Rise

21 Capítulo 21


Notas iniciais
Oi gente!! Demorei mas cheguei. Rise num momento tenso, todos chateados com a Alexis por ela ser tão birrenta e 'acabar' com a felicidade dos pombinhos. Mas o que seria do nosso casal sem os obstáculos no caminha, não é mesmo? Então vamos ter um cap de uma Kate decidida e um Castle com medo. Espero que gostem. É curto porque escrevi hoje quando acordei, enquanto estava com preguiça de levantar. Mas logo cap maiores e decisivos virão. Espero que gostem! PS: obrigada pelos comentários de voces ♥ Boa Leitura :)

Os olhos de Castle estavam grudados nos meus. Já eu, estava de frente pra ele, totalmente congelada pelo o que eu acabei de ouvir. O celular ainda estava no alcance do meu ouvido, mas minhas mãos estavam fraquejando. A voz do homem do outro lado da linha era diferente, como se tivesse sido modificada. Ele me dava instruções detalhadas de como ir encontra-lo.

— Sem polícia. – disse ele por fim.

— Eu sou a polícia! – digo e ouço uma risada irônica dele.

— Não por muito tempo. – sem chance de me defender ele desliga. Me deixando com o Castle e um silêncio perturbador entre nós.

Não aguentando mais minhas pernas, que pareciam pesar uma tonelada, faço um esforço e caminho até a cama. Rick se abaixa na minha frente procurando meu olhar, mas eu não posso olhá-lo agora. Não depois de saber que as ruivas estavam certas. Absolutamente certas. Eu era a causa de tudo o que aconteceu. Eu trouxe essa briga para o Castle, e agora eu trouxe riscos para toda a família dele. Quem quer que esteja por trás do assassinato da minha mãe sabe o meu ponto fraco, Castle. Eu seria, e sou, capaz de fazer qualquer coisa por ele. E não vai ser diferente agora. Isso tudo tem a ver comigo, isso tudo começou comigo, e isso tudo vai acabar comigo. Não vou deixar que ninguém mais se meta na minha luta!

— Kate, o que houve? – as mãos dele seguravam meus joelhos com força, querendo chamar minha atenção.

— Não posso agora, Castle. – forço um olhar de meio segundo para ele. Mas desvio em seguida, levantando da cama. – tenho que falar com o Agente Taylor.

Sinto ele se levantando atrás de mim, e logo em seguida suas mãos capturam meus braços.

— Era sobre a minha filha, você tem que me falar o que era. Porque eles ligaram pra você e não pra mim? – e dessa vez eu olhei em seus olhos. O desespero ainda estava ali, mas a esperança que ele tanto depositava em mim era maior que qualquer outro sentimento que existia no mar azul de seus olhos.

— Melhor contar a todos de uma vez. – sinto suas mãos deixando meu braço livre, volto a seguir pela porta.

Assim que descemos as escadas todos nos olham, como se esperassem alguma coisa. Meredith estava sentada próximo ao Agente Taylor, e eu posso jurar que já flertou com ele. Martha me olha da mesma forma que o filho. Mas no meu rosto não aparece nem um sorriso. Ele está congelado, sem expressões nenhuma. Tem um muro de gelo em volta de mim, e para quebra-lo, vai ser difícil.

— Eles ligaram. – digo e vejo a movimentação da equipe em seus computadores e do Agente até mim.

— Ligaram quando?

— Agora. Para o celular da Kate. – ouço a voz de Castle atrás de mim.

— O que disseram? – Martha levanta do sofá tão rápido que em um milésimo de segundo ela está ao meu lado.

— Que estão com a Alexis. Na verdade que estão com uma coisa que possa me interessar. Mandaram eu ir para um Galpão no Bronx, sem polícia, sem reforço. Apenas eu. Lá eles me pegariam e levariam até a Alexis.

— Que horas? – a voz fria do Agente me parece família agora. A minha voz estava fria depois do telefonema, e eu sabia que não era mais a Kate que estava aqui, era a Detetive Beckett.

— Daqui a duas horas. – Taylor passa a mão por sua barba perfeitamente aparada.

— É pouco tempo...

— Kate, você não vai, não é? – a voz de suplica de Castle, que agora estava diante de mim, fez com que o gelo em volta de mim se derretesse um pouco. Mas eu não podia deixar que ele jogasse seu efeito em mim agora. Eu não ia me desarmar apenas porque Castle me pediu. Eu iria, e nada mudaria isso, nem ele. Eu traria a filha dele de volta, e com sorte, voltaria também.

— Não tem o que ser discutido, Castle. – evito olhar muito pra ele. Porque no momento que eu encara-lo mais que dois segundos eu estarei totalmente desarmada, sem forças para lutar a minha luta.

— Vamos até o escritório Detetive. – a voz autoritária do Agente me desperta dos meus sentimentos.

