Revolta aos trouxas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
— Imogen!! – as três irmãs finalmente reunidas após minha formatura em Hogwarts.
Não podia mais lidar com a distancia de minhas irmãs, ainda mais que as duas já eram formadas a 5 anos da academia Beauxbatons. Apesar de Hogwart ser incrível e meu crescimento como bruxa tenha sido esplendido, como uma corvinal, foi muito doloroso quando não recebi minha carta da mesma escola de magia que minhas irmãs, sempre fomos muito ligadas, e estar separada delas por tanto tempo me doía sempre o coração. Mas sempre fui o orgulho de nossa mãe, me tornei uma estudante de Hogwarts como ela e da mesma casa. Já meu pai não podia querer exigir muito da escola de suas filhas, ele foi um aluno Durmstrang. Então você se pergunta, como eles se conheceram? Tudo graças ao torneio TriBruxo de 95, era o último ano deles nas escolas de magia, e o amor aconteceu. E então em 97 minha mãe deu a luz as minhas irmãs. Gêmeas não idênticas, Margareth e Lisly, tão diferentes que ninguém poderia dizer que saíram do mesmo lugar e simultaneamente.
Foi uma grande surpresa quando as duas receberam a carta de Beauxbatons, nossa tatara avó materna havia sido da mesma, a única da família que havia estudado em uma escola fora da Inglaterra. Nenhuma de nós nem sequer pensava na Durmstrang, nosso pai é Búlgaro, a única tristeza dele, era que não tinha um filho homem, para talvez ter a chance de participar da mesma instituição que ele. Mas ser uma Beauxbatons sempre foi um sonho somente meu, não posso me declarar uma garota refinada e de classe, mas todas as historias que li no diário de nossa tatara avó me encantaram quando criança, e sempre me fizeram ter esperanças de que meu dia chegaria, e minhas expectativas aumentaram muito mais quando minhas irmãs foram estudar na mesma.
Minhas irmãs festejaram ao receber suas cartas, porém não muito após descobrir que iriam para Beauxbatons. Não conseguia entender como elas não estavam felizes por irem a uma escola de magia tão incrível, ondem muitas bruxas descobrem poderes escondidos. Nossa tatara avó conseguia se comunicar com todos os animais mágicos e não mágicos. Sempre pensei que se fosse estudar em Beauxbatons descobriria algum poder magico dentro de mim.
Quando minha carta de Hogwarts chegou, minhas irmãs disseram para eu me animar, que eu teria garotos para conversar, que talvez arranjasse um namorado, tudo para elas se resumia em mim arranjando alguém, entendo que esse pensamento era o que mais se concentrava em suas mentes, pois só viam rapazes quando voltavam à colônia. Minha mãe, sempre repetia, “Não ouça suas irmãs, Hogwarts te escolheu, você será uma bruxa de grandes proezas”. Minha mãe sempre me contava sobre seus estudos, e como ser da corvinal a tinha feito entender sua importância no mundo da magia, e que sempre me viu como uma corvinal, que minhas realizações seriam de incrível potencial.
Me lembro como se fosse hoje, meu primeiro dia, no salão comunal, todos sentados, esperando seus nomes serem chamados para serem destinados a suas futuras casas, estava concentrada nas velas flutuantes que iluminavam todo o salão, pensando em que havia pensando nessa decoração, e como era inteligente que o mesmo mudava conforme o tempo do lado de fora do castelo. Ouvi meu nome ser chamado, mas não consegui me desconectar do teto. Então ouço meu nome sendo chamado novamente de forma mais estridente. Me desconecto e então vejo todos olhando para mim, enquanto a diretora Meredith Westerholt me encarava ao pé da mesa em que eu me encontrava.
— Igomen Green – me encarava profundamente nos olhos – Não foram necessárias tantas chamadas para que sua mãe se levantasse, espero que tenha a mesma inteligência e destreza da mesma, se não, que desperdício. – Todos me encaravam , podia sentir o olhar de muitos dos professores, avaliando me.
Senti que havia sido uma provocação, mas vi o sorriso em seus olhos, era um teste, ela havia sido uma corvinal, como minha mãe, ouvi muitas historias sobre como era determinada e havia sido a melhor aluna de sua casa, no tempo que estudava em Hogwarts. Levantei-me , e me encaminhei ao banco de madeira em que milhões de gerações de bruxos já haviam se sentado para terem suas casas escolhidas, sentei me no mesmo lugar do grande bruxo Harry Potter, salvador da pátria, como dizia meu pai com certa ironia, mas com tom de respeito.
