Riddare Drakar

15 Capítulo 14 - As Frustrações de um Pai e um Filho


Notas iniciais
Hello hello gente! Desculpe-nos pelo pequeno atraso! (Ta vendo Bellatrix? Você não podia ter falado no cap anterior que as postagens estavam todas em dia, tsc). Em resumo, muita coisa aconteceu, eu e a Heiel preparamos um capítulo cheio de acontecimentos e revelações, mas precisamos parti-lo pela metade, e isso acabou atrasando um teco, sem contar que eu e ela estamos sufocadas com as coisa da faculdade para resolver por causa da loucura do Covid 19 ( INCLUSIVE fiquem em casa). Mas, o mais agravante foi o celular dela pifar e o touche não estar mais funcionando, eu tava louca de preocupação pq não conseguia entrar em contato com ela desde segunda, mas ontem ela conseguiu falar comigo através do chat de um jogo que temos em comum. Por isso, nos desculpem! Tenho certeza que esse e os próximos que virão compensarão a pequena demora! E temos mais um agravante para o dia de hoje: É ANIVERSÁRIO DE RIDDARE DRAKAR ♥ Nem dá para acreditar que já faz um ano que eu e a Heiel começamos a publicar essa história dignissima, obrigada a todos vocês leitores por estarem nos acompanhando a tanto tempo, amamos vocês ♥ Enfim! Chega de enrolações! Aproveitem a leitura e não se esqueçam de comentar o que estão achando!! Beijinhos de fogo ~Bellatrix ❤️

Capítulo 14 — As Frustrações de um Pai e um Filho

A noite diurna havia passado.

E agora o real dia se iniciava.

Mas era ali, na Academia de Armas, que o líder Uchiha se encontrava.

Estava debruçado sobre a gigantesca mesa que se estendia ao longo do salão de estratégias do edifício. Esta, a mesa, era talhada em pedra, e sobre si estavam gravados desenhos que representavam o mapa do território de Konoha e seus arredores por quilômetros de distância. Talvez aquele fosse o mapa nórdico mais completo que qualquer viking poderia ver, ali estavam retratados tudo aquilo que os descendentes Uchihas já puseram os pés, tudo o que já desbravaram e conquistaram, e era gradativamente alimentado a cada nova expedição ou descoberta.

Mas, às vezes, nem sempre essas expedições vinham com bons resultados.

Fugaku transpassava a rocha furiosamente com a talhadeira de ferro mais uma vez, ele mesmo já havia perdido as contas de quantos outros lugares igualmente marcou com raiva desde que havia chegado ali, suas mãos tremiam e o fulgor carmesim não abandonava seus olhos por momento algum.

O motivo de sua fúria? Isso era obvio.

A longa expedição em busca do ninho havia sido um fracasso, novamente.

O líder bufava em desapontamento, sua vontade real era socar aquele pedaço de pedra maldito e quebra-lo em mil pedaços. Não pode demonstrar na frente dos outros líderes de clãs o tamanho de sua frustração no retorno para Konohagakure, por isso, não quis perder muito tempo com o comitê de boas-vindas da cidade-estado e procurou refugiar-se prontamente na Academia de Armas, apenas ali ele poderia se enclausurar em paz e externar tudo o que precisava colocar para fora, mesmo que não na maneira como ele gostaria.

E como ele odiava isso.

Sempre um novo x, sempre um novo lugar descartado.

Parecia que, não importava o quanto se esforçasse, ele só aparentava estar cada vez mais distante de encontrar o maldito ninho dos dragões.

Quando mais jovem ele pensava que seu pai, Madara Uchiha, só perdia tempo tentando encontrar esse bendito berçário ao invés de se preocupar com o que realmente deveria importar, como por exemplo, encontrar maneiras mais eficientes de proteger o povo dos ataques das bestas.

Afinal, naquela época, mesmo que os antepassados tenham enfrentado dragões desde os primórdios de suas existências, os ataques nunca eram corriqueiros, os animais apenas vinham atrás de comida, no inverno, duas vezes ao ano, no máximo.

Porem, depois da perda de Mikoto, e o crescente número de ataques que vinham se multiplicando a cada novo inverno, Fugaku entendeu o que fazia seu pai buscar tão afincamente aquele lugar, ou ao menos, é o que ele acha ser os verdadeiros motivos de Madara.

