Reviravoltas

20 Temos um plano


Notas iniciais
Oi, povoo! Eu sei que atrasei, mas nem foi tanto assim, né? Aí está o próximo! Eu não sei se alguém reparou, mas no capítulo dezoito eu escrevi trabalho de biologia, mas, na verdade, é de geografia (já que biologia a Bruna tem só com o Will e geografia tem com o Will e o Mitchel). Esse capítulo teve recorde de comentários! OBRIGADA! Esse capítulo vai para os melhores: —> Juliana —> Biancaamacedo —> Lana Walker —> Dani —>Jubs Barcellos —> Jowlly Boa leitura!

— Bom dia, dorminhoca! — Mitchel me acordou.

Bocejei e abri os olhos, dois segundos pra me atualizar… Califórnia, quinta-feira, quatro de setembro, preciso ir para o colégio...

— Quanta claridade! — reclamei.

— Levanta logo, daqui a pouco eu tô saindo, senão a gente vai chegar atrasado. — ele disse e saiu do quarto.

Levantei em um pulo e escolhi uma roupa simples, uma blusa de manga listrada e um short jeans preto. Tomei uma ducha sem lavar os cabelos e escovei os dentes.

Olhei-me no espelho, sim, estou pronta, mas realmente preciso pintar a raiz...

Chequei meu celular, Lucas ainda não me respondeu, será que tem alguma coisa errada? Não liguei muito, Willian me mandou algumas mensagens que eu respondi rapidamente. Ainda tenho cinco minutos antes de sair de casa.

Desci as escadas correndo e peguei uma maçã na cozinha.

— Bom dia, Helena.

— Bom dia, querida. O Mitchel já está no carro à sua espera! — ouvi ela gritar enquanto saía de casa.

— Cheguei! — disse fechando a porta do carro. — Bem na hora...

— Que menina pontual. — Mitchel disse com tom de deboche.

— Bom dia, maninho! — dei-lhe um beijo no rosto.

— Bom dia, que animação é essa?

— Não sei, também. — respondi sincera.

Em alguns minutos chegamos ao colégio.

— Vai se encontrar com seus "amiguinhos"? — Mitchel perguntou assim que saímos do carro.

— Vou. E não fale assim deles, ok? Aproveita e manda um beijo pro Matthew.

Logo que nos despedimos, encontrei o pessoal, Emma, Clary e Andrew estavam lá, mas não vi Willian.

— Bom dia, gente! — disse animada.

— Bom dia. — responderam juntos.

— E como está indo o trabalho de bibliotecária, Emma?

Analisei-a e pude confirmar, aquela ali não bate bem da cabeça. Ela usava uma blusinha branca que deixava toda barriga de fora junto com um short estilo retrô rosa claro de cintura alta atraindo olhares masculinos.

— Tá ótimo! Sabia que muita gente fica até mais tarde no colégio estudando ou fazendo trabalho?

Conversamos um pouco, Clary estava, como sempre, linda em um estilo fofo, Andrew não parava de olhá-la e imagino se ela já não sabe que ele gosta dela...

— Daqui a pouco vai bater o sinal, cadê o Willian, meu povo? — Emma perguntou.

— Não sei, ele disse que ia resolver uma coisa e depois vinha... — Willian apareceu por trás da Clary e colocou as mãos em seus olhos. — Q-quem é?

— Adivinha! — falou Emma animada.

— Will?

— Acertou, ruiva! — ele disse a abraçando. — Bom dia, galera. Vamos entrando?

— É melhor mesmo, ainda temos que pegar os livros. — Andrew concordou.

— Bom dia, sumido.

— Bom dia, aparecida. — Müller me respondeu e sorriu de lado.

Nos abraçamos rapidamente.

— Eu tenho que falar com a Clary, depois a gente se fala, loirinha. — me deu um beijinho na bochecha e saiu na frente.

— Andrew, — chamei. — tive uma ideia pra colocar nosso plano em ação!

— Nosso plano? Que plano, Bruna? — ele perguntou confuso.

Emma virou em um corredor diferente porque ela ia ter aula de Espanhol, então é em uma ala diferente. Clary e Willian andavam mais a frente, conversavam concentrados.

— Um plano pra você conquistar a Clary.

[...]

O primeiro tempo passou voando mesmo sendo Literatura. A professora é uma velhinha bem carismática e tímida, branquinha de olhos âmbar de dar inveja! Ela explica bem, mas é muito monótona e acaba perdendo atenção por conta disso.

