Rewrite

11 Dúvidas


Notas iniciais
Bom pessoal, eu peço mil desculpas pela demora, mas fiquei doente quase uma semana de cama, mesmo que eu tenha entrado no pc algumas vezes, não deu pra postar, além de eu não ficar muito tempo... Enfim... não quero entrar em detalhes, fora que uns probleminhas off também me atrapalham mas o capitulo ta aqui. Percebi que a fanfic já atingiu a marca de 50 leitores e já tem 21 favoritos, não sei se fico feliz ou triste, feliz por tantas pessoas lerem, triste porque a maioria não comenta e isso desmotiva um pouco. =(
Pra todo mundo que vem comentando, obrigada pela consideração =)

No dia seguinte Sakura se vestiu normalmente para ir pra escola, ela não se daria ao trabalho de perguntar Sasuke onde ele tinha conseguido roupas, já que imaginava a resposta mais obvia. O dia estava bastante frio e meio acinzentado, as nuvens cobriam o céu e não havia sinal de sol, um verdadeiro clima de tristeza como se um velório estivesse acontecendo. Quando entrou na sala Sakura notou todos os olhares sobre si, mas os ignorou, pois isso já não importava mais, tudo parecia ser irrelevante, era como se estivesse em outro mundo. Quem antes se sentia em pânico no momento não ligava para mais nada, parecia que a ficha demoraria a cair.

A aula foi interrompida novamente por um policial, ele tinha dito que Sakura deveria comparecer a um interrogatório na delegacia de tarde. Mais problemas, aquilo tudo parecia que demoraria um bom tempo.

Sasuke e Ino a acompanharam estavam curiosos sobre o que aconteceria. Sakura se aproximou dele fingindo dar um beijo e sussurrou algo. – Não quero nada de canivetes e facas, seja lá o que for, estou com um mau pressentimento. — Ela estava tensa como se fosse uma vitima.

– Eu não sou burro, posso ser impulsivo e muitas coisas, mas meus atos são muito bem pensados. — O Uchiha respondeu calmamente, aquela frieza a assustava, então ele tinha plena noção do que fazia e não era puro impulso. De algum modo aquilo soava arrogante. Ele parecia se gabar dos erros que tinha cometido e francamente Sasuke era uma caixinha de surpresas.

Sakura entrou na sala de interrogatório, havia apenas uma pequena luz acesa, um enorme espelho só havia uma mesa ali naquela sala vazia. Obvio que atrás daquele espelho tinha mais gente escondida, isso era clichê de mais. O policial pediu para que ela colocasse uns fios na mão, era provavelmente um detector de mentiras e se recusasse talvez entrasse em problemas, por isso tudo o que restava era responder “com a verdade” e usar sua inteligência para escapar.

– Senhorita Haruno desculpe-nos por incomodá-la novamente, mas temos mais algumas perguntas a te fazer. — O guarda disse calmamente. – Temos algumas suspeitas, não sobre você é claro, mas até então não havia ligação alguma entre as vitimas, entretanto isso mudou desde a morte da senhorita Shizune. E mesmo identificando o assassino temos fortes suspeitas de que você seja um alvo.

– Entendo.

– Uma das razões que levantamos é que ele esteja atrás de você porque possivelmente seja uma testemunha. No ultimo interrogatório a senhorita me disse que no momento do ocorrido estava indo pra casa, não parecia ter mentido sobre isso, então vou lhe perguntar, você retornou ao local do crime aquela noite.

– Sim. -Sakura suspirou. – Voltei pra pegar um caderno que tinha esquecido.

– Chegou a ver o ato do delito em si?

– Não vi o que aconteceu. Quando cheguei Shizune já parecia morta.

– Tinha mais alguém ali no local.

– Tinha sim.

– Chegou a ver o assassino.

– Apenas ouvi uns barulhos do lado de fora, mas não vi "o assassino". — Ela tinha se convencido que Sasuke não tinha feito nada.

– O que fez depois?

– Meu namorado me levou pra casa. — As batidas dela aceleravam, mas o interrogador não tinha notado nenhuma anormalidade, estava conseguindo se safar usando bem as palavras. Teoricamente ela não tinha mentido, pelo menos era o que acreditava. Ela tinha certo medo de que tudo fosse posto a perder quando o detetive disse se ela tinha visto o assassino, mas para sua sorte nada aconteceu. Então no fundo ela acreditava na inocência do Uchiha e pensava que se fosse interrogada há dias atrás talvez os resultados fossem diferentes.

"Apenas reescreva. Eu acredito em você."

