Mas ela estava mentindo. Por que estava mentindo?

Cruzei os braços, a examinando minuciosamente. – Não viu nada, hm?

— Não.

— Tem certeza?

— Absoluta.

— Está mentindo.

— Qual é o seu problema?

— O meu problema? – ri incrédulo. – Você está mentindo pra mim. De novo. Esse é o meu problema.

— E no que isso importa?!

— Importa pra mim! – ela já ia refutando, quando a interrompi. – Mas está claro que não importa pra você. – manteve-se em silencio, me afetando com seu olhar de desprezo. Uma risadinha curta irrompeu de minha garganta quando neguei com a cabeça. – Não se importa nem com o que viu.

— Eu não vi nada.

— Ah, é claro que viu. – a mirei com o olhar sério.

O cenho franzido ainda estava lá, sobre o azul de seus olhos quase imperceptível em meio ao desdém lançado a mim. Impulsivo, aproximei-me um passo, com os olhos crispados sob o foco de uma profunda revolta, me reprimindo no último segundo.

Encarar os olhos dela era doloroso, seu desprezo era amargo. Mas ao invés de me afastar, afim de poupar a mim mesmo, a vontade que eu tinha era de enfrenta-la. Acabar com a distância entre nós e toma-la nos braços, dando um fim nessa frieza desgraçada a meu modo.

Só percebi ter fechado os olhos para manter o autocontrole depois que os abri para fita-la novamente. Com um sorriso cínico, encarei seu olhar de menosprezo inquestionável.

— Ainda que não tenha te afetado, Elsa, você viu sim... – minha voz soou mais baixa e maldosa do que eu pretendia. – Distinguiu com clareza mãos femininas agarrando meus cabelos. – ela engoliu em seco e seu olhar mudou drasticamente. – Mãos femininas que não eram as suas, enquanto eu me deleitava no beijo de outra mulher...

Fui interrompido por um estalo.

Uma pressão dolorosa em meu rosto.

Não consegui prever o que ocorrera...

Num rompante, a queimação pinicante se alastra em minha bochecha.

Custei a acreditar no que tinha acabado de acontecer, mas a ardência em meu rosto deixava mais que claro que o tapa forte que ela me acertara havia sido dolorosamente real.

Com meus olhos fortemente fechados e meu rosto ligeiramente jogado para o lado, eu ainda assimilava tal situação... Meu coração me esmurrava dentro do peito e, em minha bochecha, um molde de cinco dedos finos queimava, e eu tinha certeza que já tomava a coloração avermelhada, contrastando com o branco da minha pele.

Lentamente, eu me forcei a abrir os olhos. E percebi não estar com raiva no momento em que fitei seu rosto.

Não.

Reformulando, eu não estava com tanta raiva quanto ela.

Eu nunca antes havia visto seus olhos azuis tão furiosos.

Outras. – corrigiu entredentes, antes que eu pudesse pensar em dizer qualquer coisa. As sobrancelhas franzidas sobre os olhos coléricos. – Mais uma, menos uma. Tanto faz pra você, né? – riu com escárnio. – Pois pra mim também. Eu não dou a mínima.

Mas aquilo não me afetou.

Estranhamente, não me afetou como, em qualquer outro momento, teria afetado.

Ri, ou tentei – uma mistura de ofego e uma curta risada quase silenciosa e incrédula, meus lábios ainda minimamente entreabertos pelo espanto de ter levado a porra de um tapa na cara. Respirei profundamente ao cruzar os braços, a observando de cima.

Não soube dizer em qual momento peguei-me sorrindo de maneira provocadora, ainda que meu rosto ardesse. Ela crispou os olhos e aquilo só contribuiu para que eu sorrisse ainda mais satisfeito.

— Tem certeza que não dá a mínima? – havia deboche em meu tom de voz.

Ela não respondeu de imediato, mas algo em seu olhar mudou.

— Tenho certeza, Frost. – e de repente, ali estava ela novamente. A sua feição mais fria, em todo o seu esplendor, acabando comigo só com um olhar.

— Suas palavras contradizem suas ações, Elsa. – não pude conter a ironia. Era a minha última cartada em tentar desfazer a fria e incômoda indiferença dela para comigo.

— Não estou nem aí, Jackson. Por mim... – deu de ombros como se eu fosse um qualquer. Trinquei o maxilar. – Quero mais é que você volte para o seu mundinho de bebidas e mulheres, e me deixe em paz.

Porra. Ela estava empenhada a me machucar.

Mas eu, como o trouxa que descobri ser, estava determinado a não desistir dessa mulher.

Aproximei-me um passo. – É mesmo? – indaguei, com uma tranquilidade irritante.

— É isso mesmo! – dizia enérgica, recuando. – Eu não me importo!

— Não se importa, hm?

— Não me importo! – afirmava desesperadamente, aproximei-me mais um passo. – Quero que você me esqueça!

— Oh, sério?

— Estou falando muito sério, Jackson!

— Tem certeza disso?

— Absoluta! – aproximei-me mais uma vez.

— Pra te esquecer, Elsa, eu teria de investir em outras mulheres... – um sorriso cretino nasceu em meus lábios ao percebe-la engolir em seco.

— Não quero saber.

— Eu teria que voltar aos meus métodos antigos... – continuei, aproximando-me mais.

— Não. Quero. Saber.

— Teria que impressiona-las, instiga-las, beija-las... – ela franziu o cenho, desviando o olhar. – E isso não afetaria você?

— N-não..! – fez uma careta ao ouvir a própria voz falhar. – Eu... – passou as mãos nos cabelos e me encarou. – Eu não estou nem aí!

— Ora, não?

— Não! – grunhia ela, irritadiça. – Eu não dou a mínima!

— Oh, é mesmo?

— Sim, droga! – entredentes, ela dizia. – Quero mais é que você beije quem você quiser!

— Quem eu quiser, é?

— É!

Ótimo.

E antes que ela pudesse fazer qualquer protesto, agarrei seu antebraço, avançando contra seus lábios, fazendo-a calar aquela maldita boca.

Malditamente inebriante...

Malditamente gostosa.

Eu estou merdamente apaixonado, porra.

A guiei, como pude, forçando-a contra a porta onde a princípio eu estava de pé, ocasionando um baque que, com toda certeza, quem estivesse de fora ouvira e estranhara...

Mas eu queria mais é que se fodessem todos.

Tudo o que eu sentia era um desejo urgente por ela.

E Elsa, em toda a sua pertinência, tentou me negar... Ah, ela bem que tentou, socando meu peito uma única vez, incerta e vacilante.

Esforce-se, mulher. Eu nunca fui um fácil desistente, principalmente se tratando de você.

A pressão dos meus lábios nos seus, num beijo persistente e ardoroso, era o claro alerta de que eu não a renunciaria tão facilmente. E seu punho cerrado a socar-me na altura do tórax, espantosamente obstinado, fora fortemente agarrado por minhas mãos.

Só percebi tê-la segurado pelos pulsos quando os ergui, firmando as mãos acima de sua cabeça.