Como nenhum dos meus amigos tem essa aula comigo, sentei no único lugar vago, fazendo dupla com o Thomas, que acabei conhecendo hoje. Ele nasceu na Inglaterra, tem os olhos verdes e cabelos tão negros quanto os do William. E ele é bem extrovertido, já foi me contando tudo sobre a vida dele, tem uma namorada linda, ele me mostrou a foto, uma irmã e um irmão, mais novos e gêmeos! Só não deu pra conversar mais porque ele gosta de literatura e a aula acabou rápido.

Agora é hora de colocar meu plano em ação.

— Oi, Clary.

— Ah, oi! — ela deixou o livro que lia de lado e me olhou. — Temos História juntas, né? Senta aqui. — ela mostrou-me a mesa atrás dela.

— Obrigada, então, tava falando com o pessoal, que tal a gente ir ao cinema amanhã?

— Pode ser! Eu tô precisando mesmo me distrair.

— Ótimo! Amanhã depois da aula pode ser?

— Fechado. — ela sorriu de canto.

Logo a professora chegou, passei a aula inteira sorrindo com o fato da primeira parte do plano está completa. Definitivamente a parte de não me apegar às pessoas e me focar nos estudos não está dando certo...

A próxima aula era química e eu agradeci mentalmente por isso. Química com certeza é minha matéria preferida. Eu e Clary fomos ao armário pegar o livro da próxima aula, ela teria física com o Andrew. Eu ri por dentro, que ironia do destino... Talvez ele queira ajudá-los.

— Bom dia, meninas!

— Oi, Greg! Tudo bem? — você quer saber quem é Greg? Eu também...

— Oi... — disse sem graça.

Greg é bem forte e seus olhos castanhos escuros me fitavam.

— Você é a Bruna, Bruna Collins?

— É, sou sim.

— Então você também está convidada pra minha festa! — ele disse sorridente, seu sorriso não era dos melhores.

— Sua festa, maninho? Festa do Greg e da Meg! — uma garota com os olhos incrivelmente parecidos com os do tal do Greg surgiu falando por trás dele. — Muita prazer, Bruna, eu sou a Megan, mas todo mundo me chama de Meg. Oi, Clary! — ela sorriu e pude perceber uma diferença entre os dois, o sorriso dela era bem contagiante.

— Oi, Meg!

— Amanhã é nosso aniversário e nossos pais liberaram a casa! — ela continuou. — Mas não vai ser uma festa comum, vai ser estilo baile de máscaras! Estão super convidadas, aqui o convite.

— Vocês são gêmeos? — perguntei analisando o convite.

— Não. — Greg respondeu. — Eu sou um ano mais velho, vou fazer dezoito e ela dezessete, mas a gente nasceu no mesmo dia, do mesmo mês, exatamente um ano de diferença...

— Estaremos lá! — Clary disse animada e eles saíram.

— Estaremos, é? — perguntei.

— Claro, por que não?

Realmente, por que não? Até que dar uma espairecida me faria bem...

A aula de química correu bem, a professora já gostou de mim assim como gostei dela. Assim que saí da sala encontrei com o Thomas. Conversamos brevemente e quando chegamos no refeitório ele foi se sentar com um grupo de pessoas e eu fui me encontrar com meus amigos.

— E aí, loirinha! Vai pra festa do Greg? — Willian perguntou.

— Claro que vamos! — Clary me abraçou de lado.

— É, eu não estava muito afim, mas vou sim. — expliquei.

— E vocês vão amanhã no ci... — Clary começou a falar e eu a interrompi.

— Vamos lá comer alguma coisa? Estou morta de fome! — se a Clary abrisse o bico iria jogar o plano todo por água abaixo. — Vem!

A puxei pra longe deles. O plano consistia em: eu e o Andrew iriamos fingir que tínhamos chamado todo mundo pro cinema e, quando a Clary chegar lá só Andrew vai estar. Então ele já compra o ingresso para os dois dando uma desculpa qualquer para eles já terem o ingresso e ela não ir embora. Provavelmente ela vai me ligar pra perguntar por que eu não vou e eu tenho a resposta exata, trabalho de geografia, Emma vai estar na biblioteca e Willian comigo.

— Por que viemos tão rápido? Nem deu pra falar com o pessoal!

— É que eu estou faminta! Só comi uma maçã hoje!

