Rewrite
6 Tensão
Notas iniciais
Rewhite é uma história de Suspense, isso vai ficar cada vez mais explicito, espero que esse romance meio... "insano" agrade vocês. -rs
Sakura acordou em uma cama bem macia e confortável, também era grande por isso podia constatar que não estava em sua casa. Ao observar o ambiente ao seu redor viu móveis pretos e brancos bem elegantes, era um quarto moderno e na parede havia um quadro com o símbolo de um leque metade branco e metade vermelho, era o mesmo símbolo do clã Uchiha. Rapidamente Sakura lembrou-se do ocorrido, provavelmente Sasuke a tinha levado pra algum lugar, aquele parecia ser o quarto dele.
Ela estava ouvindo o barulho de uma ducha que durou apenas uns 10 minutos, depois a porta se abriu e do banheiro saiu Sasuke. Ele estava enrolado numa toalha branca e segurava outra com as mãos para secar os cabelos. Ele caminhou até o guarda-roupa e o abriu tirando de lá uma calça de moleton preta, de uma gaveta ele tirou uma cueca de cor igual e sem nenhum puder tirou a toalha para se vestir enquanto estava de costas para Sakura.
– Hei não saia tirando a roupa assim na frente de uma garota. — A Haruno gritou ruborizada e logo escondeu seu rosto com o edredom branco.
– Não sabia que estava acordada. — Sasuke disse sem emoção alguma, ele provavelmente estava mentindo também. Falava aquilo de uma forma tão comum e despreocupada que aquilo aprecia ser algo normal.
Ele permaneceu sem camisa, talvez não tivesse posto porque algumas gotas de água ainda pingavam de seus cabelos negros, enquanto ele continuava a se enxugar com a toalha. Provavelmente Sasuke tinha tomado um banho para se livrar daquele cheiro de sangue, embora em momento algum ele parecesse estar incomodado.
A Haruno olhou para o lado de fora, já tinha escurecido. Com certeza levaria uma bronca de seus pais por chegar tão tarde, estava aflita, mas mesmo isso seria melhor do que à tarde que tinha presenciado. Com certeza, teria sido melhor levar uma bronca e não ter pegado nenhum atalho. Ela desejava não ter feito aquela escolha, mas já era tarde.
– Que horas são? — Ela perguntou, pois não havia nenhum relógio no quarto.
– Meia-noite. — Sasuke respondeu sem emoção, ele logo viu o espanto e desespero da rosada, então pegou algo encima da mesa e jogou para ela. – Seus pais enviaram uma mensagem dizendo que tinha um plantão de ultima hora no hospital, não devem voltar até amanhã.
No celular constava a mensagem, se Sasuke estava com ele com certeza tinha recuperado a bolsa. Isso lembrava a Haruno a maneira como ele tinha conseguido. Porque ele parecia tão bem pra quem tinha acabado de matar uma pessoa? Não, ela não sabia se os homens realmente tinham morrido, mesmo assim Sasuke tinha feito aquilo com uma tranquilidade assustadora. Como podia ser tão frio? Ele sequer tinha piscado ou se incomodado com o sangue. Afinal de contas quem era Uchiha Sasuke?
O moreno saiu do quarto e foi para o corredor. Sakura esperou alguns minutos até que o som dos passos dele diminuíssem e foi até a porta em seguida. Ela percebeu que o corredor estava totalmente escuro, parecia ser longo, pois não enxergava o fim, só via pura escuridão. O mais correto seria ir pra casa, mas provavelmente acabaria se perdendo na casa, ainda mais porque não conhecia nada lá e sequer sabia o que Sasuke faria com ela se descobrisse. Afinal ele parecia um maniaco, não é?
Ela estava confusa, logo fechou a porta e sentou na cama de novo balançando os pés com o nervosismo, estava bem tarde. Ela ouviu o som da porta se abrindo, Sasuke adentrou o quarto com uma bandeja de comida.
Ele colocou ao lado dela e se sentou na cadeira em frente à mesa do computador, começando a fitá-la, esperava que ela se alimentasse, mas a Haruno estava receosa. Pegou um pouco de arroz com o garfo, mas mesmo assim não conseguia comer, ficava apenas encarando a comida. Será que ele queria envenená-la? Pois aquele parecia um titpico filme de terror, mas se ele queria lhe fazer algum mal porque tinha esperado que ela acordasse? Talvez quisesse torturá-la, afinal Sasuke era... Um maniaco perseguidor?
Meio impaciente ele tomou uma ação inesperada, se inclinou e comeu o que estava no garfo que a Haruno tanto segurava. – Se não gostar desse tipo de comida eu posso fazer outra. — Ele disse sem expressão.
