Ricordare è Vivere
40 Caça Fantasmas
Notas iniciais
Sara entrou no laboratório com uma ideia em mente a qual iria resolver com o diretor do laboratório. Antes queria falar com seu noivo primeiro e em meio a procura encontrou Greg no corredor:
GS: Bom dia Sarinha! Como você esta?
SS: Amigo estou vivendo um dia de cada vez, me recuperando. Viu Grissom?
GS: Esta em um caso com Jim e Cath.
SS: Então falo com ele depois. Vou falar com Ecklie, bjs!
GS: Bjs e boa sorte com o poderoso chefão!
A perita segue na direção da sala do chefe e ao bater na porta recebe autorização para entrar:
SS: Bom dia Conrad! Posso falar com você?
CE: Bom dia Sidle!! Estou surpreso em vê-la por aqui. Em que posso ajudar?
Ela respirou fundo, reunindo coragem para apresentar seu pedido.
SS: Não vou fazer rodeios, estou com problemas psicológicos desde o meu sequestro e isso esta me afetando muito. Preciso cuidar da minha mãe também que mora em SF, então vim aqui para pedir meu desligamento do laboratório.
Ecklie avaliou-a por um momento, com aquela expressão de chefe que sabe o que é melhor, mas também respeita a necessidade da equipe.
CE: Sidle sinto muito pelos efeitos da violência que você sofreu. Olha, você tem férias acumuladas e horas extras que por coincidência mexi na pasta ontem e o total de tudo dá 75 dias. O que acha de ficar esse tempo fora e ver como fica? Se achar que precisa de mais, depois me avisa.
SS: Ecklie não sei nem o que dizer!
CE: Sidle tenho que concordar com Grissom, você é ótima perita e o laboratório ganha muito com você. Não quero perde-la, mas se você deseja mesmo sair, libero mesmo triste.
SS: Aceito sua proposta e agradeço pela compreensão.
CE: Então se cuide e te aguardaremos aqui!
Sara respirou fundo, um misto de alívio e esperança tomando conta dela enquanto caminhava pelo corredor do laboratório. Finalmente sentia- se em paz.
Foi se despedir dos colegas de equipe.
Depois foi ao vestiário esvaziar o seu armário, passou pela sala do supervisor noturno que ainda estava vazia. Resolveu ir para casa espera-lo chegar.
Sara sorriu suavemente ao encontrar Mitchell no estacionamento, sua figura trazendo uma presença calma naquele momento de despedida.
SS: “Mitchell, queria te agradecer por tudo. Você foi um grande apoio aqui no laboratório.”
Mitchell: “Sara, você merece todo o cuidado do mundo. Vai com calma, cuide de você e da sua família. A gente se vê por aí, e quando voltar, estaremos aqui.”
Eles trocaram um abraço breve, cheio de cumplicidade e respeito.
Sara seguiu em direção a saída, sentindo no peito a mistura de saudade e esperança. Sabia que esse afastamento seria difícil, mas necessário para reencontrar a si mesma — e, quem sabe, voltar ainda mais forte para os que amava.
Grissom entrou na sala pouco depois de Sara virar o corredor. Cath e Jim vinham e ouviram os peritos da manhã comentar sobre a saída da perita, pararam para perguntar se era verdade o que ouviram e tiveram a confirmação.
CW: É impossível Gil estar sabendo disso. Ele estava calmo!
JB: Com certeza não sabe e é melhor irmos falar com ele.
Entraram voando na sala do supervisor:
GG: Posso saber onde é o incêndio?
CW: Gil ouvimos a equipe de Sara falar que ela não trabalha mais aqui e até já se despediu deles.
GG: Que história é essa? Como assim? Vou ligar para ela agora.
Greg entra para entregar o relatório dele e se espanta:
GS: Que caras são essas gente?
JB: Soubemos que Sara saiu do laboratório.
GS: Encontrei Sara quando ela chegou. Perguntou onde estava Grissom e depois foi para a sala do Ecklie.
GG: Vou falar com ele agora!!
O entomologista passou que nem uma bala e chegou em dois tempos na sala do diretor com 03 pessoas junto.
CE: Bom dia para você também Grissom! Posso saber o por que da invasão?
GG: Por que a Sara não trabalha mais aqui?
