Ridículo Destino
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Desculpem a demora, mas eu demorei pra achar criatividade pra escrever esse capítulo XD
Sem mais delongas o capítulo =D...
Era cerca de meia noite quando a porta do apartamento foi aberta. A ruiva saltou do sofá da sala onde assistia TV e foi correndo em direção a porta. Ichigo estranhou ao ver a garota acordada.
- O que faz acordada, Inoue?
- Estava te esperando. – sorriu ela. – Como foi? – perguntou ela em expectativa.
- Como foi o que? – ele tentou se fazer de desentendido.
- Não se finja de desentendido! – brincou ela, colocando o casaco que Ichigo tirara pendurado em uma cadeira próxima. – Como foi o encontro com a Senna?
- Foi... Legal... – respondeu ele desinteressado, indo até a sala e se sentando no sofá.
- Hmm... – resmungou ela, sentando-se ao lado do irmão. – “Legal” vindo de você não é tão legal assim... – sorriu ela. – Ah, eu tava assistindo. – disse ela quando o outro trocou de canal.
- Eu não entendo como você consegue assistir filmes como esse... Romances não me atraem muito. – referiu-se ao filme que passava antes de trocar de canal.
- Você nunca sonhou... – ela colocou as pernas sobre o sofá e abraçou os joelhos, tinha um sorriso clamo no rosto. – em viver em um grande amor, e ser capaz de fazer algo inusitado e perigoso apenas para ficar perto da pessoa que mais ama?
- Não. – ele respondeu fazendo a garota afundar a cara entre os joelhos em depressão. – Mas, não me importaria se acontecesse. – completou com um sorriso.
Orihime não pôde deixar de sorrir e levantar o rosto imediatamente ao ouvir aquilo.
- Ah, eu conheci um amigo seu hoje!
- Hum? Quem?
- Ulquiorra Schiffer, e a família dele.
- Eh? Que estranho, Ulquiorra não é um tipo dos mais sociáveis.
- Ele só é um pouco frio... Mas eu o conheci por acidente, na verdade, conheci a mãe dele por acidente.
- A mãe dele? – ele fez uma pausa, parecia um tanto surpreso. Deixou de olhar a televisão e mirou a ruiva. – Ah, deve estar falando da Matsumoto! – concluiu ele sorrindo e coçando a cabeça.
“Eh?” pensou ela “Por que essa reação?”. Havia algo de errado com a família do Ulquiorra?
- Algum problema? – ela tinha uma feição confusa.
- “Problema”? – ele congelou.
- Por que você pareceu tão surpreso quando eu falei que encontrei a mãe do Ulquiorra?
- Não é nada não. Foi só impressão sua. – deu uma risada um tanto forçada. Ela resolveu não rebater. – Mas, como é que vocês se conheceram?
- Hoje de manhã quando você foi trabalhar eu fui comprar algumas coisas pra fazer o meu almoço. Eu acabei sendo derrubada por um labrador enorme que comeu toda a minha comida. Eu o segui até uma fonte e ele entrou lá dentro, então a Rangiku-san apareceu e me convidou para almoçar.
- Kawai e sua gula atacam novamente. – brincou ele. – Mas, Inoue, é só eu virar as costas e você sai por aí fazendo coisas como essa? E se ela fosse uma seqüestradora? Você nem ao menos pensou que algo ruim pudesse acontecer? – questionou preocupado.
- Desculpa, é que ela me pareceu uma boa pessoa. – sorriu ela sem graça.
- Você acha que todo mundo é bom, Inoue. – falou trocando mais uma vez de canal. Fazendo uma cara de desaprovação e ao mesmo tempo de brincadeira. – Que droga, não tem nada de bom passando. – resmungou, e voltando-se para Inoue continua: — Não digo que isso seja ruim, mas você deveria cuidar mais de suas companhias... Sabe que me preocupo com você. – disse colocando a mão esquerda sobre a cabeça de ruiva, bagunçando-lhe os cabelos.
Ela ria enquanto tentava impedir que o garoto bagunçasse mais seu cabelo. Depois que ele parou e voltou-se para a TV, ela se lembrou.
