Capitulo 2: A Maga, o Vampiro e o Andarilho

Bado dormia sob um vasto gramado, com algumas macieiras e outras arvores frutíferas, então é acordado aos poucos pela luz do amanhecer que batia em seu rosto, ele abre os olhos, observa por alguns minutos o nascer do sol e logo escuta seu estomago roncar e diz

Bado: bendita seja a natureza... vou comer algumas frutas guardar outras e seguir viagem para o leste, logo vai começar a ficar frio... precisarei de comida...

Bado então come algumas maçãs até ficar satisfeito, pega sua sacola e começa a lhe encher de frutas, tangerinas, uvas e algumas peras, caminhou por algumas horas e se depara com um vilarejo, e logo é atraído pelo cheiro de comida. Bado não perde tempo e corre para o vilarejo seguindo o cheiro que sentiu, andou um pouco em meio ao vilarejo e viu um bar, ele olhou em sua bolsa quantas moedas tinha,havia algumas ao fundo da bolsa, ele pegou uma e foi ao balcão e pediu um vinho suave, como o valor da moeda era alto, o balconista perguntou se queria algo para comer, ele então disse, que queria também um frango frito com azeite acompanhado com batatas com molho de soja. O balconista riu, e disse que aquilo era um bar, e não uma cozinha da realeza, Bado então perguntou o que tinha no menu, o balconista sugeriu então que ele pedisse uma sopa de legumes ou peixe frito, Bado então olhou indiferente para o balconista e disse que iria ficar só com vinho e que ele podia ficar com o troco. Ele andou até a mesa vazia mais próxima e se sentou, olhou seu reflexo em sua bebida, colocada numa caneca de vidro, Bado então começou a beber, lentamente, de gole em gole, fechando os olhos deliciando sua bebida predileta, logo sua harmonia é quebrada, ao entrarem alguns homens que começaram a discutir com o balconista, Bado olhou, respirou, e voltou a tomar sua bebida, mas ainda se incomoda por estarem falando alto, continuava tentando ignorar eles, até que...

Homem: ei, pirralho! Você não acha que é novo demais para beber desse jeito?

Bado calmamente disse: desculpe-me... mas isso não é de sua conta, estou aqui de passagem...

Homem: essa bebida é minha sabia?

Bado: deve ser um engano, eu paguei por minha bebida, e eu não vi o senhor pagar o balconista para vir me fazer exigências... por favor, dê meia volta e vá incomodar outro, considere isso como um aviso...

Homem: ora você é abusadinho demais em moleque! Me dê isso aqui!

O homem tenta pegar a caneca de Bado, mas não é rápido o suficiente, Bado já tinha pego a caneca e se levantado, o homem se desequilibra e cai no chão, Bado dá mais um gole e diz: eu dei o primeiro aviso, essa bebida é minha, vá pagar e beber a sua.

Homem: escute aqui! Você sabe quem eu sou?

Bado: é um bêbado que quer arrumar confusão por um copo de vinho.

Homem: ei... eu acho que lhe conheço de algum lugar...

Bado se senta novamente e diz: nunca nos vimos antes... como pode dizer tais asneiras?

Homem: sim! Você é Bado! O imperador dado como...

Antes que o homem terminasse de falar, Bado já havia sacado sua espada e lhe cortado a cabeça, se virou, tomou mais um gole de seu vinho e disse: hum... não ousará novamente a me comparar com tal... e vocês? Me acham parecido com Bado?

Gaiko viu a movimentação do outro lado do bar e disse: o que está havendo será que...

Bado: vão embora! Deixem-me em paz! Ou vão acabar como ele!

Os outros guerreiros que acompanhavam o homem começaram a se aproximar de Bado, Gaiko tenta se levantar mas apenas continua apenas observando e diz: sim... é ele...

O segundo homem tenta atacar Bado, logo perde o braço e a cabeça, o terceiro saca sua espada e tenta também atacá-lo, mas sua espada é cortada pela de Bado que também corta seu pescoço, Bado sacode sua lamina para limpar o sangue e diz: alguém mais?

Gaiko: eu!

Bado se levanta e diz: você também quer meu vinho?

Gaiko: se isso fizer você lutar comigo, sim!

Bado: então venha!

Gaiko saca sua zampacutou e tenta acertar Bado, que defende golpe após golpe, logo ele tenta cortar a lamina de Gaiko, deslizando sua lamina no fio da de Gaiko, logo Gaiko escuta Moon

Moon: ai! Gaiko! Afaste-se!

Gaiko: o que houve?

Moon: tem algo errado com aquela lamina... seja o que for conseguiu me machucar!

Gaiko: como assim?

Bado: pare de falar com sua espada e lute!

Bado passa para ofensiva e desfere uma rajada de golpes contra Gaiko, que tenta evitá-los mas os defende um a um, e novamente Moon grita

Moon: está me machucando! Gaiko! Faça alguma coisa!

Gaiko: eu achava que zampacutous não sentissem dor em forma de arma!

Moon: mas a lamina dele está danificando minha estrutura! Não é uma espada qualquer!

Gaiko: Danificando sua estrutura? Mas... é impossível!

Bado: cale-se! Lute!

Gaiko: espere!

Gaiko recua guarda Moon em sua bainha e defende o ultimo golpe de Bado com as mãos nuas, a lamina desliza em suas mãos faiscando em atrito com sua pele e a centímetros de lhe atingir em cheio ele consegue frear a lamina, e diz: já chega! Não quero mais lutar com você!

Bado: não quer? Você desiste?

Gaiko: não desisto, apenas não quero mais lutar, ai... impressionante... sua espada conseguiu esquentar as minhas mãos...

Bado: eu que estou impressionado, como alguém pode parar um corte desse com as mãos nuas sem se cortar... nossa você está tão pálido que parece as nuvens do céu...

Gaiko: eu acabei pegando um bronzeado vindo até aqui... do que é feita sua espada?

Bado: é feita de uma liga de prata com titânio, por que?

Gaiko: é escura demais pra ser só titânio e prata, o que mais ela tem?

Bado: até onde eu sei ela não tem nada alem disso na lamina...

Gaiko: posso vê-la?

Bado: sem gracinhas em... eu acabo com você mesmo sem uma espada...

Gaiko: tem minha palavra...

Bado entrega sua espada nas mãos de Gaiko, imediatamente a lamina muda de cor, de cinza escuro para branco, Gaiko intrigado pergunta: o que aconteceu com a espada?

Bado: eu não sei... posso ver a sua?

Gaiko: claro que sim...

Moon: ei!

Gaiko: calma, amor, ele só quer ver sua lamina de perto

Moon: está bem...

Gaiko entrega Moon, ainda embainhada para Bado, que assim que toca no cabo, Moon sente algo diferente Gaiko diz: tire ela da bainha com cuidado sim...?

Bado: não se preocupe, eu farei...

Moon: Gaiko! Tem algo errado!

Bado saca a espada e logo o ar do local começa a ficar pesado, uma sombra imensa cobriu a vila, sem nenhuma nuvem no céu, todos os líquidos do lugar se transformaram em sangue as Iris de Bado ficam levemente vermelhas e ele diz: que poder incrível... nunca senti nada igual!

Gaiko espantado diz: incrível! Moon! Sua lamina está vermelha!

