Reviravoltas Lidinho

20 O Sushi de Sereia Passou do Ponto!Queimou..Torrou!


Notas iniciais
Oiee Galera!
Eu ainda não tive tempo de responder as reviews, mas quero agradecer por todas elas. Muito obrigada! *-----*

E aproveito para dizer que eu fiquei muito feliz em perceber que vocês realmente gostam da fic e que sentiram falta dela, neste tempo em que eu não pude postar. E como prometido, aqui está mais um capítulo prontinho para vocês!

Boa leitura a todos!

(Eli) – LIA? (ele grita desesperado)

(Ao chegar na casa de Lia, ele encontra o imóvel em chamas e a porta trancada...ele não pensa duas e arromba a porta enquanto grita o nome de Lia... ele procura pelos cômodos até encontra-la inconsciente dentro do banheiro... e quando está saindo encontra uma jovem mulher caída, ele deduz ser Valentina, pois não a conhecia, ela estava no chão com uma lasca de madeira em cima dela. Sua primeira reação foi de tirar Lia dali o mais rápido possível...correu em direção ao banheiro, arrombou a porta e encontrou Lia desacordada. Tinha planos de depois voltar para buscar a outra jovem)

(Eli) – Lia, em que você foi se meter desta vez? (ele pergunta enquanto olha a garota em seus braços)

(Quando Emiliano sai pela porta da frente com Lia em seus braços ele escuta uma explosão, e percebe que não tem mais como entrar para retirar a outra garota)

(Eli) – Rafael, fique com ela! Eu vou buscar a outra garota!

(Ernesto) – Infelizmente não há mais nada o que se fazer. Agora temos que cuidar dela (diz o senhor apontando para Lia)

(Eli) – Estou vendo! Não vai dar para tirar aquela garota de lá!

(Rafael) – Eu já chamei o corpo de bombeiros. E uma ambulância!

(Eli) – Obrigada Rafael, senhor Ernesto! Mas eu não vou esperar. Estou indo agora mesmo para o Rio... eu vou levar a Lia!

(Rafael) – Tudo bem! É o certo a se fazer! Não sabemos a quanto tempo ela ficou presa na casa inalando a fumaça e nem quanto tempo ela está desacordada.

(Eli) – Avise o meu pai do ocorrido, por favor. E peça para ele avisar o Dr. Lorenzo também!

(Rafael) – Avisarei, pode ir tranquilo!

(Eli) — Diga que eu estou levando a Lia para o Rio e para ele me mandar por mensagem o endereço do hospital que o Dr. Lorenzo trabalha.

(Rafael) – Vai tranquilo! Farei tudo o que me pediu!

(Ernesto) – Quando chegar no Rio, nos mande notícias, por favor.

(Eli) – Eu ligarei!

(A essa hora a casa já estava cercada por vizinhos e curiosos que ao saber do incidente marcavam presença para saber mais detalhes...)

(Lia) – Fique bem Lia! Seja forte! Vai dar tudo certo!

(Enquanto isso dentro de seu carro, Eli prestava os primeiros socorros básicos a Lia. Em seguida ele dirige rapidamente rumo ao RJ)

(No Rio...)

(Lorenzo) – Alô, Antônio?

(Antônio) – Lorenzo! (ele diz fracamente, tentando encontrar as palavras certas para dar a notícia)

(Lorenzo) – Aconteceu alguma coisa com a Lia?

(O instinto de pai fala mais alto e Lorenzo percebe que há algo de errado nesta ligação repentina do amigo)

(Antônio) – Aconteceu, ainda não sabemos como, mas a sua casa pegou fogo e a Lia estava lá dentro.

(Lorenzo) – A minha filha? Vocês já chamaram o socorro? (ele pergunta com a voz trêmula)

(Antônio) – Lorenzo, o meu filho já está a caminho do Rio com a Lia. Eu só preciso que você me fale o endereço do hospital que você trabalha para eu falar para ele.

(Lorenzo) – Rua A. C. Gomes, nº 3220-A, Bairro – Botafogo. – Hospital Central. Ele disse como ela estava?