— Só? Você tem que se alimentar melhor, Bruna! — Emma apareceu.

— Acordei meio atrasada... — respondi envergonhada.

Voltamos pra mesa e agradeço mentalmente pela Clary não voltar ao assunto do cinema.

— Caramba, isso que é fome!

— Cala a boca, Müller.

[...]

O corredor para a aula de Espanhol era em outra ala, andei sozinha já que nenhum dos outros tinha essa aula nesse horário, assumo que fiquei meio receosa quanto àqueles brutamontes, mas o que encontrei foi pior.

— Quer dizer que a coisinha não tem mesmo vergonha de andar com essa vassoura no lugar do cabelo? — não acredito que a vaca siliconizada estuda aqui!

— Vassoura, querida? Ah, está se olhando no espelho? Desculpa, vou sair da frente para não atrapalhar.

Lacey estava entre duas outras garotas, uma meio morena com olhos puxados e cabelos negros longos, parecia uma índia. Já a outra com cabelos loiros com os da Lacey, porém na altura dos seios, olhos de um verde cintilante.

— Sam, — Lacey falou e percebi que deveria ser a mesma com quem ela falava ao celular, provavelmente a “índia”. — você e a Trish não tem aula pra lá? Podem deixar que eu cuido dessa coisinha sozinha.

— Coisinha? Não sabia que você conseguia cuidar de si própria, certeza que não é melhor uma das babás ficar com você? — perguntei sarcástica.

— Que engraçadinha....

Segui pra sala despreocupada e quando estava quase entrando trombei com o Mitchel.

— O-Oi!

— Oi, maninha. Aula de Espanhol também?

— Aham, ainda bem que você é da minha sala, nenhum dos meus amigos é. Você vai pra festa do Greg?

— Não sei, ainda vou pensar... Vamos entrando antes que o professor chegue!

A aula custou a terminar, Lacey estava na minha sala e não perdia nem uma chance de me alfinetar com suas piadinhas. Mas, após longos quarenta e cinco minutos, o tão esperado sinal tocou!

— Mitchel, você ainda não me disse no que quer que eu te ajude. — falei quando saíamos da sala.

— Então, é que tem uma garota aí... E eu não sei se ela gosta de mim... Queria sua ajuda pra bem, você sabe, conquistá-la.

— Awwwwn! — que fofo! Virei cupida agora... — É claro que ajudo maninho! — empurrei-o com o ombro em um gesto carinhoso. — E quem é a felizarda?

— Você não conhece... — ele disse coçando a cabeça, como sempre faz quando fica nervoso.

— Fala sério, Mitchel, fala logo!

— O nome dela é Thami, ela tem aula de matemática comigo esse ano, mas a conheço desde o ano passado, ela fez outras matérias comigo...

— Vou ver se acho ela por aí, pode deixar que eu vou tentar te ajudar.

Despedimos-nos assim que vi Emma e Clary vindo em nossa direção.

— Aula de que meninas? — perguntei.

— Matemática! Nunca gostei tanto de matemática quanto nesse ano! — Emma falou.

— Por quê? — Clary indagou.

— Por que estamos juntas! — Emma me abraçou de lado.

Rimos juntas e os meninos chegaram.

— Olá! — Willian nos cumprimentou.

— Oi. — respondemos juntas.

Cumprimentamos Andrew e o sinal logo tocou, nos dividimos e eu e Emma fomos juntas para a sala.

— E então? — perguntei.

— Então o quê?

— Quando vai me contar do garoto novato que te irrita?

— Q-que? Do que você tá falando? — ela perguntou nervosa.

— Ah, fala sério! Toda aliviada porque tem aula com um de nós, depois quase soltou quando estávamos com a Clary. Ela conhece? — indaguei curiosa.

— Para, Bruna. Não tem nenhum novato que me irrita, vamos entrando?

— Sim, vamos entrando, mas você não me escapa, hein, mocinha?

O professor entrou na sala logo após nós entrarmos e nos olhou de cara feia, como se estivéssemos atrasadas! Esses professores, vou te contar, viu?

Depois de muitas contas, possibilidades e análises, o professor ainda tem a cara de pau de passar dez páginas de exercícios pra casa! Mesmo matemática sendo uma das minhas matérias prediletas, o professor tá abusando!

O sinal bateu e aí sim tirei informações da minha amiga de cabelos coloridos.