Eu quase podia sentir sua resistência ruindo gradativamente a cada ato seguinte meu; cada marca que eu deixava em sua boca com meus dentes, mordiscando a pele incitada, sugando o lábio inferior com a determinação de um recém-condenado... Condenado a ficar sem ela.

O desejo mesclou-se a raiva, e a raiva mesclou-se a tristeza. Um sentimento melancólico ainda que ardente. Uma contradição sem igual. É isso que nos tornamos, porra?

Ela gemeu e algo pulsou dentro de mim. Um gemido manhoso de satisfação... E dor. Senti o gosto férreo em minha boca e só então notei que seu lábio sangrava.

Afastei meu rosto para fitar-lhe os olhos, preocupado – embora, ainda irritado e louco por ela.

Eu estava tão arfante quanto Elsa. Seus seios comprimiam-se contra meu a cada ofego, gotículas de suor pontilhavam sua testa, suas bochechas, as linhas delicadas de suas sobrancelhas. Seus olhos pareciam ainda mais azuis sob a penumbra daquele pequeno e escuro espaço. Linda. Desgraçadamente linda. Demorei ao encara-la, minuciosamente. O tempo parou, o tempo disparou.

O som de sua respiração arfante me distraía, mas nada me desconcentrava da imagem de seus lábios avermelhados e cheios, uma fenda ínfima ameaçava sangrar ao canto de sua boca. Fenda esta que eu causei, com meus dentes, sem nem perceber.

Encontrei seu olhar e não soube dizer o que senti ao não avistar raiva ali. Só... Um breve torpor. Um desejo cego.

Intercalando as atitudes ferozes com atos delicados... Peguei-me acariciando a ponta de seu nariz com o meu sem conseguir conter meu ímpeto, num movimento tortuosamente lento e suave, inclinando-me para roçar a ponta dos meus lábios nos seus novamente; tão breve, num contato tão ínfimo, que Elsa pecou no momento em que ergueu o queixo para tentar tomar minha boca na sua no exato instante em que me afastei, deixando-a na vontade...

Encarei seus olhos. Satisfeito com a visão de sua resistência completamente destroçada. Contempla-la era uma tortura. Eu nem pensei antes de enfim beija-la, sôfrego e avidamente. Sem delongas. Ansioso e desesperado. Sentindo ser correspondido com o mesmo fervor. Finalmente.

Um suspiro gutural irrompeu de minha garganta ao senti-la sugar meus lábios, minha língua, ávida e deliciosa, indomável e inebriante... Dessa vez, eu era o entorpecido da situação.

Elsa impulsionava-se contra mim, seu pequeno corpo contorcendo-se numa ânsia pela distância mínima. Era tudo o que eu queria. Seus braços agitavam-se, ansiosa por ser liberta – visto que eu ainda tinha seus pulsos presos pelas minhas mãos, acima de sua cabeça.

Soltei seus pulsos.

E o mesmo punho cerrado que me socava e que, há pouco, me acertara um tapa, agora agarrava meus cabelos, puxando-me para mais perto, os dedos enroscados nos fios, minha nuca arrepiada com seu toque.

Com mãos possessivas, eu agarrei sua cintura sob a malha de sua camiseta escura, fincando meus dedos em sua pele macia, visando marca-la...

O calor me dominava e a sensação de sua língua na minha era tão viciante a ponto de fazer minha mente enevoar. Domava sua boca pequena e quente, sugando seu lábio inferior num beijo delicioso e molhado, mordiscando a pele sensível, deixando tudo ainda mais tentador.

Num movimento rápido, eu a ergui do chão, colocando-me entre suas pernas. Minhas mãos fizeram um caminho instintivo por suas coxas, não me contive ao agarra-la naquela parte, friccionando-me com força contra seu quadril fazendo-a sentir o quanto eu a desejava.

Um sorriso sórdido marcou meus lábios em meio ao beijo ao ouvi-la gemer baixinho. O fervor tomando-me em proporções sublimes. Evolvendo-me com as pernas, Elsa me prendera em seu meio, os tornozelos sagazmente firmes em minha cintura. Quase não discerni a sensação maravilhosa de meu lábio inferior entre seus dentes, numa mordida lasciva.

Eu queria ela mais que tudo naquele momento. Em todo momento...

Já havia aceitado minha sina – ser dominado pela Elsa.

Mas naquele instante, o controle era meu. Mostraria a ela o quanto eu a queria, e isso não mudaria mesmo com toda essa sua ideia maluca. Eu a queria, porra. Só ela...

Com certo deleite eu notava sua pele arrepiada com o caminho de beijos úmidos que eu deixara desde a sua boca, descendo o seu maxilar. E a pele alva de seu pescoço despertava em mim um desejo irrefreável – tão deliciosa e convidativa aos rubores, que fui incapaz de me conter antes de marca-la, distribuindo mordidas e chupões, ouvindo-a suspirar barulhos que me enlouqueciam.

Seus dedos agitavam-se em meus cabelos – ora puxando, ora acariciando. Inquieta, ela se remexia contra mim – firmando-me contra sua pelve com as panturrilhas fortes, as pernas bem firmes em torno de minha cintura. A saia levantada por mim, a renda fina de sua calcinha em atrito com a porcaria da calça social que eu usava. O tesão que me tomava era tão intenso que chegava a ser doloroso.

E para o meu horror, sua voz ofegante e manhosa só agravava esse meu estado de excitação irreprimível.

Ela tentava dizer. – V-você vai... Deixar marcas...

— Gosto de marcar o que é meu. – quase rosnei com a sensação de seu corpo inquieto a contorce-se contra o meu, sem cessar a linda arte que eu fazia em seu pescoço.

Elsa agarrava-me com um fervor que me enlouquecera.

— Eu não sou sua. Nunca serei sua... – dizia, entrecortada e com muito esforço. – Assim como você nunca será de ninguém.

Eu parei, lentamente erguendo meus olhos para encara-la.

Ela me fitava por sob os cílios. Esse olhar... Como quem se esforça inutilmente para manter-se sã. As bochechas exibiam aquele rubor morno, cobertos por uma camada fina de suor.

E a boca... A boca avermelhada e úmida, entreaberta com os ofegos.

Ela engolira em seco diante do meu olhar intenso. Sua mão em minha nuca agarrara os meus cabelos com mais firmeza e eu voltei a si. Tornei a fitar seus olhos.

— Você não vê? – minha voz saíra tão rouca de desejo que eu quase fui incapaz de concluir. – Eu só quero ser seu.

Senti, apenas ao fita-la, a mudança drástica em seu olhar. Apenas isso e uma palpitação abrasadora percorrera meu corpo. Só com um olhar, ela me fazia pulsar de tesão, porra! O azul crepitou num fascínio arrebatador e suas pupilas dilataram-se.

Com a mão firme em minha nuca, Elsa me puxou contra ela com uma vontade que me surpreendeu.

E novamente me vi imerso a sensação incrível causada por esse beijo passional, tão intenso e tentador, que me fez perder o chão. Ofeguei contra seus lábios vermelhos ao senti-la impulsionando-se com mais afinco, friccionando contra minha ereção. Um gemido rouco escapou de minha garganta.