– N-não, essa está ótima. — Sakura disse sem graça, se sentia uma boba e logo começou a comer.
Claro, ela estava sendo idiota... Afinal Sasuke tinha salvado sua vida e logo depois... Ela quase se engasgou com a comida ao lembrar-se do beijo. Parando pra pensar, ele era realmente lindo, com aquele jeito misterioso e frio, se não fosse toda aquela perseguição desde o inicio talvez pudesse se apaixonar por ele, mas as coisas não eram assim. Ela não podia ignorar a frieza com a qual ele feria as pessoas. Ainda tinha algo errado com o Uchiha, ela sentia que ele escondia algo obscuro por trás daqueles olhos tão indiferentes.
Sakura terminou sua refeição, já estava ficando com sono, o tempo ameaçava chover e também estava ficando frio. Sasuke levou os pratos e ela decidiu ir até a sacada do quarto dele, dava pra um jardim imenso e repleto de árvores, parecia um bosque sombrio, era assustador olhar e imaginar que tipo de coisa se escondia por entre as árvores. Não havia muita luz ao redor da casa, que olhando bem era enorme. Só pelo lado em que estava pelas janelas a Haruno podia contar uns 8 quartos, mas pra que uam casa tão grande? Até então ela não tinha visto um empregado ou familiar, será que estavam sozinhos na casa ou Sasuke...? Droga, ela tinha que tirar tais pensamentos da mente.
Sakura sentiu um calafrio e em seguida uma mão gelada tocar seus ombros. A Haruno se virou para trás e sentiu alguém beijar seu pescoço. Podia sentir os cabelos negros e semi-umidos tocarem sua face, Sasuke levantou o rosto e a encarou nos olhos com sua expressão vazia, fechou os olhos e se aproximou beijando Sakura de uma forma bem ardente e profunda. A boca dele tinha gosto de menta, o perfume do Uchiha também era algo totalmente envolvente, Sakura jamais esqueceria aquele cheio e era melhor do que aquele fedor de sangue que antes impregnava Sasuke. Esses pensamentos faziam sentir uma aura assassina em volta de si, mas ali tinha apenas ele, não poderia ser. Aquele Iceberg tinha um corpo bem quente e aconchegante. Ele causava pura adrenalina.
Sasuke a puxou para a cama e a empurrou caindo sob a Haruno. Sakura estava totalmente indefesa, não conseguia se mover, o próprio corpo não a obedecia. Como ele podia ser tão atraente? A pele de Sasuke era branca e macia, como ele podia ser tão perfeito? Não, ele não era perfeito, mas... Parecia que todos os seus defeitos sumiam naquele momento, se é que ele tinha algum. O que estava acontecendo, a rosada se sentia tão confuso.
Sasuke se inclinou e aproximou os lábios dos ouvidos da Haruno. – Eu vou matar todos aqueles que tentarem te ferir. — Ele sussurrou com a voz assustadoramente calma, seu hálito quente causava arrepios na Haruno, mas afinal de contas o que ele estava dizendo? Não podia ser. Ele não seria capaz, não, ela estava enganada, Sasuke era capaz.
Logo a imagem da face fria do Uchiha ao perfurar aquele homem voltava à mente da Haruno. A lembrança dele se aproximando, o medo aumentando, o coração acelerando, ele avançava diminuindo a distância... Era totalmente assustador. De repente tudo sumia, só havia uma sensação tomando seu corpo. Sasuke era o veneno do medo e ao mesmo tempo a cura. Afinal de contas quem era Uchiha Sasuke? Naquele momento era impossível saber.
Na manhã seguinte Sakura acordou meio confusa, ela ainda estava na casa de Sasuke, mas ele não estava ali. Ela corou ao saber que os dois poderiam ter dormido juntos, afinal a ultima coisa da qual se lembrava era dele beijando-a avidamente, depois parecia que tudo estava em branco. Ela simplesmente apagou aquilo não era normal, não mesmo. Ao pensar na possibilidade de ter posto algum remédio pra dormir em sua comida Sakura ficou totalmente atordoada.
Alguns minutos depois ela ouviu o barulho da porta se abrindo, Sasuke já estava vestido pra ir pro colégio e segurava uma bolsa com roupas. – Eu fui até a sua casa e peguei umas roupas. — Ele disse friamente e sem emoção. Aquilo tinha sido ousadia de mais, como ele se atrevia a entrar na casa de alguém assim? Afinal como ele tinha entrado? Era uma casa muito bem trancada. As surpresas não paravam de surgir.
Notas finais
Perdão pelos erros de português.
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