Ridew
1 Do que vocês estão falando?
Notas iniciais
Leiam as notas finais pf *-*
Nos vemos lá em baixooooo.
P.O.V. Rocky
"Acordei no hospital e me levantei meio assustada, vi aquelas paredes todas brancas e meio que me encolhi na cama, merda, meus planos não deram certo. Ouvi alguém entrando e olhei para a porta, vi minha mãe e ela estava chorando junto ao meu pai, ficamos em um silêncio profundo por um tempo, e só o que se ouvia naquele quarto eram os soluços da minha mãe ecoando, até que meu pai quebrou o silêncio:
- Não temos alternativa, Rock. — Ele disse abraçando forte a minha mãe.
- Do que vocês estão falando? — Eu disse meio assustada e ao mesmo tempo triste.
- Você vai passar um tempo na casa dos seus tios, só quero que saiba que nós te amamos e que estamos fazendo isso para o seu bem e isso é pra não te levarmos para um hospício. — Ele disse e saiu do quarto."
E foi assim que eu vim parar aqui nesse inferno. Sai do ônibus e vi meus tios e meu primo, eles acenaram e meu primo deu de ombro por indiferença, fui para perto deles e pus minha mala no chão:
- Oi querida. — Minha tia veio me beijar e eu apenas fiquei parada.
Minha tia é uma morena de 1,65 aproximadamente, meio cheinha, com os cabelos curtos loiros num corte Chanel.
Ela olhou pra mim e logo meio que recuou:
- Então, vamos? — Eu disse sínica com um sorriso falso e sai andando.
Entrei no carro e fui escrevendo no meu diário que sempre andava comigo, meu primo foi o caminho inteiro me olhando, até que ele perguntou:
- O que você tanto escreve nesse diário? — Ele disse tentando olhar.
Eu meio que tentei esconder:
- Nada. — Eu disse parando um tempo para olhá-lo e continuando a escrever.
Ele pegou a força o diário da minha mão e começou a ler, logo, me entregou:
- Nossa — Ele disse me olhando e eu o guardei.
"Em outro lugar..."
P.O.V. Luck
“- Você vai pra casa da sua avó, eu to precisando consertar meu casamento que graças a você, mais uma vez, ta se destruindo. – Ela disse e foi indo pra cozinha.
- POR QUE SUA VIDA SÓ DA CERTO QUANDO EU NÃO TO PERTO DE VOCÊ? NÃO QUERIA TER FILHO ERA SÓ NÃO DÁ CEDO DE MAIS. — Eu disse entrando no quarto e batendo a porta com força.
Sentei na minha cama e fiquei fitando o teto, até que minha mãe entrou no quarto gritando:
- QUEM VOCÊ PENSA QUE É PRA FALAR ASSIM COMIGO SEU MULEQUE? EU TO CANSADA DISSO, NÃO QUERO MAIS VOCÊ DENTRO DA MINHA CASA, VOCÊ SÓ ME TRAS PROBLEMAS, EU NÃO AGUENTO MAIS LUCK. – Ela começou a chorar e saiu batendo a porta. “
E aqui estou eu, deitado no sofá da casa da minha avó, olhando pro teto e pensando. Levantei e decidi andar um pouco e ia saindo quando minha avó perguntou:
- Aonde você vai a essa hora da noite? – Ela falou enquanto parava de olhar para as cartas que jogava com meu avô e ficou me fitando.
- Não sei. – Minha avó protestou alguma coisa que eu não escutei, só sai e fechei a porta.
Andei um pouco e logo cheguei à praia, sentei na areia e fiquei observando o mar e a lua, que estava cheia e linda. Algumas meninas vieram dar em cima de mim e eu apenas ignorava “não to afim”, era só o que eu falava, queria ficar sozinho um pouco, pensar na minha vida, em tudo. Eram um pouco mais de 02h45min a.m, se eu não me engano, levantei, e fui a caminho da casa da minha avó quando eu ouvi alguns gritos, olhei para onde estava vindo e vi um cara agarrando uma menina enquanto ela tentava se soltar e gritava para ele parar, cheguei perto do cara e logo o reconheci, o conhecia das redondezas ai fora, quando vinha pra casa da minha avó quando mais novo, cheguei a me assustar, dei um soco nele, o separando da menina, mandei-a ficar atrás de mim por total segurança, olhei-o encarando e logo o mesmo saiu de lá, lógico, a protestar dizendo que teria outra vez, mais logo não me importei, não tenho medo desses moleques, percebi a menina, olhei pra trás e a vi chorar escandalosamente, peguei na mão dela sem dizer uma palavra, e a levei até um banco:
- Obrigada. – Ela disse sentando e tentando se recompuser.
- Qual seu nome menina? — Ela me olhou e entre soluços respondeu.
- Mellany – Disse tentando se acalmar.
- Ah. – Eu disse indiferente.
- Não vai me dizer o seu? – Disse ainda entre soluços com um sinal de protesto.
- Pra que você quer saber? – A olhei.
- Para eu poder agradecer direito a pessoa que me salvou. – Disse limpando os olhos.
- Não faz diferença, eu faria isso por qualquer um. – Eu disse me levantando.
- Mas se não fosse por você não sei o que seria de mim agora. – Ela disse começando a chorar novamente, só que dessa vez menos escandalosamente, olhei para ela.
- Não chora, esquece isso. Vem, vou te levar pra casa – Eu disse estendendo a mão para ela, ela pegou na mesma e fomos andando e ela choramingava um pouco.
- É aqui – Ela disse parando na frente de um prédio e eu também. — Obrigada mais uma vez, nem sei como te agradecer. – Ela falou me dando um beija na bochecha com um pouco de dificuldade já que ela é muito baixinha, ela é bonita, cabelos loiros, olhos azuis, e uma pele branquinha, deveria ter mais ou menos 1,53 de altura, devia ter uns 17 anos. Olhei para a mesma e dei uma risadinha e a mesma corou. – Então, tchau, — Ela disse e entrou na portaria.
Fui em direção a casa dos meus avós, enquanto voltava percebia alguns bares, restaurantes e lanchonetes abertas, olhava as pessoas e via a felicidade delas estampadas no rosto, uns emburrados, outros com um nível de álcool no corpo absurdo, se bem que eu já tinha bebido bastante ao longo da minha adolescência imatura, quando fiz logo 20 anos comecei a amadurecer, a tratar mulheres com todo carinho possível, vamos dizer que passei da fase moleque, que fica com todas, pois bem, ao longo do meu percurso até a casa dos meus avós, meus olhos iam percorrendo todos os lugares onde passava até chegar em um beco escuro onde tem uma joalheria onde minha família compravam muitos presentes e lembrancinhas pra dar de natal uns aos outros, fiquei observando a vitrine e várias lembranças me vieram na memória, apenas ignorei e continuei andando, cheguei na casa da minha avó por volta das 03h45min a.m, entrei no banheiro e tomei um banho demorado, sai enrolado na toalha só na cintura e fui até a cozinha pra procurar algo para comer, abri a geladeira e peguei a garrafa d’água olhei e vi minha avó na porta:
- Que susto vó. – Eu disse pondo a garrafa em cima da mesa.
- Onde você estava? – Disse a mesma ajeitando seu roupão.
- Tava dando uma volta. – Eu disse pondo água no copo.
- Você não me arranje confusão em Luck, por favor. – Ela disse me olhando.
- Fica tranqüila dona Alicia. – Eu disse guardando a água e dando um beijo em sua testa e saindo da cozinha.
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