Rewrite

9 Armadilha.


Notas iniciais
Bom, aqui ta mais um capítulo. Eu fiquei tão feliz hoje em abrir a fic e ver duas recomendações que a primeira coisa que fiz foi corrigir o próximo capítulo. Obrigada pelas recomendações meninas, eu não as esperava tão cedo e agora sinto que é um dever ainda maior fazer da fic o melhor possível pra fazer jus a elas.

Quando acordou no dia seguinte, Sakura parecia ter tido um pesadelo horrível. Ela estava em seu quarto, em sua cama, parecia que tinha tido apenas um pesadelo ruim. Quem dera se as imagens ruins fossem apenas isso... Ao invés de sempre ligar a TV no noticiário da manhã como fazia sempre, ela optou por não ver nada, seus pais estavam calados durante o café da manhã, pareciam que queriam deixá-la quieta e tinham uma expressão preocupada.

– Sakura não precisa ir à escola se não quiser hoje. — Dona Mebuki a mãe de Sakura disse gentilmente, mas a rosada não obedeceu, pegou a mochila e saiu em silêncio.

Quando passou pelo portão Sasuke não a esperava como sempre, era bom que fosse dessa forma, pois ele era a ultima pessoa que Sakura desejava ver. Talvez tivesse se tornado um fugitivo, seria bem típico dele depois de ser descoberto. Quando chegou ao colégio Sakura percebeu a carteira vazia, parecia que ele tinha faltado, ou qualquer coisa, quem dera, ele estava apenas atrasado. A Haruno ficou quieta, sequer se importava em olhar pra ele e Sasuke dessa vez não a encarava, ele estava mais frio do que nunca. O terceiro tempo de aula foi interrompido por um policial alto de cabelos castanhos.

– Senhorita Haruno Sakura nos acompanhe, por favor. — Ele disse educadamente de forma pacifica.

– Algum problema com minha aluna?- Kakashi disse calmamente enquanto fechava seu livreto.

– É apenas um procedimento de rotina. A senhorita Haruno conhecia a ultima vitima do serial Killer, queremos apenas colher um depoimento como testemunha. — O policial explicou. – Você foi a ultima pessoa que a viu ontem, sua declaração pode ser importante.

– Entendido. — Sakura se levantou de sua carteira, todos os seus colegas a encaravam surpresos e curiosos. Era por isso que ela parecia triste. Quando olhou pela sala por um instante os olhares dela e de Sasuke se cruzaram, de uma forma intensa que nunca ocorreu antes. O que ele queria dizer com aqueles olhos negros e profundos? A Haruno virou o rosto para o lado com desprezo e seguiu seu caminho acompanhando o policial até a sala dos professores onde ficariam a sós.

– Então você conhecia a senhorita Shizune certo?- O policial perguntou iniciando o interrogatório.

– Sim.

– Tinha algo que não gostasse a respeito dela?

– Não. Ela era uma excelente chefe.

– Conhece alguém que tivesse algo contra ela?

– Não sei de nada sobre a vida dela, ela era muito reservada, e mesmo assim no expediente de trabalho nunca percebi nenhum ato hostil de qualquer pessoa que tivesse estado lá.

– Sabe se alguém que teria algum motivo em especial para fazer mal a ela?

Por um instante Sakura ficou pensativa, Sasuke tinha dito que mataria apenas as pessoas que a ferissem, mas Shizune nunca tinha feito nada a ela, então que motivos ele teria pra ter feito aquilo? Era estranho e confuso. Aquela era à hora de entregá-lo.

– Não sei de nenhuma razão em especial senhor.

– Onde estava no momento do ocorrido.

– Indo pra casa.

– Chegou a ver algo suspeito?

– Não. — Sakura não entendia porque tinha mentido daquela forma. Porque não tinha dito logo que viu Sasuke no local do crime com uma faca de cozinha? Shizune merecia isso, merecia que justiça fosse feita, mas porque a rosada não conseguiu entregar o Uchiha? Porque estava protegendo Sasuke? Ela não tinha certeza, mas as palavras saíram sozinhas, sem pensar, ela não podia simplesmente entregá-lo, não era tão simples como parecia.

