Rise

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Oi gente, desculpem pela demora. Esse capítulo em particular foi difícil de escrever, mas ele tá aqui, prontinho pra vocês. Eu escrevi e reescrevi ele umas mil vezes, por isso a demora, queria deixar perfeito para vocês. Agora mudando de assunto, Castle acabou. E junto se foi parte mim, essa série tem sido minha vida a tres anos, então sim, eu chorei, vou sentir saudade e nunca vou esquecer tudo o que eu sofri, chorei e me emocionei com essa série. O final não foi nada do que esperava, mas não teve como não gostar. Poderia ser pior, Castle continuar com Beckett, minha Kate morrer.. enfim, são várias outras teorias que compartilhei com alguns fã da série. Então, quero dizer que com o fim da série não acaba meu amor pela série e nem a minha fic, sei que a maiorias dos fãs também não abandonarão suas fics também, eu tenho várias outras ideias que em breve vou compartilhar com vocês. Espero que estejam todos aqui, acompanhando cada história nova que surgir, não só as minhas, mas a de todos. Nada como matar a saudade lendo uma fic que te leva a imaginar vários outros finais felizes. Bom, sem mais delongas. O capítulo está ai, espero que gostem. OBS: devido a demora, vou postar dois capítulos hoje, como um pedido de desculpas. Boa leitura

A noite passa foi excepcional. O que deu em Katherine Beckett? Ela simplesmente me beijou. E não foi um beijo qualquer, foi um beijo com carinho, uma troca de sentimentos, que logo em seguida se tornou um beijo cheio de desejo, quente, uma batalha de línguas para saber quem comandava. E eu deixei ela comandar de bom grado, ela sabe o que faz, oh se sabe. Sinto sua língua invadir minha boca com pressa, pressa para saber que isso é real, pressa para sentir cada parte de mim. Chupo sua língua aceitando tudo o que ela tem a me oferecer, escuto um gemido abafado por nosso beijo. Aquela mulher tem o dom de me enlouquecer, um beijo e já sinto minhas calças apertadas, estou ficando excitado com isso. Ela pareceu não se incomodar, pois se ajeitou no sofá e sentou em cima de mim, tornando tudo mais profundo, deixando que eu percorrer minhas mais em seu corpo. Foi melhor que eu podia imaginar, sorrio só de lembrar de tudo.

Agora estou aqui, me arrumando para encarar o Senhor Beckett. Decidi chamar ele assim de agora em diante, ele tinha pego a gente numa situação que nenhum pai gostaria de ver. Digo isso porque sou pai de uma menina e espero ser poupado dessa cena pro resto da vida. Kate já tem 31 anos, já sabe o que faz e é dona do próprio nariz, mas isso não muda o fato dele ser o pai dela. Então passei o dia inteiro treinando como devo me comportar.

— Senhor Beckett -digo sério de frente ao espelho- Kate está? Posso entrar? -faço uma careta, não ficou bom.

— E aí Jim, como está? -digo mais alegre, descontraído. Talvez seja bom para quebrar o clima. Mas não funciona muito bem.

Tenho de novo

— Boa noite Senhor Beckett. Como está? -sorriso estendendo a mão para o nada- É, ficou bom. Mas pode ser melhor.

Lá vou eu novamente

— Senhor Be..

— Vai sair? -ouço Alexis atrás de mim e me viro para olhá-la

— Vou, mas volto logo -digo sorrindo

— Vai visitar a Detetive Beckett? -ela está séria, e seu tom de voz está triste

— Vou. Quer ir? — tento, desde disse que a Beckett estava bem ela não perguntou mais nada.

— Não. -ela fica me encarando e eu sei que tem mais

— O que foi Alexis?

— Você lembra da promessa? -ela está com lagrimas nos olhos

A promessa. Ela ainda se lembrava daquela maldita promessa que eu fiz num total estado de raiva. Onde eu estava com a cabeça? Se ela me pedisse isso agora eu não aceitaria, e teria mil motivos para isso. Fecho os olhos suspirando enquanto lembro daquele dia, daquele maldito dia.

"— Pai -ouço a voz dela entrecortada com soluços entrando no meu escritório.

Levanto o mais rápido e vou até ela. Alexis estava tremendo, eu a abraço forte e ela retribui com a mesma intensidade.

— O que aconteceu? -pergunto assustado- Você está bem?

Ela fica em silêncio e apenas acena que sim com a cabeça. A protejo com meus braços o máximo que posso até sentir ela parar de tremer e tentar mais uma vez entender o que estava acontecendo.

— O que houve filha? -pergunto separando-me dela o bastante para olhá-la nos olhos.

— Um pesadelo -sua voz sai fraca

— Monstros? -pergunto tentando amenizar tudo aquilo, eu sei que ela não tem mais cinco anos e ver monstros embaixo da cama.

— Quase..

— Me conta.. — a puxo para o sofá do meus escritório e me sento ao seu lado.