Ah, droga... Eu não vou conseguir parar.

A pouca noção que eu tinha em meio a sensações tão intensas me permitia discernir com pouca clareza a pressão de seus calcanhares em minha cintura, fortes como um alerta de que eu não sairia dali nem se eu quisesse. Os seios firmes contra meu tórax. A boca a me castigar pela minha arrogância, de uma maneira deliciosa. Sua língua me envolvia e eu me senti dominado.

Eu havia perdido o controle. Eu era dela.

Eu sempre soube que ela seria a minha ruína.

Foi puro instinto comprimi-la contra a porta, enquanto minhas mãos, antes agarradas na parte externa de suas coxas, embrenharam-se até o seu decote onde com um puxão a peça fora rasgada, soltando quatro dos seis botões que as fechava. Isso tudo sem que meus lábios deixassem os seus.

Ela arquejou contra minha boca, abismada ao ouvir o rasgo de sua blusa, então tornei a sugar seus lábios antes mesmo que ela pudesse protestar.

Nada mais importava enquanto eu a tivesse assim, tão vulnerável, agarrada a mim e suplicando por mais...

Já não respondia mais por mim. Meus movimentos se resumiam a atos instintivos e libidinosos, o deslizar da minha mão pela sua cintura era bruto, firme, uma pressão grosseira, rude, em clara oposição a maciez de sua pele. Não me surpreenderia em vê-la marcada depois. E o que mais me fascinava eram seus suspiros satisfeitos.

Não consegui compreender em que momento exato eu a sustentei sobre meus braços, desencostando-a da porta e carregando até a superfície mais próxima.

A apoiei sobre o mármore escuro da pia, sua pele quente em choque com o frio da superfície. Satisfeito em ter agora as duas mãos desocupadas, não perdi tempo, deslizei os dedos por suas costas, desatando a porcaria do sutiã.

Mantive o caminho de minhas mãos por seu corpo, sentindo as pelugens se eriçarem sob meu toque; afagando a pele sedosa da barriga, a cintura fina e, num movimento intercalado ao toque rude que eu dispunha a princípio, acariciei o contorno de seus seios, sem toma-lo nas mãos... Por enquanto.

Elsa travou a respiração. E eu mantive a carícia, um sorriso crescente em meus lábios, a ponta dos meus polegares a desenhar suaves círculos sob sua pele numa carícia provocadora até que, num súbito, agarrei-a com vontade, massageando com uma pressão comedida. Fui incapaz de reprimir o sorriso completo ao ouvi-la ofegar com o toque, seus lábios entreabrindo-se sob os meus num suspiro silencioso.

Uma última mordida em seu lábio inferior avermelhado antes de levar minha boca em direção ao seu seio, deixando um rastro de beijos breves e molhados em seu maxilar, a curva de seu pescoço, a linha de sua clavícula...

A cada beijo, sua respiração se tornava falha.

A cada beijo, um desejo irrefreável me corrompia.

A cada beijo, seus dedos enroscavam-se mais firmes em meus cabelos, puxando-os e despejando em mim uma sensação... Muito... Gostosa.

Finalmente. Sem delongas. Eu nem pensei.

Tomei-a na boca e suguei com vontade.

Elsa arqueou-se sob minhas mãos, um gemido agudo irrompeu o ar a nossa volta. Mas eu não a soltei.

Pelo contrário, brinquei com ela. Da forma mais sádica e perversa, que o mesmo Jack que um dia eu fui faria. Mordisquei, suguei e incitei o mamilo sensível. Estimulando com a ponta da língua em movimentos circulares, sem desviar a atenção do outro em minha mão, sentindo-a enrijecer em minha boca antes de chupar com intensidade uma última vez ao ouvi-la gemer. Meu. Nome.

Puta que pariu.

Uma necessidade incontrolável me devastou.

E eu me senti completamente hipnotizado.

Minha mão subiu para sua nuca num movimento rápido, certeiro e instintivo. Puxei seu cabelo, fazendo-a me fitar de queixo erguido. Ela arfou, reagindo a dor, e mordeu o lábio, reagindo ao prazer. Meus olhos crispados a encara-la com uma avidez quase incontrolável, meu olhar a devora-la, meus lábios entreabertos com a respiração sôfrega.

Deslizei a mão por sua barriga, descendo numa lentidão torturante, até embrenhar-se sob a renda fina de sua calcinha escura... Lentamente.

Escorregando os dedos, eu a senti; molhada, quente e deliciosa.

Seus lábios entreabriam-se à medida que eu deslizava.

E eu quase gozei só de encarar sua expressão.

Comecei a movimentar-me; meus dedos hábeis a trabalhar com todo o capricho do mundo para satisfazê-la. Eu queria mais. Eu queria mais dessa expressão de puro prazer. Um sorriso cretino nascia em meus lábios entreabertos, eu me deleitava a cada ofego dela.

Dispunha de gestos circulares e rítmicos sobre a parte mais sensível de Elsa, ora lentos, ora frenéticos. E ela inutilmente tentava conter os gemidos, arqueando-se a cada investida minha. Agarrei seus cabelos com mais força, puxei-os para trás – eu não queria perder nem um breve vislumbre da imagem de seu rosto, atentando-me a sua expressão de prazer irrefreável.

Vê-la contorcesse-se com meus atos, arrepiar-se sob meus dedos a cada carícia perversa, era de um tesão absurdo. Eu estava atado a um fascínio cego, intenso e abrasador. Eu era, naquele momento, uma criatura completamente seduzida pelo som dos seus gemidos, pela visão de seus lábios entreabertos num “o” perfeito, tendo meu nome proferido de maneira desconexa a cada arfar de sua voz.

Meu único almejo era fazê-la sentir mais. Ouvi-la gemer meu nome era o meu mais novo vício. Era a minha mais nova e profunda satisfação. Nada se comparava aquilo.

— J-Jack... – sua voz era um fio frágil, um sussurro manhoso, delicioso aos meus ouvidos, mas que diziam as últimas palavras que eu queria ouvir. – Precisamos... Precisamos parar. – o esforço com o qual ela dizia me fez sorrir com perversão.

Me surpreendi com certa desgraça ao constatar que, mesmo quase cega de desejo, ela ainda conseguia manter o fio da sanidade intacta.

— Ora, precisamos? – murmurei contra seus lábios. – Então pede pra eu parar. – sussurrei. – Pede, que eu paro. – ela não falou nada, incapaz de conseguir formular uma frase. – Pede, Elsa. – grunhi contra sua boca, dando uma lenta deslizada mais uma vez e ameaçando afastar a mão.

Como resposta, ela agarrara meu pulso, impedindo-me de afastar. Não tive tempo de sorrir satisfeito com sua reação. No segundo seguinte, ela avançou contra minha boca, mordendo meu lábio inferior, reprimindo um gemido contrariado.

— Não... – sussurrou, entrecortada.

Ela me encarou com uma devassidão excessiva. Seu olhar despertara em mim um novo tipo de calor, mais intenso, mais extasiante; e eu que achava que mais fascinado que isso eu não conseguia ficar.

