Notas iniciais
EU VOLTEI! Esse capítulo é pra mostrar que eu não abandonei a fic, ta gente? Ele é pequenininho, mas fiz com muito amor entre espirros e febres!

—Não podemos continuar a alimentar essa mentira, mãe!- Sua voz soava desesperada e mais alta do que o esperado. Seria menos surpreendente se ele começasse a sapatear pelos corredores de Fortaleza Vermelha, o príncipe sabia. Respirou fundo e esperou que a mãe virasse-se para encará-lo. Assim ela o fez.

—Não há mentira alguma sendo alimentada aqui.- Respondeu a rainha, pausadamente, com a voz baixa e ameaçadora, se aproximando lentamente do segundo filho.- Não há mentira alguma.

—Pensa que se falar o suficiente se tornará verdade, Vossa Graça?- Riu Baelon Targaryen, a Mão do Rei.- Se desejar com vontade, e rezar com todas suas forças, o Estranho não baterá na porta de meu pai?

Fale baixo!— Elaena segurou com força seu braço.- Quer que toda a Fortaleza Vermelha saiba?

—Por que não deveria saber?- Questionou o príncipe de Solarestival.- Uma hora eles irão saber. Ou pretende esconder até o momento em que o rei cair morto em frente a todos eles?-A rainha manteve-se calada, desviando o olhar.- O que irá dizer então? Que o rei está indisposto?

—Eu não posso cancelar esse torneio. Metade dos lordes de Westeros estão aqui.- Elaena Sangrenta disse, sua voz falhando e seus olhos pesando. Na maior parte do tempo, Baelon simplesmente esquecia que o tempo de sua mãe também passava, e que não era mais a jovem rainha que se metera em uma armadura e marchara em direção a Dorne.- Meu bisavô era doente. Meu pai também era. E Viserys. E Baelor. Até Daena, doce Baelon. A mesma doença os atingia. A mesma doença os matou. Agora é a vez de Jaehaerys. Sua septã estava errada quando disse que os Deuses eram bons. É por isso que eles são deus, afinal de contas.

—Talvez ele não morra antes do fim do torneio.- Tentou confortar a mãe.- Talvez sobreviva por mais tempo o suficiente para que Gaemon esteja pronto para ser rei.

—Daeron.- Corrigiu a mãe.- Daeron será rei depois de Jaehaerys. Daeron, seu irmão mais velho, o príncipe de Pedra do Dragão.

—Então precisaremos que o pai viva por mais vinte anos.- Rolou os olhos.

—Você subestima seu irmão. Se esquece de que ele é o mais velho.

—Seria mais fácil para eu me lembrar se ele agisse como se fosse o mais velho.

—Nem todos podem ser tão bons quanto você, senhor Mão.- Sorriu a mais velha, mostrando as adoráveis covinhas que Baelon se lembrava tanto de sua infância.

Lembrava-se claramente de não entender porque os empregados baixavam os olhos na presença de sua mãe, e porque sussurravam “Elaena Sangrenta” quando ela passava por eles. Quando completara dez anos, e suas aulas chegaram à história recente de Westeros, seu meistre finalmente lhe contara o porquê. Demorara sete anos para que ele pudesse ver a mãe sem se encolher novamente.

—Aenna quer casar sua filha com Gaemon.- Elaena Sangrenta comentou, de repente.

—Pensei que Verona fosse se casar com o herdeiro Tyrell.

—Aenna tem duas filhas. Verona e Alexandria.

—Você vai deixar?

—Obviamente, não.- Respondeu a rainha.

—Afinal, a Fé dos Sete não permite casamentos entre parentes, não é mesmo?- Riu. A rainha se manteve séria.

—Não vou prender o herdeiro a irmã de um traidor.- Elaena disse, com escárnio.- Se ela for igual a seus irmãos, não será digna nem mesmo de um dos bastardos de Daeron.

—O que pensa sobre a garota Tyrell? Ela parece um bom partido, se não para Gaemon, para Matarys.- Baelon baixou os olhos.- Ou talvez a menina Tully. Alysanne. Gaemon parece gostar dela.

—Isso não é importante, e você sabe disso.

Baelon respirou fundo. Os Deuses estavam cientes do quanto ele sabia disso; afinal, ele o segredara mil vezes antes de anunciar, alta e claramente, que tomaria Celia como sua esposa.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Se eu não me engano, o próximo capítulo é dos Arryn ou dos Tully. Beijão ♥