– Então há dúvidas, o culpado provavelmente pode ter te visto após o ato e com certeza acha que foi uma testemunha por isso foi até sua casa. Só tenho mais duas perguntas.

– Certo.

– Porque não me contou que tinha estado no local do crime depois do ocorrido?

– Medo.

– Durante a invasão a sua casa seus vizinhos disseram ter ouvido um disparo, e havia sangue do assassino no local então não creio que ele tenha atirado em si mesmo. A arma do disparo não foi encontrada no local e alguém tinha ligado pra ambulância antes do crime acontecer, sabe algo a respeito?

"Dizem que a mentira tem perna curta. Apenas apague e reescreva."

– Eu atirei no assassino, mas foi em legitima defesa. — Sakura disse entrando em desespero. – Estava muito nervosa naquele momento e não tinha como reagir...

– Calma, calma... Não a acusaremos se foi em legitima defesa e pelas circunstâncias não da para levantar suspeitas. — O detetive que fazia o interrogatório disse calmo. – Se caso tiver algum problema ligue para o meu celular. — Ele entregou um cartão com seu nome, era Genma. – Sugiro que grave esse número no seu celular para que não haja problemas.

– Certo.

Ao sair da sala Sakura estava trêmula e nervosa, nunca tinha pensado que um interrogatório fosse tão tenso e que os detetives desconfiassem de suas palavras a ponto de usar um detector de mentiras. Pelo menos não tinha envolvido Sasuke na situação, não diretamente e estava feliz por livrá-lo das suspeitas, ela sequer sabia o porquê. Não importava...Ele a protegia então não o queria longe... Algo parecia ter mudado... Os sentimentos tinham mudado.

"Apenas reescreva... Eu gosto de você."

Naquele dia ambos dormiram juntos novamente, quando acordou Sakura viu que Sasuke escrevia algo em um caderno negro, a capa era bem elegante e bonita, e ele não tinha percebido que ela estava acordada. Quando notou o que estava acontecendo a Haruno fingiu estar dormindo e esperou que ele saísse do quarto pra fazer o café ou qualquer coisa.

– Será que ele sempre escreve ali quando acorda? — Ela estava curiosa, será que ele tinha um diário? Era a oportunidade perfeita de descobrir os segredos a cerca co Uchiha, entretanto também era uma invasão de privacidade. Mesmo que Sakura achasse que confiava nele às dúvidas continuavam, ela estava curiosa e queria ter certeza de que não encontraria nada.

"Eu não sou burro, posso ser impulsivo e muitas coisas, mas meus atos são muito bem pensados."

Ela tinha se lembrado da frase dele, com toda a certeza não tinha a probabilidade dele escrever algo comprometedor em um diário, então não tinha razão para olhá-lo, mas aquela era a oportunidade perfeita, pois ele demoraria a subir. Se não tinha nada de mais será que ela deveria ou não espiar? Tinha de se decidir logo.

"Dizem que a curiosidade matou o gato. Apenas apague e reescreva."

Sakura não conseguia se conter, mesmo que fosse errado ela queria ter certeza de que não tinha nada errado com Sasuke. Ela se levantou e foi até a cômoda onde ele tinha escondido o caderno que era pequeno e logo deu uma espiada. A primeira folha tinha sido arrancada, não havia nenhuma pista sobre o conteúdo. Apenas anotações aleatórias sobre o dia a dia e coisas que ele notava, havia alguns dados suspeitos, Sasuke aprecia até um detetive, então a Haruno resolveu procurar algo mais recente e abriu na página que indicava o primeiro dia de aula. Talvez não fosse bom ter feito aquilo, uma vez que lê-se o conteúdo sua paz acabaria e não havia mais chances de voltar atrás. A partir dos primeiros dias de aulas havia anotações detalhadas sobre o que ele fazia, e alguns comentários que a rosada não conseguia entender, mas as coisas ficaram estranhas a partir das páginas seguintes.

Quinta-feira.

Hoje sonhei que ia ao emprego da Sakura, ela não parecia bem, foi pra casa, preciso ir vê-la.

Segunda-feira

Hoje eu sonhei que Sakura tinha sido violentada e morta por cinco homens suspeitos, mas não cheguei a tempo, por isso preciso encontrá-la. Eu não os perdoarei.

Terça-feira.

Hoje sonhei que tinham uns idiotas importunando a Sakura, eles precisam de uma lição.

Quarta-feira.

Hoje sonhei que um assassino aparecia no trabalho da Sakura, ela voltou pra buscar o caderno, preciso ir ver como ela esta.

Sexta-feira

Hoje sonhei que o assassino voltava à casa da Sakura, ela não quer me ver, mas não há nada que eu possa fazer a respeito, vou mesmo assim.

