Notas iniciais
Agente se ver lá em baixo.

Prólogo

A menina se olhava nervosamente no espelho olhando como tão linda ela estava. Aquele era o dia, o dia do qual não seria mais uma jovem menina, e sim uma mulher. Ele e ela jurariam amor até a morte naquele altar, nada atrapalharia sua felicidade, se casaria seria feliz, teria vários filhos e com sorte veria seus netos correndo pela casa, riu com esse pensamento.

Levantou-se de sua penteadeira, seu vestido branco longo e rodado, não era simples, no entanto não se encontrava exagerado, seu penteado parecia ter sido feito por mãos de fadas, tudo para seu amado.

Seu casamento quase falira á família já que mais da metade do dinheiro da família e da herança da avó havia ido tudo naquele casamento, ficou meio receosa em relação á isso, mas o pai á assegurou que recuperaria, e assim que a filha se casasse e seu marido tivesse certo dinheiro eles podiam pagar parte, ela se tranqüilizou, não sairia de casa e deixaria o pai em maus lençóis.

- Pronta querida – falou sua mãe com um sorriso carinhoso no rosto, á senhora, nomeada Donatela, pertencia á uma das famílias mais respeitadas e ricas, seu pai havia sido um dos embaixadores da cidade, a mulher se lembrava como se fosse ontem de seu casamento.

- Ah... Mamma, tu não sabes o quanto espero por esse dia! – a menina falou deixando uma lágrima de alegria escorrer pelo rosto de porcelana.

- Querida, é claro que sei, e como sei! Mas não chores, ninguém gosta de uma noiva chorona.

- Tudo bem, mamma.

- Hum... – olhou no relógio dourado e redondo em sua mão — esta atrasada... Perfeito!

As duas riram, á mãe era como uma melhor amiga, no entanto quando queria á mãe era rígida e dura tudo para proteger á honra da família que nunca antes deixou de sair dos costumes.

- Vamos senhorita seu pai Agostino lhe espera – falou a dama de companhia da jovem noiva entrando no cômodo.

- Obrigada pelo aviso Arabelle, diga ao meu pai que nós já vamos indo – falou a jovem á mulher que saiu educadamente.

Mãe e filha saíram graciosamente como belas damas que eram do quarto, indo até á carruagem e avistando senhor Agostino, seus longos cabelos loiros e lisos sendo vistos de longe, mesmo com o sol em crepúsculo.

- Olha as mulheres de minha vida, estão tão belas! – falou o pai orgulhoso da filha, todo seu esforço para criar á filha não havia sido em vão, acreditou na filha quando lhe dissera que seu namorado era uma ótima pessoa, agora era dever de o marido ficar com ela.

- Obrigada, papá! – falou á menina sentindo as lágrimas arderem nos olhos, era uma garota tão sentimental e frágil que um simples toque parecia quebrá-la.

As mulheres entraram na carruagem sendo seguidas por Augustino. Conversaram animadamente. Assim que chegaram à igreja de San Christovan a menina desceu da carruagem, logo após o pai sair, quase cairá de queixo no chão.

Assim que a família saiu da carruagem, um amigo do pai, Luzitano, veio correndo arfando.

- Senhor Agostino!!! – gritou quando chegou bem á frente do amigo.

- O que aconteceu Luzitano?! – perguntou Agostino de olhos arregalados.

- O noivo de tua filha fugiu! – respondeu.

- O QUE?! – Agostino exclamou sem acredita – Vamos até á casa daquele vagabundo, e da desgraçada da família dele!!! – esbravejou o homem.

Os dois se foram retirando da cintura uma adaga. Enquanto a pobre menina caia no chão de joelhos ainda em choque.

- Mamma! Não acredito que ele fez isso! – a pobre menina falou.

A mãe lhe olhou com uma espécie de olhar frio, de repulsa e pena.

- Não fale nada rapariga, tu foste apenas usada confiamos em ti, e tu apenas nos deixaras na lama, tu não passas de uma desgraça á nossa família, nos faliu! Confiei em tua escolha!

- Mamma... – sussurrou.

- Não me chames assim! Não sou uma mãe de vendedora de amor! Não sou mãe de raparigas! Tu não mereces o sobrenome que levas! – Donatela saiu pisando duro deixando a filha sozinha.

Os convidados ao casamento saíram da igreja olhando a menina com toda repulsa e sussurrando coisas horríveis. Ela correu suspendendo o vestido, deixando o vendo varrer suas lagrimas, quando suas pernas não podiam mais suportar a correria, se sentou em uma raiz de um carvalho, arfando.

- Não acredito que isso esta acontecendo – sussurrou para si mesma.

Isso não iria ficar assim, ele era o culpado, o culpado de sua família a expulsar, culpado de á família falir e tudo ir aos ares, reputação, honra, tudo se foi. Não lhe sobrara nada, no momento tudo o que pensou, era chorar, ou se jogar de um penhasco, na esperança de morrer e Deus te piedade de sua alma.

No entanto, morrer, e deixar viver quem a fez sofrer parecia idiotice, mas essa era á hora de começar uma revira volta, se ele lhe tratara como um nada, ela o faria se sentir como um lixo, tiraria tudo dele.

Damon Salvatore lhe pagaria por todas as juras de amor falsas, pelo casamento enganado, por tê-la deixado sozinha, por tê-la feito de idiota. Se ser boa, educada e respeitosa não estava funcionando para receber em troca o mesmo, era hora de mudar, diria adeus nessa noite á garota boazinha que era.

Rachele Sofia Miele não seria mais a mesma, iria até o fim do mundo se fosse preciso para acabar com ele tornar um inferno á vida de quem á poupou de sua felicidade. Damon poderia se considerar agora morto e enterrado, porque a bonequinha de porcelana que ele deixou naquele maldito altar morreu, e renasceu, só que fria e pronta para matá-lo lentamente fazê-lo sentir toda á dor, que ela sentiu, só que 10 vezes pior. Se um dia se apaixonara pelo Salvatore, hoje não existe mais, até porque seus sentimentos seriam eternamente desligados, e a frase: “Eu me importo”. Não faria mais parte de seu vocabulário.

Notas finais
Gente, seus coment`s são de extrema importancia, por isso comentem.
Continuo ou não?