Rewrite

22 Justiça.


Notas iniciais
Esse é o ultimo capítulo e AVISO IMPORTANTE. TEMOS O EPILOGO DA FIC AINDA DIA 11/01, ENTÃO ELA NÃO ACABOU AINDA. Origada ^^

"Apague e reescreva... Eu mudei o futuro."

Sakura estava no hospital, ainda no sono profundo devido ao coma, e naquele momento o julgamento do caso estava ocorrendo. Todos os envolvidos estavam presentes. O juiz achava aquele caso difícil de proceder, devido aos acontecimentos. Todos tinham sido obrigados a depor, e de certo modo, a verdade estava sendo revelada.

Alguns acontecimentos tinham sido ocultados, mas outros se encaixavam e para a felicidade ou não dos irmãos Uchiha, o mistério sobre a morte de seus pais estava sendo novamente abordada.

– Devido as circunstancias, o agente Uchiha Itachi está liberado das acusações, tendo sido constatado que suas medidas foram em legitima defesa, para proteger as vitimas. – O juiz deu seu parecer. – Quanto a Uchiha Sasuke, o tribunal entrará em recesso para discutir o resultado do julgamento avaliando as provas. Voltaremos em duas horas.

Os irmãos foram até o carro, onde ficariam sozinhos para poder conversar. Sasuke ainda tinha vários questionamentos, e Itachi tinha a respostas. Ele sabia quando o irmão ocultava algo, e por isso, tinha pedido para tomarem um ar. Itachi tinha plena certeza de que as salas do tribunal continham escutas, e como os dois não dariam mais depoimento algum, não tinha problema se conversassem.

– Você ainda está meio atordoado com tudo.- Itachi disse calmamente para o irmão. – Pergunte o que quiser saber.

– Eu já sabia que você estava se metendo na minha vida, e que sabia de muita coisa, mas quero apenas que me diga a verdade dessa vez.

– Eu já estou investigando sobre isso há muito tempo, eu sabia que ele viria atrás de você. – O Uchiha mais velho respondeu. – Quando papai e mamãe morreram, eu desconfiei que fosse uma armação. Não havia freios cortados nenhuma pista de ataque algum, mesmo assim eu achei suspeito. Como eu era menor de idade, Madara se tornaria seu tutor.

– Porque não me contou?

– Eu não queria que ele desconfiasse das minhas suspeitas. Eu já o observava há muito tempo. Confesso que essa sua ligação com sonhos me preocupa, não consigo acreditar nisso, mas no exterior eu tinha mais chances de entrar para a polícia secreta. Tobi nunca desconfiou disso, ele estava muito ocupado vigiando você. E bem, para ser um bom espião, você precisa fazer alguns trabalhos sujos e usar o poder como bem entende.

– Por isso você conhecia aquele cara, certo?

– Kisame sempre foi um bom contato. Através dele, eu descobri sobre o recrutamento que Tobi estava fazendo. Eu peguei o caso do Deidara como pretexto pra me envolver no seu, uma vez que ele também estava envolvido. Tobi contratou muitos assassinos para esses joguinhos insanos, que por serem bem arquitetados a culpa caiu sobre você.

– Isso tudo ainda parece muito surreal. – Sasuke sentia-se como um personagem de série policial.

– Eu segui cada passo desde o inicio. Queria apenas provar que aquele idiota matou nossos pais, isso foi meio que uma obsessão. Sinto muito, irmão. – Itachi parecia aliviado pela confissão. – Eu só quis te proteger. Por isso, apaguei os arquivos das câmeras no colégio. Elas tinham registrado quando Naruto apagou seu nome no meio do sangue, eles estavam a todo custo querendo te incriminar.

– Aquele Dobe idiota foi o único que acreditou em mim. – Sasuke no fundo não queria admitir que Naruto era um bom amigo. Ele lembrava-se que quando contou a ele sobre os sonhos, o loiro apenas abriu um sorriso largo e idiota dizendo “Isso é tão legal, você deve ser algum tipo de vidente.”

Naruto era muito tapado, Sasuke reconhecia que no lugar dele não acreditaria em tal absurdo, mas essa inocência do amigo, talvez no fundo, permitisse ver através das pessoas. O loiro já tinha ajudado muito antes, quando marcou os estudos com Sakura, apenas para ajuda-lo. Como era suspeito, Sasuke amarrou o amigo na árvore para livrá-lo de qualquer culpa que pudesse vir como consequência, só que Itachi tinha se metido e ido em seu lugar, enquanto que no final a suspeita acabou caindo sobre Sasori. Aquele tinha sido um dia confuso, e Sasuke no fim das contas não tinha conseguido o que queria.

– Por falar nisso, porque a Yamanaka escreveu seu nome? – Itachi perguntou.

– Porque eu fui procura-la antes do baile pra pedir que mantivesse a Sakura bem longe daquele idiota.

Sasuke lembrava-se que mais cedo, tinha abordado Ino na limusine, ele queria apenas conversar. Ela o encarou incrédula e parecia não acreditar numa palavra do que ele dizia.

– Olha Sasuke, esse seu ciúme está passando dos limites. Agora entendo porque a Sakura está sofrendo tanto. – a loira disse com desdém e um tom de voz sério. – Sakura se relaciona com quem ela quiser.

– Eu estou falando a verdade. Ele vai fazer mal a ela, sou inocente. – Sasuke insistiu, porém sendo ignorado.