(Antônio) – Eu não falei com ele ainda. O Emiliano deixou esse recado com o Rafael e o Ernesto. A única informação que eu tenho é que ela estava desacordada. Desculpe ligar para dar notícias ruins.

(Lorenzo) – Não precisa se desculpar... eu tenho que te agradecer por me avisar. Muito obrigada.

(Antônio) – Eu vou passar o endereço agora para o meu filho. Acredito que dentro de 20 ou 30 minutos eles estejam chegando.

(Lorenzo) – Obrigada por tudo! Vou preparar tudo aqui para recebê-los.

(Antônio) – Até... e meu amigo, força. A Lia é forte, vai sair dessa intacta.

(Lorenzo) – Eu sei!

(Algum tempo depois que ele pegou estrada, chega a mensagem de Antônio informando o endereço do hospital )

Mensagem de Antônio:

O endereço do Lorenzo: Rua A. C. Gomes, nº 3220-A, Bairro – Botafogo. – Hospital Central. Filho, por favor, não deixe de dar notícias!

(Raquel que estava passando pelo corredor encontra Lorenzo conversando sozinho e falando o nome de Lia e se aproxima dele)

(Lorenzo) – AH, Lia! Porque você só se mete em confusão, minha filha? (ele dá um murro na parede)

(Raquel) – Lorenzo? O que aconteceu com a Lia?

(Lorenzo) – Um incêndio... casa da serra... Lia... minha pequena...

(Lorenzo fala ainda em choque tentando assimilar o ocorrido)

(Raquel) – O QUÊ? (ela grita desesperada)

(Lorenzo) – Eu sei que é difícil, mas vamos manter a calma, pela nossa filha.

(Raquel) – Como foi isso?

(Lorenzo) – Eu não sei! Tudo o que eu sei é que a casa pegou fogo, e que o Emiliano está vindo com ela para cá, e a Lia está inconsciente.

(Raquel) – Vamos preparar as máscaras de oxigênio!

(Lorenzo) – Vamos! Em no máximo em 30 minutos eles estarão chegando.

Algum tempo depois que ele pegou estrada, chega a mensagem de Antônio informando o nome e o endereço do hospital)

...///...

(Raquel) – Está tudo pronto! Agora é só esperá-los!

(Lorenzo) – O Dinho não pode saber disso de jeito nenhum, um choque desses pode prejudicar totalmente a recuperação dele.

(Raquel) – Eu sei! Por isso eu não vou avisar ninguém! Vamos ver o estado da Lia para depois avisar a minha mãe, a Tatá, os amigos dela e o próprio Dinho.

(Lorenzo e Raquel se abraçam)

(Raquel) – Me diz Lorenzo que ela está bem... me diz que eu não vou perder a minha filha.

(Lorenzo) – Calma! Não fale besteiras... nós não vamos perder a nossa filha! Não vamos!

(28 minutos depois... Ao chegar no hospital com Lia nos braços, Eli encontra Lorenzo e Raquel o esperando na recepção... ele avisa que Lia está inconsciente desde o momento que a encontrou)

(Eli) – Eu vim o mais rápido que eu pude!

(Lorenzo) – Obrigada por trazê-la Emiliano!

(Raquel) – Muito obrigada por salvar a minha menina!

(Lorenzo se aproxima verifica a pulsação da filha e ao constatar que ela está viva, respira aliviado. Em seguida reúne a equipe médica e leva Lia para ser examinada)

(Lorenzo) – Não vamos perder mais tempo, vamos levá-la logo para a emergência!

...///...

1 hora depois...

(Lorenzo e Raquel respiram aliviados ao constatarem que Lia está fora de perigo)

(Lorenzo) – Agora que o susto passou, eu vou avisar a minha mãe a Tatá!

(Raquel) – Você não quer que eu avise para elas enquanto você fala com o Emiliano e com o Dinho?

(Lorenzo) – Pode ser!

