Rich Boy and The Geek

25 Have we started the fire? [The end]


Bane não teve outra reação a não ser rir da imbecilidade daqueles dois pirralhos querendo proteger a namoradinha deles. Era, visivelmente, uma coisa muito escrota!

- E eu posso saber como os dois... pretendem me impedir? – o grandão respirou fundo, tentando controlar o ataque de riso repentino que tivera. Sinceramente; tudo aquilo era muito engraçado!

Os dois meninos na sua frente tremeram, e por um momento, Bane podia ter certeza de que eles iriam sair correndo gritando por suas mães... mas não aconteceu. Eles apenas ficaram parados, tentando formar em seus rostos expressões sérias e indignadas, mas as mãos tremelicavam; o que denunciava que ambos estavam morrendo de medo.

Bruce ainda estava jogado no chão, Selina tentava afastar a mão de Bane da sua boca enquanto o mesmo discutia com seus namorados. De repente ela foi jogada no chão, ao lado do menino rico. Ela se contorceu de dor ao bater com as costas contra a parede, e começou a respirar com dificuldade.

Bane estralou os dedos e caminhou lentamente até Edward e Blake, que tentavam, inutilmente, esconder suas feições apavoradas em frente a um Bane tão irritado e malvado.

- Vocês estão atrapalhando meu trabalho – ele grunhiu, e levantou as mãos até sua nuca – Odeio que me atrapalhem quando estou fazendo algo que gosto.

Um gemido abafado saiu da boca dos dois meninos à sua frente, ao verem Bane tirando sua máscara. Assim que aquela coisa saiu por completo, o grandão respirou fundo e mostrou-lhes um sorriso cheio de dentes.

- Eu disse que ele tinha dentes, Eddie – Blake murmurou, dando um cutucão no garoto. O mesmo apenas praguejou.

Bane pendeu sua cabeça para o lado e então foi ouvido um estralo. Edward reconheceu o brilho nos olhos do grandão das vezes que havia sido ameaçado por Jack. Deus, como isso o assustava!

Selina, então, vendo que era a única que parecia consciente das coisas, levantou-se com dificuldade do chão e cambaleou, sem que Bane visse, até a porta. Uma vez fora, ela teve uma grande ideia.

- OK, vamos acabar com isso – Bane lançou seu punho tão rápido contra o estômago de Edward, que a força sobre humana do pequeno terrorista fez com que ele “voasse longe”, literalmente. Blake pulou no grandão, deferindo tantos socos quanto podia, e gritando para que Bruce fizesse alguma coisa – Por que insistem em lutar?! Desista! – Bane gritou, segurando Blake pelos ombros e encarando seus olhos. O mesmo apenas deu um sorrisinho, embora o aperto de Bane ficasse cada vez mais forte e parecesse que seus ossos fossem quebrar a qualquer momento.

O pequeno terrorista bufou, irritado. Ele ignorou o sorriso sarcástico do garoto e o jogou longe também, virando-se para encarar Bruce, e então percebeu que faltava algo.

- Onde será que se meteu a gatinha? – ele olhou em volta, e então percebeu a porta aberta – Oh, ela deu uma de esperta – Bane caminhou até a porta, mas parou na soleira e apenas olhou em volta – Que se dane. Meu plano está quase concluído – Ele balançou a cabeça negativamente – Ra’s! Ative a bomba!

Após não obter resposta, Bane deu com a palma da mão na própria testa.

- Quando é que eu vou aprender que se quiser uma coisa bem feita, eu terei que fazer sozinho? – o grandão pegou sua máscara do chão e observou em volta os três meninos semiconscientes. Não iam levantar tão cedo... fracassados... mas pelo menos eles haviam tentado, poderiam se orgulhar disso quando chegassem ao paraíso.

- Ei! – alguém gritou atrás de si, e quando virou-se, Selina tentou dar com uma cadeira nele. Como seu reflexo era ótimo, foi preciso apenas desviar-se da colisão dando com o braço contra a cadeira. A “gatinha” arqueou uma sobrancelha.

- Você fez errado ao voltar aqui – Ele repreendeu, encarando-a com um olhar reprovador, e depois encarando sua máscara, que havia caído no chão. Percebeu que ela ficara danificada. Agora era o momento para ele entrar em pânico. Não sobreviveria sem a máscara!

- Ele está atrás de você – Selina disse, ignorando o comentário. Bane ficou confuso, mas não virou-se, supondo que fosse apenas alguma armadilha dela.

- Quem? – perguntou sarcasticamente.

- Eu! – Antes que pudesse se virar, sentiu alguém puxar as agulhas que ficavam ligadas com sua coluna. Bane urrou ao sentir a dor insuportável invadir seu corpo. Aos poucos foi perdendo o controle sobre suas pernas, e então caiu.

*

- Bane, filho... Nós já iniciamos o incêndio? – Sua mãe perguntou, enquanto ajudava-o a colocar sua máscara e seus cintos pela primeira vez. Ele sentia dor... Uma agonia que ele não desejaria para ninguém. Após todos aqueles aparelhos serem conectados ao seu corpo, e o veneno começar a correr por suas veias, ele sentia-se novo.

