Reviravoltas Lidinho
3 Revelações
Notas iniciais
Boa leitura a todos!
(Segundos antes: Dinho tenta mais uma vez se aproximar de Lia e cola sua testa na dela. Ele espera ela reagir, mas Lia permanece estática. Seus corações ficam acelerados. Dinho então se aproxima para um beijo, mas quando seus lábios estão quase se tocando, Lia vira o rosto. E a galera que já estava comemorando a quase reconciliação fica frustrada.)
(Lia) – Não faça mais isso!
(Ela disse em tom sereno e pausadamente, ainda envolvida com a situação)
Fala logo o que você quer!
(Mas agora disse ríspida. A Lia tem esse dom, ela vai da calma a fúria em segundos.)
(Dinho) – Eu queria te pedir para você tomar cuidado, não sair sozinha, evitar sair à noite, essas coisas...
(Lia) – Ah, agora você quer controlar a minha vida?
(Dinho) Não é isso Lia... é que... que...
(Lia) – Fala!
(Dinho) – A Valentina te ameaçou de morte, e eu fiquei muito preocupado.
(Lia) – Mas porque ela fez isso? Ela está doida? Acho melhor você avisar para a nova conquista da sua lista que NÓS não temos mais nada... e NEM VAMOS TER!
(Dinho) – Lia, não fala assim... esquece essa maldita lista! Isso foi uma invenção do Orelha... você sabe!
(Lia) – Sei, e como sei! Já caí nessa história duas vezes, mas não se preocupe que eu não vou mais cair uma terceira vez. O que me intriga mais é que você sempre dizia que figurinha repetida não completava álbum... e mesmo assim quis ficar comigo de novo...
(Dinho) – Lia...
(Lia) – Confessa vai, isso tudo foi só mais um planinho seu e do Orelha para zuar com a minha cara, não foi? Duas vezes! Duas vezes traída! E eu não sei o que eu ainda estou fazendo aqui te ouvindo...
(Dinho) – Plano do Orelha? Eu amo você, isso nunca foi mentira! Nunca Lia, como assim? Como assim 2 vezes, Lia? Do que você está falando? Eu só traí você uma vez, e foi naquela viagem... Eu estou muito arrependido, se eu pudesse voltar no tempo eu faria tudo diferente...
(Lia) – Se você pudesse voltar no tempo faria tudo igual ou até pior, porque você não sabe ser fiel, nunca foi fiel e não ia aprender a ser justamente por minha causa, não é?
(Lia disse tudo isso em um tom bastante irônico. Tanto que Dinho conseguiu perceber a mágoa e o ressentimento que saiam junto com as palavras dela)
(Dinho) – Eu não te traí 2 vezes, foi só uma, entende isso logo. Ou então me diz quando foi essa outra vez?
(Lia) – Ah, agora eu tenho a opção de falar? Vamos lá então! Eu vou refrescar a sua memória...
“Festa no Colégio Quadrante – Dia do Estudante – Sábado — 11 de Agosto de 2007 – 19h30min”
(Depois que o seu grupo ganhou a competição e recebeu os cumprimentos de todos, Lia sobe na arquibancada e se senta na cadeira mais alta e fica observando todos sorrindo e comemorando até que Dinho se aproxima... )
(Dinho) – Você não tinha que está comemorando a vitória do seu grupo lá embaixo, não? Ninguém mais do que você merece comemorar, você mandou muito bem, a maioria dos pontos foram seus...
(Lia) – Ah, obrigada! Mas foi pura sorte! Eu nem sei e nem gosto de jogar vôlei! Só entrei no time porque as meninas insistiram muito. Acho que o que aconteceu ali foi o que elas chamam de “sorte de principiante”...
(Dinho) – Humm... entendi, mas você ainda não me disse o que faz aqui sozinha, triste, pensativa...
(Lia) – E porque eu diria isso, e logo para você?
(Dinho) – Você pode deixar de ser marrenta pelo menos uma vez na vida?
(Lia) – Eu só não quero conversar, por favor, sai e me deixa sozinha.
(Dinho) – Lia, agora realmente eu me preocupei, você não está nada bem, você me pedindo por favor? Pode isso?
(Lia) – SAI DAQUI AGORA!
(Dinho) – Essa sim é a Lia que eu conheço! Tudo bem, eu vou sair, mas antes me responde só mais uma pergunta...
(Lia) – Se for para você sair daqui logo, pergunta aí...
(Dinho) – Essa mechinha azul aí no seu cabelo você pintou para a festa de hoje? Porque se eu bem me lembro ontem ela não estava aqui (enquanto diz isso ele segura levemente a mecha colorida)
(Lia) – Não, não foi para essa festa não! Agora, TCHAU!
