Notas iniciais
Heeeey guys, mais dois capítulos e acaba. Então você querido/querida que é leitor fantasma. Pare! O próximo já esta pronto, depende do meu humor/incentivo eu posto ainda hoje.

O que estava acontecendo comigo? Tudo que eu pensava naquele instante era como eu queria que ele voltasse, talvez como eu queria admitir pra ele que sim, tudo que eu sempre quis foi que ele ficasse. E como diabos eu poderia explicar isso para minha amigas de uma forma compreensível. Isso não era justo. Eu sabia que tudo aquilo não tinha sido mais que uma cena. Tudo aquilo iria passar, assim como aquele beijo, que na verdade nunca existiu.

Subi na droga do ônibus e fui para casa. Estudei, estudei, tomei banho, comi, e estudei. Se todos os meus problemas pudessem ser resolvidos com fórmulas matemáticas a vida seria fácil. No começo iria me encrencar, mas a qualquer dúvida, seria só procurar em um livro a fórmula correta, pegar a borracha apagar e concertar tudo. Por que a vida precisa ser uma mistura de biológicas e humanas? Por que não apenas exatas? Desse jeito o mundo faria sentido. Reflexões de banhos a parte no dia seguinte tive de acordar, um bom banho, e uma nova pessoa ressurgia. É isso aí, eu não seria mais afetada por nada daquilo, nem por seus malditos olhos negros e completamente acolhedores, nem pelo seu cheiro embriagante, nem por seu abraço quente que me protegia do mundo, nem suas conversas totalmente inspiradoras. Foco. Não mais. Iria seguir o exemplo da Carol e ressurgir das cinzas, o Daniel que se exploda. Como eu disse para Isa. Não vale a pena trocar um loiro de olhos verdes, alto, que toda garota sonha por um menino moreno, de olhos castanhos, e por quem minha melhor amiga é apaixonada.

Ah Deus a quem estou tentando enganar, não que o Paulo seja feio, não é esse o caso, e sim o simples fato que não é por ele que estou apaixonada. Nem pelo Daniel, pare Laura, você não é assim. Bola para frente garota. Eu não precisso necessariamente estar com alguém para não ficar com a Daniel, certo? Certo. Eu sou autossuficiente.

Acordei dia seguinte, fone no ouvido, uma maça na mão, tomei um iogurte e pronta para o dia. Entro no whats e pronto, lá se foi a preparação pra um novo dia.

“Laura, quando chegar na aula, pede pro Henrique te dar um bilhete, deixei ontem com ele caso não fosse pra aula hoje, e bom... Não vou. Você vai entender quando le-la.”

Oi? A Isa vai faltar? Ano passado ela ficou com estomatite e foi do mesmo jeito, quebrou a perna e foi mancando. Meu Deus, alguma coisa muito séria tinha acontecido.

Fui correndo/voando para a escola.

–Henrique, a Isa deixou alguma coisa com você por acaso?

–Sim, uma carta, mas ela disse que só podia te entregar no dia que ela faltasse.

–Você ta vendo ela por aqui por acaso?

–Não, mas ela pode chegar atrasada.

–Ela não vem, me dá o papel.

–Eu não vou entregar até a segunda aula.

–Você é um escroto.

–Obrigado.

Ui, que raiva desse garoto, e agora? Fodeu. O que ela poderia ter escrito no bilhete? Será que ela vai mudar de escola? E se ela mudar de cidade? Droga, eu amo aquela guria. Ela não pode fazer essas coisas de susto assim. A aula passou mais devagar que qualquer um dos dias até hoje. Mas finalmente, a segunda aula chegou. Assim que o sinal bateu, levantei da cadeira rapido.

–Henrique, me dá a porra da carta. Agora.

–Nossa, que estresse, pega aqui.

Cara Laura,

Inicialmente, você é uma vaca, e aposto que já sabe disso.