Bane ficou de pé, pela primeira vez em meses e olhou-se no espelho. Estranhou a aparência de início, mas sabia que aquilo iria ser melhor que ficar preso a uma cadeira de rodas para o resto da vida.

A dor havia passado.

Era como renascer das trevas.

- Sim, mãe... tá pegando fogo!

*

Jack bufou entediado, e tentou o máximo possível, ficar fora do possível barraco.

Ra’s pegara Jonathan pelos ombros e o trouxera para junto de si, enquanto Flass e Falcone tentavam manter Harvey, Maroni e Harleen longe da porta. Jim, Fox e Alfred pareciam muito indignados.

- Blake avisou que tinha algo errado acontecendo, e é o que parece. Podem nos esclarecer o que pretendem fazer? – Fox perguntou naquele tom leve e calmo, mas duvidoso e acusador que ele tinha quando estava desconfiado.

- Absolutamente nada! Só estamos conversando com as crianças para descobrir quem fez a brincadeira das fotos, não é? – Falcone respondeu com um sorriso falso, e então encarou Jonathan, que parecia estar em pânico. E de fato, estava.

- Nós vimos as fotos também, atrapalharam a peça, sim... mas saiba que não será punido por aquilo, Jonathan – Alfred falou. O menino geek apenas acenou com a cabeça, e tentou caminhar na direção dos professores “do bem”, mas Ra’s apertou seus ombros ainda mais. O diretor Alfred não gostou nada daquilo – Solte-o, Ra’s.

- Acho que não – O professor de jiu-jitsu disse, sacando uma arma que estava em sua calça e apontando para Jonathan.

Vendo que Ra’s havia praticamente se denunciado, Falcone balançou a cabeça e sacou também suas duas armas, prendendo Harleen e Harvey. O garoto que tinha uma das faces queimada, não mostrava o quão medo ele sentia. Talvez fosse bom ele morrer agora... Encontrar Rachel...

Jack teve o mesmo pensamento, e começou a se perguntar se existia céu para vacas.

Ele riu do próprio pensamento, e então Flass viu que pela primeira vez presente ali, Jack havia esboçado alguma reação à cena.

- Você acha isso engraçado? – Jack revirou os olhos e voltou a ficar sério – Por que está tão sério?

Jack tremeu ao ouvir aquela frase.

- Flass, fique longe dele!

Claro que o capanga não obedeceu. Ele agora tinha uma faca em mãos, e colocou a lâmina afiada dentro da boca do pequeno psicopata. Jack não estava com medo, necessariamente, estava apenas com uma leve sensação de que ia sofrer um pouco.

- Você ficaria melhor com um sorriso nessa sua cara!

- Flass, não faça isso!

Tarde demais.

Jim tentou impedir, mas Falcone disparou um tiro contra o professor de educação física. Ra’s passou a mão pelos cabelos de Jonathan, que agora chorava em silêncio.

Enquanto observava Harleen, Maroni e Harvey ajudarem Jack, pegou Jonathan pelo braço e saiu dali, deixando Flass e Falcone, que haviam começado uma luta corporal com Alfred e Fox.

- Me solta! – Jonathan pediu, mas cada vez mais o professor de jiu-jitsu apertava o seu braço e o arrastava até uma sala, onde estavam vários equipamentos... e ele supôs que fosse onde seriam ativadas as bombas.

- Eu estava tentando fazer isso sem que vocês sofressem – Ra’s disse, começando a apertar em vários botões – Mas Bane tinha que fazer besteira! Tinha que aparecer! Será que ele não sabe ser discreto?! – ele parecia falar sozinho – Já chega, vamos terminar isso de uma vez.

O professor pegou um tipo de controle na mão, havia um botão no meio. Jonathan entrou em desespero, ao perceber que se apertado, tudo iria pelos ares.

Não podia deixar que fizessem isso!

Agora que tinha descoberto que poderia ser feliz, agora que tinha encontrado o amor da sua vida... Não podia morrer agora!

Não queria fazer jus à frase “tão feliz que poderia morrer”!

- Pai! Não! – Miranda apareceu de repente na sala. Sua Julieta estava tão linda... mas a maquiagem borrada não combinava com uma garota que odiava perder – Não faça isso, por favor!

- Talia, querida... – Jonathan ficou confuso. Talia? – Saia daqui! Eu já ativei as bombas!

- Desative-as! – Ela gritou, derramando mais lágrimas.

Ra’s não aguentava ver sua Talia chorando daquele jeito...

Jonathan percebeu que Ra’s havia soltado seu braço, e ele estava livre pra correr e gritar... ele olhou para os painéis e descobriu que tinha um jeito de desativar as bombas enquanto Miranda... ou Talia... distraía o pai.

- Não acredite que meu pai virou um bandido... – ela reclamou e baixou a cabeça – aperte o botão então, pai! Não viverei feliz se eu tiver um pai assim.