(Lorenzo se encaminha até a sala de espera e encontra Emiliano sentado)

(Lorenzo) – Emiliano!

(Eli) – Tio Lorenzo, como ela está?

(Lorenzo) – A Lia está fora de perigo!

(Eli) – Que alívio!

(Lorenzo) – O seu socorro imediato fez toda a diferença. Muito obrigada!

(Eli) – Não precisa agradecer, eu fiz isso e faria quantas vezes fossem necessárias. Eu posso vê-la?

(Lorenzo) – Ainda não! Ela está em observação. Só será encaminhada para o quarto mais tarde! Emiliano você sabe como foi que esse incêndio começou?

(Eli) – Tudo o que eu sei é que a Lia estava sendo ameaçada por uma tal de Valentina.

(Lorenzo) – Então esse incêndio foi criminoso?

(Eli) – Olha a mensagem que a Lia me enviou.

(Emiliano tira o celular do bolso e mostra a Lorenzo)

Mensagem de Lia:

Eli, socorro! A Valentina está aqui em casa. Ela quer me matar... está completamente louca! Socorroooooooooooooo! Estou trancada no banheiro. Não me liga, vou desligar o celular agora. Vem rápido! Estou com medo, SOS!

(Lorenzo) – Mais uma vez essa louca tentou matar a minha filha? Eu vou colocar essa louca atrás as grades! Ela é muito perigosa.

(Eli) – Não será necessário... ela não resistiu ao incêndio...

(Lorenzo) – Então a Valentina... morreu?

(Eli) – O Rafael me ligou e avisou que quando o corpo de bombeiros chegou eles a encontraram morta. Eu até cheguei a vê-la caída no chão, e depois de tirar a Lia eu ia voltar para buscá-la, mas teve uma explosão e ficou impossível voltar lá dentro... o fogo destruiu quase todo o andar de baixo, o estrago foi grande Lorenzo.

(Lorenzo) – O estrago com a casa é o de menos... isso uma boa reforma resolve. O que me importa é que Lia está fora de perigo.

(Eli) – Isso é verdade! Tio Lorenzo, eu vou aproveitar que a Lia está em observação e que estou aqui no Rio e vou até minha casa, tem alguns dias que não passo lá! Mais tarde eu volto para ver a Lia!

(Lorenzo) – Certo! Mais uma vez, muito obrigada!

(Eli) – Até mais tarde!

(Emiliano vai embora e Lorenzo segue até o quarto de Dinho)

(Lorenzo) – Licença!

(Alice) – Entre Lorenzo! Notícias da Lia?

(Lorenzo) – Sim! Ele dormiu?

(Alice) – Com muita dificuldade consegui fazê-lo dormir. Ele cismou que queria falar com a Lia, que ela estava em perigo...

(Lorenzo) – Vem aqui fora um instante, por favor!

(Alice) – Sim!

(Lorenzo) – Eu tenho 2 notícias para te dar.

(Alice) – Sobre?

(Lorenzo) – A primeira é que a Valentina morreu. A segunda é que ela tentou matar a Lia de novo.

(Alice) – A Lia? Como ela está Lorenzo? Então o pressentimento do Dinho estava certo? A Lia estava mesmo em perigo?

(Lorenzo) – Se acalme. A Lia já está fora de perigo, felizmente foi só um susto. Ela está em observação e mais tarde vou transferi-la para esse quarto aqui.

(Alice) – Que alívio saber que ela está bem!

(Lorenzo) – Minha filha estava correndo perigo de vida e eu aqui alheio a tudo! Isso é imperdoável! (Ele pensa, mas diz em voz alta)

(Alice) – A culpa não é sua, Lorenzo! Ei, a culpa não é sua!

(Alice o abraça)

(Lorenzo) – Quando eu cheguei você disse que o Dinho teve um pressentimento de que a Lia estava em perigo, foi isso?

(Alice) – Foi! De repente ele ficou tenso, inquieto e começou a dizer isso! É incrível a ligação que esses dois tem!

(Lorenzo) – Muito!

(Alice) – Como foi que tudo isso aconteceu?

