Revenge Of Love

2 2. É, Até que não é um Acordo Ruim


— Me desculpe, mas infelizmente não estou interessado em nenhum tipo de relacionamento no momento, porém, agradeço seus sentimentos. – Tooru dizia de forma categórica, já havia repetido aquela frase algumas vezes para meninas corajosas o suficiente a ponte de se declarar, então era quase como uma mantra decorado. Fechou o livro que estava lendo, pensando em se retirar.

— Não, espera, você não está entendendo. – Hana fez alguns gestos exagerados como se o menino precisasse disso para compreender a situação. – Eu não gosto de você, mas preciso que você seja meu namorado, é apenas uma mentira, entende? – Ela estava ficando desesperada, Hanataro Tooru era sua única chance de vingança, não teria oportunidade de conseguir alguém tão belo e popular daquela forma, nem que tivesse que barganhar conseguiria isso.

— Você quer que eu seja seu namorado de mentira?! – Tooru acabou rindo enquanto foi se levantando, indo na direção da porta para sair daquele lugar, não achava que aquela garota estaria falando sério. Foi quando a mesma se pós em sua frente, a encarou incrédulo, era iria continuar com isso?

— Não, eu vou te explicar, calma. Por favor, apenas me ouça. – Não era a melhor aparência para lidar com aquela situação, mas não importava, apesar de querer se recuperar. Hana soltou um longo suspiro, ainda sentia a dor em seu peito, estava ouvindo as palavras ressoando em seu ouvido, Hikaru foi cruel e merecia de uma lição. – Eu... meu namorado terminou comigo hoje, ele reuniu o time de basquete e me humilhou, falando que havia cansado, que iria se divertir com diversas garotas melhores que eu... que eu era chata.

Hana desviou o olhar, não aguentava falar sobre isso ainda, por mais que achasse que dificilmente aquele garoto encontraria alguém melhor, ainda sentia a humilhação, ele pagaria por cada palavra que havia dito. Tooru a encarava, esperando mais alguma coisa.

— Eu quero me vingar, pois eu disse que encontraria alguém melhor do que ele. – Ela bufou, cruzando os braços, encarando aquele rapaz, sabia que estava se arriscando falando toda a verdade e sendo sincera como nunca havia sido antes, contudo, era sua única esperança. – Por favor, faço qualquer coisa.

— Qualquer coisa? – Na verdade Tooru queria alguma diversão, a escola estava um tédio terrível, aquela garota que parecia tão verdadeira e desesperada, sabia que ela havia sentindo muita dor quando ouviu tudo o que o ex havia lhe dito, mas em vez de continuar se lamentando escolheu outro caminho, não exatamente aprovava, contudo, não era nenhum lord para realmente reprovar sua atitude, era a forma que ela encontrou de sair daquela situação sem quase nenhum machucado. – Realmente qualquer coisa?

— S-sim...- Hana começava a achar que estava fazendo um péssimo negócio e se aquele garoto quisesse seu corpo nu? Acabou se abraçando por instinto, sentindo arrepios na espinha, mordendo o lábio inferior. Nunca tinha feito nada com ninguém, agora sua virgindade estava em perigo. Respirou fundo tentando não pensar nisso, como daria para ele? Quer dizer, nunca cogitou que poderia perder com um garoto que seria seu possível namorado falso por causa de uma vingança. Tinha que comprar alguma lingerie especial, algo bonito com morangos, se preparar devidamente. Onde seria? Não podiam entrar em um motel, talvez na casa dele...Em sua casa seria impossível.

— Obento. – Tooru dizia simplesmente, tirando Hana dos seus pensamentos perniciosos.

— Ah?! Como? – A garota arregalava os olhos sem entender direito, sentindo o rosto queimar de vergonha.

— Obento, não posso trazer almoço para a escola, então gostaria de obentos todos os dias e posso sair com você. Hana-chan...- Tooru sorria de forma leve, divertida, aquilo parecia muito interessante. – Você não estava pensando em besteira, não é?

— Que? – Ela ficou ainda mais vermelha, colocando a mão no rosto. – C-claro que não, se for obentos que você quer, posso fazer. Já que estamos namorando agora.

— Sim, me chame apenas de Tooru. – Ele dizia achando mesmo muito divertido as reações da menina. Acabou voltando a se sentar, as aulas haviam terminado, seria imprudente começarem naquele mesmo dia, se não havia ninguém para assistir. – Então, quando quer começar a namorar?

— Agora, digo, amanhã. Ele realmente vai ver que agora tenho alguém. – Ela cruzou os braços, bufando de raiva, contudo, acabou sorriso mais aliviado pelo outro ter aceitado, acabou se sentando sobre suas pernas, encarando o mesmo. – Obrigada.

— Tudo bem, estou achando bem divertido essa situação e você precisa de uma ajuda especial. – Ele ri baixo, ainda tentando se controlar para não gargalhar pela consideração aos sentimentos da menina que tinha acabado de ser rejeitada. – Então Hana-chan, qual sua turma?

— Primeiro ano C, sei que você é do terceiro ano A. – Na escola Santa Agner, eles classificavam os melhores estudantes pelas siglas A, B, C, D... ou seja, Hana não era muito inteligente, já que suas medias não eram suficiente para avançar para uma turma maior, tinha muitas coisas para se preocupar, estudar? Depois faria isso.

— Hana-chan você não é muito inteligente. – O rapaz fez uma constatação que feriu ainda mais o orgulho da moça que ficou corada e foi se levantando.

— Eu vou pra casa. – Ela dizia ainda magoada, não por isso claro, tinha coisas mais relevantes para levar em consideração. O rapaz se ergueu, guardando o livro dentro da mochila.

— Irei deixar você em casa, afinal, oficialmente estamos namorando. – Ele foi andando do lado dela. Agora Hana percebia o quanto Tooru era alto e bonito, seus cabelos negros descia um pouco sobre o rosto, levemente bagunçados, dando uma harmonia ao rosto bem desenhando. Era de fato um garoto popular, tinha sorte dele querer se divertir as suas custas.

O caminho foi mais silencioso do que Hana gostaria que fosse, não sabia praticamente nada do outro, talvez tivesse que conhece-lo melhor, no entanto, não se sentia nenhum pouco bem fazendo isso naquele momento. Ainda lembrava do Hikaru, passou bons momentos com ele, foram divertidos, mesmo que no começo fosse só pelo status de estar ao seu lado, no final, começou a gostar dele, seu jeito engraçado, o humor, como ele conseguia ser protetor, era de fato algo que lhe agradava. Sentiu as bochechas ficarem vermelhas e os olhos marejarem, a garota ainda estava inconformada, havia feito esforço para sempre se mostrar bela, graciosa e no final foi rechaçada de forma cruel, ele poderia ter lhe chamado em particular, isso ao menos ajudaria a recuperar sua dignidade.

Hana não morava longe e logo chegaram em casa.

— Vai ficar tudo bem. – Tooru surpreendeu a menina que não esperava palavras de afeto, ele levou uma das mãos em seus cabelos, afagando de leve. – Somos namorados agora, vamos nos ajudar Hana-chan. – Uma das coisas mais belas no garoto, de acordo com Hana, era seu sorriso, apesar de saber que era mais educado do que verdadeiro, ficava bem em seu rosto.

— Tudo bem, até mais Tooru. – Falar o nome dele lhe causava certa timidez. Foi adentrando a casa, respirando fundo. — É, até que não é um acordo ruim...