Moon desesperadamente diz: tire-me das mãos dele! socorro! Gaiko!

Gaiko: por favor, me devolva minha espada...

Bado: claro

Ele entrega Moon a Gaiko, logo tudo volta ao normal e Gaiko diz: o que aconteceu?

Bado levanta os braços até os ombros e diz: eu não sei

Gaiko: amor, você está bem?

Moon: estou com frio... tem algo errado com ele... algo maligno!

Gaiko: como assim maligno?

Moon: eu senti a energia dele, é tão obscura quanto tudo que já vi em vida!

Gaiko: do que...

Bado: acho que sei do que ela fala...

Ele mostra sua marca de nascença no peito esquerdo, e Gaiko diz: essa não... vamos sair daqui, eu pago outro vinho pra...

O balconista diz: não! É de graça! Peguem duas garrafas e saiam daqui! Já!

Bado: está bem... vamos andando...

Gaiko: e os corpos dos homens que você matou?

Bado: alguém tira daí...

Um tempo depois, não muito longe dali ambos discutiam

Bado: então seu nome é Gaiko e trabalha pra Scariót?

Gaiko: sim, e você? Matou aqueles caras no bar por que disseram que você parece com Bado, mas cá entre nós... você mente mal em... eu tinha quase certeza de que não era você até me mostrar a marca...

Bado: sua espada é assombrada mesmo ou é uma zampacutou?

Moon: ele me chamou de assombração? Não acredito!

Gaiko: é uma zampacutou

Bado: não parece uma zampacutou normal, tem poder demais contido dentro dela

Gaiko: se eu te contasse você não acreditaria...

Bado: ora conte-me, você tem meu segredo, conte o seu...

Gaiko: essa zampacutou é filha de Tsukiore...

Bado arregala os olhos e diz: é mesmo difícil de acreditar!

Moon orgulhosa diz: pois acredite, sou a única e legitima!

Bado: você é meio fraquinha para o que dizem não acha?

Moon: o que você disse! Eu vou fazer você engolir suas palavras seu humano desprezível!

Gaiko: olha a boca! Não foi a educação te tivemos!

Moon: não interessa! Eu vou acabar com ele! Saque-me e corte a cabeça dele!

Gaiko: fica quietinha ai! Não vamos matar ninguém hoje!

Bado: por que lutou comigo no bar?

Gaiko: só assim você pararia de fazer escândalo... afinal... para onde está indo?

Bado: eu não sei exatamente mas só sei que fica no oeste... e não posso parar...

Gaiko: o que tem no oeste?

Bado: você vai achar loucura... mas uma voz na minha cabeça diz pra eu seguir naquela direção

Gaiko: uma... voz?

Bado: sim... é suave... doce... parece um pedido de ajuda...

Gaiko: acho que você anda bebendo muito vinho... que poderes eram aqueles? Onde aprendeu aquelas magias das tribos infernais?

Bado: eu não aprendi... eu... sempre soube... acho que nasci com isso

Gaiko: interessante... seu destino está longe?

Bado: meu destino?

Gaiko: sim, onde você está querendo chegar

Bado: não muito... eu só sei que lá tem neve, muita neve, e lá tem um... rubi gigante!

Gaiko: rubi gigante? Está delirando ou o que?

Bado: dentro desse rubi vejo uma garota, linda...

Gaiko: e você vai pro oeste de Iced, com meio mundo querendo saber do seu paradeiro sozinho? Você é louco não é rapaz?

Bado: ela... me chama... estou ouvindo... temos que ir!

Gaiko: espere ai, vamos para sudoeste

Bado: nem pensar, você quer me levar pra Scariót! Eu não sou louco sabia?

Gaiko: é... pelo visto não esta bêbado... eu vou com você...

Bado: se ficar me incomodando eu corto-lhe a cabeça!

Gaiko: está bem, está bem esquentadinho, vamos andando

Após 2 dias de caminhada, eles chegam a uma área montanhosa onde só havia neve

Gaiko: onde estamos?

Bado: eu não sei

Gaiko: como não sabe!

Bado: é preciso estar perdido para encontrar o que não pode ser encontrado

Gaiko: não me vem com esse papo de novo... você disse isso ontem antes da gente passar por uma floresta de arbustos espinhosos!

Bado tropeça em algo: calma, estamos... Ai!

Gaiko: vamos! Pare de fazer corpo mole, você não quer tanto encontrar esse tal rubi gigante com uma garota dentro?

Bado: mas nós acabamos de achar!

Gaiko: mas não tem nada aqui!

Bado: está embaixo de nós!

Gaiko: pois bem... afaste-se, trarei esse rubi pra cima!

Bado: como?

Gaiko: ASSIM!

Gaiko ergue os braços com muita força, então o chão começa a tremer, logo varias pedras começam a se erguer do chão, outras flutuam, então Gaiko faz mais força ainda e diz “Surgere Terram!” montanhas de rubi se erguem do subterrâneo, logo Gaiko fica cansado e tudo para de tremer

Bado: nossa! Eu... nunca vi tanto poder!

Moon: ele é o aprendiz prodígio de Tsukiore, o que esperava?

Gaiko ofegante diz: você não disse que teríamos que desenterrar um palácio inteiro!

Moon: espere... amor... lembra-se da descrição que nossa mestra disse?

Gaiko: o palácio... de sangue... mas, isso é impossível!

Bado: é lindo! Argh!

Gaiko: o que foi Bado?

Bado: a voz está mais forte!

Bado começa a correr para dentro do palácio, após muitas escadas e corredores, se depara com um enorme cristal, qual tanto tem sonhado

Gaiko havia corrido atrás dele e diz: isso está começando a me assustar...

Bado: é ela...

Gaiko: pensei que fosse uma suposição, ou mito... mas ela existe!

Bado: sabe sobre ela?

Gaiko: ela é Aka, a maior maga de todos os tempos... você não pretende soltá-la... pretende?

Bado: está falando comigo de novo...

Gaiko: lorde Bado, não posso deixar que toque esse cristal!

Bado: por que não?

Gaiko: sabe o mal que pode libertar abrindo esse cristal?

Bado: Gaiko, por que não cala a sua boca e vai cuidar da sua vida?

Gaiko: porque minha missão é proteger o império das águas custe o que custar

Bado: escute aqui Gaiko, eu já to cansado de tudo isso! Eu matei meu pai não sei como! Perdi todo meu conforto! Perdi minha reputação e dignidade! E abrir esse cristal pode ser a única esperança de eu conseguir melhorar essa porcaria de vida que estou levando!

Gaiko: não me faça usar a força contra você... é serio...

Bado fica novamente com os olhos vermelhos, a esclera de seus olhos torna-se negra, sua marca de nascença brilha tanto que poderia ser vista por cima de sua capa, Bado sorri maleficamente, seus dentes estavam semelhantes aos de um vampiro, uma aura vermelha envolve seu corpo, o chão onde ele pisava soltava faíscas de eletricidade

Bado com uma voz demoníaca diz: é...? serio mesmo?

Moon: Gaiko... aconselho você a não me usar como arma dessa vez...

Bado: não... não irei lutar com você...

Gaiko coloca a mão sobre o cabo de sua segunda espada e diz: vou parar você...

Bado estende a mão e diz: não... eu vou parar...

