Rise Of The Gods
5 Mãe Natureza...Ou Quase Isso
Notas iniciais
Acabo de ser jogada contra uma árvore. Meus olhos estão fechados e eu não consigo me mexer. Sinto-me incapaz de fazer qualquer coisa. Tudo dói, inclusive minha cabeça. Mas um lugar, bem lá no fundo, explode em alegria, meu lado sentimental.
– Haidee! – chama Luke.
Ouço seus passos, ele se aproxima de mim e me ajuda a levantar.
– Você está bem? – ele me olha da cabeça aos pés e suspira aliviado. – Está.
Ele me abraça fortemente e me dou conta de que ele se preocupa comigo.
De repente me lembro.
– Scott! – exclamo me soltando de seu abraço.
Luke parece um pouco atordoado no início, mas logo me segue.
Ajoelho-me ao lado do corpo de Scott que parece imóvel. Coloco o dedo abaixo de seu nariz e fico aliviada ao descobrir que ele respira, precisamos levá-lo para o acampamento.
– Temos que carregá-lo. – digo para Luke – Pegue as pernas e eu pego os braços, ok?
Ele concorda, levantamos Scott e o carregamos até o acampamento. Por sorte, nenhum Riddle atacou-o e por isso tudo continuava como havíamos deixado.
Colocamos Scott deitado em um pedaço da rocha e ficamos conversando.
– O que houve exatamente? – pergunta Luke.
– Não me lembro. – minto.
– Você está mentindo. – ele espreme os olhos. – Mas não vou pressioná-la.
Sua mão passa carinhosamente sobre meus cabelos e logo apoio a cabeça em seu ombro.
Não percebo, mas acabo adormecendo ali mesmo.
(...)
Acordo ouvindo o som dos pássaros. É incrível como a floresta parece um paraíso de manhã.
Abro os olhos cuidadosamente e me deparo com aqueles olhos castanhos me encarando.
– Haidee? Você está bem? – pergunta com um tom preocupado.
Tento me levantar, mas minha cabeça dói. Ele me envolve com os braços e me ajuda a levantar.
– Onde está o Luke? – meu tom soa mais preocupado do que eu queria.
Scott me olha de modo estranho e começo a achar que ele está...Não! Não pode ser! Ciúmes? Devo estar imaginando.
– Foi procurar água. — ele finalmente responde.
Permaneço em silêncio por alguns instantes mexendo em meu cabelo de modo quase infantil.
– Você tem idéia do que aconteceu ontem? – me viro para encará-lo e ele está a poucos centímetros de meu rosto.
– Não. – Scott desvia o olhar para o chão. — Tudo foi tão depressa. Eu e você...Ahn...Nós...estávamos...então...BOOM! – diz desajeitadamente.
Ele começa a ficar vermelho e imediatamente começo a rir.
– De que está rindo? – franze a testa.
– Você fica muito fofo quando enrubesce. – aperto suas bochechas de modo debochado.
Ele segura meus pulsos.
– Pare com isso. – pede, mas soa como uma ordem.
Sinto algo esquentar em meus pulsos, e logo começa a queimá-lo.
Exclamo de dor e Scott os solta.
– Desculpe. – diz. – Às vezes isso acontece.
– E qual é o motivo? – pergunto curiosa.
– Uma coisa sem sentido.
Elevo minha mão até sua bochecha e a acaricio levemente.
– Ei, pode me contar. – e de modo quase imediato, assim que termino a frase beijo-lhe rapidamente.
Ele parece surpreso quando me afasto, apenas reviro os olhos e lhe dou um tapa.
– Deixe de ser tão sonhador. – digo.
Ele ri enquanto esfrega o local em que lhe desferi o tapa.
– Tudo bem, eu vou voltar a ser o idiota que implica com você.
Cruzo os braços.
– E eu a criatura que finge te odiar.
Nesse momento cubro a boca com as mãos percebendo a besteira que eu disse. Scott também percebe e olha para mim.