Em seus olhos, uma convicção absurda. O azul intenso fixo em mim. E ela murmurou, quase numa ordem, sedutora e suplicante. – Não para, Jack.

Dei um sorriso de pura satisfação. Ou, nas palavras de Elsa, num termo que muitas vezes antes ela já usara para me definir, safado. Isso. Um sorriso safado.

Deslizando minha boca até seu ouvido, também não pude deixar de usar aquele termo que a definia em muitos aspectos.

Gostosa.

E tornei a movimentar-me.

Dessa vez, numa lentidão torturante.

Meus dedos úmidos a estimular o clitóris sensível com uma maestria que deixara a mim mesmo surpreso. Intercalava entre provocar delicadamente, afastando os dedos vez ou outra, dando longos segundos em pausa, deixando-a em estado de explosão...

Elsa tencionou-se com um gemido longo, baixo, contido... Mordia os lábios numa determinação a fazer o menor barulho possível.

Até eu aumentar a intensidade dos movimentos gradativamente.

Sem cessar os gestos, agora mais frenéticos, eu a observava... Suas pernas retesaram-se e, num rompante, senti suas unhas cravarem em meus ombros. Presenciei com veemência o momento delirante em que seus lábios entreabriram-se – e um gemido travara em sua garganta.

De forma violenta, ela arqueara as costas.

Seus olhos fecharam-se sob as sobrancelhas tensionadas.

E, perdendo o total controle de seu corpo, observei-a jogar a cabeça para trás antes de se entregar aos espasmos. Contraindo-se num mar de êxtase e prazer. Libertando o mais intenso dos seus gemidos.

Meus lábios foram de encontro ao seu pescoço, involuntariamente.

Aquilo foi um deleite para os meus sentidos.

E eu decidi ali que queria sempre ser o motivo dos seus orgasmos.

E queria que ela sempre fosse o motivo dos meus.

Não poderia mentir negando a vontade incoercível que me tomava – puxar a maldita calcinha pro lado, baixar meu zíper e me afundar em seu meio, ah... Era tudo o que eu ansiava fazer.

Sou um cretino, afinal.

Mas parece que não o suficiente a ponto de ligar o foda-se e transar com ela num banheiro de boate – ainda mais tendo total ciência de sua virgindade. Suspirei internamente – desgraçadamente.

Meus olhos fecharam-se com a sensação do calor envolvente que nos rodeava – as ondas tórridas de um intenso ápice atingido eram quase visíveis. Minha boca ainda roçava em seu pescoço; sem beijar, morder ou chupar. Apenas imerso na sensação de sua pele contra meus lábios entreabertos, apreciando o cheiro dela – uma mistura de lírios, suor, mulher indecifrável e noites de inverno.

Um incômodo contínuo acentuava-se numa área específica de minha calça. Droga de cueca apertada! Minha vontade era sair pelado dali, não tenho problemas nenhum com nudez ainda mais com uma ereção, mas algo me dizia que Elsa não ia gostar muito da ideia (?).

Esforçando-me para a abrir os olhos, afastei-me da curva de seu pescoço – segurando sua cintura com firmeza e a colocando de pé. Elsa, mole e letárgica, apoiava-se em mim, a respiração tão pesada quanto as pálpebras ainda fechadas.

Embora ainda fosse notável a sonolência que tomava seu pequeno corpo, decorrência do recente orgasmo, os dedos de Elsa firmavam-se em meus ombros com certa força, a cabeça apoiada em meu peito. Desci sua saia, ajeitando-a como pude e eu não sei porque eu estava sorrindo ao sentir suas pernas bambas quando segurei sua cintura.

Me agradava vê-la em completo torpor sob minhas mãos... Tão vulnerável. Tão gostosa. Tão perfeita... Num instinto ávido, agarrei seu maxilar, beijando com uma intensidade violenta.

Ela me fitou quando me afastei, suas pálpebras ainda um tanto pesadas.

— Eu não quero te esquecer... – comecei, ainda segurando seu rosto. – E eu não vou desistir de você. Eu espero… – firmei os dedos com mais força em seu maxilar delicado e continuei. – Ter sido bem claro contigo, Elsa. – ela piscou continuamente, mordendo o lábio e engolindo em seco. Não consegui evitar o sorriso provocador ao dizer as palavras seguintes. – Caso contrário, adoraria ter de esclarecer as coisas novamente.

Ela não correspondeu ao meu sorriso provocador.

Na verdade, não correspondeu nem ao meu olhar irônico.

Embora me encarasse com tamanho afinco, seu olhar era passional, algo que beirava a fascínio. As írises azuis reluziram e, por um momento, notei o dilatar de suas pupilas.

Elsa me encarava como se me visse pela primeira vez, extasiada e curiosa. Exatamente como eu a fitava sempre.

O sorriso em meus lábios já não existia mais, ainda que meus olhos não a deixassem de maneira alguma. Ela me hipnotizava de formas inimagináveis. Cada ato, cada toque, cada olhar dela me deixava fascinado.

E contempla-la me encarando, daquele jeito em específico, era de um deslumbre sem igual.

Um arrepio percorreu minha pele quando seus dedos deslizaram dos meus ombros até a nuca. Eu suspirei no mesmo instante em que senti um carinho em meus cabelos, uma reação involuntária. Ela fitou meus lábios entreabertos e um mínimo sorriso doce surgiu nos seus antes de ela erguer o queixo, me dando um selinho breve e terno... Santo Deus, o que ela tá fazendo comigo.

Finalmente ruborizou com o meu olhar, então me dei conta de que estava a encarando ainda, provavelmente embasbacado. Afastei-me como pude, certamente hesitante, ainda que fosse preciso. Engoli em seco, evitando fita-la, visando desfazer o encanto que ela sempre exercia sobre mim.

Encarei-me no espelho, sentindo minha garganta seca. Ajeitei meus cabelos com os dedos, enquanto ela se ocupava em desamarrotar as próprias vestes como podia.

Naqueles poucos segundos, reservei minha atenção para a minha imagem no espelho, por ora. Alinhei meu blazer de uma forma que escondia a camiseta amassada por debaixo dele. Examinei a marca dos dedos de Elsa bem evidentes em minha bochecha, cortesia daquele doloroso tapa. Gostei da imagem dos meus lábios vermelhos, borrados com o batom dela.

Pelo espelho, a percebi me encarando com... Irritação?

Quando tornei a encara-la, entendi o motivo para isso.

A blusa de trabalho estava rasgada e aberta, os botões espalhados pelo chão. As marcas vermelhas arroxeadas adornavam boa parte de seu pescoço, colo e seios... Marcas feitas pela minha boca. Tentei reprimir o sorriso satisfeito, mas foi impossível, e isso só contribuiu para que seu olhar crispasse sobre mim.

Aproximei-me dela, com um muxoxo, retirando meu blazer e vestindo em seu corpo. O que em mim ficava perfeitamente alinhado, nela parecia um imenso vestido aberto, cobrindo até pouco acima da base de sua saia.