Assinto de leve com a cabeça e o sigo, sendo seguida por mais duas pessoas. Castle e Meredith. Assim que entro no escritório vejo o Agente andando de um lado para o outro, como se estivesse nervoso. Castle senta na sua habitual cadeira e prega seu olhar em mim, eu não desvio o olhar do Agente, ele é meu superior agora.

— Porque você não veio avisar que estava com eles na linha?

— Não tive tempo, foi rápido demais.

— Você sabe o protocolo.

— Sim, mas meu celular não estava sendo monitorado, então não iam poder fazer muito.

— Mas íamos tentar! – ele fala um pouco alto e o silêncio se instala entre nós, quebrado apenas por uma voz totalmente dispensável.

— Você mais uma vez estragou tudo, Kate. – a voz a Meredith soa atrás de mim.

— Meredith, pare! – Castle ordena.

— Porque eles querem você? – o Agente toma conta da situação de novo.

— Porque o interesse deles sempre fui eu, e não a Alexis e nem o Castle.

— Então porque eles levaram a filha do Mr Castle, e não você?

— Porque eles sabem meu ponto fraco. – lanço um olhar para Castle, mas desvio rápido demais. – eles querem que eu me entregue, não querem sequestrar uma Detetive da NYPD.

— Okay. – ele lança um olhar para Castle e Mreredith. – vocês podem me deixar a sós com a Detetive?

— Não. – a resposta de Castle é rápida. – eu sei de tudo, eu sei sobre o caso da Kate melhor do que ela mesma. – eu não podia negar. Castle passou e mais noites estudando esse caso sem que eu ao menos soubesse.

O Agente Taylor me lança um olhar e eu concordo com a cabeça, num movimento quase imperceptível, mas sob o olhar de Castle, qualquer mínimo movimento meu, seus olhares atentos registram. Vejo o Agente esticando a mão para porta, um convite para Meredith sair. A passos relutantes ela sai, sem discutir. Agradeço mentalmente por isso, não sei se aguentaria ficar calada dessa vez.

— Me conte tudo, Detetive. – ele diz assim que estamos a sós.

Olho para o Castle buscando coragem. Não importa o que aconteça, sempre que é sobre esse assunto, eu não tenho coragem o suficiente para seguir em frente. A não ser quando ele está comigo. E dessa vez nossos olhares se encontram por longos segundos, eu não querendo me desviar dos olhos azuis, e ele não querendo se desviar dos meus olhos verdes. Respiro fundo e, contra a minha vontade, desvio o olhar para o Agente.

— Tentaram me matar no enterro do meu antigo capitão. Eu mexi num caso que não devia, e eles mandaram me matar. Não sei quem eles são, apenas que são capazes de tudo.

— Até de sequestrarem minha filha. – olho para Castle e o vejo olhando diretamente para um porta retrato onde tinha uma foto da Alexis pequena.

— Eles querem o que não conseguiram meses atrás.

— Eles querem ver a Kate morta! Por isso ela não pode ir, eles irão matá-la.

— Desculpe Mr Castle, mas infelizmente, a nossa única chance de trazer a sua filha de volta é com a Detetive Beckett. – sinto um alivio por não ser contrariada.

— Não! – ele levanta da cadeira rápido demais. – você está jogando ela na linha de frente. Eles vão matar ela assim que a tiverem.

— Não, eu não vou deixar. Ela vai com reforço! Não tão burro ao ponto de joga-la para os bandidos.

— Não, eles não querem reforço. Eles foram claros. – tenho.

— Kate. – o Agente me chama de forma intima, e vejo Castle o olhar estranho. – Você é policial, você sabe que não vamos manda-la sem reforço. Vamos bolar um plano, e tudo sairá bem. – não sei porque as palavras dele me dão esperanças.

Logo em seguida ele sai do escritório me deixando a sós com Castle, que estava visivelmente contrariado com a ideia de eu ir até lá. Não queria falar nada, mas ficar aqui parada vendo ele dar voltas em seu escritório é demais pra mim.

— Rick...- chame ele pelo nome intimo que eu já me acostumei. Ele para e me lança um olhar que, se eu não estivesse tão decidida, com certeza me faria largar tudo e ficar com ele.

— Me diz que você não vai. – ele implora.

— É preciso. – me limito a dizer.

— Kate você não tem que fazer isso.

— Sim, eu tenho. Eu preciso. – me aproximo dele me sentindo desarmada por um momento. Seguro seu rosto com as mãos e toco seus lábios de leve. – eu vou trazer a sua filha se volta.

— E você? Vai voltar também? – eu não sabia como responder essa pergunta.

Não podia dizer que sim, se a verdade eu não sei. E não podia dizer que não, se não ele nunca me deixaria sair daquele apartamento.

— Vou tentar.

Notas finais
Kate vai voltar ou não?