Bado conjura magia e inverte todas as cores do ambiente onde eles estavam

Gaiko percebe que não consegue se mexer e Bado diz: eu... sou mais do que um humano...

Bado toca o cristal onde Aka estava aprisionada e tudo começa a brilhar, uma luz tão intensa que podia ser vista ao longe das montanhas, Gaiko imagina que seria seu fim e fecha os olhos, ele começa a sentir uma preção espiritual tão grande que não consegue suportar, e desmaia, Bado se vê em meio a um vazio, sem chão, sem céu, apenas uma imensidão branca, ele vê Aka, ela olha fundo nos olhos dele e agradece por tê-la libertado

Aka: obrigada, você não sabe quanto tempo esperei pra te ver...

Bado: mas... você não é má?

Aka: não... a partir de hoje... eu e você... somos um....

Tudo fica escuro, Bado acorda sendo carregado por Gaiko e pergunta

Bado: onde foi parar o castelo?

Gaiko: você não devia me assustar assim, você poderia ter morrido sabia?

Bado: mas... onde foi parar o castelo?

Gaiko: ele desapareceu, junto com sua amiguinha... não sinto a energia dela mesmo sendo uma entidade, deve ter sido só um truque...

Bado: um truque?

Gaiko: é antigamente alguns magos faziam esse tipo de armadilha como distração

Bado: então viemos aqui para nada!?

Gaiko: é meu caro o mundo não é um mar de rosas
Aka: do que está falando?

Gaiko: o que foi que você disse Bado?

Aka: você está me procurando queridinho?

Gaiko começa a sentir a mesma preção espiritual de antes e diz: é temos um problema...

Bado: o que? Em? o que você disse?

Gaiko: depois eu te falo...

Eles continuaram caminhando até chegarem a um vale de pinheiros, Gaiko acendeu uma lareira enquanto Bado ficava só olhando

Gaiko: ei! Não vai me ajudar?

Bado indiferente diz: pede pra sua espada falante te ajudar...

Moon: mas que desaforo é esse, moleque!

Bado: eu ainda não vi seu rosto Moon, até agora você não se materializou em humana

(A espada começa a brilhar e tomar forma humana)

Moon: satisfeito agora?

Bado: ótimo, agora ajude Gaiko a acender a lareira.

Moon transforma sua mão direita numa lamina e diz: como ousa me dar ordens!

Gaiko: Moon, volte para sua forma de arma, está muito frio aqui para usar apenas um vestido... e Bado, você aqui não é imperador, não tem o direito de nos dar ordens então se acostume, não comecemos a discutir, alem do mais, precisamos de mais lenha, Bado, se puder fazer esse favor a nós...

Bado: não foi você que disse que ninguém aqui poderia dar ordens?

Gaiko: não estou lhe dando uma ordem, estou lhe pedindo um favor, eu poderia ter deixado seu corpo no meio da neve e com certeza alguma criatura já teria lhe devorado, vivo...

Bado: está bem... mas está meio escuro lá pra frente...

Gaiko pega um pedaço de madeira e conjurou uma magia para acender uma chama e disse: pronto, pegue esta tocha e vá... não demore, ou logo a chama vai se apagar e você terá problemas para voltar, sem contar que você seria achado por uma criatura da floresta e com essa sua cara feia deixaria as criaturas ameaçadas e elas lhe atacariam logo

Bado sarcasticamente disse: há,há, há.... muito engraçado Gaiko!

Moon sussurrou: tomara que um golem de gelo o esmague...

Bado ainda andando para o escuro do vale disse: eu ouvi isso!

Gaiko: devia ser mais tolerante com ele...

Moon: devíamos ter deixado ele pra trás...

Bado caminhava pelo vale, pegando lenha e resmungando por ficar fazendo o que não quer então...

Bado escuta um barulho e diz: Gaiko! É você? Isso não tem graça! Apareça!

(Um vulto seguido do som de passos muito rápidos passa por Bado)

Bado: mas que diabos foi isso?

(o vulto retorna tão rápido que o vento causado por sua movimentação apaga a tocha de Bado, tudo fica em silêncio em questão de segundos)

Bado: isso não é bom... não é nada bom...

Dashkin: saia da minha floresta...

Bado: como eu vou sair se você apagou minha tocha? Como vou atravessar o vale sem isso?

Dashkin: er... você não é um dos espíritos?

Bado: espíritos? Que espíritos? Não faço idéia do que você está falando...

Dashkin: você não deveria estar aqui...

Bado: pode me dizer por quê?

Dashkin: sinto as vibrações no chão, quem você trousse aqui com você?

Bado: só tem eu, um vampiro ranzinza e uma zampacutou mal humorada, por quê?

Dashkin: você mente... existem 400 humanos dentro do vale, e estão com uma capa azul assim como a sua!

Bado: essa não... preciso encontrar o Gaiko!

Dashkin: não vai a lugar nenhum... não permitirei que derrubem mais arvores!

Bado corre entre as arvores, o vulto vai atrás dele, ele tenta desviar das arvores, mas tem dificuldade, enquanto isso...

Gaiko: a tocha deve ter apagado... Bado está demorando...

Moon: que bom...

Gaiko: vou procurá-lo, fique aqui e mantenha a lareira acesa

Moon: deixe ele pra lá, vamos voltar pra Scariót

Gaiko: tem um problema... eu fiz as tropas virem atrás da gente...

Moon: não acredito, não acredito mesmo Gaiko! Você usou o cristal sinalizador de novo?

Gaiko: já devem estar na floresta, se Bado for pego por eles antes de nós teremos...

Bado correndo gritava: AAAAAH! Saiam da frente!

Dashkin: volte aqui!

Gaiko consegue segurar o vulto e diz: ora ora quem diria, um Dashkin!

Dashkin: solte-me!

Bado: deixe essa coisa longe de mim!

Moon: solte-o em cima dele!

Gaiko: não, os Dashkins são criaturas da floresta, deve ter mais desse por aqui

Bado: ele queria me matar!

Dashkin: eu não ia te matar! Eu ia capturar você para chamar a atenção dos outros humanos que estão na floresta para uma grande emboscada, e assim expulsar vocês daqui!

Gaiko: não são humanos, são vampiros da Scariót

Bado: eu sabia! Você só me ajudou porque queria me capturar e me entregar ao conselho!

Gaiko: minha intenção era levar você de volta pra casa!

Bado: eu não quero voltar!

Gaiko: por que não quer?

Bado: as palavras Bado e responsabilidade perante a uma guerra não se encaixam numa única frase sabia disso?

Gaiko: a guerra do império é só um boato!

Bado: meu irmão quase morreu em uma das batalhas protegendo uma das colônias! Isso parece boato pra você?

Gaiko: mas...

Bado: eu não procuro só por Aka, procuro também uma pedra, você sabe bem qual

Gaiko: uma pedra? Existem varias pedras mágicas, especifique qual.

Bado: procuro pela pedra de psique e pela pedra do oráculo, ou você acha que estou fugindo a toa?

Gaiko: e o que você pretende fazer depois que tiver tudo isso?

Bado: isso é assunto meu

Gaiko: quando te ajudei a erguer um palácio de rubi isso também virou assunto meu!

Bado: não confunda as coisas! Eu desenterraria aquilo com as minhas próprias mãos!

Aka: JÁ CHEGA!