Abotoei a peça com certa lentidão, enquanto ela fitava compenetrada cada botão que eu encaixava. Ergui a gola afim de esconder os chupões em seu pescoço. Todas as marcas foram escondidas. Valeu a pena só por vê-la sorrindo para mim ao fim de todo o feito.

Correspondi ao sorriso, observando o pequeno corte ao canto de seu lábio. Sem nem perceber, toquei a pequena ferida com a ponta do polegar, dando-lhe um breve beijo; em seguida, beijando sua testa.

Até eu percebe-la desviando o olhar, com certo alarde, para uma específica parte do meu corpo.

— E... Como você vai... Esconder isso? – apontou para a área em minha calça onde tinha um volume indisfarçável.

Ela tinha os olhos arregalados, enquanto corava violentamente com o constrangimento em estar me encarando, desviando o olhar rapidamente em seguida.

Dei uma risadinha. – Vem, temos que ir...

Ela suspirou. – Eu sei. Meri já deve estar preocupada.

— Não voltaremos para boate. Vamos para casa. Eu ainda não terminei com você...

— O que?! Jack, meu expediente ainda não terminou.

— Nem o meu. – a fitei nos olhos. – Mas precisamos conversar. E a última coisa que conseguiremos aqui, é conversar.

— Já saí mais cedo essa semana para acompanhar a Meri no aeroporto, quando o Sr. e Sra. DunBroch foram embora junto com os meninos. Não posso infringir minha carga horária mais uma vez...

— Pode sim. Você ainda me deve um favor e estou cobrando. – afirmei e Elsa arregalou os olhos.

— Você ainda se lembra disso?

— Lembro-me perfeitamente de cada momento em que estive contigo. – infelizmente, admiti sem nem perceber, evitando fita-la por conta disso.

Ligeiramente atônita, ela me encarava. Durou-se alguns segundos até ela grunhir, contrariada. Então, subitamente, pareceu meio constrangida novamente.

— Jack... Você sabe que... Isso vai chamar atenção. As pessoas vão olhar.

Olhei para minha calça que parecia mais apertada que nunca. Já não estava tão evidente quanto antes, mas ainda parecia preocupar Elsa.

Dei de ombros. – Que olhem.

E já ia puxando a porta, quando repentinamente uma delicada mão se espalmou na madeira, batendo-a novamente com certa ferocidade. Pude ouvir as funcionárias do lado de fora chiar.

Fitei o rosto de Elsa, que tinha o cenho franzido. – Ah tá que eu vou assistir essas queridinhas olhando para você como um cão faminto que observa o frango na vitrine (??????). Mas tá pra nascer a Elsa que vai permitir isso de boas.

Na mesma hora, ela posicionou-se na minha frente, de costas pra mim, próxima a ponto de eu precisar segurar sua cintura. Não consegui disfarçar o olhar admirado e surpreso.

Dei um sorriso de lado. – Nunca achei que você fosse o tipo ciumenta.

Ela bufou em desagrado. – Nem eu achava, até agora.

Segurei-a estrategicamente à minha frente e acariciei as costas de sua mão, entrelaçando nossos dedos, enquanto aparentemente ela me guiava para fora do banheiro de um modo que “me” escondia.

A fila do banheiro não costumava ficar cheia, afinal, era o banheiro dos funcionários – sempre limpo e em ordem pois não dava tanto movimento quanto o banheiro dos clientes. Então era inquestionável o fato de que demoramos lá dentro. Haviam, em média, nove pessoas esperando, a maioria mulheres. E quando nos fitaram saindo, os olhares irritados deram lugar a... Curiosidade.

Eu não sei, mas pode ser que meu sorriso sugestivo e perverso tenha respondido indiretamente suas dúvidas mentais.

Elsa, de queixo erguido – mas não tão erguido, para não arriscar aparecer um dos chupões que deixei em seu pescoço, seguia na minha frente na maior simplicidade, disfarçando com perfeição. Admirado, instintivamente agarrei com mais firmeza sua cintura.

Mais afastados da área dos funcionários e chegando a pista, percebi ao longe o olhar analítico de Hiccup sobre o ambiente, apenas averiguando como fazia todos os dias. Eu precisava avisa-lo que estava indo embora, então lancei lhe uma encarada significativa quando seu olhar recaiu sobre mim.

Ele logo percebeu e veio caminhando em nossa direção.

Saindo de trás do pequeno corpo de Elsa, fiz menção de ir ao encontro do meu amigo, quando ela me segurou...

Me segurou da forma mais inimaginável. Me segurou onde, naquele momento, era o último lugar onde ela deveria pegar.

Eu suspirei e a encarei atônito, ainda que estivesse gostando da surpresa, enquanto a mão de Elsa mantinha-se firme sobre minha calça.

— Ele vai te ver assim! (?) – falou num sussurro incisivo e eu sorri com isso, notando então que ela não havia feito de propósito.

Era uma tentativa de esconder. Mas ela me segurava de um modo que não estava ajudando, muito pelo contrário...

— Você me agarrando assim, só vai me deixar mais excitado. – falei na maior sinceridade e ela corou violentamente, afrouxando a pressão de seus dedos com certa lentidão... Sem que seus olhos deixassem os meus.

Por um segundo, pareceu que ela estava me provocando. Ela realmente me deixou louco. Desgraçada... Perfeita. Tá brincando com fogo ao me tentar dessa forma...

Num momento, nos encarávamos com o mesmo desejo de alguns minutos atrás, a vontade de agarra-la tomando-me aos poucos a cada lento e tortuoso segundo, seus olhos de cores semelhantes aos meus faiscaram com a malícia contida, contribuindo com a vontade incessante que crescia em mim. Vontade dela...

— Interrompo? – era a voz de Hiccup quem dizia.

E então, Elsa desviara o olhar com o constrangimento de um provável flagra no tempo que eu encarava o infame do meu melhor amigo, já próximo de uma maneira que me deixou surpreso. Eu nem mesmo havia percebido sua presença.

Evidentemente, fomos bruscamente puxados da redoma quente que nos envolvia.

Não só ele, como todos, havia sido inibido pela áurea ardente que me rodeava junto de Elsa.

— Eu preciso ir embora. – já fui dizendo, não dando importância para o sorriso sugestivo que ele nos lançava. – Para de sorrir, seu babaca.

Ele deu uma risada. – Tá estressado ainda? Pela demora, achei que voltaria mais... Relaxado.

— Hiccup, porra!

— Tá okay, parei. – ergueu as mãos num sinal claro de rendição. – Me desculpe, Elsa. – pediu com sinceridade e então eu a fitei.

Sabia que ela estaria enrubescida de tanta vergonha e aquilo só me deu mais vontade de socar a cara do meu melhor amigo. Acariciei as costas de sua mão com o polegar, numa tentativa de tranquiliza-la, e voltei-me para Hiccup novamente.

Ele percebeu que a situação estava tensa. Percebeu isso no instante em que tudo começou... Sabia que a minha seriedade era algo com que se preocupar. Hiccup é meu melhor amigo não é à toa. Sua tentativa de piada foi para descontrair, eu sabia. Mas naquele dia eu não estava pra brincadeira. Eu não estava no meu normal, levando tudo com a leveza de uma risada.