(Lorenzo) – Não sei ao certo, mas o que tudo indica é que a Valentina colocou fogo na minha casa para matar a Lia. O Emiliano me mostrou uma mensagem que ela enviou para ele pedindo socorro. Mas os detalhes só iremos saber quando a Lia acordar. A única certeza que temos, é que a Valentina não resistiu ao incêndio.

(Alice) – Minha nossa! Eu sei que é triste, chega até ser desumano falar assim... mas que alívio que eu estou sentindo, só de saber que essa louca não vai mais ameaçar a vida de ninguém! Eu vou avisar o Mário!

(Lorenzo) – Alice, não conte o que aconteceu ao Dinho, ainda. Deixa eu transferir a Lia para o quarto primeiro. Depois a gente conta para ele. Contar agora só vai deixa-lo mais ansioso, porque a Lia ainda não pode receber visitas. E essa espera pode fazer mal a ele.

(Alice) – Tudo bem! Eu espero você e o Mário para contarmos juntos!

(Lorenzo) – Certo! Vou ver como a Lia está!

(Alice entra no quarto do Dinho e constata que o filho continua dormindo. E Lorenzo vai ficar perto da filha)

(Algum tempo depois...)

(Paulina, Tatá, Juliana e Gil chegam no hospital e Lorenzo e Raquel explicam tudo o que aconteceu para eles e pede que por enquanto não contem a ninguém sobre isso)

(Jú) – Então quer dizer que a Valentina tentou matar a Lia de novo?

(Lorenzo) – Segundo a mensagem que ela enviou para o Emiliano pedindo socorro, sim!

(Paulina) – Vocês já avisaram a polícia o que essa mulher fez?

(Lorenzo) – A Valentina morreu!

(Jú) – Morreu? Queimada? Eu sei que soa mal eu falar assim, mas já foi tarde! Ela só trouxe dor e sofrimento para a Lia, o Dinho e todos nós!

(Raquel) – Foi mesmo um fim muito triste, mas ela procurou por isso!

(Tatá) – Eu quero ver a Lia!

(Lorenzo) – Daqui a pouco eu deixo vocês entrarem... ela já está no quarto, mas ainda não acordou!

(Gil) – Nós vamos esperar aqui!

(Lorenzo) – Certo! Eu vou voltar para perto da minha filha! Assim que ela acordar eu chamo vocês.

(Paulina) – Obrigada meu filho!

...///...

(Lorenzo vai até o quarto de Lia, verifica se está tudo bem e se senta ao seu lado. Aos poucos Lia vai acordando)

(Lia) – Pai? Como eu vim parar aqui? (ela fala entre uma tosse e outra)

(Lorenzo) – Filha! Até que enfim você acordou! Você não se lembra do que aconteceu? (ele pergunta enquanto acaricia os cabelos da filha)

(Lia) – Agora eu lembro (desta vez, Lia não prende as palavras e diz o que realmente sente) Papai, eu te amo! E por mais que eu só apronte, e te deixe de cabelos em pé, nunca se esqueça disso, tá?

(Lorenzo não segura as lágrimas e abraça a filha)

(Lorenzo) – Minha pequena! Eu também te amo muito. Você sabe disso, não sabe?

(Lia balança a cabeça afirmativamente, enquanto ainda está abraçada em Lorenzo)

(Lia) – Pai, como eu cheguei aqui no hospital?

(Lorenzo) – O Emiliano te achou trancada no banheiro, inconsciente e te trouxe para o Rio.

(Lia) – Eu lembro de ter pedido socorro para ele.

(Lorenzo) – Eu nunca mais vou te deixar sozinha minha pequena! Nunca mais!

(Lia) – A culpa não foi sua pai... e no final eu sempre acabo me metendo em confusões, né? Já devíamos está acostumados com isso!

(Lorenzo) – Não brinque com essas coisas. (ele sorri)

(Lia) – Tá desculpa! (ela também dá um leve sorriso para ele)

(Lorenzo) – Que saudades que eu estava desse sorriso! Que saudades que eu estava de você minha filha!