CE: Ué gente, você que é o namorado não sabe?
GG: Sem deboche Conrad!
CE: Sidle pediu desligamento por problemas pessoais, mas a convenci a retirar as férias e horas extras acumuladas e ela aceitou. Ela é uma grande perita e o laboratório não pode perder um profissional que nem ela.
CW: Gente cata minha boca que esta no chão! Vivi para ver Conrad Ecklie elogiar Sara Sidle.
Jim não conteve um sorriso irônico.
JB: É, Cath… e sem sinal de ironia na voz dele. Isso precisa entrar para a história do laboratório.
Ecklie, meio constrangido, ajeitou a gravata.
CE: Não exagerem. Apenas reconheço talento quando vejo.
Grissom, ainda tenso, cruzou os braços.
GG: E onde ela está agora?
CE: A mulher é sua e eu que tenho que saber onde ela está?
Cath lançou um olhar sério para o diretor.
CE: Grissom, ela precisa desse tempo. Não vá pressionar.
CW: Gil, escuta o Conrad dessa vez. Vai devagar.
Grissom pegou o celular com as mãos trêmulas, discou rápido o número de Sara, mas a chamada caiu na caixa postal. Seu coração apertou.
GG (murmurando para si mesmo):
— Sara, por favor, não some assim...
Cath se aproximou, colocando a mão no ombro dele com um olhar solidário.
CW: Gil, respira. A Sara fez o que achou melhor pra ela agora. A gente vai estar aqui pra quando ela precisar.
Jim, do lado, completou:
JB: E você, Grissom, tem que confiar que ela sabe o que está fazendo.
GG: Vou atras da Sara gente!!
Os amigos tentaram argumentar, mas Grissom já tinha virado em direção à porta, determinado a ir atrás dela antes que decidisse desaparecer de vez.
O supervisor partiu para o estacionamento e percebeu uma intensa chuva já caindo. Mitchell o informa que viu Sara saindo a poucos minutos a pé:
Mitchel: A chuva a pegou no caminho com certeza!
GG: Obrigado Mitchel!
Grissom foi dirigindo devagar a procurando e mais a frente a encontrou andando na chuva: " SARA". Ela vira rápido e já recebe um abraço forte do noivo.
GG: Ohhhhh querida!! Estava que nem um louco atras de você!
SS: Calma meu amor, eu estava dando uma caminhada para espairecer quando a chuva começou, mas iria te esperar em casa e anjo estou adorando estar agarradinha com você, mas a chuva esta gelada! kkkkk
GG: Então vamos para nossa casa tomar um banho quente juntinhos!
Eles correram até o carro, rindo entre respingos e o frio da chuva.
No trajeto, o silêncio confortável só foi quebrado quando Grissom, ainda com uma das mãos no volante, buscou a dela.
GG: Promete que vai me contar tudo antes de tomar qualquer decisão?
SS: Prometo. Mas você também tem que prometer que vai respeitar a minha decisão?
GG: Eu respeito, Sara. Sempre.
Chegaram em casa ensopados, e a primeira parada foi direto para o chuveiro. Entre o vapor quente e o som da água caindo, parecia que, por alguns minutos, o peso das últimas semanas se dissolvia, dando lugar apenas ao aconchego. Como estavam sedentos de saudades, o banho juntos foi a cereja que faltava. Fizeram amor com calma.
Depois o supervisor preparou chá e continuou agarrado na noiva.
SS: Amor estou adorando você grudadinho em mim, porém posso saber por que?
GG: Por que você saiu do laboratório?
SS: Eu viria para casa, te esperaria para contar. Griss tenho sofrido demais com pesadelos, os quais não me deixam dormir e esta me afetando demais. Os casos de violência juntando com meu emocional abalado estão me afetando. Em terapia, me foi sugerido que eu consiga acabar com os fantasmas do passado para poder seguir em frente e principalmente fazer as pazes com minha mãe. Para isso tudo acontecer vou precisar passar um tempo em São Francisco e se você achar melhor terminamos vou entender. Sei que é difícil saber que a noiva esta em outra cidade e você aqui e...
