Reviravoltas
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Nos vemos lá embaixo...
"Olá, pode me chamar de Near, mas se realmente quer saber, meu nome é Nate Rivers. Tenho 23 anos e aos 15 ajudei a resolver o caso Kira no Japão. Sou o sucessor do maior detetive do mundo, bastante conhecido como L. Cresci em um orfanato para superdotados em Londres, na Inglaterra, o Wammy's House, fundado por L e seu pai, Watari, alguns anos antes do caso ser resolvido os dois foram mortos pelo Kira, mas isso é outra historia.
Sou branco como a neve, de cabelos prateados como a lua, acho que posso ser considerado um albino, a não ser por meus olhos escuros com um leve toque de azul e... eu amo outro homem.
Certas pessoas vão achar estranho, mas é tão confusa pra mim, quanto é par elas.
A muitos anos quando ele chegou no Wammy's House me surpreendi, ele era realmente fascinante, mas com o tempo o percebi explosivo. Ele me provocava, ou tentava, destruía meus castelos de cartas, quebrava meus robôs e bonecos de ação, mas nada me incomodava mais que o ver agarrado a algumas pirralhas do orfanato, Mello, ele era lindo, seu nome verdadeiro era Mihael Keehl, ele também era sucessor de L, branquelo e loiro com um corte chanel, olhos azuis, um gênio, mas muito impulsivo. Ele era viciado em chocolates, principalmente nos com nozes e passas.
Ele me batia, eu respondia com indiferença e ele sempre voltava. Seu melhor amigo, Matt, que na verdade era Mail Jeevas, um ruivo de olhos esmeralda e viciado em games, desconfiava de meus sentimentos confusos.
Quando eu tinha 15 anos e ele 18, Roger, o diretor do orfanato nos chamou e contou que L havia morrido, ele queria saber se L havia escolhido seu sucessor, mas para decepção de Mello o detetive não tivera tempo para escolhas importantes.
Roger queria que trabalhássemos juntos, mas em uma explosão de fúria, Mello disse que não queria e que poderia tomar o lugar de L, ele decidiu ir embora.
Eu passará a trabalhar para a policia e ser conhecido pelo pseudônimo de N, escolhi do mesmo jeito que L, pela primeira letra do nome.
Mello passou a trabalhar para a mafia e levará Matt com ele, um gênio tecnológico e um belo perito em armas.
Em um certo da minha investigação não tinha mais como ir sozinho e decidi pedir ajuda de Mello, ele atendeu prontamente ao meu pedido, mas infelizmente, ele também foi morto pelo Kira, o que me deu mais impeto e vontade de achar o Kira, no fim ele se matou e eu exultei.
Eu continuei como detetive e me tornei cada vez mais recluso, não consegui me envolver seriamente com ninguém, nem me tornei umgrande pegador, talvez um pouco leviano.
A falta de Mello e até mesmo de nossas constantes brigas me corroeu com o tempo. Quando percebi o quão mal estava até me assustei. Me assustei principalmente ao perceber que me rodeei de coisas que me faziam lembrar dele.
Só para servir de exemplo, meu quarto, como de costume, com cores claras, móveis simples e roupa de cama branca, mas na estante cheia de livros também havia uma foto de Mello e Matt que peguei no orfanato e ao lado uma rara foto de nós dois que encontrei dentro de sua carteira, no criado mudo, os CD's favoritos de Mello e na gaveta alguma barras de chocolate, quem abrisse meu armário veria ao lado direito veria minhas costumeiras roupas brancas e largas, mas se olhasse a esquerda poderia ver os coletes, algumas calças e jaquetas de couro e na porta em um compartimento especial as luvas de couro que ele usava e que vinham até acima de seus cotovelos, elas sempre me instigaram.
Decidi por uma coisa muito difícil a fazer, mas antes quis voltar aos velhos tempos.
Fui até Wammy's House e pedi a Roger para ver as coisas de meu chocólatra. Queria ter certeza do que faria e o que encontrei me fez ter certeza.
Olhando em algumas caixas das estantes intocadas do quarto do ruivo e do chocólatra encontrei uma caixa toda decorada em preto e branco, abri curioso, encontrei uma carta que estava endereçada a Matt de Mello, a data mostrada era de 10 dias antes de Matt sair de Wammy's, fiquei curioso, Mello era previsível, as cartas são um tanto ultrapassadas, mas eu sei que Mello não gostava de deixar rastros. Li e me emocionei um pouco, ele pediu nessa carta que Matt se juntasse a ele e que o considerava um irmão, e um trecho logo no fim me fez chorar pelos próximos três dias:
"Mas mudando de assunto,vocêtinha razão, odeio admitir, mas tinha, sinto falta daquele branquelo sem graça, que no fim não era tão sem graça assim, eu amo aquele idiota..."
Oh meu deus, eu devia ter dito que o amava antes dele ir.
Voltei pra casa e levei a caixa comigo, fechei o caso em que estava trabalhando e me refugiei do mundo em casa pra escrever tudo isso.
Eu decidi me juntar a Mello e se esta lendo isso ou escutando a leitura eu já fui, façam com que minhas lembranças sumam, quero que meu dinheiro vá para Wammy's House e por último, mas não menos importante, quero ser enterrado ao lado de Watari, que eu considerava como um pai, de L, a quem muito admirei, de Matt, que foi um grande amigo e de Mello, meu único e grande amor.
N.R."
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