De qualquer forma, a morte de sua esposa o fez mensurar a perversidade daqueles animais, o quanto ficavam mais perigosos a cada novo encontro e o que era necessário ser feito para dar um basta em todo aquele sangue derramado, um basta nas mortes de pessoas inocentes que vinham perecendo graças a aqueles repteis alados...

Ele precisava cortar o mal pela raiz

Exterminar a praga no epicentro da reprodução.

Por isso, Fugaku decidiu que faria ambas as coisas, protegeria seu povo e o prepararia para receber os ataques dos monstros enquanto empenhava-se em exterminá-los.

Claro, a primeira parte vinha funcionando muito bem, nunca antes Konoha esteve tão bem protegida e equipada, logo os canais de irrigação estariam prontos, as casa começariam em breve a serem revestidas com a mistura antifogo desenvolvida para a Arena e, todos os anos, novos e valentes guerreiros eram preparados para frear o avanço destrutivo dos dragões.

Porém, em contrapartida, encontrar a localização do Ninho vinha se mostrando uma tarefa quase impossível.

Todos estavam cansados, o líder Uchiha tinha ciência disso, mas ele também sabia que era necessário. Fugaku precisava encontrar aquele lugar e dar um ponto final para esses monstros voadores que vêm assolando a ilha desde os primórdios de sua linhagem.

Era pelo seu povo! Pelos seus antepassados!

E, principalmente:

Era por Mikoto.

Percebendo que já havia ficado tempo de mais preso ali, o líder recompôs sua postura o máximo que pode, mesmo que ele soubesse que sua expressão mal humorada o denunciaria a qualquer um que tivesse o azar de cruzar seu caminho, ele também recolocou sua grande e intimidadora capa de peles sobre os ombros e saiu da Academia, a passos largos e barulhentos, anunciando sua presença a quem quisesse saber ou não.

Mesmo depois de tanto tempo lá dentro, sua percepção de horas continuava intacta, e ele tinha um compromisso irremediável para enfrentar naquele exato momento. Com seus passos largos, não demorou muito para chegar até o centro da cidade, onde a Arena de treinamentos se encontrava.

O homem a adentrou impetuosamente, causando espanto em todos os já presentes no local. E o primeiro felizardo que suas írises negro-escarlates captaram foi, justamente, Sasuke.

Lembra-se muito bem da maneira como ele agiu no dia anterior quando enfim se encontraram depois dos longos meses da expedição. Era notório que seu caçula estava crescido, mas não era só a altura que havia mudado. Seus olhos continham um tipo de sentimento que o mais velho não foi capaz de decifrar, mas era notório seu descontentamento ao vê-lo.

Isso foi uma verdadeira surpresa pois, querendo ou não, Fugaku não esperava um dia ver Sasuke agindo dessa maneira, sem suas reações inseguras ou o medo quase palpável que exalava de si sempre que se punha de frente com o líder Uchiha. Igualmente, não é mistério para ninguém os julgamentos que Fugaku indiscretamente fazia, o quanto insistia em dizer que Sasuke era fraco e impotente, incapaz de lidar com as coisas que a vida de viking exigia lidar.

Mas não era isso que ele via no garoto agora.

Ele estava mudando.

Mas, o que o fez ficar assim?

Seu último encontro na floresta Arborial, talvez? Enquanto estavam às portas do grande portão de Konoha, momentos antes de partir rumo ao Ninho?

Ou talvez tenha começado antes? Na discussão que tiveram no último ataque, onde ele o agarrou pelo pescoço depois de se irritar com o menino?

Fugaku realmente não sabia.

Mas, não quis entrar em qualquer detalhe relacionado a isso. Estava com a cabeça cheia de mais para se preocupar com o caçula problemático. Por isso, a última coisa que viu foi o mais novo desviar de seu caminho e correr ao encontro do irmão.

Este sim, seu primogênito, tinha lhe orgulhado mais uma vez.

Durante a viagem eles haviam sido emboscados por um bando de dragões aquáticos, sua frota estava cercada por muito mais de cem bestas e eles precisaram lutar arduamente para conseguirem sair vivos de lá. Itachi liderou os guerreiros com maestria, como já era de se esperar, conseguindo libertar os navios e tirá-los do alcance dos animais antes que as coisas realmente ficassem mais complicadas. É claro, não é como se Fugaku não soubesse que algo assim poderia vir a acontecer, afinal, eles estavam desbravando as águas de Nijörd, mas tinha que admitir que deveria ter premeditado sansões para usar caso o ataque realmente acontecesse.
Graças aos deuses não houve mortes.

