Justin se sentou e então eu pude observar como o garoto era: alto, mais ou menos 1,70 de altura, cabelos castanho claro, olhos cor de mel. Magro, porém malhado, com braços relativamente definidos. Foi o que eu consegui captar dele. Durante o almoço, descobri que ele tinha os 4 outros tempos junto comigo: química, inglês, álgebra e música. Já que em música o trabalho era em grupo e nas outras três matérias eu era a única sozinha da sala, ele faria dupla comigo e eu seria obrigada a ser simpática com uma pessoa que “não me acha tão esquisita assim”. Legal. Saí da aula e esperei Liam, que ia de carona comigo. Logo notei que Justin parou o carro ao lado do meu no estacionamento.

– Te vejo amanhã Catherine — e entrou no Chrysler mais lindo que já vi na vida. O meu carro não deixava a desejar: Porsche 911 Carrera S, vermelho, conversível. Mas enfim, Liam chegou e está com os pensamentos pipocando. Ele estava pensando que poderia mudar meu visual um pouco. Tá, moletom, calça e tênis não são dos melhores looks pra vir pra escola. Amanhã tentarei vir de vestido, pra animar meu amigo, que só quer meu bem. Não, pensando bem não. Voltando pra casa, uma de minhas amigas apareceu do meu lado, no banco do carona.
– O garoto novo é lindo, você deveria tentar alguma coisa com ele. — Lexxi falou. Eu fiz cara de rejeição e falei
– Não Lexxi, eu não faço o tipo dele. — ela entortou a boca, como se fosse mentira. Ela com certeza sabia de alguma coisa, mas preferi deixar pra lá, ela de qualquer forma não iria falar mesmo.
Cheguei em casa, tomei um banho, vesti um vestido e, como meu pai estava em casa, decidi estudar um pouco, pra ele ver que minhas notas tinham um motivo não-espiritual ou estranho.

Acordei com o barulho do sonho do meu pai. Logo depois, me levantei, tomei banho e fui acordá-lo. Depois de colocar uma boa quantidade de cereal com leite na minha tigela, me sentei. Meu pai está pensando algo como “será que devo contar pra ela? Acho que ela vai gostar.” Eu apenas sorri.
– Filha, eu reservei uma mesa num restaurante aqui perto pra hoje de noite. E pare de se vestir assim, com moletom, se escondendo.
– Todo pai gostaria de ter uma filha com o estilo igual o meu.
– Mas assim, você não é você filha. O que aconteceu com a líder de torcida, que ia todos os dias de saia pro colégio e até de maquiagem?
– Acho que ela morreu naquele acidente. — ele se calou. Acho que fui muito dura.
– Filha, eu só quero que você se sinta mais viva. Eu vou deixar o que você deve vestir no seu closet. Se maquie e faça essas coisas todas que só vocês mulheres sabem fazer. Vou passar aqui às 18h e 30min. Estou indo. Beijo. — então ele beijou minha testa e saiu. Meu pai sempre me deu muito amor, principalmente depois daquilo.
Depois de todo o ritual diário de “sai de casa, pega Liam, vai pro colégio, põe o capuz, escuta o sermão do Liam sobre o capuz, coloca o fone, vai pra aula de história”, percebi que Bieber estava recostado com os braços na mesa de Elizabeth e Josh, conversando sobre a vida antiga dele. Passei, sentei e tirei as coisas necessárias pra uma pessoa normal assistir a aula. Algum tempo depois, eu escutei: “aquela garota estranha e ridícula anda tirando minha paciência.”. Ok, agora ela vai escutar. Com o ódio dominando minha cabeça e coração, levantei-me da cadeira com raiva, a deixando ricochetear na parede e cair no chão.