— Agora você não tem escolha, me fala agora! Esse garoto aí é aquele novato de quem você falou pra Clary, né? — perguntei decidida quando deixávamos alguns livros no armário (o dela é de fronte ao meu) e pegávamos outros.

— Mais ou menos... — ela disse encabulada.

— Como assim "mais ou menos"? Ou é a porcaria do garoto ou não é! — às vezes eu me altero um pouquinho, mas é coisa boba...

— É a mesma pessoa, mas não é novato, é meu "ex".

— "Ex"? Que "ex"? — Uau! Emma e seus homens...

— Acho que você conhece o indivíduo. Um amigo do Mitchel, o Matthew.

— O Matthew, Matthew? Deus grego?

— É, esse mesmo. — ela disse batendo a porta do armário.

[...]

— Willian, tu quer morrer? — surrei brava.

— Claro, deve ser horrível ser imortal!

— Cala a boca, seu idiota! — Mitchel respondeu por mim.

O professor de geografia andava entre os grupos que se juntaram durante a sua aula, estava chegando até nós e, quando percebemos, ficamos quietos.

— Como anda o trabalho de vocês?

— Uma mer....

— Maravilha! Uma maravilha, professor! — cortei o Müller.

— Espero que sim.

Os olhos profundos do Sr. McVanete continuaram a nos fitar até ele analisar outro trio. Assim que ele saiu de perto, voltamos a falar.

— Amanhã não tem desculpa a gente vai ter que terminar o trabalho! — falei preocupada.

— Terminar? Você não quis dizer começar? — Mitchel tirou com a minha cara.

— Começar e terminar. — respondi irritada. — Vamos fazer um planejamento, tipo, vamos fazer cartaz ou slides? Quem vai formatar a parte digitada? Como a gente vai apresentar? Meu Deus, falta tanta coisa! Como a gente foi deixar tudo pra última hora?

— Calma, Bruna! Vai dar tudo certo.

Se o Will tentou me acalmar com essas palavras, fracassou.

— Certo? Não tem nada certo! — falei brava. — Ai, meu Deus... A gente vai tirar zero. — choraminguei.

— Então, tá. Eu vou resolver tudo, — Willian disse autoritário. — vai escrevendo, Collins versão masculina. Vamos fazer um cartaz, enorme, vai ter umas imagens e o mapa mundi bem grande, vamos fazer setas mostrando a globalização do planeta, uma linha do tempo em baixo com os principais acontecimentos que marcaram a globalização e a aceleraram. Amanhã vamos pesquisar e...

— Ei, devagar! Uma linha do tempo o quê?

— Uma linha do tempo em baixo com os principais acontecimentos que marcaram a globalização e a aceleraram. Pegou tudo? — Will perguntou vendo o papel enquanto eu observava chocada. De onde surgiram tantas ideias? — Continuando, amanhã nós pesquisamos as datas e marcos históricos, como telefone, internet e televisão. Depois organizamos as ideias para montarmos a parte digitalizada e dividimos as falas. Tudo bem assim?

— É, bem, t-tá ótimo, assim. — sorri satisfeita.

Will devolveu o sorriso e o Mitchel, lesmão, como o apelido diz, terminava de escrever.

O sinal soou e eu me levantei arrumando as coisas.

— Eii! — chamei o Müller que já ia saindo.

— Diga, mi amoré.

— Bruna, vou deixando as coisas no armário, vê se não atrasa. — Michael disse olhando carrancudo para Willian.

— Tá... — respondi.

— Puedes começar a dizer, mi dama.

— Para com isso, seu ridículo! — falei rindo. — Isso nem espanhol é!

— Quem disse que era pra ser? — ele pergunto se aproximando.

— Ninguém, enfim, obrigada pelas ideias, eu estava mesmo muito preocupada.

— Quantas vezes eu vou ter que dizer que prefiro seus agradecimentos de outra forma? — ele disse chegando mais perto.

— Nenhuma. — respondi o abraçando e lhe dando um beijo rápido na bochecha. — Tchauzinho, Müller! — saí acenando.

Assim que saí da sala, corri para meu armário. Mitchel não gosta mesmo de ficar esperando, me encontrei com a Clary e a Emma e aproveitei pra me despedir delas, pelo visto Clary esqueceu o assunto do cinema, ainda bem!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Tenho algumas perguntinhas, hehe! O que vocês estão achando? Tem alguma coisa que queiram saber mais? Alguma dica ou crítica? Até o próximo, vejo vocês nos comentários!