- A Kuchiki-san ligou. – sorriu ela olhando para o rosto do irmão, apenas esperando pela reação do mesmo. Alargou o sorriso quando ele pareceu assustar-se para em seguida corar um pouco.
- Sua amiga de Tóquio?– ele tentava se fazer de desentendido.
- É, ela disse que vai vir morar em Karakura com o Byakuya-sama, ele vai abrir uma filial da empresa dele aqui e ela disse que tinha uma surpresa pra nós... Ah! Ela mandou um beijo pra você.
- É uma boa noticia... – ele estava um pouco vermelho e sua voz vacilava, os dedos estavam inquietos e não deixavam de trocar de canal incessantemente. Ichigo conheceu Rukia na primeira vez que foi visitar Inoue e a mãe em Tóquio. Ela e Orihime eram colegas de turma e tornaram-se muito amigas, sendo assim Ichigo foi apresentado a Rukia e desde então viraram grandes amigos, senão mais do que isso, na opinião de Orihime.
- É... – a garota sorriu recostando-se no ombro do irmão. Ela apoiava totalmente a ideia de o irmão ficar com a morena, adorava os dois e queria a felicidade deles, e Inoue sabia muito bem que eles se gostavam, mas ambos eram orgulhosos demais para admitirem. Soltou um longo suspiro. – Mas, irmão, será que você pode parar de trocar de canal? Já estou ficando tonta...
- Foi mal. – sorriu ele.
No final, Ichigo acabou por não achar nada de interessante para assistir e colocou novamente no filme que Orihime estava assistindo. Era um romance em que uma linda e rica jovem era sequestrada por um mafioso, pelo fato de ela ser filha do promotor do caso em que o mafioso era julgado.
Durante o seqüestro ela só manteve contato com um dos seqüestradores, ele levava sua comida e roupas limpas. Era um homem bonito, porém um pouco frio. Com o tempo, os dois se apaixonaram e quando seu algoz recebe a obrigação de matar a jovem, ele não a cumpre, deixando-a partir.
Inoue acabou por não saber o resto do filme, dormiu tranquilamente apoiada ao ombro do irmão mais velho. Durante o tempo em que ficou com sua mãe, ela sentira imensa saudade de ficar daquele jeito com Ichigo. Ela o admirava imensamente. Sempre o via como uma pessoa perfeita, não tinha medo de fazer o que queria, mas ao mesmo tempo, sendo cuidadoso para não ferir ninguém.
- Hmm... Não faz isso... Você tem que botar o doce de leite antes da salsicha... E o mel depois do orégano... – Inoue balbuciava enquanto dormia. Porém seu sono foi interrompido pelo toque do telefone. Acordou e olhou em volta ainda estava na sala, sentiu uma dor na coluna, talvez pelo fato da parte superior de seu corpo estar encostado no chão, enquanto que as pernas estavam sobre o sofá. Ichigo dormia no chão, tranquilamente.
Levantou-se e pegou o telefone. A voz do outro lado da linha a saudou.
- Bom dia, Inoue-san! – era impossível não reconhecer a voz de Nell. Engraçado, não se lembrava de ter dado seu número para ela.
- Bom dia, Nell-chan... – sorriu ela. Olhou para o relógio pendurado na parede. Eram oito horas da manhã.
- A Nell sentiu falta da Inoue-san!
- Mas nós nos vimos ontem, Nell-chan... Hoje é domingo sabe? – brincou ela esfregando os olhos, tentando afastar o sono.
- Mesmo assim, a Nell quer saber se a Inoue-san quer ir com a Nell no cinema! – ela falava animada.
- Cinema? – repetiu ela. Lembrou-se que fazia um bom tempo que não ia ao cinema, resolveu aceitar a proposta. – É claro! É só marcarmos o horário...
Notas finais
Eu sei que não teve muito Ulquihime nesse cap (teve algum O.o? XP) Mas, prometo que o próximo vai compensar (...espero o.o')
Enfim, como sempre meus agradecimentos a Ju *o* que tem a paciência de me aturar XD e beta magnificamente os caps
E claro, a todos que sempre mandam reviews o/
Eu amo todos vocês *o* (tá agora apelei =P mas eu realmente adoro vocês =D!)
E, claro, mandem Reviews e digam o que acharam ;D
bjos =* e até o próximo cap o/
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