As palavras do grande Chapéu Seletor soaram altas em meus ouvidos. – Hum, um grande futuro pode ser formado em todas as casas de Hogwarts, talvez a grande casa Soncerina, mas talvez a casa dos Corvinais... Algo muito difícil de ser decidido – A avaliação dos professores em minhas costas era grande, as duas casas pronunciadas me encaravam, avaliando me. – Hmmm, será... A velha e sábia Corvinal! A casa dos que tem mente sempre alerta, grande espirito e saber!! Terá um grande futuro senhorita Green. – Levanto me, de certo modo entusiasmada, e intrigada com as palavras ditas pelo Chapéu Seletor, minha nova família, animada ao me receber, abriram espaço a mesa e me receberam com grandes comprimentos.
— SEJA BEM VINDA A CORVINAL! – enaltava uma aluna que aparentava estar já em seu 3 ou 4 ano.
Sentei-me ao lado de duas garotas, cumprimentei a todos os próximos – Acho que não preciso repetir meu nome, depois dele ter sido gritado 3 vezes – lancei um sorriso, tentando usar o pouco de simpatia que havia em mim. Os que ouviram o que eu havia dito riram, e as duas garotas se apresentaram.
— Chloe Hill – a garota estendeu a mão e mostrou dentes brancos e brilhantes, Chloe, com seus olhos castanhos que pareciam que saltariam de sua cabeça a qualquer momento, eles eram observatórios, algumas mechas de seus cabelos loiros caiam sobre eles, e seu entusiasmo me animou – Espero que possamos nos tornar grandes amigas durante nosso período em Hogwarts!
— Espero o mesmo – respondi tentando manter o mesmo entusiasmo que ela.
A outra garota ao meu lado me olhou de canto e disse seu nome em um sopro – Poppy Williams – estendeu sua mão por baixo do braço que apoiava sua cabeça a mesa, seus olhos esverdeados me avaliavam de forma diferente da de Chloe, Poppy parecia tentar entrar em minha mente e descobrir meus medos, então ela muda o semblante e sorri. O que me assusta um pouco. Sua pele bronzeada indica que provavelmente ela tenha vindo de algum lugar aonde o sol se permite tocar a pele, seu cabelo castanho curto entregava que provavelmente da onde vinha não se precisava usar o cabelo como proteção para o inverno.
Poppy fecha a cara novamente quando um garoto se senta a seu lado e a empurra, fazendo-a bater em mim, vejo que ela segura um xingamento, o garoto todo animado logo se apresenta a nós como Thomas Clarke, logo ele brinca comigo – A diretora tem cara que vai te incomodar bastante – e sorri alegre.
Dou um sorriso meio de canto, sem saber se o comentário dele foi bom ou ruim. Espero não ter muitos problemas, na escola de alfabetização de bruxos de minha colônia tive alguns momentos conturbados com meus professores.
— De que colônia vocês vieram? – Thomas indaga a nós.
— Sou da Ninmaj – Chloe afirma, sorridente, com orgulho de sua comunidade magica, a primeira que foi criada na Inglaterra após a grande luta entre o você sabe quem e todos os bruxos da Inglaterra.
As colônias foram criadas para proteger todos os bruxos dos trouxas, zero contato até os 18 anos, apenas após nos formarmos, as colônias demoraram a ser criadas, mas quando um surto de ataques a trouxas feitos por seguidores de Voldemort que ainda estavam vivos começou, o ministério da magia incentivou a todos que seguissem o mesmo caminho da primeira colônia da Inglaterra, quanto maior o país mais colônias existem. Na Inglaterra existem apenas 3, Colonia Sudeste Ninmaj, Colonia Norte Ijimaj e Colonia Sul Maj.
— Colonia Norte Munmaj – Respondeu Poppy, ela é Australiana, sua pele bronzeada e seu cabelo curto agora se encaixam em algo em minha mente.
— Nossa, você está muito longe de casa, não? – Pergunta Thomas fazendo um bico com a boca no momento que termina a pergunta.
— De certa forma eu estou, mas tenho duas primas aqui, no 3 e 5 ano, então, tenho um pouco de casa por perto. Apesar de uma delas ser uma Sonserina e a outra uma Lufa-lufa, acho que intrigas são o menor problema entre as casas...
Não sei, mas este comentário final de Poppy não me agradou muito, ela soou saber de algo que nenhum de nós sabia – Imogen? – Olho para onde meu nome é chamado, Thomas aguarda minha resposta a pergunta anterior, após ao comentário de nossa ilustríssima colega, todos ficaram meio silenciosos, nossos veteranos sabem de algo, por suas caras encarando-nos.
— Ijimaj – respondo ainda concentrada no comentário de Poppy, estou extremamente intrigada, do que ela estava falando? Tenho expectativas que nossos quartos serão próximos e que poderemos discutir sobre isso futuramente.
— SEJAM TODOS BEM VINDOS A SUAS CASAS E VAMOS AO BANQUETE – nossa digníssima diretora diz o que boa parte aguardava ouvir, comida, Chloe e Thomas e mais boa parte de nossa mesa aparentam ter uma draga morando dentro de si. Comem como se essa fosse sua ultima refeição.