Muitos feridos é verdade, alguns talvez nunca voltariam a lutar, mas ao menos estavam vivos.

Itachi mesmo tinha se machucado consideravelmente, nada que ameaçasse sua vida, entretanto, é de se admirar que até ele não tenha conseguido escapar das consequências do desejo impulsivo de Fugaku para encontrar o Ninho dos dragões.

Finalmente, saiu de seus devaneios assim que desviou seus olhos do filho mais novo, e foi indo na direção onde Kakashi, e para sua surpresa, Minato estavam. Aproximou-se dos amigos de longa data e permitiu-se ter esperança de que, talvez, sua irritação poderia ser amenizada, mesmo que minimamente.

— Fugaku! – Kakashi foi o primeiro a saldá-lo, logo sendo seguido pelo Uzumaki – O que está fazendo aqui? Jurava que você iria ficar trancado dentro da Academia de armas por, pelo menos, mais um dia ou dois...

— Não me provoque, Hatake... – O cortou, curto e grosso. Infelizmente, suas esperanças de encontrar outra coisa para ocupar sua mente tinham acabado de ser pisoteadas – A menos que queira ser um homem morto, eu lhe sugiro mais respeito com seu Líder.

— Não dê ouvidos, Kakashi – Foi a vez de Minato se pronunciar – Você sabe como ele fica sempre que volta de mais uma expedição malsucedida.

— Apenas calem a boca – Frisou, rangendo os dentes para conter a irritação – Eu vim ver o treinamento – Por fim, explicou-se, e isso fez os outros dois adultos se calarem – Espero que Sasuke tenha alcançado um resultado minimamente satisfatório, Kakashi... – A ameaça velada estava ali, e ambos os homens puderam sentir o peso que Fugaku desejava que ela tivesse – Você sabe muito bem o que vai acontecer se eu não gostar do que eu ver hoje.

O grisalho engoliu em seco só de lembrar a conversa que teve com o líder Uchiha dias antes da viagem.

“- Acha que vai conseguir ensiná-lo? – Fugaku o questionou sério, enquanto bebericava levemente a cerveja que havia lhe sido servida no seu Drinking Horn, um chifre mediano de boi que o líder Uchiha carregava para todos os lugares. Ele e o homem de mãos intercambiadas estavam sentados numa mesa mais afastada da taberna em que se encontravam, tendo seus corpos levemente encobertos pelas sobras da noite ainda presente por causa transição das estações – Você sabe que só estou fazendo isso porque Itachi insistiu muito e me prometeu que me acompanharia durante a expedição, mas não estou realmente convencido de que seja uma boa ideia – Conversavam aos sussurros, evitando assim chamarem atenção desnecessária.

—Sasuke é um menino inteligente, Fugaku – Kakashi o respondeu, encarando o homem com seu único olho enquanto também bebericava sua bebida – Sei que não gosta de admitir, mas você deve concordar comigo o quanto a mente daquele garoto é impressionante.

— Uma mente brilhante num corpo fraco não vale de nada...

— Isso é o que você acha...

— Não o superestime, Kakashi – O homem desceu um tom de sua voz, tornando sua fala mais séria e intimidante – Se eu voltar e esse garoto continuar do mesmo jeito, ele nunca mais sairá daquela oficina encardida, está me entendendo?

— Devo lembrá-lo que está falando de seu próprio filho? – O grisalho rebateu, sentindo a indignação queimar-lhe o peito.

— E devo lembrá-lo que está falando com seu Líder? – O silêncio se instaurou no meio dos dois, e só voltou a ser quebrado quando Fugaku se pronunciou uma última vez – Você tem até a minha volta. Não me decepcione, Kakashi.”

Ao menos, Kakashi sabia que Fugaku iria se impressionar. Ele sempre soube que Sasuke tinha potencial, um diamante bruto em outras palavras, que estava aprendendo a se lapidar muito melhor do que ele mesmo esperava.

Enfim, todos os Hunter em treinamento haviam chegado e, dessa vez, Shikamaru estava presente, o que aliviou consideravelmente o treinador. Ele definitivamente não queria ter que lidar com a dor de cabeça que aconteceu na última vez com Neji Hyuga.