(Todos ficam em silencio por alguns segundos)

Bado: quem disse isso?

Aka: eu que disse, queridinho

Bado: vozes vindas do nada estão ficando um tanto repetitivas...

Aka começa a sair de dentro das costas de Bado através de um portal

Bado sentindo uma grande dor na coluna cai de joelhos e diz: Gaiko! Ajude-me!

Gaiko: você quer que eu faça o que!?

Aka: aaah! Calma ai queridinhos eu já estou saindo! Uurgh!

Bado: SAIA JÁ DAÍ!

Aka consegue sair das costas de Bado e diz: ufa!

Dashkin: ela... é... a entidade!

Gaiko: do que está falando?

Dashkin: olhe os olhos do garoto!

Bado ainda sentindo as costas diz: o que foi? Ai...

Gaiko: ele... er... Bado! Seus olhos!

Bado: o que tem os meus olhos?

Aka: estão vermelhos como os meus

Bado olha para Aka fixamente nos olhos, ele se levanta, e os dois ficam olhando um para o outro como se estivessem em transe, Bado começa a ver, os céus vermelhos, arvores queimadas e o chão coberto de cinzas por todos os lado, vê mais a diante o império das águas destruído, corpos por todos os lados, de repente, tudo fica escuro e Bado perde a consciência. Horas depois...

Bado se vê num monte de palha: um... onde estou?

Aka abraçando o corpo de Bado, e com as pernas entre as dele, com a voz cansada diz: estamos indo para sudoeste, se não me engano, para tal... Scariót, que seu amiguinho disse...

Bado: uma pergunta...

Aka: uuum...

Bado: por que dormiu abraçada comigo se nem ao menos me conhece...?

Aka: não sei se você sabe... mas ainda está muito frio lá fora, e no meu tempo, nós nos abraçávamos para nos aquecer

Bado: no meu tempo isso é chamado de falta de vergonha...

Aka: mas eu sou assim e vá se acostumando, alias... eu estou presa a você, e você está preso a mim, não por meras correntes, mas sim pela alma

Bado: hehehe eu ouvi você dizer alma...
Aka: e eu disse... tem algum problema?

Bado: quer dizer que você vai ficar colada em mim até eu morrer?

Aka: isso si você morrer né... você pode se tornar um imortal ainda...

Bado: você não faz o meu tipo sabia?
Aka: olhe pra mim...

Bado direito para Aka, seu rosto havia mudado, seus cabelos estavam azul escuro, seus seios aumentaram, seus lábios ficaram vermelhos, e fazendo um olhar e uma voz sexy ela disse

Aka: e agora...? faço seu tipo?

Bado encabulado disse: er... a gente repensa isso ai... precisamos sair dessa carroça...

Aka: seu amigo selou a carroça toda, nada entra e nada sai daqui de dentro, mas eu posso dar uma mãozinha...

Bado: você é uma entidade, claro que pode quebrar esse selo facilmente!
Aka se senta ao lado de Bado e diz: mas tudo tem seu preço...

Bado: e qual é o seu preço por nossa liberdade?

Aka sorriu perversamente e disse: um beijo

Bado: ah sim... eu espero a gente chegar lá...

Aka: seu nome é Bado, mas você é mesmo um homem?

Bado: é obvio, mas por que a pergunta?

Aka: achei que aceitaria meu preço... não deseja desfrutar de minha experiência?

Bado: não! Acha que sou um troglodita como todos os outros lá fora?

Aka: não, eu acho que você é um garoto, e eu tenho certeza de que sou uma garota, logo não ah nenhum problema de nos beijarmos concorda?

Bado: concordo, sem sombra de duvida

Aka: então beije-me

Bado: negativo!

Aka: por que não me beija, lorde Bado?

Bado: estou à procura da garota certa...

Aka: já passou a pela sua cabeça de que pode ser eu?

Bado: por que insiste tanto por um mero contato labial?
Aka: isso que lhe pergunto! Se eu tomar a forma de um homem você me beijaria?

Bado: ai mesmo que não! Ficou louca?

Aka: vai mesmo me obrigar a roubar de você?

Bado: tente e morra...

Aka: eu em... tudo isso por um beijo? Qual o seu problema?

Bado: não sinto desejo por você...

Aka: aah é? Então o que acha disso?

Aka abre um portal na cabeça de Bado e o atravessa com a mão e Bado desesperado de dor diz: ei! Ei! Ei! Tire a mão daí! Isso dói! Pare! Eu imploro! Pare!

Aka tira a mão de dentro da cabeça de Bado e diz: uuum agora sei do que você gosta!

Bado: faça isso de novo e a lamina da minha espada vai ser a ultima coisa que você verá! Ai...

Aka começa a ter as feições de Kitsune e diz: e... agora?

Bado: só pode estar me sacaneando...

Aka: tenho o padrão de beleza que você aprova agora, queridinho...
Aka se deita sobre o corpo de Bado que sem reação diz: o que você que quer de mim...?

Aka sorrindo perversamente diz: você todinho... mas por enquanto... só um beijo...

Bado: eu já disse que não!

Aka: já vi que vou ter que usar a força...

Bado: uma daminha como você? Há! Não me faça rir...

Aka fecha a cara e diz: você pediu “Quinque Anulos!”

Logo se materializam cinco argolas de luz no corpo de Bado prendendo-o ao chão da carroça naquele momento, uma no pescoço, duas nos braços, e duas nas pernas

Bado: magia? Porcaria... hoje realmente não é meu dia! Está bem... Você venceu!

Aka sorri e diz: precisava de tanto?

Bado: me beija logo e vamos acabar com isso...

Quando os lábios de Aka e Bado se tocam, ela volta a ficar com sua pele morena e seus longos cabelos negros, a marca da lua em seu peito começa a brilhar igualmente a de Bado, quando Bado abre os olhos, sente que não está mais preso interrompe o beijo e diz

Bado: chega, já deu!

Aka: aaum... logo agora que eu estava gostando...

Bado: vamos, quebre o selo que Gaiko fez na carroça.

Aka: quebramos o selo assim que nos beijamos

Bado: o que? Por que não me avisou antes!?

Aka: teria perdido toda a graça ué

Do lado de fora da carroça

Gaiko: como encontraram a gente?

Soldado: muitos sentiram uma energia descomunal vinda do oeste, alguns diziam ter visto um enorme pilar de luz que ia até o céu, então seguimos na direção informada

Gaiko: isso me parece interessante, sabe que estamos levando para nosso território uma entidade, não sabe?

Soldado: presumo que não seja uma entidade, fora extintas a milênios

Gaiko: mas tenho quase certeza que é uma

Soldado: por que acha isso lorde Gaiko?

Gaiko: tem alguma coisa... naquela garota que capturamos... ela deve ser uma das entidades...

Soldado: mas... o senhor ainda não me respondeu o por que acha isso...

Gaiko: tudo se encaixa... castelos perdidos e esquecidos, uma aura energética tão grande que vai até o céu, olhos de cor incomum... isso não lhe soa familiar?

Soldado: o senhor tem as mesmas características citadas... o que quer que eu ache?