– Você fingia me odiar o tempo todo? – ele pergunta
Eu sinto meu rosto queimar, claramente envergonhada, mas Luke finalmente chega acompanhado por uma garota em um vestido verde, vou lembrar de agradecê-lo depois.
Enquanto se aproximam percebo mais detalhes sobre ela; era ruiva, alta, pálida e andava descalço. Onde pisa as folhas voltam a ser verdes e sube, para as árvores. Me perguntei como alguém podia ser tão forte, mas então vejo seus olhos dourados, ela é uma hospedeira.
Luke virou-se para mim percebendo a confusão de minha mente, ele sorri e coloca a mão no ombro da ruiva.
– Pessoal essa é a Sammy. – ele diz.
A ruiva, que se chama Sammy, sorri para nós e acena.
– Você é uma hospedeira. – aperto os olhos um tanto desconfiada.
Pelo o que havia estudado nas poucas semanas na base, os mortais haviam sido extintos e por tanto nenhum deus podia hospedar mais nenhum corpo, pois semideuses não eram capazes de suportar, já que o sangue dos deuses que corria em nossas veias entrava em conflito com o deus que queria nos hospedar matando assim o único dos dois capaz de morrer, no caso o semideus.
– É, eu sei. Eu hospedo Deméter desde...Sempre. – Sammy dá de ombros, mas mesmo assim sorri.
Ela é uma pessoa bastante calma e tranquila, como se a guerra não lhe afetasse. Então uma idéia passa por minha cabeça.
– Um hospedeiro se torna imortal? – pergunto.
Sammy parece surpresa com a pergunta, mas logo se vira para responder:
– Não. – sua voz é dura e fria.
– Mas você sobreviveu e ainda está intacta e jovem.
– Eu sou um legado, é completamente diferente, inclusive a situação.
– Um legado? – Scott se manifesta pela primeira vez.
– Filho de um semideus com outro semideus, deus ou até mesmo mortal. Em alguns casos raros os legados podem ser capazes de hospedar deuses e permanecerem jovens para sempre, legados também tem uma média de vida maior do que a dos semideuses e mortais: eles podem viver até os 200 anos. – diz Luke, olhamos para ele impressionados, mas o garoto apenas dá de ombros. – Legados assim como semideuses tem habilidades especiais, no caso de Sammy ela é uma Mística.
A ruiva levanta a cabeça e avalia Luke com uma expressão séria.
– Você sabe quem é seu patrono? – pergunta ela.
– Não. – nega o garoto.
Sammy resmunga algo e depois sorri.
– Sua mãe me pediu para lhe entregar isso, Filho da Sabedoria. – ela entrega à Luke um amuleto de coruja.
Não sei como descobrimos quem é nosso deus patrono(deus que hospedou seu pai/mãe), mas aparentemente Luke é filho de Atena assim como Mari.
O garoto sorri e pega o amuleto colocando-o no pescoço, me aproximo dele e toco seu ombro gentilmente. Ele sorri para mim de modo gentil e passa a mão por minha cintura, me abraçando.
– Desculpe, mas vocês são um casal? – Sammy pergunta curiosa.
Nos afastamos imediatamente, ambos corados.
– Não. – quem responde é Scott, com uma voz dura e fria que com toda certeza não pertence à ele.
Infelizmente. — uma parte de meu cérebro diz.
Cala a boca, subconsciente. – digo para essa parte miserável de minha mente.
Rapidamente ela se calou e não fez mais nenhum comentário estúpido.
– E então, o que acha Haidee? – pergunta Luke animado.
– Ahn? Sobre o que? – digo desajeitadamente.
– Posso viajar com vocês? – pede Sammy, seus olhos dourados brilhando esperançosos.
Eu assinto e ela abre um sorriso radiante, passa o braço em volta do ombro de Scott, embora o garoto proteste no início e começa a andar.
Luke se vira para mim e oferece-me o braço.
– Me daria esta honra? – diz com uma voz ridícula.
– Claro. – faço uma breve reverência e pego seu braço.
Nós seguimos o caminho rindo de nossa idiotice.
Notas finais
Kisses Sammy
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