Fitei Elsa de relance mais uma vez. Apesar do nosso recente momento, eu ainda tinha muito o que conversar com ela. Coisas sérias. E indiscutivelmente importantes, pelo menos para mim.

— Eu preciso ir embora, cara. – encarei-o novamente, que já me observava concentrado. – Preciso resolver uma coisa.

— Importante?

Muito importante pra mim. – com a visão periférica, senti que ela me fitou. Mas não tirei os olhos da feição compreensiva do meu amigo, que dera um breve sorriso.

— Beleza, irmão. Vai lá. Te cubro aqui. – fez um sinal para que eu não me preocupasse, retornando a atenção para a boate, e a minha vontade de soca-lo foi embora (?).

Apenas agarrei a mão de Elsa, puxando-a em direção ao estacionamento.

Foi impossível evitar.

Adentrei o carro, dei a partida, tomei as ruas, Elsa ao meu lado, e ainda assim minhas memórias insistiam em voltar para os motivos que nos levaram a essa situação. Suas escolhas... Suas atitudes... Talvez, as minhas também.

Isso poderia ter se resolvido há tempos, se ela não tivesse tomado a desgraçada decisão de esconder tudo de mim. Teríamos solucionado tudo com uma conversa. Teríamos nos poupado de tanta coisa...

Eu me sentia quebrado, essa era a verdade. De uma forma ou de outra, ela já estava decidida a me largar. A me jogar fora da maneira mais descartável. Talvez, desde o início, ela já tivesse isso em mente... E quando fez, não demonstrou nenhum remorso.

Eu nunca pensei que me apaixonar seria tão doloroso. Eu nunca pensei que ser rejeitado por quem eu amo seria ainda pior...

Teria sido muito mais fácil se ela não deixasse isso se estender. Teria sido muito mais fácil se ela nunca houvesse cedido à tentação e continuasse me negando até hoje. Teria me poupado de sentir uma dor que, até então, eu não conhecia.

Ás vezes é difícil de acreditar que uma mulher tão maravilhosa conseguira ser tão cruel. O que ela não faz pelas amigas...

Os nós de meus dedos esbranquiçavam-se gradualmente com a força à qual eu apertava o volante sem nem perceber. Eu estava irritado, com raiva, e não sabia bem o porquê. Tentei desfazer o cenho franzido, mas foi impossível.

Apenas uma coisa foi capaz de me tirar parcialmente desse transe de ira.

— Está bravo? – era a voz dela.

Elsa indagou de um jeito que quase desfez minhas estruturas. Baixinho e contido, com uma apreensão que beirava a incerteza.

Estava incerta se deveria falar comigo naquele momento ou não.

Eu não deveria assusta-la.

Eu não queria assusta-la.

Sem encara-la, murmurei. – Não tô bravo, Elsa. Tô chateado.

Ela suspirou longamente. – Precisamos ter uma conversa muito sincera agora.

Fitei seu rosto, de esguelha. – Acredite, linda. Em nossas conversas, eu sempre fui sincero com você. – crispei os olhos. – E também, sempre tive a impressão de que era o único.

Ela semicerrou as pálpebras ao me fitar, certamente preparada para uma discussão, coisa que realmente eu estava longe de estar pronto. Virou-se no banco, ficando de frente pra mim com a postura enérgica.

— Está insinuando que...

— Não estou insinuando nada. – fui direto. – Estou afirmando que você sempre escondeu isso de mim. – ela abriu a boca, já pronta para rebater, mas fui mais rápido. – Suponho, com uma parcialidade de certeza, que a ideia maluca de acabar com a gente por causa dos sentimentos de Tooth tenham começado logo que você tomou conhecimento deles. Então eu te questiono, Elsa... Há quanto tempo sabe disso?

A fitei de esguelha novamente, afim de registrar cada ponto de sua reação. As sobrancelhas relaxaram logo que ela parara pra pensar e no mesmo segundo, desviara os olhos dos meus. Eu sabia que meu olhar era acusatório, eu estava fazendo de propósito, afinal.

Quando ela sentou-se de frente novamente, evitando qualquer contato visual comigo e em silêncio, eu alfinetei. – Estou esperando.

— Desde o dia em que nos beijamos pela primeira vez.

De forma cortante, ela confirmou o que eu já suspeitava. Eu estava fadado ao descarte. Achei que desconfiar faria de mim um homem preparado para aquela resposta, mas eu não podia estar mais errado, merda.

A direção se desestabilizou por um momento sob meus dedos. Elsa me encarou alarmada no mesmo segundo.

Seu olhar vacilou quando me pegou já a encarando.

Desde a primeira vez?— fiz com a voz profunda, aquela dor insuportável rasgando meu peito. Mas que droga!

— Jack...

— Desde a primeira vez, Elsa! No início de tudo, porra!

— Jack, acalme-se...

Empertiguei-me ao negar com a cabeça, dispondo de um enorme esforço para manter a pouca calma que me restava.

— Desde o início, você já tinha em mente me descartar, por que deixou isso se estender? – minha voz era um murmuro absurdamente rouco.

Ela demorou para responder, hesitante. Mas quando fez, desejei que não tivesse feito.

— Deve ser muito difícil pra você, se ver na mesma situação das mulheres que descartou.

Caralho. Uma fúria incontrolável me devastou.

— Não... – eu negava com a cabeça, involuntariamente. Minha voz baixa denunciava a ira que eu tentara inutilmente reprimir. – Você não fez isso de propósito.

— Como pode saber?!

— Para com isso, Elsa! – exclamei possesso, encarando-a com uma raiva evidente. – Para com essa porra! Para de tentar fazer com que eu te odeie, não adianta!

E seu olhar vacilou. – E-eu não estava...

— Quer continuar com esse joguinho?! Beleza, então. – tornei a fitar o caminho, exasperado. – Não é isso que me afeta. Pra ser sincero, isso eu tô tirando de letra, quer você acredite ou não. Mas sabe o que é mais difícil?! Sabe o que mais me machuca nessa merda toda?! – soquei o volante, descontrolado, e completei com o tom de voz tão elevado quanto a raiva que eu sentia. – É saber que você também sente algo por mim e mesmo assim tá tacando o foda-se!

— Eu sei lidar com os meus sentimentos, Jack!

— Mas eu não sei lidar com os meus! – num berro gutural, revelei o que temia admitir até pra mim mesmo.

E o pequeno ambiente que era o interior do carro se aquiesceu com o silêncio dela.

O silêncio ensurdecedor. Eu não a fitava, mas tinha certeza que estava assustada e com os olhos arregalados, não fui capaz de encarar sua feição de horror.

Mas aquela era a infeliz verdade.

Eu não fazia ideia de como lidar com isso. Tudo o que eu sentia era um amargurado arrependimento de ter me apaixonado por ela. E o que mais me preocupava era que eu não queria sentir aquilo.

Arrependimento.

Ainda que tenha me ferido no fim, essa desgraçada me fez feliz. Ela me fez... Muito feliz.

