Notas iniciais
Então, eu sei que não posto há quase duas semanas, eu prometi postar no Carnaval, mas esse capítulo foi difícil de escrever e não fiquei satisfeita com a qualidade e muito menos com a falta de ação. Vou tentar trazer o próximo capítulo mais rápido, boa leitura.

As primeiras horas após Sammy ter curado minha perna, ainda podia sentir a dor de quando estava sangrando, como se nada a tivesse concertado.

Durante a viagem, Jake mantém sua mão sobre a minha e, algumas vezes, a aperta para ter certeza de que eu estava bem. Minto para ele mais e mais, confirmando que estou bem, e que nada me incomoda, porém eu não consigo parar de pensar na perna, sério, qual é o meu problema?

Paramos em um campo limpo, Khan descansa a cabeça no volante como se estivesse exausto e suspeito que esteja, afinal há três horas que está dirigindo.

Tem certeza que não quer que eu dirija? pergunta Sammy segurando o riso.

– Sim. — ele resmunga.

Acho que nisso eu tenho que concordar, Sammy é a pior motorista que eu já conheci. Sabe quando você está dirigindo e cuidadosamente pisa no acelerador? A ruiva não acredita em limite de velocidade, ela testa o carro ao máximo e é de certo modo assustador.

– Ok, vamos esticar as pernas, a casa não é muito longe, apenas mais uma hora e meia daqui, eu acho.

Assinto e balanço a cabeça de Jake que passou a última uma hora dormindo em meu ombro.

Ele acorda, os olhos arregalados e a mão já procurando por sua faca(aka Kenny).

– Hey! Calma, só paramos para descansar, Khan está exausto. — aponto em direção a Khan, que já está deitado na grama, Sammy está gargalhando ao seu lado.

Ele sorri e assente.

– Quer sair um pouco? — pergunta.

– Não. — respondo sarcasticamente — Eu quero viver o resto da minha vida aqui dentro.

O loiro ri.

– Como quiser, ruivinha. — diz falhando miseravelmente ao tentar esconder o riso.

Ambos saímos do carro para nos juntarmos com Sammy e Khanye, finalmente percebo que já é o fim da tarde e o sol está se pondo, o tempo realmente passa rápido.

– E então ruivas, há quanto tempo vocês duas se conhecem? — pergunta Jake.

Nos entreolhamos, ambos procurando uma resposta.

– Hum, dois meses eu acho, contando o tempo que estávamos separadas. — dizemos em uníssono.

– E já são tão próximas? — não parece uma pergunta, está mais para afirmação.

– Sim. — sorrimos.

Depois de retornamos para a estrada, não demorou muito para que chegássemos a casa de Sra. Evans e devo admitir que estou surpresa por Sammy e Khan terem arranjando um lugar para ficar tão bom apenas pedindo com educação.

Sra. Evans está na porta da frente, uma expressão aflita e as mão atrás das costas de vez em quando saindo para secar algumas lágrimas. No momento que consigo um bom ângulo da velha eu percebo que é uma pessoa delicada, do tipo que você se arrependeria de ser má com. O cabelo é branco, porém bem cuidado, preso no lugar com laquê. Os olhos são castanhos e brilhavam com lágrimas que caiam sem parar pelo o rosto enquanto soluçava.

– O que houve? — Sammy é a primeira a se manifestar aproximando-se da mulher.

No entanto, quando a ruiva chega a alguns centímetros de Sra. Evans, as mãos saem de trás das costas e a velha que julguei inocente saca uma arma apontando-a para a cabeça de Sammy, que está paralisada com o movimento inesperado.

– Sra E-Evans? — gagueja Khan, aproximando-se lentamente.

Para dentro e não tentem nenhuma gracinha ou atiro nela. diz, porém posso perceber que sua voz fraqueja e as mãos tremem, ela não é experiente nisso.

Sinto a mão de Jake deslizar por meu braço, até que seus dedos se entrelacem nos meus. Levanto a cabeça para encontrar seus olhos azuis e profundos me observando cuidadosamente, aperto sua mão como se estivesse sinalizando que estou bem.

– Vamos. — murmura.

Sammy vai na frente, uma arma apontada para sua cabeça e Khan seguindo Sra. Evans de perto. Jake e eu os seguimos depois de um tempo de mãos dadas, o loiro me confortando, dizendo que Sammy ficaria bem, mesmo que não tenha certeza.

Nós entramos na casa e percebo que nada ali sugeriria que Sra. Evans estaria trabalhando para os mogs. É uma típica cabana, bem aconchegante, cheiro de biscoitos, o calor da lareira, trabalho em madeira e os móveis simples, não uma base super secreta para alienígenas malignos. Pelo visto, aparências enganam.

Sra. Evans, senta-se em uma cadeira e coloca a arma na mesa, respirando fundo para conter as lágrimas.

– Me desculpem. — diz.

O que? Ela acabou de ameaçar a explodir os miolos de Sammy e agora pede desculpas? Não, ninguém ameaça minha amiga desse jeito e sai impune.

Estou furiosa com a velha e sinto minha temperatura corporal esquentar, mas apenas que incomodo com isso quando Jake exclama de dor e se afasta de mim. Eu inspiro lentamente e expiro, murmurando um "desculpa" por baixo há respiração.

– Eu só quero sair daqui. Ver minha família. ela se virou para Khanye e Sammy. Eles estavam fora da Muralha quando a subiram e eu procurei um jeito de sair. Antes de vocês chegaram hoje, eles vieram aqui e me disseram para entregá-los, então eu poderia ver minha família novamente. Eu só não consigo apontar uma arma para você depois de tudo que me ajudou.

A ruiva lança um olhar ao mog que apenas assente e os dois se voltam para Sra. Evans de braços cruzados.

– Você iria nos vender? — pergunta Sammy.

– Não deveria ser uma novidade. Eles disseram que diversas gangues inglesas estão sequestrando jovens que possuem algo fora do normal para vendê-los aos mogadorianos. E-eu não sabia o que fariam com vocês, mas eu poderia finalmente ver minha família.

Isso vem acontecendo? Gardes de todo o mundo são trazidos para a Inglaterra e vendidos aos mogs, isso é repugnante. Mogadorianos me enojam de várias maneiras.

– Só precisamos de um lugar para ficar. — pede Khanye que até agora permanecia silencioso.

Sra. Evans levanta a cabeça.

– Vocês podem ficar aqui, tudo bem, não me incomodo.

– Mas nós nos incomodamos. — rebato — Vocês vão mesmo acreditar nela?

Jake tenta me parar, mas isso já foi longe demais.

– Sammy, ela acabou de apontar uma arma para sua cabeça e está confessando que trabalha para os mogs, como ainda podem confiar nela? — exclamo indignada.

– Carol, não há outro lugar e... — Sammy tenta me convencer.

– Claro que há. — interrompo.

E com passos duros eu atravesso a porta da frente, batendo-a atrás de mim. Respiro fundo, passando a mão por meu rosto e colocando o cabelo para trás, ouço passos próximos a mim, mas prefiro ignorá-los acreditando que possam ser de Sammy ou Jake, talvez até Khan. No mesmo instante me arrependo de tê-los ignorado, tendo agora uma espada apontada para meu pescoço.

– Um movimento e você morre.

Notas finais
Me desculpem pela demora, de novo e por favor comentem, pouca gente comentou no último capítulo e isso me deixou meio triste e desmotivada a escrever esse capítulo, sei que não tenho feito bons capítulos, mas eu tento, ok? Kisses Sammy