— Eu sonhei que as mesmas pessoas que tentaram matar a detetive Beckett vinha para te matar, e conseguiam -ela volta a chorar e eu a abraço novamente.

— Eu estou aqui, está tudo bem.

— Tem certeza ? -não, eu não tenho

— Tenho -digo com calma, ela não precisa saber dos meus medos.

— Pai, me promete que vai se afastar disso tudo, me promete que vai parar de fingir ser um policial enquanto você é um escritor. Promete ? -ela tem desespero em suas palavras, não consigo lhe dar com isso.

— Prometo. — essa palavra sai mais rápido que esperava. Beckett me afastou, disse que ligava e até agora nada. Acho que é isso que ela quer, me manter longe. Então eu prometo, mesmo sem saber se vou conseguir cumprir essa promessa.

— Eu não aguentaria te perder. Poderia ter sido você naquele dia, poderia ter sido eu. -ela me abraça forte

— Eu sei, mas eu estou aqui, nós estamos aqui. Eu vou está sempre aqui, com você -tento acalma-la

— Promete?

— Prometo. -e aqui estou eu, pensando em como vou fazer para cumprir minhas promessas.

Ela concorda e me abraça mais forte, dizendo que vai dormir comigo. Eu sorrio e nós vamos para cama, ela se aconchega em meus braços exatamente quando era criança e acordava no meio da noite com medo dos monstros embaixo de sua cama. Minha menina, ela cresceu tão rápidos, ela tem namorado e ainda pede pra dormir comigo. Talvez ela não tenha crescido tanto."

— Alexis eu não posso me afastar dela agora -e nem nunca. Minha voz saiu como um sussurro, mas alto o bastante para ela ouvir.

— Pai você prometeu..

— Eu sei que prometi, eu prometi não seguir ela e agora estou apenas sendo um bom amigo. -tento faze-la entender, essa é uma boa desculpa por enquanto

— Então é isso que vocês são? Amigos?

— Sim, é isso que sempre fomos. -ela não precisa saber de nada agora

— Pai essa luta não é sua..

— É MINHA SIM! -grito. Ela me olha perplexa, mas não diz nada- Eu a trouxe para isso. Eu a deixei na linha de frente, eu sou o responsável por tudo isso, sou o responsável por ela ter levado um tiro! -é verdade, e eu sei que nunca vou me perdoar por isso

— Então você tá se colocando na linha de frente pra morrer por uma causa que não é sua. Pai não é sua. -ela repete lentamente para me fazer entender.

— Alexis..

— Você está querendo morrer? -ela me interrompe- porque é isso que vai acontecer se você continuar com isso. Você tem que escolher pai, ou fica na linha de frente com ela, ou se afasta disso tudo e fica comigo. -ela diz e sai, sem me dar a menor chance de responder.

E o que eu responderia? Eu não sei. Ela acabou de me pedir para escolher entre a mulher que eu amo e a minha filha. Isso é insano. De onde ela tirou esse medo? De onde ela tirou essa insegurança que nunca existiu antes? Eu sigo atrás dela e a encontro subindo as escadas

— Alexis -falo grosso, mas a única resposta que recebo é a porta do quarto dela batendo com força. Merda!

Minha mãe chega exatamente nessa hora e me olha pedindo explicações.

— Briguei com a Alexis. -explico e vou até o meu escritório, sei que ela está me segue.

— Brigaram? Porque?

— A promessa. -ela sabe sobre essa maldita promessa

— Ah.. Querido eu vou falar com ela. -a vejo sair do meu escritório rumo ao quarto. Minha sabe de tudo, do beijo, das minhas tentativas de conquista-la, do flagra de ontem e principalmente que eu a amo.

Minha mãe é boa com a Alexis, ela vai me ajudar. Martha Rodgers pode ser muita coisa, mas como avó ela é maravilhosa. Ela e Alexis tem uma conexão que eu não sei explicar, elas são amigas, e não apenas avó e neta. Existem muitos segredos entre elas que nem eu sei, impossível explicar essa relação apenas com palavras. Elas gostam de atitudes. E não se desgrudam, sei que minha mãe a entende e ela vai ouvi-la, eu rezo para minha mãe colocar um pouco de juízo da cabeça da minha filha.

Encho meu copo de whisque e bebo tudo, aquele líquido quente consegue me trazer um pouco de calma. Mas eu preciso de mais. Bebo mais um copo e penso na Kate, ela sempre foi boa em dar conselhos e me ajudar com a Alexis, talvez se eu conversasse com ela me ajudaria em alguma coisa. Pelo menos a diminuir essa dor que sinto agora.

Peguei as chaves do meu carro e escrevi um bilhete rápido dizendo que voltava logo. Peguei a estrada que começava a escurecer e dirigi o mais rápido que pude.

— Olha só se não é o escritor -Jim diz ao me ver descendo do carro enfrente a sua casa

— Jim -eu o cumprimento esquecendo totalmente os meus ensaios de frente ao espelho.