Encaro Poppy, ela sabe que mexeu comigo ao falar aquelas palavras, e que aquela era sua intenção, olhava-me de canto enquanto comia uma coxa de galinha e tomava seu suco de abobora. Sentia os olhares de nossos superiores, todos intrigados com o comentário anteriormente mencionado. Olhei em volta, e notei um olhar sobre mim, por que nossa diretora insistia tanto em ficar de olho no que eu fazia? Mal havia começado a primeira noite em Hogwarts e eu já pressentia que muitas coisas viriam a acontecer.
Após nosso longo mas não tão demorado banquete, seguimos nossos diretores das casas, Bathsheda Babbling, nossa futura responsável nos direcionou a Torre Oeste – O maior tesouro de um bruxo é o espirito sem limites – entoava a mesma, com sua postura que fazia a mesma aparentar ter uma idade mais avançada – Vocês foram escolhidos para a Corvinal por seu intelecto, sagacidade, sabedoria e o desejo de aprender, e nunca se esqueçam que essas são as principais características de um Corvinal.
Nossa diretora Sra. Babbling se parecia com toda certeza como uma corvinal, excêntrica e extremamente original em suas roupas, seu guarda roupa era aparentemente exclusivamente feito pela mesma, seus grandes óculos garrafais, pude notar que seus olhos arregalados e cautelosos pairavam sobre cada grupo de alunos que aparentavam estar formando laços. Quando seus olhos pararam em cima de nos, ela parecia estar tendo uma visão, minha mãe sempre me disse para não subestimar os talentos da professora Babbling, que ela podia parecer uma louca, mas na verdade era uma pessoa extremamente inteligente e espirituosa. A mesma ensinou minha mãe a ser uma excelente leitora de Runas e xícaras de chá, minha mãe nunca leu nosso futuro, mas precinto que ela sempre soube para onde cada uma de nós íamos estudar.
— E aqui está a escada que levara vocês para dentro de nossa torre, Robert Hilliard, querido, por favor, agora é com você.
— Sou o monitor Robert Hilliard, e estou encantando em recebê-lo na CORVINAL. Nosso emblema é a águia, que sobrevoa onde outros não conseguem escalar; as cores de nossa casa são azul e bronze, e nossa Sala Comunal é no topo da Torre da Corvinal, atrás de uma porta com uma aldrava encantada. As janelas em arco ambientadas em nossa circular sala comunal dão vista para o terreno da escola: o lago, a Floresta Proibida, o campo de quadribol e as estufas de Herbologia. Nenhuma outra casa na escola possui paisagens tão belas. – Ele falava cheio de orgulho — Sem querer se gabar, essa é a casa das bruxas e dos bruxos mais inteligentes. Nossa fundadora, Rowena Ravenclaw, prezava o saber acima de tudo – assim como nós. – Mais uma vez seu peito se estufava de orgulho para ser referir a nossa casa. — Diferente das outras casas, que possuem entradas escondidas para suas salas comunais, nós não precisamos de uma. A porta para a nossa sala comunal fica no topo de uma alta escada em espiral. Não há maçaneta, mas sim uma encantada aldrava de bronze no formato de uma águia. Quando você bater na porta, a aldrava vai te fazer uma pergunta, e se você a responder corretamente, poderá entrar. Essa simples barreira tem mantido todos fora, menos corvinais, por quase mil anos.
Uma escada em espiral que parecia não ter fim, subia sobre nossas cabeças, mas que para nossa sorte, assim que todos estavam sobre seus degraus a mesma começou a girar e a nos levar a outras escadas, aonde seguimos nosso monitor.
— A grande Aguia questiona! – Uma estatua de uma águia de bronze impede a todos que passemos das escadas – O que despreza a sabedoria e o ensino é....?
— Louco – Poppy entona antes mesmo de qualquer um se quer respirar.
— Muito bem, estudantes podem passar – a porta se abre e todos cochicham, como ela havia raciocinado tão rápido? Uma astuta corvinal, que já sabia de segredos que nem mesmo talvez os mais antigos entendiam.
Realmente as janelas de nossa sala comunal era enormes, e provavelmente na manha seguinte incríveis paisagens poderiam ser observadas, suas cortinas azuis, e seus tapetes escuros que chamavam nosso nome para nos sentarmos ali e aperfeiçoar nossos aprendizados.
Por uma questão de pura sorte talvez, eu havia ficado no mesmo quarto de Chloe e Poppy, me pareceu algo do destino talvez, ou talvez as listas com nossos nomes mudem conforme com quem interagimos mais antes de conhecermos nossos dormitórios, provavelmente nossa professora Babbling tem algo a ver com isso.
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