– É o fim das perguntas, pode ir. — O guarda disse seriamente e a liberou.

Ela queria voltar e contar a verdade, queria concertar o que tinha acabado de fazer, ms suas pernas travavam e a voz não saia. Aquilo não era medo, era algo diferente disso, ela não sabia ao certo o que.

"Apague e rescreva"

Sakura tinha ficado ainda mais nervosa, ela voltou à sala, quando chegou outro interrogatório foi feito e ela teve de contar a Ino sobre seu trabalho de meio-expediente, agora não adiantava esconder mais, afinal tudo estava terminado de qualquer jeito. Vendo que ela estava triste a amiga não citou a provocação diária, Sakura agradecia mentalmente por isso. Depois da aula ela caminhou sozinha para casa, mas Sasuke a puxou pelo braço na saída e a levou para algum lugar. Quando se deu por si Sakura estava sozinha em um bosque com ele, será que era uma armadilha?

Estando sozinha com ele, a Haruno se lembrou da noite anterior, ele tinha atacado-a, mas se tivesse lhe feito algum mau com toda a certeza não teria acordado em casa na manhã seguinte. Ele só tinha feito com que ela dormisse.

– Vamos lá, me explique, porque me atacou ontem?

– Você estava na cena do crime e a policia ia chegar. Se te encontrassem lá teria problemas, então te dei um golpe nos pontos de pressão e te levei pra casa estava muito nervosa. — Era a primeira vez que o via falar tanto, mas mesmo assim, sem emoção alguma, isso era o que mais doía. Mas como assim golpes de pressão? Ele parecia saber fazer muitas coisas pouco convencionais.

– E porque a Shizune?

– Eu não sei... — Ela o olhou com espanto. Aquilo era sério mesmo?

– Eu odeio você. — Sakura disse em lágrimas. – Eu odeio, eu odeio!

– Eu estava apenas te protegendo.

– De que? — A Haruno gritou irritada. – Você é um maníaco Sasuke! Você meteu essa idéia na cabeça de que precisa me proteger, mas acho que eu é que preciso ser protegida de você. Me deixa em paz! Se eu pudesse mudar meu destino eu escolheria jamais ter conhecido você! — Aquela frase o tinha deixado chocado de mais. Ele não esperava por aquilo.

"Apena apague e rescreva."

Sakura saiu correndo deixando o Uchiha sozinho, ela não queria ouvir mais nada, não queria vê-lo nunca mais. Sasuke tinha ido até a casa da Haruno, mas a mãe da rosada não o deixou entrar como de costume e pediu para que ele não a procurasse mais. Ela tinha observado tudo do corredor, ele foi embora, mas Sakura tinha a impressão de que ele voltaria.

Tentando animá-la no dia seguinte Ino a chamou para dar um passeio com uns amigos pela cidade, ela tinha conhecido pessoas de sua sala com as quais nunca havia falado, eles eram legais e muito divertidos. Pelo menos ela poderia ter esquecido o que aconteceu, ficaram até tarde na rua e Sakura mandou uma mensagem dizendo que iria se atrasar naquele dia, mas não foram seus pais quem a leram. – Perfeito.

Quando chegou em casa as luzes estavam apagadas, ela tinha estranhado aquilo, será que a perseguição jamais acabaria?

"Você esta no lugar errado e na hora errada, de novo. Apenas reescreva."

Ela percebeu que a casa estava estranha, o cachorro latia sem parar a todo o momento e as luzes estavam apagadas. Na casa algumas coisas estavam fora do lugar, haviam vasos quebrados no chão, panelas por toda parte na cozinha, o sofá estava meio rasgado com a espuma para fora igual a algumas almofadas. Sakura tinha retirado os sapatos para não fazer barulho, talvez fosse mais um erro, já tinha anoitecido. Ela entrou em casa e subiu a escada com cuidado, estava procurando por seus pais, não pensava em mais nada, apenas queria encontrá-los. A porta do quarto deles estava aberta, ela então viu uma imagem assustadora sobre a cama, ambos caídos e feridos, sequer sabia se tinham vida.

