Rise of the Guardians 2 - Spirits of Halloween
11 Capítulo 11: Broken
Notas iniciais
Fora da Oficina...
– Então? – Breu pergunta. – É aqui que eu vou acabar com você?
– Nem sonhe! – Coelhão grita.
– Eu não sonho. – Breu responde no mesmo tom satisfeito de antes. – Eu trago pesadelos.
– Então está na hora de eu me tornar o seu! – Coelhão diz, saltando para cima de Breu.
O Bicho-Papão desvia sem dificuldade do primeiro golpe, mas com um movimento rápido, Coelhão o acerta com a enorme pata, jogando-o no chão.
– Ora, seu... – Breu diz furioso.
Logo ele invoca montes de areia do pesadelo e os atira na direção do Coelho da Páscoa. Com alguma dificuldade, Coelhão desvia dos golpes e fica frente a frente com Breu.
– Qual foi mesmo a pergunta que fez a Norte? – Coelhão se pergunta sarcasticamente. – Está ficando fora de forma, Breu?!
– Cale-se! – Breu ordena, arremessando mais areia de pesadelo no Coelho.
Coelhão é atingido e jogado para longe de onde estivera. Ele tenta se levantar, mas a areia negra o mantém preso ao chão. Lentamente Breu se aproxima do Guardião caído e o olha satisfeito.
– O que estava dizendo? – Ele pergunta sarcasticamente.
Coelhão tenta falar, mas as areias de pesadelos o impedem.
– Bem melhor assim. – Breu diz. – Estarei fazendo um favor ao mundo. Um resmungão a menos para aturar.
Assim que diz isso, ele segura em sua mão uma pequena quantidade de areia do pesadelo. Esta logo começa a se juntar e mudar de forma, transformando-se em uma pequena adaga. Breu se aproxima do Coelho da Páscoa e ergue a adaga, pronto para dar o último golpe.
Em outro lugar...
Assim que se transporta, Jennete imediatamente larga os dois guardiões e fica frente a frente com ambos. Os três estavam em uma floresta escura, mais exatamente na mesma clareira onde os guardiões encontraram Jennete pela primeira vez.
– Vamos terminar onde tudo começou. – Jennete propõe, assumindo uma posição ofensiva e apertando a alça de ferro da abóbora de Halloween.
Norte ignora o comentário da garota e pega suas novas espadas, pronto para atacá-la. Ainda não completamente recuperada, Fada continua apenas em pé ao lado de Norte. Jennete parte para os dois, retirando uma adaga de dentro da abóbora no trajeto. Norte desvia do golpe desferido pelo espírito de Halloween e tira Fada do caminho antes que possa ser acertada.
Logo Norte deixa Fada perto de uma árvore e continua sua luta com Jennete. Depois de vários golpes desferidos por parte de ambos, os dois conseguem escutar o badalar do relógio de uma cidade próxima ao lugar onde estavam.
– O tempo acabou. – Jennete diz, sorrindo malignamente e novamente avançando para Norte.
O Papai Noel se sentia atordoado demais para se defender e Jennete o derruba, ficando por cima do bom velhinho e colocando a adaga negra sobre o pescoço do mesmo.
Jennete estava pronta para acabar com o Guardião quando ouve um estranho barulho vindo de trás de si.
Do lado de fora da oficina...
Breu desfere o golpe em Coelhão, mas antes que a adaga possa acerta-lo, é impedido.
Uma pequena quantidade de areia dourada paira entre Coelhão e a adaga de Breu e o Bicho-Papão rapidamente se afasta como um humano que acabara de ver uma cobra venenosa.
A areia dourada vai contagiando as areias de pesadelo ao seu redor e logo toma forma, transformando-se no Guardião dos Sonhos, também conhecido como Sandman.
– Sandy! – Coelhão exclama feliz por ver o antigo companheiro.
Sandman lança um rápido sorriso ao Coelho da Páscoa e logo se vira para Breu com uma expressão furiosa. O Guardião dos Sonhos forma uma gigante onda de areia dourada atrás de onde estava com Coelhão. Breu recua mais alguns passos, mas logo seu rosto assume uma expressão decidida e ele faz atrás de si uma onda de areia de pesadelo do mesmo tamanho da de Sandy.
– Vamos logo, homenzinho, faça o seu melhor! – Breu grita, desafiando Sandy.
Logo as duas ondas se chocam num enorme estrondo que poderia ser ouvido por provavelmente por todo o polo norte. Ambos os espíritos continuam a se atacar incansavelmente sob um olhar impressionado do Coelhão.