Gaiko: eu não poderia ser uma entidade nem que eu fosse filho de Tsukiore, isso é algo que se nasce sendo... já é predominado... os malditos deuses nos observam e intervém em nossas vidas constantemente, grande parte do mundo acha que qualquer coisinha, foi feita por eles, não, eles deram as costas pro mundo a nove mil anos atrás, quando eu nem pensava em nascer, deixaram-nos a própria sorte... a nove mil anos atrás, crianças brincavam com os Dashkins, com os Elfos, com a maioria do que vive na floresta, mas então... algo aconteceu... começaram a surgir elfos negros, muitos vampiros insanos, inúmeras pestes, centenas de espécies de demônios perigosos, e milhares de reinos, vilas e impérios desapareceram com o tempo, até sobrar apenas sete nações... os grandes mestres da magia também sumiram... e até mesmo Tsukiore, desapareceu... soldado!

Soldado: sim?

Gaiko: aconteça o que acontecer, não deixe Aka e... Sebastian escaparem, entendeu bem?

Soldado: sim senhor! Er... senhor... Sebastian é um tanto parecido com o filho do antigo imperador... não acha?
Gaiko: na verdade nem tanto... mas tem algo nele que pode nos ser útil

Dentro da carroça

Bado: não da pra gente fugir... tem uma escolta enorme lá fora por todos os lados!

Aka: só agora que percebeu isso bonitão?

Bado: tem algum plano?

Aka fica invisível e diz: presumo que sim

Bado: pode me tornar invisível também?

Aka: claro! Mas vamos esperar um pouco... sim?

Bado: esperar o que?

Aka torna-se visível novamente e diz: os cavalos deles estão cansados e logo vão ter que parar na vila mais próxima para poderem abastecer seus estoques de alimento e dar água e comida aos cavalos, sem contar que está anoitecendo

Bado: como você sabe que os cavalos estão debilitados?

Aka: eu tenho nove mil anos de estudo de magia, ciência e lógica, e mais dezenove anos como mortal, mal vividos, mas valeram a pena...

Bado: interessante... conte-me um pouco de sua vida... ou pelo menos o que você viveu...

Aka: eu nasci numa família imperial, assim como você, eu também nasci com essa maldita marca de lua no peito esquerdo...

Bado: o que exatamente representa essa marca?

Aka: você ainda não está nem fisicamente nem mentalmente pronto pra saber sobre a marca seria perigoso de mais eu explicar o que a marca é pra você agora...

Bado: tem algo haver com a morte do meu pai... e com o jeito que libertei você...?

Aka: sem mais perguntas, por favor...

Bado: o que você me fez ver na floresta?

Aka: o futuro... mas só através de você eu posso ver... o que nos aguarda?

Bado: eu... vi cinzas, centenas de cadáveres, um céu vermelho e o império das águas destruído... acho que é tudo...

Aka: ainda bem... não é tão ruim quanto eu esperava...

Bado: como não é tão ruim? Meu irmão está lá e nem sei o que destruiu o império!

Aka: ei, ei, calma ai, isso leva um tempo pra acontecer, não é de um dia pro outro

Bado: quanto tempo leva pra acontecer?

Aka: depende da situação, seu império está em guerra?

Bado: er... sim...

Aka: todo o continente sabe dessa guerra?
Bado: não... a maioria que não viu acha que é boato

Aka: então é fácil de resolver... vamos dormir... logo vai anoitecer e colocaremos nossa fuga em pratica... que irônico... nós, “vamos fugir” hahahahaha
Bado: isso não teve graça...

Aka cruza as pernas dela nas de Bado e diz: você devia ser menos certinho sabia

Bado: e você devia ter mais escrúpulos! Sabia disso?

Aka: nhééé estraga prazeres

Bado: acho melhor ficar acordado, no caso deles pararem antes

Aka se deita no monte de feno de maneira provocante e com a voz já sonolenta diz: venha se deitar comigo... venha aquecer-me... sinto frio...

Bado: azar o seu... vá dormir e me deixe em paz...

Aka diz irritadamente: venha logo!

Os olhos de Bado ficam vermelhos e ele diz: o... o que é isso? Não! Eu não quero deitar!

Aka: venha logo queridinho, aqueça-me com um abraço aconchegante deitado ao meu lado

Bado faz exatamente o que Aka disse, logo diz: como você ousa me dar ordens?

Aka: você não tem escolha... enquanto não aprender a dominar seus poderes você é inteirinho meu, compreendeu bem?

Bado: eu não pertenço a ninguém! Muito menos a uma maga velha!

A esclera dos olhos de Aka tornam-se negras e ela diz: como ousa me chamar de velha seu moleque irresponsável!

Bado: não é velha não? Então o que me diz de nove mil anos de estudos da magia?

As mãos e o cabelo de Aka entram em chamas e ela diz: ora eu devia...

Bado continua a provocar: devia o que? Botar o netinho aqui pra dormir é?

Aka: JÁ CHEGA!

Bado vê que Aka vai atacar e desvia; já fora da carroça

Soldado: como assim ele pode ser útil?

Gaiko: ele tem poderes bem interessantes, acho que vou recrutá-lo para a...

Gaiko e o Soldado vêem uma onda de lava vindo na direção deles e o Soldado diz: mas o que...
Gaiko: corra!

Dentro da carroça

Bado: nossa! Desculpe! Mas obrigado por ter aberto caminho pra eu fugir, até mais maguinha!

Aka: espere! Não fuja!

Bado começa a correr por cima da lava usando os pés para congelar e petrificar a lava criando um caminho para correr, Aka grita “espere!”. Quando Bado chega a uma certa distancia, uma corrente começa a aparecer no tórax de Aka que continua gritando dizendo para Bado lhe esperar, logo ela começa a correr atrás dele, mas ele era muito rápido, a corrente começa a ficar mais aparente e começa a trilhar um caminho até Bado, ele começa a sentir algo nas costas, passa a mão mas não sente nada, e continua correndo, Aka já quase sem fôlego continuava correndo, logo a corrente chega a seu limite e começa a se estender, Aka percebe que não tem muito tempo, logo começa a conjurar uma magia de levitação para passar por cima das arvores da área até alcançá-lo, quando atinge uma altura próxima de quinze metros de altura a corrente se estende e começa a puxá-la, logo ela segura a corrente e também começa a puxar, de forma com que alcançasse Bado em pouco tempo ambos somem em meio as arvores

Soldado: Os prisioneiros fugiram! O senhor Byakki não vai ficar nada feliz com isso!

Gaiko: um... não se preocupe... logo os encontraremos... pelo menos sabemos pra onde eles foram... será fácil... é só seguir a trilha de gelo naquela direção

Soldado: perdemos metade dos nossos homens naquela onda de lava! Aquela maga é muito poderosa! Vamos precisar de reforços

Gaiko: faça o que achar melhor... eu vou atrás deles sozinho!

Soldado: mas... acho que os dois juntos podem ser poderosos demais para o senhor!

Gaiko: isso foi uma piada?

Soldado: não senhor...

Gaiko: eu antes mesmo de vocês chegarem ergui um palácio inteiro de rubi, lutei contra Sebastian num bar, e te ajudei a desviar de uma onda de lava, e só pra contar, esqueceu que sou o aprendiz de Tsukiore? Ainda acha que não sou capacitado o suficiente para lutar contra eles sozinho?

Soldado: não senhor!

Gaiko: comande as tropas de volta e diga que eu cuidarei disso sozinho!

Soldado: Sim senhor!

