Rewrite
21 Escreva
Notas iniciais
Sakura Haruno uma colegial aparentemente comum teve sua vida completamente mudada quando um dia decidiu pegar um misero atalho, ela mal imaginava que tudo isso traria o caos atual a sua vida. Nesse dia, Sakura conhecerá Uchiha Sasuke, um rapaz popular e misterioso que salvou sua vida de alguns estupradores, demonstrando frieza em empunhar armas e nenhum remorso em fazê-lo.
Junto a essa louca perseguição, a rosada sentiu coisas que jamais tinha presenciado antes, desde o verdadeiro amor até o medo mais profundo que podia ferir sua alma. Sendo perseguida, atacada, perdendo entes queridos, amando intensamente, confiando, desconfiando, ela desejava apenas uma coisa. Apagar e reescrever, mudar seu destino, suas escolhas e nunca em sua vida ter pego o maldito atalho.
“Esse é o fim... Apenas apague e reescreva.”
Se uma retrospectiva da própria vida ao morrer era algo tão assustador e perturbador, então seria melhor que nunca o tivesse. Sakura sentia que estava num sonho, na verdade um pesadelo. Já não bastava quase perder os pais, a chefe, a melhor amiga e então tinha que perder Sasuke também? Que pecado tão grande ela teria cometido a ponto de merecer isso? Por um momento se arrependia de ler aqueles malditos livros de namorados maníacos, pois na vida real aquilo não tinha nada de romântico, pelo contrário, não passava de um filme de terror.
Em um instante ela ouviu sons desconexos, e pouco a pouco enquanto abria os olhos percebia uma luz adentra-los. Ela estava deitada numa espécie de divã, enquanto percebeu que seu pé estava levemente preso com uma corrente bem firme.
"Apenas apague reescreva... É o começo."
– Oh, já acordou Sakura-san? – Um homem mascarado disse, enquanto redigia algo no laptop encima da mesa. Ele voltou-se para encará-la, embora a máscara tivesse apenas um furo. – Gostaria da sua opinião para a minha história.
– História? – Sakura disse confusa, aquele lugar não parecia ameaçador e aquele homem era muito estranho. – Onde está o Sasuke?
– Hm, nosso suspeito? Está em mais um joguinho de pique-esconde. – O homem mascarado disse de forma divertida. – Você deve esta se perguntando “Eu não devia estar morta?”, bem a resposta é não. Dei um antidoto pra vocês, esse final seria muito Romeu e Julieta. Os dois morrem juntos e o amor vive eternamente, não é bem o meu estilo. Quero algo que seja surpreendente, para entrar na história.
Sakura não estava entendendo nada, afinal de contas do que aquele maluco estava falando? Ela olhou para uma tela que parecia transmitir imagens de uma câmera, ela pode ver que Sasuke lutava novamente, mas dessa vez com um homem ruivo de pirsengs.
Ela não pode fazer outra coisa a não ser acompanhar a luta, aflita e ao mesmo tempo confusa. Se nada fazia sentido antes, naquele momento menos ainda. A ansiedade se encerrou quando Sasuke pôs a porta abaixo.
– Eu sabia que você tinha alguma coisa haver com isso seu miserável! – O Uchiha disse em fúria, enquanto ofegava pelo cansaço.
– Eu fiz um favor pra você, Sasuke-kun. Isso afinal de contas não é o que você queria? – O homem disse de forma bastante sádica. – De todas as minhas obras você me saiu o melhor protagonista.
– Para, para com esses joguinhos. – Naquele momento Sakura percebeu que Sasuke estava estranho, ela em tanto tempo nunca o tinha visto de um jeito tão instável, tão fora de controle, tão insano. – E-eu vou matar você!
– Isso é jeito de falar com seu tio, seu moleque?
– Tio... – Sakura disse completamente frustrada, irritada, confusa. – Porque Sasuke-kun? Porque estão fazendo isso?.