(Dinho) – Eu não entendi, se não foi para a festa foi para que então?
(Lia) – Você disse que ia fazer só uma pergunta, e ia sair!
(Dinho) – Tá bom, você venceu! Estou saindo então! Tchau marrentinha!
(Lia) – Tchau, idiota!
(Depois de um tempo é a vez de Juliana se aproximar da amiga)
(Jú) – Amiga, está todo mundo comentando... o que você e o Dinho tanto conversavam? Eu quero saber...
(Lia) – Nada!
(Jú) – Como assim nada? E porque você está tão triste hoje? Todo mundo reparou...
(Lia) – Eu quis dizer nada de importante Jú! Aliás, o Adriano estava fazendo algo sim...
(Jú) O que?
(Ela pergunta animada, achando que vai conseguir arrancar alguma confissão da amiga)
(Lia) – Ele estava perturbando meu juízo e diminuindo a minha paciência, era isso que aquele idiota estava fazendo.
(Jú) – Compreendo... mas e essa tristeza no seu olhar? E eu nem te falei nada, mas ficou fashion essa mechinha aí...
(Lia) – É ficou... obrigada, mas a gente pode conversar sobre isso depois?
(Jú) – Claro! Qualquer coisa que você precisar é só me chamar, tá?
(Lia) – Daqui a pouco eu desço!
(Jú) – Tá, vou te esperar lá embaixo! Até mais...
(Lia) – Até...
(Lia continuava mergulhada em seus pensamentos até ser novamente interrompida)
(Dinho) – Lia, você ainda está aqui?
(Lia) – Não! Eu morri e o que você está vendo aqui é o meu espírito!
(Dinho) – Uau! Lia – A marrenta ataca novamente...
(Lia) – Ai, desculpa! Mas foi culpa sua... eu pedi para me deixar sozinha!
(Dinho) – Calma... eu já percebi que você não tá legal, e na real está todo mundo preocupado contigo... cadê aquela Lia animada? Extrovertida? Está todo mundo estranhando esse seu comportamento... ontem você estava tão bem... ou pelo menos parecia...
(Lia) – Ontem eu estava bem mesmo...
(Dinho) – Então o que foi que aconteceu hoje?
(Lia) – Nada! Eu já disse!
(Dinho) – Tudo bem, não vou insistir mais, mas se quiser desabafar pode contar comigo, tá?
(Lia) – Obrigada!
Eu não sei se é o momento certo para te dizer isso, mas eu vou arriscar... você é muito especial, e eu não quero te ver triste...
(Lia) – Hã? (Ela fica surpresa)
(Dinho) – É verdade, você mesmo com esse seu jeitinho aí, é muito especial e linda também... e agora com essa mechinha azul, posso dizer que diferente também! Posso te confessar uma coisa?
(Lia) – Eita, que hoje você tirou o dia para me fazer perguntas... pode, fala aí...
(Dinho) – É que eu nunca beijei ninguém de cabelo azul...
(Lia) – Como é que é?
(Dinho) – É sério, eu já fiquei com muitas garotas morenas, loiras, ruivas, mas uma garota de cabelo azul, nunca!
(Lia) – Olha Adriano, se isso foi uma cantada, desculpa, mas comigo não cola não...
(Dinho) – Será que não cola?
(Ele se aproxima para um beijo, mas ela desvia o rosto)
(Lia) – Pode parando por aí... eu não vou ser mais uma da sua listinha não, viu?
(Dinho) – E quem falou em listinha? Eu estou falando é do meu coração... eu quero que você seja a primeira a entrar no meu coração...
(Lia) – Que conversa é essa, hein Adriano?
(Dinho) – Eu estou dizendo que gosto de você... e já faz um tempão! Você nunca percebeu?
(Lia) – Ah, claro... que não! Aliás, bela forma de demonstrar que gosta de mim... agarrando todas as garotas do Quadrante na minha frente... é pensando bem, essa é uma forma muito eficaz de se demonstrar interesse por alguém...Parabéns!
(Dinho) – Marrentinha? Isso tudo aí é ciúmes?
(Lia) – NUNCA! Pirou garoto?
(Dinho) – Sim, pirei... você pirou a minha cabeça e o meu coração... não consigo te esquecer...
(Lia) – Acho melhor a gente encerrar esse papo por aqui...
(Dinho) – Lia eu não acredito que eu abro os meus sentimentos para você e a única coisa que você faz é fugir do assunto... Confessa que você também sente algo por mim!