Quando estava prestes a gritar a Haruno sentiu alguém tapar sua boca com a mão e a puxá-la para dentro do banheiro rapidamente. Quando olhou para trás e viu quem a segurava ali viu Sasuke, ele segurava uma espada, era a mesma que ele tinha usado para resgatá-la da primeira vez.

– Porque você fez isso! — Ela gritou e imediatamente ele a calou com um beijo, a situação estava tensa e ela o empurrou desferindo socos contra o peito dele.

Com a força Sasuke caiu para trás, batendo com as costas na parede, mas ele de algum modo arranjou um jeito de se apoiar na espada e evitar muito barulho.

"– Por favor, vá embora e não procure mais a minha filha." — Sakura tinha se lembrado das palavras de sua mãe a seu pedido, será que essa era a razão de tudo? Será que era culpa dela?

Antes que desse mais uma palavra Sasuke tapou a boca da Haruno novamente, ele parecia estar com a cabeça em outro lugar, Sakura se debateu tentando se soltar, mas ele era forte. Ela só parou quando ouviu o som de passos de alguém subindo a escada. Ela arregalou os olhos, será que tinha uma terceira pessoa na casa? Porque Sasuke estava ali. Ela estava suando, o coração acelerando, quando aquele tormento pararia? Sasuke digitou algo no celular e mostrou a ela, pois não podia se dar ao luxo de falar.

"Corra" — Era a única coisa escrita, era apenas o que dava tempo. Ele a soltou e ficou de pé em frente à porta, Sakura estava um pouco atrás imóvel e perplexa, não entendia nada, não sabia se podia confiar nele... Mas... Aquele era o Sasuke. O que realmente deveria fazer?

O Uchiha se concentrou no som dos passos, quando ouviu a ultima porta do corredor ser aberta ele imediatamente abriu a porta do banheiro e saiu de pressa empunhando sua espada. A luz da rua que saia da janela do banheiro iluminava o corredor através da porta aberta, Sakura viu Sasuke lutando contra um individuo de cabelos brancos penteados para trás, ele segurava uma foice com três pontas totalmente ensanguentadas.

Agora que tinha parado pra pensar, a espada de Sasuke não tinha rastro algum de sangue, estava bem limpa. O homem que lutava com Sasuke tinha o corpo pintado de preto e branco como se fosse um esqueleto, usava apenas calça e tinha um colar com um circulo e um triangulo no meio. Sasuke era inocente naquela ocasião.

"Corra" - Sakura deveria obedecê-lo, não importava o que estava acontecendo. Ela devia correr e imediatamente ela saiu de dentro do banheiro quando ambos se afastaram, Sasuke estava prestes a ser empurrado pela escada, ele estava com a desvantagem. Sakura correu até o escritório de seu pai onde pegou uma arma que tinha escondida lá, ela atirou no invasor sem pensar duas vezes. Não tinha uma boa pontaria então o tiro pegou apenas no braço dele, deixando-o indefeso e desnorteado por alguns minutos.

Sasuke o empurrou pela escada com um chute e saiu dali. Segurando Sakura pela mão a puxou indo em direção ao quarto de hospedes nos fundos, estava vazio e então ambos usaram um galho de árvore pra fugir dali. Fazia sentido, então era por ali que ele entrava? O carro do Uchiha estava estacionado na rua de trás, então ele tinha um carro? Sasuke era mesmo misterioso, o que ele estava fazendo? Naquele momento Sakura não tinha outra escolha a não ser segui-lo.

Notas finais
Bom, esse clima de Sasuke é ou não é culpado vai permanecer por um bom tempo, pois as coisas ficam meio que numa montanha russa, de acontecimentos positivos e negativos. uhshusahusahuhuhus
Acho q no lugar da Sakura eu também ficaria assustada. Não deixem de comentar =)