Naquele momento ela era bombardeada por uma série de lembranças, o fato de Sasuke estranhamente estar em todos os lugares, mesmo que fossem coisas que ele não tinha como saber, a menos que fosse culpado. A morte da Shizune, a morte da Ino, o fato de Naruto ter apagado o nome, o sangue no chão. “Sasuke é...?”
“Eu posso ser impulsivo, mas não sou idiota.” – Aquelas palavras ecoavam o tempo inteiro. – “Eu vou mata-los”.
Sasuke era um assassino, ele matou o Sasori e sabe-se lá quantos. Sakura estava entrando em colapso, ela começou a chorar. Nada fazia sentido, e naquele momento ele não conseguia ajudar nem a si mesmo.
O mascarado viu a situação de ambos e riu alto, depois assumindo um tom de voz sério e exaltado abriu os braços como se fizesse a maior das revelações. – Eu quero criar o romance do século com 100% de realidade, não é obvio? “Por um fio” será a obra mais aclamada de toda a história, totalmente imprevisível, isso é brilhante. Um amor cheio de dúvidas e problemas, um amor por um fio. – ele deu uma breve pausa. – Afinal eu sou o grande Tobi, o escritor.
Aquele nome era familiar, Sakura sabia que já tinha ouvido antes, e como poderia esquecer o nome do escritor de mais sucesso nos últimos tempos.
– Eu confesso que vocês dois conseguiram chegar bem longe. — O mascarado aplaudiu de pé. – Estou orgulhoso.
– Não... não... não...! — Sakura entrou em pânico, seu corpo começou a tremer... Ela já estava cansada, ela iria... surtar. – O que esta acontecendo? Eu achei... eu achei que o Sasuke-kun tinha armado isso tudo. O que tá acontecendo?
– Já ouviu falar sobre um dom chamado precognição, querida? — Tobi perguntou, deixando a rosada ainda mais confusa. Obviamente ela já tinha ouvido falar sobre isso, mas parecia mais aquelas armações de videntes fajutos. – Por alguma razão estranha algumas pessoas sonham com certos acontecimentos antes que realmente aconteçam, essa forma de "previsão" embora absurda já foi cientificamente provada e é um dom real.
– Você esta mentindo não esta? Não pode ser. — Sakura disse completamente chocada.
– Eu descobri que o jovem herdeiro Uchiha tinha esse dom porque ele conseguiu prever o acidente dos pais quando eles morreram. Você deveria ver como ele ficou naquele dia... — Antes que pudesse falar o mascarado já estava no chão.
Sasuke o acertou, não se importava se estava ferido e se o movimento brusco poderia matá-lo, aquela atitude tinha impressionado até mesmo Sakura. – Pare de falar sobre isso, pare, pare! — O Uchiha estava alterado.
Ele se lembrava perfeitamente do quanto foi frustrante seu primeiro sonho. Ele era apenas um menino quando sonhou com o acidente, ele lembrava-se que tinha corrido até seus pais, se agarrado no braço da mãe e implorava chorando que eles não fossem viajar por que algo ruim aconteceria. Ele sabia de alguma forma, onde e quando. Mas ninguém lhe deu ouvidos e no dia seguinte veio à trágica noticia de que seus pais estavam... Mortos.
A dor da inutilidade, da impotência. Sasuke queria ter feito algo. Porque ele não fez algo? Porque não foi o suficiente. Lembrar daquilo agora não fazia sentido nem mostrava razão alguma. Ele estaria louco e apenas imaginava que sonhava com aquilo? Aquela não era a verdade, ele sabia qual era.
"Se eu pudesse eu mudaria o futuro. Apenas apague e reescreva"
– Isso foi inesperado. – Tobi se levantou e retirou a máscara quebrada. – Meu maníaco favorito foi um sucesso tão grande que eu quis dar ao publico um novo livro que os fizesse vibrar. Foi ai que me lembrei do jovem Sasuke e seu dom.