Eu só gostaria de conseguir deixar tudo para trás de maneira tão fácil como aparentava estar sendo para ela. Eu gostaria de estar pouco me fodendo, assim como ela. Eu gostaria de não estar me sentindo magoado, quebrado e traído... Exatamente como ela.

— Eu não sei fingir que não me importo. – comecei a falar sem nem perceber. Com a visão periférica, percebi que ela ainda me encarava. – Eu não sei fingir que não sinto nada. Eu não sei ser frio, insensível e desprezar quando tudo o que quero é fazer exatamente o contrário. Já você... – hesitei por uns segundos. – É mestre nisso. – completei num sussurro. – A última coisa que eu te peço, antes de acabarmos... É que me ensine a ser como você. – eu a mirei de relance, apenas para percebe-la me encarando com os olhos marejados e o cenho franzido, numa mistura de mágoa e ódio. – Me ensine a lidar com isso, porque estar apaixonado por você só vêm me trazendo dor.

Ela não demorou para refutar, com uma raiva evidente em sua voz. – Você parecia estar lidando perfeitamente bem lá na pista da boate, quando te vi beijando “trocentas” bocas... – comentou com um deboche amargo. Trinquei o maxilar, semicerrando os olhos ao encara-la com mais afinco. O marejar de seus olhos ainda estava lá, mas ela não havia deixado uma lágrima sequer cair. – E ainda diz que não consegue ser insensível.

— Pois é. – concordei com uma falsa calma, afinal, eu estava irritado pra caralho. – Beijei umas quatro ou cinco bocas insignificantes, quando na verdade, eu só queria estar beijando a sua.

— Não tente justificar o que fez.

— Não estou. Tomei uma atitude precipitada, mas até agora eu não disse nada que não fosse verdade... E você?

— Eu não menti pra você.

— Me escondeu as coisas, isso é muito diferente, é claro. – ri com deboche.

— Eu não sabia se podia confiar em você... – a fuzilei com o olhar. – Afinal, hoje mesmo você me mostrou o quanto sempre estive certa a seu respeito, obrigada.

— Ainda com isso?!

— Sim! Ainda com isso!

— Eu já falei que eu não queria beija-las! Eu queria você! Eu quero você!

— Isso não quer dizer nada.

— Isso quer dizer muita coisa, Elsa. Talvez, tudo!

— É, talvez você tenha razão! – falou, de repente, com a voz enérgica, jogando as mãos para o ar. – Talvez, realmente, signifique alguma coisa. Talvez signifique que você será sempre assim. O Jack Maioral Mulherengo que, na primeira briga, sai por aí beijando quantas mulheres achar melhor!

— Fala isso porque não foi você quem saiu frustrada! Me tratou feito um merda... Fez pouco caso do que eu sinto por você, riu na minha cara, como você queria que eu agisse?! – me fitou séria.

— Se você está insinuando que o fato de ter feito o que fez é culpa minha, sinto lhe informar, você pode ser o pior dos canalhas, mas isso excede a sua cretinice a um nível absurdo.

Porra. Aquilo, vindo dela, me atingiu feito uma lâmina corrosiva, direto no meu peito, se alastrando numa dor aguda. Encarei seu rosto com uma fúria quase tangente, até o ar a minha volta parecia mais quente tamanha a fúria que eu sentia.

Enquanto que ela mantinha o semblante sereno, dividindo num contraste agridoce a atmosfera densa que nos rodeava.

Eu estava possesso de raiva. E ela, pacífica e tranquila como nunca, extremamente certa do que havia dito, nem um pingo de incerteza em sua feição confiante e serena.

Confiante e serena porque ela sabia que estava certa... Puta que pariu, Elsa, sua desgraçada... Linda.

Suas atitudes me frustraram, me irritaram, acabaram comigo, isso era um fato incontestável. Tentei contar as vezes em que já a chateei com meu jeito impulsivo e mulherengo, e consegui calcular um bom conjunto de ocorrências. Tentei contar as vezes em que, por conta disso, ela saíra beijando inúmeros caras numa noitada qualquer e, como bônus, na minha frente... Não consegui me lembrar de nenhum momento assim.

Não consegui porque nunca havia acontecido.

Dei um longo suspiro.

Eu poderia ter evitado isso tudo. Odeio me sentir um idiota, ainda que isso ocorra com frequência... Suspirando profundamente, eu pensava no que acabara de ter levado na cara.

Não era culpa dela. Eu fiz por ser inconsequente.

Vivo refletindo e debatendo comigo mesmo o que eu poderia fazer para que Elsa fosse menos cética a meu respeito, e de repente tomo uma atitude que vai contra tudo o que eu quis ser para ela, que justifica todo o seu conceito sobre mim...

Xinguei, não consegui conter o grunhido. Pude sentir seu olhar compenetrado. Com os olhos em frestas, tornei a fitar o caminho.

— Não foi sua culpa. – o silêncio permaneceu. – Se eu me descontrolei, a culpa foi somente minha, mas... – apertei o volante, negando com a cabeça. – Você não faz a menor ideia da dimensão dos meus sentimentos por você. Creio que também não faça a menor noção da dificuldade que eu tenho para expressa-los. Então, por favor, droga... Jamais finja que não se importa ou que não acredita quando eu digo que te amo. – dei um longo suspiro. – Tu não imagina a dificuldade que passo ao mencionar essas palavras a você.

Fez-se um absoluto silêncio. Doloroso e longo. Eu não tive colhões para encara-la e logo eu não precisaria, faltava pouco mais de duas quadras para pararmos na fachada do edifício onde ela morava.

Estava decidido a não sair para leva-la a portaria. Iria parar, esperar que ela saísse e me despediria com um “boa noite” que decretaria o nosso fim que mal havia começado...

Mas aí, ela soluçou, contida e baixinho, evidentemente escondido.

Ela não me encarava. No entanto, eu tinha certeza que as lágrimas reprimidas naquele marejar de seus olhos há minutos atrás haviam transbordado. E então, me vi sem chão ao presencia-la chorando.

Atônito, eu mal conseguia formular a frase. – Elsa, você...

— Por favor, não se preocupe com isso... – dizia rápido, virada para a janela. – Vai passar.

Na mesma hora, e num movimento brusco, eu parei o carro num frear perigoso.

Ela estava chorando. E por minha culpa, provavelmente. Aquilo me afetou de uma forma inimaginável.

Saí do carro, ainda sem fita-la, dando a volta no veículo e escancarando a porta do carona, dando de cara com seu olhar sobressaltado, os olhos luminosos e úmidos, a face molhada que ela tentava inutilmente secar.

— Sai do carro. – ordenei com a voz firme, fazendo-a piscar seguidas vezes.

— Jack, o que você...

— Sai do carro, Elsa. Agora.

Eu soei rude demais. E embora não tenha feito de propósito, não dei a mínima. Só queria que ela saísse do carro logo antes que eu mesmo a tirasse. Um anseio insondável me assolava, vontade de puxa-la de lá de dentro a cada cruciante segundo em que ela demorava me observando. Eu sabia que ela estava me analisando. E não tive coragem para encarar-lhe o rosto, pois com toda certeza haveria mágoa ali.

