Reviravoltas
14 Notícias...
Lucy me ligava todos os dias, mas eu não retornava suas ligações, não estava com cabeça para falar com ela naquele momento. John e Derick também me ligavam e mandavam mensagens, estavam preocupados por eu não aparecer na escola nos últimos dias.
No dia seguinte, acordei cedo para ir ao consultório do doutor George, na verdade eu nem tinha conseguido dormir direito, estava muito ansioso.
Tomei um banho, não falei direito com a minha mãe e ela me conhece muito bem sabe que quando eu quero alguma coisa, vou até o fim, até conseguir!
Observei a casa de Kate, para ver se ouvia algum barulho. Mas não tinha ninguém lá, isso significa que Diana está no hospital e ela não quer me ver de jeito nenhum.
Assim que cheguei no hospital entrei por uma das portas que tem nos fundos. Andei cautelosamente pelos corredores e fui até a sala do doutor, ele estava saindo de lá no momento.
– Oi doutor.
– Oi Tyler! — Ele olhou em seu relógio de pulso. Pontual!
– Nem sempre! — Confessei sorrindo.
– Entre! — Disse indicando com o braço.
Sentei-me na cadeira diante de sua mesa.
– Vou marcar esse teste como "urgente" para que saía o resultado ainda hoje! Vá até a sala de exames e leve esse papel — Disse entregando-me o pepel.
– Queria pedir uma coisa ao senhor!
– Pode falar — Falou me observando atenciosamente.
– Eu queria que o senhor não falasse nada disso para os pais de Kate!
Ele ficou um pouco intrigado, mas concordou em seguida.
– Você quer ser um doador anônimo?
– Sim!
Uma placa enorme indicava as salas e suas especialidades no corredor do hospital, subi até o 13º andar e me encaminhei a sala indicada.
A enfermeira fez todo o procedimento necessário e disse que estaria pronto em 2 horas.
Fui para casa, pois era pertinho dali. Alguns instantes depois que entrei em casa, bateram na porta, fui atender.
– Oi meu amor! — Disse Lucy, um pouco triste.
– Oi
– Posso entrar?
– Entre!
Fomos até meu quarto, ela sentou-se na poltrona segurando uma almofada em seu colo. Eu estava observando a paisagem da cidade pela janela.
– Eu soube o que aconteceu hoje! Desculpa meu amor, me sinto culpado por isso — Disse com os olhos cheios de lágrimas, em seguida me abraçou forte.
– Você não tem culpa de nada. Se tem algum culpado por tudo isso ter acontecido, sou eu! — Falei cabisbaixo.
– Não é verdade, não faça isso com você. Não se culpe, por favor!
Forcei um leve sorriso e ela retribuiu.
– Obrigado!
– Conte comigo sempre.
– Como ficou sabendo? — Perguntei.
– Notícias ruins se espalham rápido, e na escola foi avisado o motivo dela se ausentar das aulas. E imaginei que você teria visto a cena, pois foi em uma rua próximo a do restaurante e foi no momento em que você saiu de lá.
Assenti com a cabeça.
– Tenho que ir, minha tia vai na minha casa hoje! Chegará de viagem e faremos um jantar para ela.
– Ta bom — Falei acompanhado-a até a porta.
O telefone tocou, corri para atendê-lo pois estava no meu quarto.
– Alô
– Oi Tyler, tudo bem?
– Tudo... — Menti.
– Que bom. Liguei para avisar que amanhã estou indo para casa!
– Amanhã já? — Perguntei surpreso.
– Algum problema? Aconteceu alguma coisa? — Perguntou preocupado
– Não pai, está tudo bem! Fico feliz.
– Ta bom. Até amanhã!
Realmente fiquei muito feliz, mas isso também me deixava muito preocupado, pois nada está em ordem em casa. Não vou aguentar minha mãe mentindo para ele novamente...
Assim que ela chegou em casa mais tarde, dei-lhe a notícia. Vi o desespero em seu olhar e em seu comportamento tentando fugir da situação.
– Que ótima notícia.
– Não seja hipócrita mãe. Se você não contar a verdade, eu contarei! — Pressionei.
– Na hora certa eu falarei, tenho que tomar atitudes que não envolve somente a mim.
Isso me deixou ainda mais preocupado, fiquei imaginando em que ela estaria pensando.
Derick e John também apareceram lá em casa.
– Cara, hoje na escola nos contaram o que aconteceu com a esquisita. Fiquei arrependido das brincadeira que fizemos com ela — Disse Derick rindo, jogando-se no sofá.
– Não ri e nem fala no nome dela! — Esbravejei.
Ele e John ficaram sérios e assutados olhando para mim.
– Qual é Tyler? Estamos brincando... Não vai dizer que está apaixonadinho por ela?
– E se eu estiver qual o problema? Por favor vão embora — Falei abrindo a porta, para que saíssem.
– Não estou te reconhecendo irmão... Mas se você prefere ela, corre lá então. Mas esqueça da gente! — Disse Derick furioso.
John concordou com tudo que ele disse, John era o típico capacho de Derick, fazia tudo que ele mandava.
Fazer a vontade dos outros me fez perder uma verdadeira amizade, eu tinha necessidade de ser descolado entre meus amigos, isso me custou muito, pois hoje eu me arrependo imensamente, e no momento que mais precisava deles, eles simplesmente me abandonaram.
Me troquei e fui até o hospital, peguei o resultado na recepção. Minhas mãos suavam.
Abri o exame e o resultado deu....
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