(Lia) – Já passou por essa sua cabecinha que eu posso não sentir nada por você?
(Ela dá uma risada indecifrável)
(Depois disso, Dinho se levanta para ir embora, mas volta a se sentar ao escutar Lia o chamando)
(Lia) – Psiu!
(Dinho) – O que foi?
(Lia) – Você não deixou nem eu terminar de falar, apressaDINHO!
(Dinho) – É que eu achei que você já tivesse terminado!
(Lia) – E o que você faria se eu dissesse que também sinto alguma coisa por você?
(Ela dá uma risada sapeca
(Dinho) – O que eu faria? Isso!
(Dinho se aproxima mais uma vez de Lia, mas desta vez ela não desvia; então lentamente ele se aproxima de seu rosto até tocar seus lábios... e ali naquele instante acontece o primeiro beijo entre Lia e Dinho... um beijo calmo, leve, inocente, tranquilo, suave e carregado de muito amor)
(A galera toda parou, para ver o beijo entre o pegador e a marrentinha e como não podia deixar passar em branco, Orelha registrou tudo em seu celular com muitas fotos e vídeos)
(Depois de algum tempo se beijando eles se afastam e antes que um deles possa dizer alguma coisa, Lia saiu correndo, pois ficou super envergonhada diante da situação)
“Colégio Quadrante – Segunda Feira – 13 de Agosto de 2007 – 08h00min”
(Durante o final de semana inteiro Lia se manteve incomunicável... não atendia telefonemas e nem recebia visitas... mas ao chegar na escola ela não conseguiu fugir do interrogatório curioso de Juliana)
(Jú) – Liaaaaaaaaaaaaaaaa! Como você some assim? Nós temos muito o que conversar! Me conta como foi beijar o Dinho? O que você sentiu? Vocês estão namorando?
(Lia) – Agora não Jú! Eu preciso resolver uma coisa primeiro... prometo que depois respondo todas as suas perguntas... mas agora eu preciso ir... bjoo
(Jú) – Tá, né! Fazer o que?
(Lia estava andando no pátio, quando escuta a voz de Dinho e se aproxima, mas ao perceber que ele está falando sobre ela, resolve se esconder atrás de uma parede...)
(Orelha) – Então o pegador do Quadrante atacou novamente?
(Dinho) – Para Orelha!
(Orelha) – Como foi pegar a marrentinha? Mais uma para a sua listinha, hein? Qual vai ser a próxima da lista? Ah, mas me avisa antes quem você vai pegar, porque senão eu não consigo filmar... eu quase perdi o “espetáculo” de vocês dois, só porque você não me avisou que ia pegar a Lia.
(Dinho)... (ele fica mudo por uns instantes...)
(Orelha)- Fala alguma coisa Dinho? Não me diz que ficou encantado e caiDINHO pela Lia? Vai querer ficar com ela de novo?
(Dinho) – (Ele queria muito dizer que sim, mas para não perder sua “fama” resolveu prosseguir na farsa)
Ah Orelha! Sabe como é né? Ficar com a Lia foi legal, foi diferente, mas você já conhece meu lema “figurinha repetida não completa álbum”...
(Orelha) – Mas diz aí, qual foi a cantada que você passou, para conseguir pegar ela?
(Dinho) – Cantada nenhuma, a gente estava conversando e rolou...só isso... agora deixa de papo furado e vamos para sala.
(Orelha) – Vamos!
(Após ouvir toda a conversa, Lia foi até o banheiro, lavou o rosto que estava inundado de lágrimas e encarou seu reflexo no espelho – “Eu nunca mais vou deixar ninguém saber dos meus sentimentos, e nunca mais vou sofrer por ninguém. Chega! Eu já sofri o suficiente com a atitude daqueles dois ingratos” dito isso ela enxugou o rosto e seguiu para a sala de aula como se nada tivesse acontecido)
(Dinho) – Eu não sabia disso...não era para você ter escutado isso... porque você nunca me contou?
Notas finais
Quero aproveitar esse espaço para agradecer a todos pelos comentários postados, vocês não tem ideia de como esse retorno que estão me dando através dos comentários é importante, pois é por meio deles que eu sei onde estou precisando melhorar...uma vez que a opinião dos leitores é de fundamental importância, pois essa fic LiDinho é escrita para vocês...
Mais uma vez, muito obrigada por todos os elogios, incentivos... espero que vocês continuem acompanhando a fic, e claro comentando também... rs
E aí gostaram do capítulo?
#LiDinhoForever
@MalhacaoLiDinho
bjoooo
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