Notas iniciais
Sinopse: Depois de escapar da guarda dos Ataliki, Agrez acaba inesperadamente e para sua maior surpresa no território da tribo de Eduardo.

Agrez acorda em um outro lugar... dentro de uma espécie de toca cheia de buracos dentro de uma árvore alta. Agrez olha ao seu redor e se move.

Agrez: Miriam, você está aí?

Ele anda até um buraco maior ainda e vê vários bandos de pássaros azuis e vermelhos voando abaixo da árvore lá longe.

Agrez: N-Nossa, mas como é que eu...?

Agrez sobe um pouco.

Agrez: Caraca, quem será que me trouxe aqui?

Ele se vira para trás para ver novamente o local onde estava e é atraído.

?: Ei, você aí!

Agrez se vira e topa com uma ararinha de de bico um pouco rachado e com penas quase roxas na cabeça.

?: Encontramos você por aí na mata, cara.

Agrez: Por aí, é? Eu estava prestes a ser coroado.

A ararinha pousa.

?: Agradecer está de bom tamanho.

Agrez: Obrigado. Meu nome é Agrez.

?: Eu sou Roberto, imediato do Eduardo.

Agrez: Bom, estranho ver outro... espera aí, o que?!

Agrez começa a ter uma explosão de emoções e ele tenta conter elas discretamente.

Agrez: Minha nossa, é você mesmo! Maluco

Roberto: Sim ué?! As ararinhas ficam nervosas quando eu passo perto delas. Eu nunca te vi por aqui.

Agrez: Maluco, eu não sou daqui, eu nasci no Rio de Janeiro.

Roberto: Eita!

Agrez: Caramba, mamãe falou de você.

Roberto: Você é... filho da Jade?

Agrez: O mais velho. Eu estava de viagem.

Agrez passa por ele.

Roberto: Quantos filhos ela tem e não me contou?

Agrez: 6 filhos.

Roberto: O que?!

Agrez: Eu tenho que conhecer o meu avô!

Roberto: Calma! Ele deve estar ocupado, mas quem sabe ele não queira?

Agrez: Ok, entendi, você "pode" me levar a ele se quiser.

Roberto: Mas é claro, meu sobrinho.

Roberto sai voando.

Agrez: Sobrinho? Somos parentes?

Em um local, na fronteira do território, Eduardo analisa em um galho de perto ,uma marcação intensa na parede e uma árvore, era uma pena cruzada com uma garra.

Eduardo: Quem será que está marcando isso... com garras?

Roberto: Hey, paizão.

Roberto e Agrez pousam atrás de Eduardo.

Eduardo: Eae, o que acha que marcou isso?

Roberto: Deve ser uma pegadinha de adolescente.

Ele viu.

Eduardo: Precisamos de analista more.

Eduardo se vira.

Agrez: What the fuck? É você mesmo?!

Eduardo: Mas é claro que sou eu, o que os 2 fazem aqui?

Roberto: Ele diz que é filho da Jade.

Agrez: Eu sou filho da Jade... e seu neto.

Eduardo fica de cara e obviamente, enfurecido.

Eduardo: O QUE?! E você não me disse nada, Roberto!

Roberto: O que, eu?

Eduardo: É! Venha cá, menino.

Agrez se aproxima.

Agrez: Sim?

Eduardo: Seja bem-vindo ao nosso lar.

Agrez: Eu não imaginava que esse lugar existia.

Eduardo: Nem sua mãe imaginava.

Agrez: Se vocês me encontraram desmaiado na floresta, foi por causa de um ataque.

Roberto: Então Dudu... eu já mostrei o território para ele.

Eduardo: Tá mas, um ataque de quem?

Agrez: Um clã chamado Ataliki me abordou.

Roberto: Mas... eles não eram...?

Eduardo: Só uma lenda... e depois?

Agrez: Eu fugi, porque eles queriam me matar.

Agrez mentiu.

Eduardo: Mas como assim? Um novo clã chamado "Ataliki", igual uma lenda urbana que pendura por gerações nos nossos clãs.

Uma ararinha escouta voa até ali.

?: Eduardo!

Eduardo: O que é agora?!

Depois, Eduardo, Roberto, Agrez e mais algumas ararinhas se deslocam para o outro lado do terreno e se encontram com Tia Mimi.

TM: Achamos ela desmaiada em um galho.

Eduardo pousa perto dela.

Eduardo: Ela quem?

TM: Não sabemos.

Eduardo , Roberto e Agrez encaram uma jovem ararinha de penas azul marinho quase brancas, como se tivessem o seu próprio brilho, desmaiada na fronteira daquele domínio.

Continua...