As datas eram aleatórias, não haviam registros de todos os dias, apenas alguns. Só de ler aquilo Sakura estava meio confusa, isso porque ele sempre começava com "hoje eu sonhei" e em seguida narrava os fatos do dia. Tinha algo errado ai. Será que ele fazia anotações sobre os ataques em que estava envolvido como se tudo tivesse acontecido como um sonho? Será que era a forma de escapar da realidade, aquilo era tão suspeito quanto qualquer coisa. Ele parecia um maníaco que registrava os próprios crimes, um verdadeiro louco, não havia algo errado, claro que tinha. Ela não entendia nada, porque ele estava escrevendo tudo dessa forma.

"Porque eu sonhei com você" - As palavras dele tinham batido em sua memória, agora que tinha parado para pensar quando ela tinha dito a ele sobre ter sonhado que ele dizia que iam juntos para casa Sasuke parecia ter engolido a desculpa como se fosse algo natural. Será que ele acreditava mesmo que tudo era um sonho? Era tão confuso... Tão estranho... Porque ele fazia aquilo? Ainda tinha o detalhe da página que tinha sido arrancada, aquelas anotações todas não faziam sentido, mas tudo ficaria mais estranho ainda quando ela viesse a ler a ultima página escrita que se referia ao dia atual.

"Hoje sonhei que os assassinos vem atrás da Sakura de novo, dessa vez é um terrorista e não o anterior".

Sakura começou a rir das hipóteses que tinha levantado, será que Sasuke estava prevendo o futuro dela? Aquilo era impossível, não tinha uma explicação plausível pra isso. Ou será que ele acreditava nisso? Será que se convencia disso? Aquilo tudo soava como uma armação, ela não sabia mais no que acreditar.

Será que ele estava jogando com ela? Pelo o que sabia Sasuke era muito rico e poderia muito bem ter pagado os assassinos para irem atrás dela. Porque ele sempre estava no momento certo e na hora certa? Ele era o único que sabia onde ela trabalhava e também sabia onde ela morava. Ele sempre aparecia para salvá-la em todas as ocasiões. Não possível que ele soubesse que um terrorista viria a atentar contra vida dela. Que droga de jogo era aquele? Ela estava sentindo raiva. Já não sabia julgar se ele era culpado, louco ou seja lá o que fosse.

"Todos os meus atos são muito bem pensados." Ele não parecia ser doente, nem louco, talvez o diário fosse uma armação para perturbá-la. Tudo estava confuso, ela queria apagar toda aquela onda de informações. Como podia acreditar na inocência dele se nada fazia sentido? Será que ele estava tentando construir a imagem de herói para que ela confiasse nele? O que ele pretendia?

– Quem é você Uchiha Sasuke? — Ela se perguntou mais uma vez deixando as lágrimas caírem, estava chovendo. Aquele contos de fadas tinha se transformado num conto de horror.

– Eu quero esquecer tudo isso. — Sakura disse pra si mesma.

"Apenas apague e reescreva."

Ela ouviu o som de uma bandeja cair no chão. – VOCÊ NÃO DEVIA TER LIDO ISSO. — O Uchiha gritou irritado avançando pra cima de Sakura a fim de arrancar o caderno de sua posse. Era a primeira vez que ela o via expressar algum tipo de emoção, porque tinha de ser raiva?

Ela estava perplexa, ele tinha arrancado o caderno das mãos delas com muita raiva, não o reconhecia. Porque estava tão irritado afinal. – Porque? Porque? Porque você tinha que ler? — Ela não o reconhecia, Sasuke estava tremendo.

Sakura saiu correndo dali, podia enxergar claramente a saída, pois ainda era dia. Ela precisava se afastar dele, mas estava perdida e não se lembrava de qual era à entrada da mansão. Haviam muitas árvores, ela estava se perdendo em meio ao bosque, mas não importava, queria apenas se afastar dele. Parecia impossível, ela não sabia se podia acreditar em Sasuke, havia apenas duas opções, e a mais sã delas não estava a favor do Uchiha. Se realmente aparecesse um terrorista isso iria significar que Sasuke era inocente ou que ele era culpado? Para as perguntas da Haruno parecia não haver respostas.

Dizem que a curiosidade matou o gato, no caso o gato eram as esperanças de Sakura. Mas será que estavam realmente mortas?

Notas finais
A cronologia do começo da fic pode ter ficado confusa tipo de segunda ir pra quinta e tals, mas ela ta corretíssima. Eu tive que ler cuidadosamente os primeiros capitulos para criá-la, enfim... perdão se houver erro e aguardo a opinião de vocês. ^^