Naquele dia ele tinha ficado bastante frustrado e por via das dúvidas tinha levado sua Katana para o colégio, como acessório da fantasia. Depois com os interrogatórios Kisame tinha chegado a revelar que quem tinha matado a loira na verdade era Sasori, mas a policia nunca conseguiu reunir provas suficientes, e de qualquer modo ele já estava morto. Tudo aquilo tinha dado muita dor de cabeça.

– Você ao menos descobriu a verdade. Como nossos pais morreram? – Um pesar tomava a voz do mais novo, que só queria encerrar logo aquele assunto e esquecer que existe.

– Aquele homem, o Sasori era um especialista em venenos indetectáveis, foi ele. – Itachi concluiu livre de dúvidas. – Tobi envenenou nossos pais, e por isso perderam o controle do carro. Você não terá responsabilidade pela morte do Sasori, eu assumi a culpa.

– Eu sabia que tinha um motivo pra mim odiar tanto aquele infeliz.

– Fora os ciúmes, né? – Itachi alfinetou com um sorriso.

– Não pense que eu perdoei você ainda, apesar de tudo. – Sasuke disse com seriedade. – Mas o natal se aproxima, Naruto me convidou para passar com seus pais, e bem... Não tenho nada contra a ganhar um carro novo de presente.

– Você é um pequeno mercenário, irmãozinho. – O mais velho sorriu com satisfação. – Não pense que irá arrancar dinheiro de mim. – Ironizou.

A conversa fora interrompida com o chamado de Genma, que tinha vindo avisar sobre o fim do recesso. Todos estavam aflitos, com expectativas. Naruto, apesar de tapado, tinha servido como um ótimo álibi ao Uchiha, enquanto que as provas eram muito poucas para incriminá-lo. Itachi tinha detalhado todo o caso desde as primeiras investigações e sem mais dúvida alguma, o juiz tinha declarado Sasuke inocente.

“Apague e reescreva... Sasuke é... inocente.”

A saída do tribunal tinha sido tranquila, e com alguns assassinos mortos, e outros presos como Hidan e Deidara, o caso estava praticamente encerrado.

Devido a pancada na cabeça, Sakura acabou tendo problemas sérios, e por isso uma cirurgia de emergência tinha sido feita as pressas, com a necessidade de induzi-la ao coma numa UTI. Com o ano praticamente acabando, depois de tantos altos e baixos, confusões e outro tipo de coisas, todos podiam finalmente respirar e curtir o natal.

[...]

Sasuke se sentia meio desconfortável na casa Uzumaki, pois a mãe de Naruto era muito barulhenta, apesar disso uma família feliz. Na festa de natal, também estava seu padrinho Jiraya, que era um escritor de romances eróticos, Sasuke tinha adquirido certa fobia por escritores, então tinha decidido não se aproximar. Presentes ali também estavam Hinata e seu primo Neji, a convite de Kushina, mãe de Naruto.

Itachi, também tinha aparecido por lá, levando presentes para todos os convidados, meio excêntrico da parte dele, mas o poderoso empresário Uchiha não queria parecer mão-de-vaca. Apesar disso, Sasuke não conseguia deixar de sentir aquela solidão eminente, ainda que num clima familiar.

Ele se encontrava, na varanda do quarto de Naruto, observando a neve espalhada pela cidade, e lembrando-se de poucos momentos, alguns bastante raros, que deixará passar. Naruto se aproximou meio comovido com a situação do amigo, e logo, começou a falar enquanto mordia uma coxa de peru que tinha em mãos. Ambos estavam a sós.

– Eu e Hinata-chan, fomos visitar a Sakura-chan hoje. Você sabe, ela já acordou do coma. – O loiro disse tentando dar uma espécie de boa noticia. – Mas ela...

– Não se lembrava de vocês. – Sasuke completou a frase, no seu ponto de vista. – Sei que ela perdeu a memória, eu gostaria de ter essa sorte, também.

“Está tudo apagado... Apenas reescreva. Você tem um novo futuro, reescreva...”

– Não diga uma coisa dessas, seu bastardo. – Naruto disse indignado. – É claro, que Sakura-chan perdeu a memória, mas isso não é o fim do mundo. Vocês ainda podem ter uma vida normal.

– Naruto... – Sasuke o interrompeu por um momento. – Eu não vou mais procura-la. Quero que você finja que nada aconteceu, e não fale de mim pra ela.

– Isso não é justo Sasuke!

– Não estou te perguntando se é ou não. – O Uchiha disse sério. – Não quero mais vê-la. Apenas entenda isso, seu grande idiota.

Naruto não tinha entendido a decisão do amigo, mas por mais que tivesse tentado argumentar, Sasuke não cedia a seus pedidos. Com o tempo, o Uchiha parou de visitar a rosada no hospital, precisamente quando ela acordou. Para fugir do loiro, Sasuke tinha até aceitado passar o restante das férias no exterior.

Quando retornou a cidade, meio perdido, Sasuke passou a caminhar pelo parque que tem perto do cemitério. Ele sentia vontade de visitar seus pais, depois de tanto tempo afastado, e num clima mórbido e dramático, ele continuava a seguir em frente. Sua missão estava cumprida, embora seu coração não estivesse feliz com isso.

“Você está livre... Apenas apague reescreva.”

Notas finais
Deixem review por favor ç.ç