Ra’s não aguentou ouvir aquilo e começou a chorar. As palavras duras da filha eram a única coisa que poderiam lhe atingir... e ao perceber a besteira que havia feito... ele simplesmente não achou outra saída.

- Então você não precisa ter que viver com isso, minha Talia...

Jonathan ficou tão surpreso quanto Talia ao perceber que Ra’s levara a arma até a cabeça e puxara o gatilho. Ambos ouviram o tiro, mas só Ra’s sentiu a dor. A dor, e depois inconsciente eterna.

Jonathan deixou o queixo cair.

- PAI! – Talia gritou desesperada, e então correu até o corpo caído no chão. O sangue acumulava-se em uma poça em volta ao corpo do seu pai.

Jonathan apertou o botão que desativava a bomba, e então estava tudo terminado. Ele se aproximou de Talia, que berrava desesperada.

- Miranda! – ele a chamou, e tentou levantá-la do chão. Ela se arrastava e se esperneava – Acabou, Mi! Fique de pé!

- Jonathan! – Fox correu ao encontro dos dois, e parou abismado ao ver o corpo de Ra’s jogado no chão – O que aconteceu?!

- Ele atirou nele mesmo! – Jonathan disse – Eu consegui desativar a bomba, mas temos que tirá-las dos quartos!

- Alfred já chamou os bombeiros, a polícia e o esquadrão antibombas... Não se preocupe, vai ficar tudo bem... – Fox pegou Talia no colo – Talia, vai ficar tudo bem!

- Espera, o nome dela é Talia ou Miranda? – Jonathan resolveu perguntar, já que estava tudo muito confuso para ele.

- Talia Al Ghul. Miranda é só o nome que Ra’s a registrou na escola, ele não queria que as pessoas associassem a garota a ele, mas não de muito certo... No fim todos sabiam que ela era filha dele. Mas o nome pegou, então... – Fox disse passando a mão pelos cabelos dela. Ela estava mais calma agora, e abraçava Fox firmemente.

- Vocês já acharam o Bane? – Jonathan perguntou – E Bruce? Onde ele está, professor Fox?

De repente foram ouvidas sirenes lá fora.

- Não sei onde eles estão, mas... saia daqui, nós vamos achá-los – Fox disse. Jonathan assentiu receoso, e correu até o ginásio. As pessoas já haviam se dispersado, e a polícia dominava os capangas que estavam bloqueando a saída.

Os bombeiros corriam com macas e logo saíram com o professor Gordon em uma delas. Jonathan esperava, sinceramente, não ver Bruce sendo carregado em uma daquelas macas.

Ele viu Maroni correr em sua direção, Jonathan não soube o certo por que ao chegar perto dele, o garoto o abraçou, mas ficou feliz de que pela primeira vez na vida viu seu primo demonstrar afeto para consigo.

- Cara, fiquei tão preocupado... – Ele murmurou, ainda abraçado no primo mais novo – Vão levar o tio pra cadeia... eu só tenho você agora! Me desculpe se reagi mal ao ver aquela foto, é que...

- Tudo bem, Manny... – Jonathan falou, retribuindo o abraço – eu não vou te deixar sozinho, pode ficar tranquilo.

Após terminarem o abraço, os dois se encararam, ambos com um sorriso no rosto.

- Jônatas! – O menino geek ouvia chamarem, e ao reconhecer a voz, nunca sentiu-se tão feliz na sua vida.

Jonathan virou-se e viu que Bruce vinha em sua direção com Selina e Blake, que carregavam Edward. O menino geek caminhou com passos largos na direção do menino rico, e ao se encontrarem, os dois se abraçaram.

Um abraço tão apertado... como se não se vissem há tempos. Jonathan fechou os olhos para desfrutar daquele momento... será que finalmente poderiam ficar juntos?! Depois de toda a confusão que haviam enfrentado?

Após o abraço, Bruce segurou o rosto de Jonathan e ficou encarando-o, como se procurasse por algum machucado. O menino geek revirou os olhos.

- O que aconteceu com você? – Bruce desviou o olhar para uns homens que entraram correndo, supôs que fosse o esquadrão antibomba – eu não te achei... fiquei tão preocupado!

- Longa história... – ele franziu o cenho – e com você, o que aconteceu?

- Foi o Bane, ele prendeu a mim e a Selina... O Eddie e o John tentaram nos ajudar, mas acho que eles não estavam muito preparados...

Os dois riram.

- E Bane?

- Não sei quanto a Bane... – mal terminou a frase e os bombeiros passaram correndo por eles com Bane em cima de uma maca. Um dos bombeiros segurava a máscara dele na mão – Não sei o que vai acontecer com ele.

Jonathan envolveu os braços em volta do pescoço de Bruce e o beijou...

Ambos sentiam, do fundo dos corações apaixonados deles, que tudo iria dar certo agora.

Notas finais
Depois de um ano... IUDHEIUHDIE zuera. Era pra eu ter postado ontem, pois ontem era meu aniversário de um ano no nyah, mas né IDUHEUIDHE mais o epilogo e eu termino... Sorry qualquer erro e incoerência e etc '-'
Beijos ♥