GG: Sara vamos precisar procurar um apartamento para você ficar tranquila. Podemos ver aqueles já mobilhados, fica mais fácil. Pedirei para o Ecklei uma folga para te acompanhar e lhe ajudar a se instalar. Eu vou tentando já programar minhas folgas para poder ir te ver e...
SS: Grissom eu vou ter que mudar de cidade, como vamos continuar um relacionamento? Eu entendo o término Gil. É difícil...
GG: — Ei, para com isso… nem termina essa frase. Você é a mulher da minha vida, Sara. Distância não muda isso.
SS: — Mas vai ser difícil…
GG: — Difícil é te ver sofrer e não poder fazer nada. Se esse tempo em São Francisco vai te ajudar, então eu vou apoiar. E quando sentir saudade, eu pego o primeiro voo e apareço na sua porta.
SS: Griss... ( lágrimas descendo) você entendeu o que eu disse?
GG: Entendi querida! Sara, você aceitou oficializar nossa união, pra mim você é minha esposa e como seu marido tenho que apoiar o que for melhor para você e se ficar em SF um tempo será bom para você melhorar eu vou te apoiar.
SS: (emocionada) — Você sempre sabe o que dizer…
GG: — Não é sobre saber o que dizer, é sobre saber o que sentir. E eu sinto que a gente é mais forte que qualquer distância. Amor me perdoa por não ter percebido antes?
SS: Eu não tenho nada para te perdoar, eu tenho é que agradecer por você ser esse homem maravilhoso. Eu te amo!
GG: Eu também te amo muito!
Ele a puxou para mais perto, envolvendo-a como se quisesse protegê-la de todo o resto do mundo. O chá já esfriava na mesa, mas nenhum dos dois se importava.
GG: — Vamos enfrentar os fantasmas juntos, mesmo que de cidades diferentes.
Sara fechou os olhos, respirando fundo, sentindo o calor dele e, pela primeira vez em muito tempo, acreditando que tudo poderia dar certo.
SS: Acho que podíamos ir treinando a noite de núpcias?
GG: Com maior prazer!
Horas mais tarde e perto do horário de trabalho de certo supervisor, uma morena tenta faze-lo levantar. Ele estava deitado de bruços e ela aproveita para deitar em suas costas:
SS: Vamos levantar meu amor, você precisa trabalhar.
GG: Eu estou cansado, sem forças, moidinho!
SS: Culpa sua que quis recuperar o tempo perdido todo hoje, mas você precisa ir para poder tirar sua folga e ir comigo em SF.
Grissom vira rápido e segura a noiva em seus braços: " Tenho uma ideia: Por que você não vai comigo e me ajuda a adiantar aqueles relatórios chatos? Passamos a noite juntinhos".
SS: Até que gostei da sua ideia! Vamos homem!
Eles se levantaram rindo, ainda trocando olhares cúmplices, e se arrumaram às pressas.
Apesar das brincadeiras, o casal conseguiu chegar no horário ao laboratório e de mãos dadas foram em direção a sala de descanso:
CW: Sara amiga que bom te ver! Que história é essa de você sair?
GS: É Sarinha, meu coração é frágil!
NS: Como é dramático! Então Sara você vai ou fica?
SS: Bom gente, o sequestro me deixou com sequelas e estou sofrendo bastante, juntando a isso tenho minha mãe que preciso ir até ela então vou precisar ficar um tempo em SF. Tenho TSPT que é um distúrbio caracterizado pela dificuldade em se recuperar depois de vivenciar ou testemunhar um acontecimento assustador. Quando criança minha mãe matou meu pai e pós o crime fui levada para um abrigo. Tudo o que me ocorreu nesta época se tornou um peso que me atormenta e agora se tornou gatilhos que tem trago de volta memórias do trauma acompanhadas por intensas reações emocionais e físicas. Entre os sintomas estão pesadelos ou lembranças repentinas (flashbacks). No trabalho eu tenho imprimido fuga de situações que relembrem o trauma. Com isso vi que era hora de me tratar para não prejudicar as pessoas que mais amo.
WB: Tudo por culpa dessa Natalie!! Que fique presa!
CW: Você vai voltar não é?
SS: O amor da minha vida esta aqui! Uma garantia
GG: Aproveitando, temos uma novidade para vocês!
JB: Boa noite e cheguei bem na hora da novidade!
NS: Qual seria Grissom?
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