— Muito bem, jovens guerreiros – Chamou a atenção de todos – Acredito que já perceberam que teremos uma plateia para nos assistir hoje, por isso eu peço que se comportem – Virou-se na direção do Uzumaki mais novo e o encarou sério – E sim, eu estou com você Naruto?

— Aishi! Eu não fiz nada, Kakashi! – O loiro reclamou, sentindo-se injustiçado por nem ao menos ter feito algo que merecia uma chamada de atenção.

Ainda.

— Estou apenas avisando. Sei que seu pai é mais brando que Kushina, mas provavelmente você não gostaria que ele contasse qualquer coisa que, por acaso, você poderia ter feito hoje, não é?
Isso bastou para calar o garoto e o fazê-lo encarar sem graça seu pai que apenas lhe oferecia um sorriso contido.

— Voltando – Kakashi retomou a atenção de todos – Hoje trabalharemos com técnicas de combate em dupla e, depois, iremos atrás de um Dragão que foi avistado recentemente na floresta para ver se vocês conseguiram lidar com um dragão desconhecido.

As conversas logo se iniciaram entre os alunos, mas Sasuke não conseguia disfarçar sua inquietação, o medo da possibilidade de terem encontrado Aoda o assombrava, mesmo que as chances fossem muito pequenas. Por isso, logo o menino já estava pensando em mil e uma possibilidades de como iria fazer para salvar o amigo caso seus medos se confirmassem, mas teve que interromper seus pensamentos assim que Kakashi voltou a falar.

— Chega de enrolações! Vamos começar a separar as duplas!
Assim dito, o grisalho passou a formar os pares para o exercício e para alívio, tanto de Sasuke quanto de Naruto, eles acabaram ficando juntos dessa vez. Seus oponentes seriam Temari e Shikamaru que, por acaso, estavam se dando muito bem desde que fizeram a dança sagrada durante o festival de Gaukmanour, mas nem isso os intimidava, só o fato de estarem juntos já colaboraria para que nenhum fizesse alguma besteira enquanto seus pais estavam ali, os observando.

Rapidamente os outros pares igualmente se formaram, sendo que Ino acabou ficado com Hinata e Sakura com Karin. Ao sinal de Kakashi as lutas começaram, e a pequena plateia se pôs a analisar atentamente cada movimento dos guerreiros.

As trocas de golpes eram certeiras, mas também bem defendidas. A improvisação de Naruto o ajudava muito a desviar de ataques surpresas, enquanto Sasuke investia nos contra-ataques para desestabilizar a outra dupla. Eles se mantiveram assim por um bom tempo, deixando as coisas consideravelmente equilibradas, o que foi uma surpresa muito agradável para ambos.

Ao término do exercício, Kakashi parabenizou a todos pelo bom entrosamento mesmo que algumas duplas nunca tenham interagido em outros exercícios, como Ino e Hinata. Todos estavam aliviados por terem causado uma boa impressão, Sasuke principalmente, estava quase suspirando quando ouviu Kakashi ser interrompido.

— Eu quero ver mais uma luta – Pronunciou-se Fugaku – Naruto e Sasuke – O garoto até sentiu um frio percorrer sua espinha ao ouvir seu pai chamar por seu nome – Contra Sakura e Karin.

Kakashi apenas assentiu a contragosto, mesmo que aquilo não deveria ser nenhuma surpresa para ele.

— Não posso recusar um pedido do chefe – Explicou-se – Façam como no exercício.

Os quatro prontamente obedeceram e a luta começou. Naruto de imediato tentou ser o alvo da Haruno, visando ajudar o companheiro, mas a garota já estava decidida contra quem iria lutar, por isso, desviou-se do Uzumaki, tão rápido que ele ao menos teve tempo de raciocinar o que estava acontecendo. Karin pareceu entender os motivos de Sakura e assumiu sua posição para ficar de frente ao primo, enquanto a rosa avançou, fervorosamente, contra Sasuke.

Todos que apenas assistiam o combate encaravam a cena com estranheza, até mesmo Kakashi não conseguia entender o que estava acontecendo, a cada novo golpe a menina se aproximava mais do Uchiha, quase o acertando um número considerável de vezes.

Sasuke a encarava sem entender, momentaneamente imaginou se ela estava aproveitando o momento para descontar toda raiva e frustração que provavelmente vinha sentindo por ele desde o festival, mas foi quando estavam próximos o suficiente que ele a viu sussurrar apenas para si.

—"Mostre para o Fugaku.”