(Lia) – Pai, também não é para tanto!

(Lorenzo) – Não? Você viaja sem a minha autorização, eu fico dias sem te ver, e quando você volta eu te encontro nos braços do Emiliano e inconsciente. Como acha que eu e senti?

(Lia) – Desculpa, desculpa por toda angústia e sofrimento que eu causei... mas eu precisa sair um pouco de perto de tudo isso aqui... mas eu nunca pensei que o final seria esse! Desculpa?

(Lorenzo) – Tudo bem! É claro que eu te desculpo! Vamos esquecer isso! O que importa é que você está bem, está aqui comigo e eu nunca mais vou te deixar ir para longe de mim!

(Eles se abraçam de novo)

(Lia) – E o Dinho, ele está bem? Vai ter alta quando?

(Lorenzo) – Ele está se recuperando muito rápido. Acredito que daqui uns 4 ou 5 dias eu vou dar alta para ele.

(Lia) – Ele sabe que eu estou aqui?

(Lorenzo) – Não, nós achamos melhor não falar nada, pelo menos não até que você acordasse. Sabe como ele é... ninguém ia segurar aquele garoto no quarto. E você estava em observação e não podia receber visitas.

(Lia) – Entendo.

(Lorenzo) – Mas mesmo a gente não falando nada, e eu nem sei como, mas o Dinho sabia que você estava precisando de ajuda. Acredita que ele me chamou para ir te buscar lá?

(Lia) – Ele pressentiu que eu precisava dele, mas não pode ir ao meu encontro. (ela solta um leve sorriso) Pai, eu posso ir vê-lo? Já me sinto bem, posso levantar?

(Lorenzo) – Ainda não... talvez, mais tarde! Já vi que eu fiz bem em colocar você no quarto ao lado do dele.

(Lia) – O Dinho está aqui do lado? (o sorriso que era discreto se torna mais radiante)

(Lorenzo) – Está sim, mas agora a senhorita vai ficar aqui deitadinha e depois vai me contar como foi que tudo isso aconteceu.

(Lia) – Tem uma coisa que eu não contei para ninguém... qual foi o motivo que me levou a viajar, assim de repente.

(Lorenzo) – O que você me escondeu, Lia?

(Lia) – No dia que eu viajei eu recebi umas mensagens anônimas marcando um encontro. No fundo eu sabia que era coisa daquela mulher, e resolvi ir...

(Lorenzo) – Você sabe que agiu errado, não sabe? Muito errado, principalmente por ter me escondido esse fato... essa garota estava te perseguindo e você escondeu isso de todo mundo. Só que agora, você precisa descansar, tá? Nada de esforços, depois a gente continua com essa conversa, tudo bem?

(Lia) – Deixa eu falar, pai. Prometo que não vou esconder mais nada de você!

(Lorenzo) – Você se sente bem?

(Lia) – Sim!

(Lorenzo) – Pode continuar.

(Lia) – Obrigada. Então, continuando, tinha saído de casa disposta a vir ao hospital, visitar o Dinho. Eu tinha até falado isso com a Morgana e a Fatinha. Mas aí eu recebi as mensagens anônimas, e como a Fatinha pediu que eu fosse vê-lo mais tarde, então eu resolvi ir e ver quem era que estava me mandando as mensagens e o que queria comigo.

(Lorenzo) – A Fatinha e a Morgana comentaram que conversaram com você, antes do seu sumiço. Mas você foi no encontro e o que aconteceu lá?

(Lia) – Como eu pensava, realmente era coisa da Valentina. Ela me ameaçou, disse que se eu não me afastasse do Dinho ela ia fazer mal a gente, deu a entender que o Dinho pagaria as consequências, se eu não fizesse o que ela estava mandando.

(Lorenzo) – E você?