Sasuke estava com as mãos trêmulas, lembrava-se que seu tio Madara era um homem excêntrico, fanático por leituras sádicas, ousado, inescrupuloso e no dia em que convencerá o irmão a viajar a negócios mantinha mais do que vivo seu sorriso de víbora.
– Eu me perguntei. Porque não? – Ele retirou uma arma do bolso e caminhou para frente, chutou Sasuke fazendo-o cair no chão e foi na direção de Sakura. Ele a segurou pelo queixo se aproximando e falando com uma voz bem amarga e sádica continuou. – Eu quis testá-lo, sabia que ele iria prever o dia dos ataques, sabia que ele iria tentar mudar alguma coisa e por isso, contratei todos esses criminosos especializados em áreas diferentes apenas para fazer meu romance se tornar um épico. E sabe qual é o mais legal nisso tudo? Ter o prazer de no fim poder escrever “Baseado em fatos reais”, fatos que eu mesmo arquitetei.
Ele era sem dúvidas um louco, Madara falava como se sentisse um deus, como se tivesse mesmo o direito de jogar com a vida deles, como meras marionetes.
“O futuro é o futuro... Apenas apague e reescreva.”
– Mas obviamente como vocês sabem meu segredinho, o romance terá um fim um pouco trágico. – Com os olhos sem emoção ele voltou-se para Sakura.
– Deixa ela em paz. — Sasuke avançou, porém levou um tiro no braço e caiu no chão com as mãos sobre o ombro.
Sakura levou um golpe na cabeça com a arma, ela começou a sangrar e imediatamente a rosada ficou desnorteada. Ela cambaleou e Madara a empurrou com o pé escada abaixo, era uma pequena escadaria no local onde ficava o divã, mas era o suficiente para fazê-la se machucar. Sasuke correu até Sakura tomando-a nos braços. O som de um disparo foi ouvido rapidamente. As coisas estavam confusas, havia algumas sirenes e sons de helicópteros por toda parte.
– Hei, Sakura. Acorde... — O Uchiha balançou a rosada com num estado totalmente atordoado. – Acorde, acorde. ACORDE!
Sasuke estava cada vez mais confuso e surpreso, a garota não acordava. Uma poça de sangue se formava no chão, quase atingindo seus joelhos que estavam dobrados tentando ampará-la.
Sakura estava pálida, já não respirava, já não se mexia, seu coração não batia, seus olhos não tinham mais brilho. O moreno não sabia o que fazer. Seu corpo tremia, estava em choque, porque aquela sensação de impotência era tão grande? Um vazio tomava seu coração e em meio as batidas descontroladas sua respiração ficava cada vez mais ofegante.
– Porque?
Será que ninguém podia ouvi-lo? Ninguém podia ajudá-lo? O que ele esteve fazendo? Porque era fraco? Porque ela? O que estava faltando? O que era aquele sentimento? O que era aquela situação? Porque nada fazia sentido?
– Estou tão confuso, quero apenas que isso pare.– Sasuke deixou pequenas lágrimas caírem de seus olhos negros e profundos, era a primeira vez que chorava em tantos anos.
Tudo o que ele se lembrava depois tinha acontecido muito rápido e as coisas pareciam se mover em câmera lenta ao mesmo tempo, causando uma sensação de sufocamento. Itachi estava lá, ele tinha atirado em Madara que já estava morto e chamava a equipe de paramédicos o mais rápido possível. Era como o som de todas as coisas tivessem desaparecido, Itachi arrancou o irmão de Sakura para que os médicos pudessem fazer seu trabalho.
Ele se debatia, as coisas estavam acontecendo de uma maneira que era impossível explicar. “Vamos tentar uma ressuscitação” – um dos paramédicos disse com um aparelho em mãos.
Ela tinha tido um ataque cardíaco e provavelmente uma hemorragia, eles tinham que trata-la ali da maneira que dava.
“ Se você quer mudar o futuro, apenas apague e reescreva....Apenas reescreva.”
“Essa noite eu sonhei com você. Será que eu posso realmente mudar o futuro?”
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