O espanto inicial não demorou muito para ser substituído por um sucinto e discreto sorriso de canto, que desenhou-se com leveza sobre os lábios do garoto. Tomado de coragem, avançou até Sakura, reproduzindo alguns dos movimentos que usaram durante a dança sagrada para confronta-la. Saber suas intenções deixou o Uchiha mais seguro e confiante para mostrar ao pai o que vinha aprendendo desde que ele tinha saído, a troca de golpes durou mais algum tempo, os movimentos eram bonitos e, em certos momentos, até pareciam estar lutando de igual para igual, o que surpreendeu a pequena plateia e, principalmente, a Fugaku, mesmo que a este lhe custaria admitir.

— Muito bem, muito bem pessoal! Foi ótimo – O Hatake enfim preferiu dar aquela luta por encerrada – Agora vão e peguem suas armas e escudos, rápido!

Todos assentiram e foram até o pequeno arsenal de armas que ficava numa das paredes laterais da grande arena para se equiparem. Disfarçadamente, Naruto deu um leve soquinho no obro de Sasuke no caminho, esboçando um sorriso contido mas feliz pelo amigo, o outro apenas retribuiu com outro soco também contente pelas coisas terem saído melhor do que ele poderia imaginar, mas não pode deixar de encarar brevemente a garota Haruno que já estava junto com as amigas mais a frente. Internamente ele a agradecia pela consideração, Sakura melhor que ninguém sabia o quanto era difícil para ele lidar com as exigências e comparações de seu pai, Fugaku o subestimava por alguma razão ridícula, mas ela podia ver além do que Sasuke apenas aparentava do lado de fora.
Eles poderiam ainda estar naquele clima estranho graças ao festival, e também por causa da aula passada com a luta contra o Hyuga, mas, isso não diminuiria a admiração que Sakura nutria pela pessoa de Sasuke. O que estivesse ao seu alcance, ela faria por ele. Como ele igualmente sempre fez por ela.

— Todos prontos? – Um “sim” unisônico foi proferido em concordância — Então vamos para a floresta!

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O alívio que atingiu Sasuke ao perceber que o caminho que eles faziam era o contrário que levaria a clareira não podia ser mensurado. O grupo caminhava seguindo rumo ao norte, num bate pernas mais longo do que qualquer um teria imaginado, através da estrada principal que ligava Konohagakure a todos os outros lugares da ilha. Os três adultos iam a frente enquanto conversavam entre si, sendo seguidos pelos alunos não muito atrás, a hora já era avançada quando, enfim, abandonaram a estrada e embrenharam-se no meio da mata. Kakashi, Minato e Fugaku seguiam com tranquilidade, mas os guerreiros que vinham atrás começavam a sentir a ansiedade rastejar por seus ossos

Não demorou muito para que todos ouvissem um som distinto, e parassem imediatamente de andar. Ficaram um longo minuto como estátuas para averiguar se o que ouviram era sinal de perigo ou apenas mais um som qualquer da floresta.

Mais um “teck” estalou em seus ouvidos.

Olharam atentamente em derredor, apreensivos, prontos para qualquer ataque surpresa que pudesse vir.

E foi ai que ele apareceu.

Um dragão de porte médio, preto e amarelo, surgiu de dentro da mata. Seu dorso era protegido por uma carapaça farpada e no fim dela a calda repartia-se em três alongando-se até terminar em grandes ferrões de escorpião. Os olhos vermelhos do animal encaravam a todos com agressividade, logo deixando claro que, qualquer movimento impensado, seria fatal.

— Muito bem, vikings! – Kakashi se pronunciou, cauteloso e manso, para não dar qualquer gatilho no animal – Vamos começar! Alguém conhece esse dragão?

— É um Vulpe Skoropi! – Ino respondeu.

— Muito bem, Ino. E por que ele tem esse nome?

— Por parecer uma mistura entre uma raposa e um escorpião – Foi a vez de Temari.

— Correto, ele é inteligente como uma raposa, mas mortal como um escorpião – Kakashi fez um movimento de mãos, indicando para Fugaku e Minato se afastarem, enquanto os hunters aproximavam-se com cautela – Seu poder de fogo é perigoso, ele pode disparar até dez tiros seguidos se quiser, portanto, tomem cuidado. Além disso, estão vendo como o dragão está machucado? Isso é porque ele já enfrentou outros guerreiros antes, ele está irritado e assustado, ou seja, está mais perigoso... Precisam achar a maneira certa de conte-lo!