Gaiko: agora vá... tenho assuntos particulares a resolver com ele...

Soldado: senhor, tenho medo que a maga lute contra o senhor, ela usou um feitiço de alto nível e nem se cansou!

Gaiko: eu posso lidar com isso... agora obedeça... nos vemos em breve e leve minha zampacutou com você, ela precisa de cuidados, se machucou de alguma forma na ultima luta...

Soldado: guardarei ela com a minha própria vida senhor!

Gaiko: se eu ver um arranhãozinho sequer, ou ela reclamar de alguma coisa quando eu voltar... eu faço picadinho de você e de sua tropa entendeu?

Soldado: si... sim senhor...

Gaiko: até a próxima...

Gaiko então andou solitário seguindo o rastro de Bado, as tropas da Scariót seguiram de volta para a sua Fortaleza, Gaiko estava empolgado, pois enfim achou que havia encontrado um adversário a altura; enquanto isso no meio da floresta

Bado: nossa, corri tão pouco e sinto como se algo estivesse pesando o meu corpo... espere ai! Mas que porcaria é essa nas minhas costas!?

Aka estava se aproximando de Bado puxando a corrente e disse: ei! Seu idiota! Pare de correr!

Bado: você de novo? Pare de me seguir!

Aka: preciso te contar uma coisa seu infeliz!

Bado: agora não é a melhor hora!

Aka: PARE! É UMA ORDEM!

Bado é forçado a obedecer Aka e para bruscamente logo ambos colidem e começam a rolar, logo Bado cai em cima de Aka

Aka: hu hu hu, você é ainda mais bonito desse ângulo
Bado se levanta e diz: obrigado pelo elogio mas mesmo assim, vá embora, daqui eu sigo sozinho! Passar bem!

Aka: não é bem assim que funciona meu amiguinho de dezessete anos...

Bado: então fala velha de nove mil anos

Aka: a partir do momento que me libertou, estamos acorrentados pela alma! É impossível separar a gente!

Bado: hahahaha! Achei que tivesse dito impossível

Aka: e eu disse!

Bado: ah mas você vai largar do meu pé com toda certeza, senão serei forçado a matar você e não vai ser legal, pode acreditar nisso

Aka: eu sou imortal, como você vai me matar?

Bado se toca da situação e diz: er... não vem ao caso eu do um jeito

Aka: hahahaha! Você é uma piada Bado

Bado continua a andar e diz: por que acha isso?

Aka: você quer fugir de uma responsabilidade que milhões dariam a vida parar ter, mas não consigo compreender seus motivos...

Bado: você não entrou em minha mente? Como não pode compreender?

Aka: por acaso é aquela garota de cabelos azuis?

Bado: não... er... eu não sei, eu acho que...

Aka: hu hu hu hu, vejo que tem alguém aqui apaixonado

Bado: não estou apaixonado!

Aka: esqueça ela, volte para o império e tenha vida prazerosa ao meu lado

Bado: você ainda não desistiu dessa idéia?

Aka: ei estou tentando ser amigável com você, ao menos tentando ser sua amiga

Bado: não me faça rir...

Aka: é serio! Afinal vou passar o resto da eternidade presa a você, e tenho que arranjar logo um jeito de você se tornar imortal, porque não quero nem passar a vida ao lado de um velho muito menos ao lado de um cadáver em decomposição!

Bado: não me interessa a imortalidade... muito menos o poder... e também não quero passar a vida ao lado de uma mulher mal amada, tarada e imortal de nove mil anos!

Aka: ei! Não me chame de tarada!

Bado: esta bem, excessivamente vulgar, melhorou?

Aka: por que não me escuta?

Bado: por que não cala a boca, falando nisso eu tenho uma gatinha que teve filhotes e vou lhe dar um de presente

Aka: serio mesmo?

Bado: sim, pra você cuidar de sete vidas e deixar a minha em paz!

Aka: não vê que estou tentando dialogar civilizadamente com você?

Bado: não vê que estou ignorando civilizadamente você?

Aka: tem algum problema comigo?

Bado: sim
Aka: qual?

Bado: você não fechar essa maldita boca, e ficar me seguindo

Aka: mas pra onde você vai?

Bado: procurar a pedra de Psique, talvez com ela eu possa separar você de mim, assim você deixa meus sonhos em paz, e minha vida também

Aka: vai corromper sua alma se fizer isso, já pensou no que poderia acontecer com você?

Bado: pior do que está não fica...

Aka: e para que você precisa da pedra do oráculo? Eu já lhe dei o poder de ver o futuro

Bado: eu não vejo o futuro... toda vez que eu fizer isso, ele vai mudar... logo eu não o vejo, porque já olhei pra ele... e fiz algo para alterar ele

Aka: você não respondeu a minha pergunta

Bado: pra eu saber à hora certa de voltar

Aka: você tem algo em mente mas não consigo descobrir o que é... importa-se com seu império e com a guerra, uma garota de cabelos azuis perturba seus pensamentos, mas não consegui entender onde EU entro nessa historia...

Bado: olhe para o futuro ora, adivinhe...

Aka: as visões nunca serão claras... seu império destruído pode ser outra coisa...

Bado: o que, por exemplo?

Aka: talvez não o império mas alguém, ou alguma coisa, suas visões são como metáforas, podem ser precisas ou não

Bado: isso não me interessa... se puder ficar de boca fechada até chegarmos no porto mais próximo, eu ficarei muito satisfeito...

Aka: por que é tão grosseiro comigo?

Bado: você é vulgar demais pra mim...

Aka: você é estranho sabia? Mil homens gostariam de ter uma mulher como eu, como companhia, ou até mesmo na cama, mas você me trata como se eu fosse um lixo!

Bado: te libertei pra você parar de me perturbar, e agora você me perturba mais do que antes!

Aka: como assim? eu só te chamei uma vez

Bado: nada disso, você... er... bem... deixa pra lá...

Aka: um... deixa eu ver se me lembro... eu te dei minha primeira aparição quando você tinha treze anos... então... epa, espera um minutinho ai

Bado: por que está sorrindo desse jeito?

Aka: você fantasiou comigo quando tinha treze anos! Hahahahahahaha!

Bado:ei ficar olhando as intimidades da minha mente não tem graça nenhuma!

Aka: a culpa é sua hahahaha! Quem diria, você me deseja! Hahahahaah!

Bado: pare com isso, é constrangedor!

Aka: posso fazer a sua fantasia realidade, afinal, eu sou ela hahahahahaha!

Bado: já acabou?

Aka: não! Hahahahaha!

Bado: vou me matar depois de uma dessas...

Aka: ei por que essa cara? Esqueceu? Eu sou uma entidade, sabe, como um gênio da lâmpada

Bado: então realiza desejos?

Aka: eu cobro um preço, a altura do seu desejo, mesmo que o preço... seja a sua alma...

Bado para, lança um olhar gelado para Aka e diz: eu não tenho alma...

Aka: então explique, como estou acorrentada a você?

Bado: Grrr aaah! Cale-se! Cale-se! Você nunca se cansa? Se você realiza desejos, eu já tenho o primeiro! Mas acho que nem você pode me conceder!

Aka: o que você deseja?

Bado então exclama: desejo que cale essa maldita boca! Pelo menos até chegarmos a Soluna! Preciso resolver uns assuntos por lá

Aka: o que precisamente?