Dentro da Oficina...
– Jacky. – Jack chama, mas a garota nem ao menos se mexe. – Jacky!
Ele sacode bruscamente o desacordado Espírito de Halloween, mas recebe apenas o mesmo resultado: Nada.
– Por favor, acorda. – Ele pede, chorando. – Jacky, acorda!
Jack tentou salvá-la, mas olhando para ela agora, ele compreendeu que preferia que ela continuasse do jeito que estava e que ela o matasse se isso significasse que ela continuaria viva.
Jack deposita um leve beijo na testa da garota e continua abraçando-a, chorando. Com o passar dos minutos, ele perde completamente as esperanças e iria se levantar, pronto para ir atrás de Jennete e destruí-la, mas sente uma mão segurando seu braço.
Na floresta...
Jennete se levanta de cima do Papai Noel ao ver que estava cercada por milhares de fadinhas e também pela Fada do Dente.
Um sorriso maligno se forma nos lábios do espírito do Halloween e usando a abóbora de Halloween, ela começa a lutar contra as fadinhas que investiam sem parar. Algumas coseguiam arranhá-la, deixando a extremamente irritada.
– JÁ CHEGA! – Jennete grita furiosa.
Uma forte luz negra sai da abóbora de Halloween e atinge as fadinhas, a Fada do Dente e Norte, deixando todos inconscientes.
Sob a chuva de fadinhas que caíam desacordadas no chão, Jennete alça voo e já no ar, ela se transporta novamente para a oficina de brinquedos do Papai Noel.
Do lado de fora da oficina...
Depois de uma incansável batalha, Sandy consegue acertar Breu com a areia do sonho. O Bicho-Papão olha aterrorizado para a mão que começava a ficar dourada e dissolver-se.
– O QUE VOCÊ FEZ? – Breu grita, partindo para Sandy.
Antes que o Bicho-Papão possa atingir o Guardião dos Sonhos, fica completamente dourado e se dissolve, transformando-se em areia de sonhos. Sandy sorri, satisfeito pelo seu trabalho e vai até onde Coelhão ainda olhava chocado.
Sandy estende a pequena mão para o Coelhão e o ajuda a se levantar, usando areia de sonhos para perguntar se o companheiro estava bem.
– Sim. – Coelhão responde. – É bom ter você de volta, Sandy.
O Guardião dos Sonhos sorri para o amigo e Coelhão começa uma rodada de perguntas sobre como Sandy havia conseguido voltar ao normal, a qual o homenzinho dourado responde alegremente.
Na oficina...
Jack sente uma mão segurando seu braço e logo se vira. Seus lábios formam um sorriso mais do que contente ao ver a menina de olhos laranja que gostava segurando-o e sorrindo para ele.
O espírito do inverno não perde tempo e dá em Jacky um abraço de urso, tirando-a do chão e girando-a pelo lugar, completamente contente.
– Para, Jack. – Jacky pede, embora estivesse rindo em todo momento.
Jack a obedece e coloca a garota no chão, ficando frente a frente com ela, ambos sorrindo. Porém a felicidade dos dois é interferida ao ouvirem uma conhecida voz.
– Mas que fofo. – Jennete fala com um sorriso sarcástico.
A garota estava encostada em uma das paredes da oficina, de braços cruzados, olhando para os dois com um ar um tanto desapontado.
– Que decepção, Jacky. – Ela diz, começando a andar pelo lugar. – Depois de tudo, você acaba apaixonada por um idiota com ele. – Ela aponta para o espírito do inverno que estava posicionado protetoramente entre Jacky e Jenn. – O que o papai iria dizer?
Jacky engole em seco quando a irmã menciona o pai das duas. Jennete continua rodeando os dois e olhando-os com um olhar decepcionado e sarcástico.
– Estou surpresa que você se atreva a mencionar o papai. – Jacky diz ao se recuperar do choque pelo que sua irmã dissera.
– Ele está morto. – Jennete diz, embora com um sorriso estranhamente nervoso. – Por que eu sentiria medo de mencioná-lo?
Jenn não espera a irmã responder e logo parte para cima dela e de Jack. O espírito do inverno tenta defender a garota atrás de si, mas Jacky o empurra para longe e Jenn a atinge. Antes que as duas possam cair no chão, ambas somem, deixando um preocupado e chocado Jack Frost derrubado no chão.
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