A sensação agonizante para saber quem daria o primeiro passo perdurou por poucos segundos, pois logo o animal se prontificou em começar suas investidas contra os guerreiros vikings. Seus ataques eram violentos e desordenados, como de alguém que realmente estava em desespero, o que impedia que qualquer um conseguisse se aproximar mesmo que fosse minimamente.

Sakura, Naruto, Temari e Ino avançaram com tudo, enquanto que Shikamaru, Sasuke, Karin e Hinata ficaram um pouco mais atrás para analisarem os movimentos do dragão.

— Ele está muito assustado... – Hinata se pronunciou – Não consigo ver qualquer padrão nos ataques.

— Ele provavelmente só está reagindo de acordo com o instinto, sem pensar em estratégias ou padrões para nos acertar – Foi a vez de Karin falar

— É quase como se ele...

— Estivesse com medo de morrer – O Uchiha mais novo a cortou, já premeditando o que a garota iria dizer. Automaticamente seu coração se apertou pensando o quão terrível deveria ser o que aquele pobre dragão estava sentindo. Ele já devia estar por ali há meses, já que e o último ataque aconteceu na última noite de inverno. Perdido, com fome e ferido. É óbvio que ele estaria agitado dessa forma. Essa constatação fez Sasuke pensar se o próprio Aoda não poderia estar daquela mesma maneira caso ele não o tivesse libertado e acolhido.

— Abaixem-se! – Shikamaru gritou, alertando a todos de uma bola de fogo poderosa que foi lançada.

Todos se jogaram no chão a tempo de evitarem ser reduzidos a carnes chamuscadas, mas o animal não deu trégua. Uniu as três caudas, formando um grande e mortífero ferrão, e foi em direção daquele que estava mais perto, que no caso era o Uzumaki. O loiro saltou a tempo de fugir, mas não rápido o suficiente para evitar um rasgo feio nas costas. Seu grito de dor foi excruciante e desestabilizou todos os outros.

— NARUTO! – Hinata gritou, em terror – Precisamos chamar um curandeiro, Kakashi! Ele pode morrer envenenado!

— O Vulpe Skoropi não é venenoso – Minato se pronunciou, tentando acalmar a garota Hyuga enquanto tentava manter a postura séria diante do que ele já previa que iria acontecer – Não precisa se preocupar, Hinata, você sabe o quanto ele queria uma cicatriz legal para mostrar por ai.

— ISSO VAI FICAR MUITO IRADO QUANDO FECHAR! – O garoto brandia de animação enquanto passava as mãos a fim de sentir qual foi o tamanho do corte e, claro, esquecendo-se por um momento o que estava acontecendo bem ali.

— PRIMEIRO PENSE EM NÃO MORRER, IDIOTA – Sakura o repreendeu, tornando audível o que todos pensavam internamente – Vamos reagrupar! Precisamos pensar em outro jeito! Ataque direto não vai funcionar!

Mas, foi necessário apenas o tempo de terminar sua fala para o dragão se preparar novamente, imitando o mesmo movimento de antes, e deferindo outro golpe com a cauda de ferrão. Ele fez isso por várias vezes, sendo apenas intercalado entre bolas de fogo ou ataques com a própria calda, os vikings já estavam cansados, e até mesmo Kakashi já pensava que o melhor seria tira-los dali antes que algo mais grave acontecesse.

No entanto, Sasuke finalmente tinha conseguido encontrar um padrão.
Toda vez que o animal unia as caudas um teck acontecia, como o barulho de um estalar de galhos. Provavelmente, o mesmo teck que eles ouviram antes do dragão se revelar.

Por isso, numa das quedas para se desviar de outra bola de fogo, o Uchiha agarrou dois gravetos e começou a bate-los um no outro, na mesma frequência e ritmo que o dragão fazia antes de atacar. Isso desestabilizou o animal e o deixou confuso por tempo suficiente para Sasuke se aproximar, ele avançou até chegar bem próximo, mas quanto mais próximo ficava, mais o dragão se afastava.

Até que por fim ele realmente se foi, deixando um grupo de guerreiros bem cansado para trás.

Todos caíram exaustos.

Hinata e Sakura foram até Naruto para ajuda-lo, pois, aparentemente, agora que a adrenalina tinha passado a dor do ferimento dava, enfim, os ares da graça. Karin e Minato igualmente as seguiram, enquanto as gêmeas e Shikamaru conversavam perto de onde Kakashi estava.