Bado: tenho assuntos a tratar com Kain, o rei que ordenou o ataque que quase matou meu irmão, e como Soluna é a capital do reino da luz, provavelmente encontrarei com Kitsune por lá, mas se eu não conseguir resolver o que quero, fico por lá mesmo...

Aka: mas e as pedras? Você não queria tanto se livrar de mim?

Bado: mudei de idéia...

Aka: nunca vi ninguém tão controverso como você...

Bado: vai se acostumando

Enquanto isso em Soluna

Kitsune: mas pai, eu já disse! Eu fui por acidente!

Kain: não me venha com essa desculpa, acha mesmo que vou acreditar que você não foi ao império das águas por causa do príncipe? Ah me poupe! Sua mãe teria vergonha de você! Uma princesa de altíssima classe como você se atirando nos braços de um bárbaro como o príncipe Bado! Você devia sentir vergonha de si mesma mocinha!

Kitsune: mas pai! Eu já disse! Eu estava procurando minhas bolinhas de gude que caíram do alto da torre! Eu fui procurar na carroça de suprimentos das tropas e do nada começou a andar! Eu bati a cabeça no teto da carroça quando ela passou por uma pedra e desmaiei!

Kain apanha um chicote próximo de sua mesa e diz: vou lhe ensinar a não mentir pra mim mocinha! Prepare-se para seu castigo!

Tsuki: Kain! Pare imediatamente! Isso não são modos de tratar sua própria filha!

Kain: Você devia tê-la educado melhor!

Tsuki: SILENCIO VERME!

Kain: sim querida...

Tsuki: eu é quem devia lhe ensinar modos!

Kitsune: mãe...

Tsuki: silencio você também! Desobedeceu uma ordem de seu pai! O que já conversamos sobre essas fugidinhas que você dá do reino?

Kitsune: sim mamãe...

Tsuki: escute filha... você sabe que seu pai não aprova aquele príncipe, e...

Kitsune: Mãe! Eu nem lembro mais como é o rosto desse tal príncipe Bado! Faz tanto tempo que não o vejo! E do jeito que lembro que ele era distraído, provavelmente nem se lembrará de mim, muito menos o meu nome! Que saco! Eu não estou afim dele compreendeu?

Tsuki: filha, não leve a mal, mas... você lembra bem o que aconteceu devido ao encontro de vocês, não lembra?

Kitsune: sim mãe... como se você me deixasse esquecer
Tsuki: ótimo, Kain, nossa filha já tem dezessete anos, se eu pegar você com esse chicote na mão de novo discutindo com ela eu te parto em dois, literalmente...

Kain: sim querida...

Tsuki: para te vigiar convoquei um agente especial da Scariót!

Kain: ficou louca mulher!? Por que não chamou um membro da Solaris? Esqueceu que a Scariót é um clã do império das águas! Estamos em guerra com eles não se lembra?

Tsuki: vamos declarar guerra somente se não entregarem as minas de diamantes que estão em nosso território, logo voltaremos a ser o reino mais rico de todo o mundo

Kitsune: eu não preciso de uma babá vampira tomando conta de mim mãe!

Tsuki: essa decisão não é você quem toma mocinha... seu guarda costas chegará em três dias, e se não chegar teremos que encontrar alguém para substituí-lo, alguém com muita força e agilidade para protegê-la dos perigos de fora do reino e de si mesma, espero ter sido clara

Kitsune: mas mãe...

Tsuki: nada de “mas”! Não é a primeira vez que nos desobedece, deveria ficar menos tempo paquerando os príncipes e ficar mais tempo estudando!

Kitsune: por que você não faz o mesmo?

Kain: como é...?

Tsuki: respeite-me mocinha! Espere só até começar a menstruar, as coisas vão mudar bastante pro seu lado! Sem contar que seu corpo está bastante atrasado, não está escondendo algo de nós está?

Kitsune: como se desse pra esconder algo desse tipo

Tsuki: você já tem o corpo de uma donzela, estranho muito que ainda não tenha se desenvolvido por completo... mesmo que esteja escondendo descobrirei alguma hora, e será pior pra você, tem certeza de que não quer me contar?
Kitsune: por que eu mentiria pra vocês? Poxa que mania de acharem que eu sempre minto!

Kain: eu e sua mãe não gostamos de correr riscos, principalmente se tratando do príncipe Bado, ele e aquele império do senhor Raziel são verdadeiros bárbaros, a cultura deles é uma afronta aos bons costumes, mesmo após derrotarem o oponente, ainda retalham o corpo em milhares de pedaços, sem contar que aquele império é uma das nações com mais vampiros que eu já vi, existem três vampiros para cada cinco humanos e o numero continua aumentando! E ah algo de errado com um determinado grupo de vampiros, são imunes ao sol e as magias de luz, dizem que nem mesmo empalando o coração podem ser mortos

Kitsune: e eu nisso?

Kain: se você for atacada por um vampiro pode causar desastres inimagináveis

Kitsune: como o que?

Kain: se um vampiro te morder, e beber seu sangue, ele se tornará imune a luz do sol e poderá andar entre nós sem ser notado, isso por causa que você vem de uma linhagem pura de elfos, não tem nenhuma gota de sangue humano, vampiro, asmodiano ou qualquer outra raça em seu sangue, apenas a pureza do sangue élfico com a benção do deus da luz

Kitsune: me diga algo que eu não saiba...

Kain: precisamos te explicar o que aconteceu a cinco anos atrás e...

Kitsune: tá! Chega! Não precisa me lembrar, eu errei! Eu era jovem na época! Tá bom? Que coisa! Ficam batendo no mesmo prego o tempo todo! Chega! Eu vou pro meu quarto!

Tsuki: ei! Mocinha não dê as costas pra nós!

Kitsune: PASSAR BEM! (bate a porta da sala)

Tsuki: um dia ela entende... de volta ao trabalho...

Kain: sim querida...

Kitsune subiu a torre até seu quarto e trancando a porta continuava a resmungar, quando entra, encontra seu irmão Elíseos deitado sobre sua cama dormindo

Kitsune: ei, Elíseos, acorde! Ei Elíseos, acorde!

Elíseos: o que foi maninha?

Kitsune: Você está no meu quarto, em minha cama, saia daí imediatamente antes que eu mesma tire você daí...

Elíseos se senta na beira da cama e diz: está bem... está de mal humor? Parece estressada...

Kitsune: acho que não vou conseguir esconder dos meus pais que eu cresci por muito tempo...

Elíseos: por quê?

Kitsune: eles estão pressionando muito... se continuar assim vão acabar descobrindo...

Elíseos: mas maninha, por que não conta de uma vez?

Kitsune: seria meu fim maninho...

Elíseos: mas por que?

Kitsune: lembra quando aquela sua amiga virou mocinha e desapareceu durante um tempo?

Elíseos: sim eu lembro... ela nunca me contou o que houve...

Kitsune: ela foi submetida a um ritual de passagem, e isso impede que impede que ela veja beleza em outras raças... e só perdendo a virgindade o feitiço é quebrado... é como uma espécie de sistema para manter a raça pura, e livre de mestiços...

Elíseos: por que não faz o ritual e concebe o ato? Daria no mesmo não é?