(Lia) – Disse que não tinha medo nem dela e nem das ameaças dela e saí. Foi então que eu resolvi me afastar um tempo para pensar na minha vida e em tudo o que estava acontecendo e lembrei da nossa casa na serra. Só que eu não esperava que ela fosse me seguir. Eu só descobri isso dias depois... Eu lembro que eu estava lá em casa e a Valentina apareceu com uma arma tentando me matar, mas aí nós brigamos e eu consegui tomar a arma dela e ela foi embora. Aí eu fiquei com medo e te liguei, mas não consegui falar com você para pedir para me buscar. Eu até deixei uma mensagem de voz...

(Lorenzo) – Eu não vi as suas ligações, e quando achei a sua chamada de voz e retornei já era tarde... Desculpa não ter visto as suas ligações e por não está perto quando você mais precisou. Eu vou ser eternamente grato pelo que o Emiliano fez, ele salvou sua vida, filha.

(Lia) – Pai, eu já disse que o senhor não teve culpa do que aconteceu... ela já tinha até ido embora, mas depois mais tarde ela voltou, me atacou com um pedaço de pau na hora que eu abri a porta. Quando eu acordei, eu estava amarrada e ela completamente transtornada, me obrigou a escutar sobre a viagem deles a Paraty, me torturou com detalhes da traição do Dinho. Doeu tanto ouvir aquilo, (Lia começa a chorar)

(Lorenzo a abraça)

(Lorenzo) – Calma filha, você quer parar de contar?

(Lia) – Não... eu acho que vai me fazer bem tirar tudo isso de dentro de mim...

(Lorenzo) – Então continue...

(Lia) – Doeu tanto ouvir aquilo que eu cheguei a pensar que a morte seria um alívio, mas depois eu tentei fazer a Valentina ver que ela estava doente, que precisava de tratamento, mas foi inútil. A Valentina não parava de falar aquelas coisas e eu não aguentava mais... foi quando eu fingi que estava passando mal e que precisava ir ao banheiro. A princípio ela não queria me deixar ir lá, mas eu ameacei vomitar na frente dela e ela não teve escolha. Foi aí que eu me tranquei no banheiro e por sorte meu celular estava no bolso e eu passei uma mensagem para o Eli contando o que estava acontecendo.

(Lorenzo) – E quando você se trancou ela colocou fogo na casa.

(Lia) – Foi, eu disse que não ia mais sair dali e ela colocou fogo em tudo. Eu voltei a me trancar no banheiro e não me lembro mais de nada. Pai o que aconteceu com a Valentina? Ela fugiu? Ela foi presa?

(Lorenzo) – Calma, você já falou de mais por agora. Não é bom para sua recuperação você se esforçar muito. Descanse agora. Sua vó, a Tatá, a Jú, o Gil e sua mãe estão lá fora, mas eu vou pedir para eles voltarem depois, ou você quer vê-los?

(Lia) – Sim, eu quero! Menos ela!

Notas finais
E então? Gostaram do capítulo?
Ficou meio chatinho, né? Cheio de diálogos, mas este é um daqueles capítulos chatos, mas de grande importância para o bom andamento da fic, pois serve de elo para eventos futuros...
*Uma parte do próximo capítulo será o #ReencontroLiDinho
... (Dinho) Lia... que susto você me deu... eu te pedi tanto para você tomar cuidado...mas só para não perder o costume, você não quis me escutar....
(Lia aperta ainda mais o abraço e começa a chorar)
(Lia) Dinho, eu tive tanto medo... eu achei que ela ia conseguir me..
(Dinho a interrompe)
(Dinho) Shiiiu! Esquece! ...

*Outra parte do próximo capítulo... Dinho e Emiliano frente a frente... o que será que vai acontecer?
... (Lia abre um lindo sorriso ao ver seu amigo chegando)
Deixa eu te apresentar, Eli esse aqui é o Dinho, e Dinho esse aqui é o Eli
(Eli) Prazer!
(ele estende a mão para Dinho)
(Dinho) Prazer em conhecê-lo ...

Deixa eu parar de contar tudo aqui, se não perde a graça, né?
Gostaram do que vem por aí?

Até o próximo capítulo!

bjoooo
s2