Porém, o falso clima de paz se desfez assim que o estrondo se fez ouvido por todos.

— Por que o deixou fugir, garoto?! – A voz grossa do líder Uchiha que surgiu repentinamente, atraindo a atenção dos outros em questão de segundos – Era sua chance! Deveria tê-lo matado!

— Isso é um treinamento, pai! – Sasuke retrucou – Não viemos aqui para matar um dragão! Viemos aprender a LIDAR com um dragão!

— Você tem noção do quanto foi irresponsável? Ele é perigoso! E pode machucar pessoas inocentes pela SUA covardia!

— Covardia?! – O menino perguntou indignado, sentindo a cólera subir por suas veias. Naquele momento as concepções de certo ou errado martelavam dentro de sua cabeça, mas não lhe importavam, mesmo com os olhares surpresos que assistiam a cena – Eu estava mais preocupado com a segurança dos meus companheiros! Se achava tão perigoso, por que não fez nada para o pegar?

— Está respondendo para mim, insolente?!

— ESTOU! – Gritou de volta, estarrecido – Estou porque você parece nunca estar disposto em me elogiar em nada! Acabei de salvar a vida dos meus amigos e a única coisa que você tirou disso foi que eu deixei o maldito dragão ir embora! Eu estou cansado! Cansado de você! Era melhor ter ficado no mar procurando aquele Ninho maldito!

Furioso, o menino deu aquela conversa por encerrada, virando-se de costas e se retirando para o meio da floresta.

Naruto encarava triste o amigo se afastar enquanto era amparado por Hinata, Sakura fazia o mesmo, sentindo o peso da tristeza de Sasuke sobre seus próprios ombros, já os outros apenas evitavam de se encarar, desconfortáveis com o clima tenso e desagradável que se instaurou.

Enquanto isso, o Líder Uchiha encarava a silhueta do filho mais novo perplexo. Tanto pela ousadia do garoto quanto pelo o que viu em seus olhos.

Era só uma sombra, tão passageira quanto da última vez que a vira, mas estava ali.

A prova de que Sasuke, realmente, estava despertando os olhos escarlates.

Mas, estranhamente, aquilo não era algo que parecia lhe agradar.

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Notas finais
Hey galera, voces estão bem? Se alimentando bem e lavando as mãos? Lavem as mãos e FIQUEM EM CASA!!! Enfim esse foi meu cap até agora preferido, mas isso pq eu prefiro o Sasuke mais frio kkkkk Começou o cap e eu falando bem feito Fugakuuuu Ele é babaca mas realmente amava a Mikoto, caraca eu vi alguma qualidade nele ahhhh me interna pf Ranço desse pedestal q ele coloca o Itachi, amo o Itachi mas nnehhhh Eu vendo q rolou essa conversa do Fugaku com o Kakashi, e pensando olha onde o Kakshi foi amarrar o burro dele, pq a falta de vontade do Sasuke é algo lindo kkkkkk Aiii eu quero meter minha mão na cara desse pai desnaturado, ninguém, mas NINGUEM MESMO diz q meu Sasuke é fraco e inútil Essa indireta para o Naruto, ri tanto mas olha essa relação do Minato e do Naruto aquece o coração, algum pai presta, alem da minha Kushina linda e diva, repararam q só a Famila Uzumaki é top?!kkkk Essas lutas foram lindas, mas vcs viram SasuSaku Ahhhhhh Lindo ver a confiança dos meus meninos, mostrando amizade Naruto e Sasuke, e o amor e admiração do meu casal Dragão novo e eu to como APAIXONADA Incrivel a tranquilidade do Minato mas o pior nem é isso, o Naruto ta feliz com uma cicatriz WTF?! Sasuke se dando bem com um Dragão, choca total de 0 pessoas dos hunters Bora se unir para dar um socão no Fugaku? Cólera? Do Dragão? Mds essa piada foi MT boa, principalmente nessa história CA RA CA essa reação do Sasuke ORGULHO, toma Fugaku Ps. Esse cap deveria ter saído terça, mas meu celular decidiu morrer e como meu pc é ruim, tivemos dificuldades kkkkk Porem vou tentar continuar aqui como autora, vcs não se livraram de mim kkkkk Bjs ~ Heiel ☆