Kitsune: não é tão simples irmãozinho... eu não pretendo nem fazer o ritual e muito menos me casar com um elfo qualquer que meu pai escolher...

Elíseos: você então quer ter um filho mestiço? Sabe que é contra a nossa religião...

Kitsune: eu não to nem ai Elíseos... religião é uma espécie de orientação, coisa que só gente desequilibrada precisa...

Elíseos: ta me chamando de desequilibrado?

Kitsune: não, não, não, me desculpe, não quis dizer isso, eu quis dizer que... sei lá, eu não concordo com nossa religião sabe... ela fecha tantas portas para um futuro tão prospero que eu planejo para mim...

Elíseos: por exemplo se casar com o príncipe Bado?

Kitsune: sim... só que ele não deve nem se lembrar do meu nome ou rosto, faz tanto tempo...

Elíseos: e o príncipe Theus? Ele era tão legal comigo? Ainda trocamos algumas cartas, na ultima ele dizia que as coisas no império não iam muito bem, Bado assim como você também estava tendo problemas com o pai deles, estou esperando a próxima carta... deve está chegando logo

Kitsune: só ele escreve pra você? E Bado?

Elíseos: nunca recebi uma carta dele, e se ele mandou provavelmente não veio parar em minhas mãos... mas eu não sei por que... dizem horrores do príncipe Bado, dizem que ele tem sangue mestiço de asmodiano com humano, também já ouvi dizer que aquela marca no peito dele pode ser a maldição dos olhos vermelhos, já ouvi dizer que ele matou milhares de elfos sozinho em combate, já até ouvi dizer que ele não tem alma e mesmo com tudo que falam você ainda gosta dele?

Kitsune: eu não sei... são tantas lembranças... sinto como se tivéssemos sido feitos um para o outro entende Elíseos... não me importa se ele for o próprio Dhaos encarnado, eu ainda acho ele perfeito pra mim... aquela cara de sono com aquele cabelo azul escuro solto ao vento, com aqueles olhos encantadores, com aquelas pernas, e aquele corpinho que dá arrepios...

Elíseos arregala os olhos e interrompe dizendo: me dá arrepios de ouvir você dizendo isso

Kitsune: e alem de tudo... tem os lábios doces como um vinho suave...

Elíseos: acho que vou vomitar...

Kitsune: Elíseos... você poderia...

Elíseos: mas... mas...

Kitsune se aproxima de Elíseos e diz: beije-me... por favor...

Elíseos: mas... eu não... não é certo irmã, já é a terceira vez em dois meses que você me pede um beijo desses pensando no príncipe, já parou pensar em como me...

Kitsune põe o dedo indicador sob os lábios de Elíseos silenciando-o e diz: você é meu... Bado...

Ela então fecha os olhos de Elíseos e o deita novamente sobre sua cama, deita seu corpo sobre o dele, segura-o pelo rosto e lhe dá um ardente beijo. Elíseos, mesmo desconfortável com a situação, tenta satisfazer sua irmã, até o momento que...

Kitsune se afasta rapidamente de Elíseos e diz: Elíseos! O que é isso?

Elíseos: eu avisei... você não é a única que cresceu por aqui...

Kitsune: isso é mal... realmente mal... agora mais do que nunca eu tenho que procurar pelo original... vejo agora que você não está mais em condições de me atender...

Elíseos: é algo difícil de controlar irmã, afinal, você esqueceu que sou homem...?

Kitsune: achei que não aconteceria nada do tipo porque você é meu irmão... mas eu também as vezes senti o mesmo que você... preciso encontrá-lo, e rápido... senão terei de me submeter a atos inapropriados a uma dama...

Elíseos: ah pelo amor dos deuses... não é para tanto, não acha?

Kitsune: então você gosta de me beijar?

Elíseos: não é bem isso, só não me sinto confortável por você ser minha irmã
Kitsune: Elíseos, por acaso você já me desejou?

Elíseos: nunca, juro pela minha alma perante o deus da luz

Kitsune: interessante... ainda tem contato com Theus?

Elíseos: hoje a tarde deve chegar uma carta dele... quer falar com Bado através dele?

Kitsune: claro... afinal ele pode já estar namorando alguém, ou poderia estar...

Kain: crianças... temos noticias...

Kitsune: quais são?
Kain: recebi uma carta do príncipe Theus

Elíseos: o que diz?
Kain: ela diz “Caro senhor Kain e família, acho que ficariam felizes em saber que sou o novo imperador das águas, mas devem estar se perguntando: mas em quanto ao meu irmão Bado? Lamentavelmente teve uma morte um tanto desagradável ao ter me enfrentado após nosso pai ter morrido em combate com ele, como o povo do império não sabe da suposta guerra que estamos travando, eu gostaria de encontrar com o senhor pessoalmente para propor um acordo, o que acha? Ambos sairiam ganhando e o senhor não teria nada a perder, como vai a linda Kitsune? Tão deslumbrante como sempre? E o pequeno Elíseos? Continua sendo o centro das atenções das garotas de Soluna? Bem espero que sim, espero que tenhamos um acordo favorável a ambos, fico por aqui, um grande abraço: Theus Hitsugaya.”

Kitsune enche os olhos de lagrimas e abraça Elíseos, logo ele diz: quando Theus virá papai?

Kain: daqui a três dias, pelo que parece, ele continua pacifista como sempre, admirável humano, poucos são tão bondosos como ele

Kitsune: por favor, saiam do meu quarto... agora...

Elíseos: mas...
Kitsune exclama: eu disse agora! Eu quero ficar sozinha! Não entenderam?

Kain e Elíseos saem do quarto e Kitsune chora em prantos a noticia abraçando seu travesseiro, logo anoitece e Kitsune continuava chorando, até que um forte clarão se manifesta dentro do quarto e um jovem aparece, de cabelos brilhantes e prateados como a lua, suas Iris eram brancas e vestia um manto branco, aproximou-se de Kitsune e disse

Shiro: minha jovem... por que choras?

Kitsune: quem é você?

Shiro: sou uma entidade, a entidade dos olhos de prata, Shiro, por que choras?
Kitsune: por uma esperança perdida lorde Shiro...

Shiro: por acaso esta esperança seria um jovem rapaz chamado Bado?

As lagrimas ainda escorriam pelo rosto de Kitsune e ela diz: sim lorde Shiro...

Shiro: sua esperança ainda não está perdida... Bado vive

Kitsune espantada disse: como?

Shiro bota a mão sobre os olhos de Kitsune e diz: veja...

Kitsune vê Bado andando até uma vila e diz: ele não mudou nadinha...

Shiro: ele esta vindo a seu encontro, mas só poderá vê-la se conseguir uma coisa pra mim...

Kitsune: qualquer coisa lorde Shiro...

Shiro: quero que faça um pacto comigo para que eu poça encontrar Aka, a maga dos olhos vermelhos, ela também é uma entidade, e eu gostaria de ver o quanto os poderes deles evoluíram, afinal... ele pode ser seu guarda costas, faça com que ele entre no torneio de seu pai. Assim poderei ver seus novos poderes e você ganhara o guarda costas que sempre quis... aceita fazer o pacto comigo?

Kitsune: aceito!

Shiro: a partir de hoje, nós dois somos um!

“meu nome é Kitsune Hyuramoto, e aqui começa a minha historia”