Ele estava lendo um livro, mas não faz menção em voltar a ler, apenas me encara.

— Senta -ele me aponta a cadeira ao seu lado e eu sento. Pelo visto vamos ter a conversa agora. Me sinto como num jogo que eu tinha quando era criança, tendo que matar o chefão para passar para próxima fase, no caso, ver a Kate- você não vai querer entrar agora, a Kate e a Lanie estão fofocando sem parar.

Não consigo conter a risada. Kate podia ser muito durona, mas quando estava com Lanie seu lado mulherzinha se soltava totalmente, era adorável. Um silêncio se fez entre nós, então resolvo quebra-lo de uma vez.

— Jim eu quero te pedir desculpas, pela cena de ontem.

— Não precisa. Já conversei com a Kate. -ele faz uma cara esquisita e me faz duvidar se a conversa foi boa.

— Eu sei. Mas mesmo assim, foi um ato impensado, desculpa. Prometo que não vai acontecer novamente. -eu prometo ansiando pela hora que quebrarei essa promessa.

— Sabe o que eu quero que você me prometa? -ele está sério agora- que você vai cuida dela. Que você vai está com ela e não vai deixar ela se afundar nisso tudo. Rick, nós nunca conversamos sobre o tiro, mas eu sei que tem a ver com a morte da mãe dela, e eu não quero perder minha filha. Perder a Johanna já foi o bastante, e só você pode salvar ela desse abismo que ela insiste em se jogar.

Escuto atentamente cada palavra. Já é a segunda vez que ele me pede isso e mesmo assim não consegui evitar o tiro.

— Jim, eu não sei se consigo -minha voz sai fraca

— Rick a dor que você sentiu ao vê-la no chão naquele dia não chegou aos pés da minha, eu sei que você consegue. Só você pode conseguir isso. Proteja minha filha.

Jim tem essa confiança em mim que não sei explicar. Ele acha mesmo que eu consigo com a Kate, eu mesmo penso ao contrário. Mas não posso negar isso, não posso negar que eu vou cuidar da minha amada. Então digo a única palavra que eu sei p que significa para nós dois, eu e Kate.

— Always.

Ele parece entender e sorrir para mim enquanto levanta da cadeira.

— Eu sei que você gosta dela do mesmo jeito que ela gosta de você.

— Gosta? -eu sei que sim, mas escutar o pai dela dizer isso faz tornar mais real. Ele apenas sorrir, como se fosse óbvio. Era óbvio.

— Vamos, vou avisar a Kate que você chegou para namorar -não consigo deixar de rir, eu poderia ter conhecido esse lado de Jim antes.

Nós entramos a ponto de ver duas belas damas descendo as escadas. Kate estava com o cabelo bagunçado, certamente tinha passado o dia na cama, ainda estava com o pijama, aquele pijama nada sexy mas que a deixa absolutamente linda. É alguma coisa no seu olhar, no seu sorriso, ou talvez seja no seu jeito de andar. Ainda não sei, mas irei descobrir.

— Querida, olha quem veio namorar hoje. -Kate revira os olhos e fica vermelha, linda.

— Pai! -ela o repreende. Lanie rir

— Menino escritor, que bom te ver. -ela me cumprimento e pega suas coisas. Eu não consigo deixar de olhar para Kate.

— Tá linda -digo num gesticular de lábios, ela tenta esconder o sorriso, mas foi em vão.

— Bom, hora de ir. Você não vai sair Jim? Posso te dar uma carona

— Obrigado Lanie, mas meu jantar só é daqui duas horas. Vou no meu carro .

— Okay. Agora vou indo, já incomodei demais por hoje, agora é a vez do Castle -ela diz se despedindo da amiga que rir.

— Eu não incomodo! -digo espantado.- Não incomodo né ? -pergunto olhando pra Kate que revira os olhos.

— Vou tomar um banho, me espera? -faço que sim com a cabeça e ela sobe as escadas. Eu poderia pedir para acompanha-la, mas o pai dela está aqui.. sorriso só de imaginar a cena. Eu e Kate juntos no banho, com certeza iria ensaboar cada pequena parte de seu corpo.

— Você não incomoda Rick -ouço a voz de Jim e me viro para ele. Tenho que parar de pensar essas coisas.

— Obrigado. -sorrio- agora.. Jantar? De novo?

— É, e quando chegar espero encontrar tudo como eu deixei. -eu rio

— Pode deixar. E então, esse encontro..

— Jantar -sou interrompido- jantar de negócio.

— Tá, esse jantar de negócio, envolve uma bela mulher? -ele me olha e não precisa responder, já entendi tudo.

— Vamos, eu consegui passar a aquela fase difícil que você não conseguiu -ele diz já sentando no sofá e pegando os controles do vídeo game.

— Não acredito. Você vai ter que me ensinar.

Começamos a jogar e eu me distraio, esquecendo meus problemas enquanto minha musa não vem.

Notas finais
E ai? Quero saber se valeu a pena a espera.