Eu não estava preparado pra isso.

— Sai logo ou eu vou te tirar. – murmurei, ainda fitando ao longe, o cenho franzido sobre meus olhos.

Então ela finalmente saiu, amoada e cabisbaixa, pronta para seguir para o seu apartamento, sem dizer absolutamente nada, sem me lançar um mísero olhar.

Encara-la de relance e notar a tristeza em seus olhos foi o suficiente para aquele anseio me tomar por completo.

No mesmo instante, eu a puxei sem nem mesmo dar tempo de ela fechar a porta, a pressionando contra o carro, a agarrando pela nuca, trazendo seu rosto de encontro ao meu ombro, e a abraçando com uma urgência assombrosa.

Era a vontade que eu tinha desde o momento em que parei o carro de forma tão abrupta.

E ainda que tenha sido pega no susto, encontrou sanidade o suficiente para me bater, vacilante porém sempre certeira. Afastou seu rosto, desferindo socos contra meus ombros e tórax, soluços infindáveis irrompiam de sua garganta, suas bochechas encharcadas de lágrimas. Sem me dar por intimidado, agarrei seus pulsos, inclinei-me e tomei sua boca num beijo urgente e impulsivo, mordiscando seu lábio até sentir sua resistência prestes a ruir...

Mas ela estava determinada a não me corresponder.

— Me solta. – pedia ela, num sussurro incerto.

— Para com isso, Elsa. – murmurei contra seus lábios. – Para com isso...

Debatendo-se sem força, ela tentava sair do meu domínio, mas eu a firmei entre minhas mãos, mantendo-a no mesmo lugar.

Suguei de seu lábio uma última vez, finalizando com um longo selinho hesitante quando ela enfim se aquiesceu sob minhas mãos.

Eu não consegui evitar suplicar. — Por favor, para de chorar.

Ela finalmente encarou-me, desencostando sua testa da minha, espantada com o fato de ainda estar chorando – dessa vez, mais do que antes. A face rosada estava embebida em lágrimas, abaixo dos olhos arregalados e vermelhos havia um ínfimo inchaço, tão sutil que qualquer outra pessoa mal notaria.

Desesperada, ela levara desajeitadamente o canto do rosto de encontro ao ombro, tentando secar da maneira que conseguia – visto que eu ainda segurava seus pulsos.

— Eu não estou chorando, eu... Eu... – dizia sem jeito, sem me fitar, e xingando-se a cada soluçar.

Um desejo esmagador de abraça-la novamente me assolou, mas com muito, muito esforço, mantive-me no meu lugar. Com toda a calma do mundo, libertei seus pulsos e segurei seu rosto entre meus dedos trêmulos.

— Eu não sou o único sofrendo com isso, sou?

Silêncio absoluto.

Seu olhar mudara drasticamente.

Espanto e dor.

A sensação de ouvir a maldita verdade...

Suas sobrancelhas tencionaram-se sobre os olhos marejados, e de forma dramática, uma lágrima escorreu quando ela negou.

— Será que você não entende que seu sofrimento é o meu? – uma ardência incômoda enturvava meus olhos. – Por que tá fazendo isso com a gente?

Ela soluçou baixinho. – Porque é preciso.

— É preciso? – neguei com a cabeça. – Não. Não é.

— Eu não posso permitir que isso aconteça, Jack. – dizia com dificuldade, cada palavra parecia rasga-la. Aquilo doeu em mim. As lágrimas pesadas nublando sua visão antes de ela completar, num fio de voz. – Me desculpe.

Como se o universo conspirasse a meu favor naquele momento, percebi ter parado na fachada de seu prédio.

— Tudo bem. – soltei seu rosto e seu olhar recaiu para o chão, soluços silencioso irrompiam de sua garganta. E eu me sentia o homem mais perdido e desorientado existente.

Me afastei com muito custo depois de longos segundos, evitando fita-la. Minha mente era um pleno caos naquele momento. Olhei em volta, para nada em específico, sem focar ponto nenhum. Desorientado e machucado.

Havíamos terminado algo que nunca começou.

Não havia nada mais angustiante que isso. Imaginar o que poderíamos ter realizado, não fosse esse desfecho precoce.

O que poderíamos ter feito. O que poderíamos ter sido...

Acabou. Já era.

E a troco de quê?

— O que espera que aconteça, Elsa? – indaguei num impulso cortante. Pude sentir seu olhar confuso sobre mim e a encarei, minha mente a mil. As palavras apenas fluíram. – Espera que eu saia daqui, vá até a Tooth, e jure meu amor por ela? – neguei com a cabeça. – Não vai rolar. Eu já falei, eu não a amo dessa forma. Eu amo você. – ela engolira em seco e avancei em sua direção, parando bem a sua frente. Ela me encarava de queixo erguido, os olhos compenetrados, caminhos de lagrimas quase secas pelas bochechas rosadas. – As suas decisões só resultam em mais corações partidos e eu tenho certeza, dos anos que eu conheço a Toothiana, que ela jamais iria querer isso. Então eu te proponho uma coisa... – acariciei seus cabelos num ato involuntário, sem conseguir me conter. – Converse com ela e quando perceber que essa sua decisão não passa de uma ideia maluca, você me procura... – me afastei tão rápido quanto me aproximei. – Talvez eu ainda esteja esperando por você.

Notas finais
Número de palavras: 8.857 Estado emocional da Elsa depois do capítulo 34: http://risingtide-orbis.tumblr.com/post/168133389760/imagem-real-do-estado-emocional-da-elsa-depois-do *meme feito pela leitora e sarradora milenar Mithai - https://fanfiction.com.br/u/390301/ A partir deste exato capítulo, a historia está oficialmente marcada como (+18). *GENTE, VOCÊS VIRAM QUE O FLYNN TÁ NA SÉRIE DO JUSTICEIRO????????????? Eu maratonei essa série (prq eu não sei se vocês sabem, mas o Justiceiro do Jon Bernthal é tipo assim O HOMI DOS MEUS SONHOS????) pois sou obcecada por esse Justiceiro desde a segunda temporada de Demolidor (poolta que paréu, Q HOMEM), inclusive, shippo muito Kastle, inclusive, tenho um projeto voltado pra eles, inclusive, parei. Eu olhava aquele Billy Russo e só pensava “Ora, se não é o Flynn Rider rsrsrsrsrsr” PRQ O BEN BARNES É UM PUTA HOMÃO, MUITO FLYNN RIDER SIM.* Quero declarar que não declararei nada mais sobre esse capítulo, prq estou tímida rsrsrs, mas lhes digo que realmente PRECISO saber a opinião de vocês ♥ E nesse clima de embraço imensurável, eu me despeço... Pode ser que nos vejamos só em 2018, então já deixo aqui o meu Feliz Natal e Próspero Ano Novo. Esse capítulo foi um presente. E eu queria dizer que amo vocês... De todo o meu coração ♥ ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ outro presente: https://youtu.be/SO9_s33WfO0 (projeto para 2018... certamente Jelsa) (nos veremos logo SIM, POR FAVOR, rs) :')