Ridiculous
1 Capítulo Único
Notas iniciais
ridiculous ⟶ zoro x sanji
Roronoa Zoro nunca foi um homem lá muito são. E de fato nenhum dos mugiwara era.
Mas era inegável o fato de que algumas atitudes do espadachim eram um tanto... duvidosas. Algumas talvez beirassem o ridículo.
Como quando Roronoa falava para quem quisesse ouvir o quando ele odiava Sanji, o cozinheiro do navio.
“Aquele cozinheiro de merda... não sabe nem fritar um ovo... um pervertido desgraçado” eram os principais tópicos das suas conversas monossilábicas, que se tornavam monólogos tediosos quando ele decidia se inspirar para falar mal do loiro.
Roronoa Zoro jurava de pé junto que odiava absolutamente tudo naquele cozinheiro pervertido; desde a sua personalidade irritante ao tom da sua voz.
Sanji era completamente ridículo. Quem em sã consciência usava ternos e camisas cheias de botões em pleno alto mar? Aqueles sapatos sociais sempre irritantemente lustrados e os cabelos claros escorridos, cortados em um corte ainda mais ridículo do que ele próprio, tapando os olhos. Olhos totalmente absurdos e ridículos. Loiro de olhos azuis? O maior clichê existente.
Falando nisso, deuses, aquelas sobrancelhas? Quem diabos tinha aquelas coisas redondas no meio da cara? Eram absurdas e feias. Horrível, horroroso.
Aquele loiro aguado, para completar o desastre ridículo que era, ainda fedia a cigarro. O filho da puta podia tomar quantos banhos quisesse, mas o cheiro do tabaco estava impregnado na pele. Ele fedia. Fedia como aquele irritante cigarro que sempre tinha entre os lábios. Zoro cansou de comentar sobre como os pulmões dele deveriam ser mais pretos do que graxa.
Odiava ainda mais como ele insistia em fumar sempre perto de si. Seja durante os seus para proteger o navio, seja enquanto eles dividiam a cama em algumas longas noites.
Mas ele nunca, nunca, nunca, nunca admitiria o quanto aquele pervertido de merda ficava sexy com o tabaco entre os lábios. E aquilo era mais... escandaloso do que todo o resto. Completamente absurdo e infame.
Porém, definitivamente, se havia alguma coisa ridícula nessa estranha relação de amor e ódio, ela com toda a certeza era o próprio Roronoa Zoro.
Sinceramente, deveria ser uma vergonha para o espadachim, um homem enorme e com quase vinte e dois anos ser controlado facilmente por um cozinheiro meia tijela — palavras do próprio Roronoa.
Mas talvez o que fosse mais vergonhoso nessa situação hipócrita em que Zoro se metia era como ele cedia a qualquer pedido daquele pervertido infame. Seja para trocar os turnos de vigia com ele ou buscar mantimentos quando paravam em alguma ilha qualquer.
Até mesmo dentro do navio, quando Sanji solicitava ajuda lavar as louças do café ou pegar algum tempero, enquanto ele mexia as comidas no fogão.
Era costumeiro no dia-a-dia dos mugiwaras ouvir Zoro reclamando de Sanji durante o dia todo e cair nos encantos dele durante a noite. E não foram poucas vezes em que eles amanheceram enroscados em alguma cama do Sunny.
E por mais que Zoro reclamasse e reclamasse, nunca deixava de atender nenhum pedido.
Como naquela noite, enquanto eles navegavam sobre os mares da Grand Line, com uma brisa suave de verão os acompanhando. Sanji havia-lhe pedido por um beijo, enquanto terminava os preparativos para a janta.
Por isto estava lá, enterrando as mãos sobre os cabelos macios e clarinhos, segurando o queixo de Sanji com delicadeza, esfregando o polegar sobre a barbicha rala que crescia no seu queixo e lhe beijando com todo o amor que o seu orgulho o deixava transmitir.
No final, Roronoa Zoro sabia a verdade. Dentro daquela complicada relação brigas e carinhos, ele era o elemento mais ridículo. Simplesmente porque era apaixonado por Sanji. A aliança no seu dedo não o deixava mentir.
Nem os sorrisos abafados depois dos costumeiros xingamentos, das mãos se esbarrando sempre que tinham alguma brecha e do sono pesado aquele loiro idiota no seu peito todas as manhãs.
Ele era um ridículo apaixonado por todos os mínimos defeitos do cozinheiro. Do seu marido.
Mas não precisava admitir isso em voz alta.
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