Revenge Of Love

10 11. - Tooru eu...


Alto, cabelos negros, olhos pequenos, castanhos, corpo atlético... Para Hana aquilo não parecia nada demais, era o décimo cara que ela riscava da sua agenda, era bem útil observar no pátio da escola, as idas e vindas dos rapazes mais populares e bonitos. Logo soltou um suspiro entediado. Como iria conseguir se apaixonar de novo se nenhum daqueles garotos era interessante? Começava a ficar temerosa em se apaixonar por Tooru, ainda lembrava dele afrontando Hikaru no último fim de semana, mesmo assim, não achava que realmente estivesse tão envolvida e tinha quase certeza que seu pseudo romance acabaria antes mesmo de começar, então ele estava fora de cogitação, riscado devidamente da lista.

— O que está fazendo? — Tooru veio andando na direção da moça, que quase imediatamente escondeu o caderno dentro da bolsa em um ato desesperado que tomou a atenção e curiosidade do maior.
— N-nada. — Ela dizia, olhando para qualquer canto. Era óbvio que havia algo.
— Não precisa me contar. — Tooru se sentava ao lado dela, a mesma colocou o Obento nas pernas do rapaz.
— Desculpe. — Hana soltou um suspiro, mas voltou sua atenção ao lanche.
— Pensei que você se sentiria mais feliz quando o Tsugumi perdeu. — O rapaz apenas dizia isso pela expressão da Hana no dia do jogo, tinha lhe causado uma grande dúvida.
— Eu também achei, talvez só o que eu queira é que ele peça perdão de joelhos. — Hana olhou a comida desanimada, porém voltou sua atenção a ela, não precisa realmente entrar em crise por algo assim.
— Não acho que irá demorar muito, obviamente ele se sente incomodado com nosso namoro. — O rapaz aproveitava a comida o máximo que poderia, mesmo que achasse que tinha algo errado, não parecia que poderia entrar tão fundo na questão se ela não estivesse disposta a falar, se é ela tinha consciência de que havia algo errado.
— Oh, sim, toma. — Tooru entregou o livro nas mãos da menina. Era pequeno, parecia literatura infantil. "Antologia de um pato."
— Parece livro de criança. — A menina comentou enquanto avaliava o conteúdo, havia algumas imagens fofas e bem desenhadas.
— Na verdade é. Um dos meus livros favoritos, achei que seria interessante se você visse. — Tooru deu um sorriso nostálgico e sincero.
Hana quase largou os hashis de admiração, o garoto era simplesmente lindo, não tinha como não admitir, era difícil não ficar tentada a fazer qualquer coisa, principalmente quando o sorriso era sincero, mas se reprimiu completamente por isso.
— Obrigada pelo livro. — A menina sorriu com as bochechas vermelhas. Tooru ficou encarando por alguns momentos sério demais o rosto dela, causando um silêncio bem incomodo entre eles.

— Iremos ter prova semana que vem, não esqueça. — Tooru dizia aquilo se levantando para ir na direção do terceiro ano, após terem terminado de comer.
Hana ficou encarando por alguns momentos, sem entender o que tinha acontecido, voltou a encarar o pequeno livro, não sabia o que se passava na cabeça do outro. Eram amigos, mas o que sabia do Tooru? Se bem que ele não sabia muito dela, talvez pudessem conversar sobre isso.
Mas, tinha medo de se envolver mais com o outro, talvez aprofundar os sentimentos não fossem a melhor opção.

Foi quando ela viu a luz de esperança próximo do portão da escola. Iria tocar o sinal indicando o fim do intervalo, por isso deixou toda a capa de boa moça e correu naquela direção o mais rápido que pode, antes que perdesse o rapaz de vista. Se alguem lhe observou, simplesmente ignorou.

— Ei, espera, Shiji-kun. — Ela disse assim que o rapaz saiu do campo de visão, se fosse necessário pularia o muro, contudo, o rapaz ouviu e retornou, olhando a menina confuso.
— Oi. Shimizu-san. — Ele sorriu sem jeito, sabia que não deveria ser tão amigável com o garota.
— Você é o amigo da Miki, não é? Podemos conversar, por favor. — Hana precisava saber o ponto fraco da outra, a porta disso era o amigo simpático dela que parecia disposto a qualquer tipo de conversa.
— Sou Kinoshita Shiji, mas... Agora você esta no intervalo, não deveria voltar para aula? — Ele dizia, se bem que estava perdendo aula da mesma forma.

Hana se distanciou do muro e correu, conseguindo se impulsionar até segurar em cima e pular para o outro lado como uma verdadeira esportista.
Surpreendendo o garoto, não era todo dia que ele via uma garota com a unha tão grande fazendo algo do gênero e sem quebra-la.

— Nossa, UAL, você, UAL....- Ele perdia o folego e Hana achou super fofo. Apesar de ficar envergonhada por fazer aquilo.

— Vamos, eu te pago um lanche. — Isso pareceu animar o rapaz que foi seguindo como se sua única missão de vida fosse comer.
Shiji era jogador do time de basquete da escola inimiga, venceram e iria avançar no inter colegial, além de ser amigo de Miki, era a única coisa que Hana sabia do outro.

Quando chegaram na lanchonete a menina disse que o rapaz poderia pedir o que quisesse, logo se arrependeu quando ele parecia exagerar. Ficou feliz em já ter almoçado, se não iria falir.
— O que você foi fazer lá na escola Shiji-kun? — A menina indagou com esperança de obter o maximo de informações possíveis que fizessem Miki se ajoelhar na minha frente.
— Ah, estou preocupado com a Miki-chan, desde ontem ela parece preocupada com algo. — Ele admitiu enquanto enfiava um pedaço enorme de sanduíche que Hana deduziu ser humanamente impossível de se conseguir.

— Shiji-kun, você deve saber que a Miki me persegue, está ficando difícil até mesmo andar na escola sem sofrer. — Hana levou as mãos ate o rosto, começando a lacrimejar. — Só queria entender o porque...
— Er... Me desculpe, mas... Eu não posso dizer. — Shiji mordeu mais um pedaço, agora com remorso da menina a sua frente.

Hana só confirmou que tinha algo realmente muito suspeito sobre isso, não lembrava de ter feito qualquer coisa contra a menina ou memo conhecer ela antes de namorar o Hikaru no clube de basquete.
Continuou a encenação, começando a soluçar.
— Por favor Shiji-kun... Eu quase sou agredida na escola. — Hana limpou os olhos, fungando baixo, tentando, ou fingindo que tentava se controlar.

— Er...- Shiji sabia que Miki poderia ser uma garota bem cruel quando queria. — Olha, só o que eu posso te dizer é que vocês se conheceram no primário...

Hana se surpreendeu com isso. Definitivamente não lembrava da Miki, mas poderia encontrar ela nos anuários estudantis que tinha as fotos de todos os estudantes, minha mãe guardava na caixa do escritório.

— Obrigada Shiji-kun. — Dizia totalmente recuperada como se nunca tivesse chorado. Hana saiu como se nada tivesse acontecido.
— Será que eu fiz algo errado...- Shiji ficou olhando a grande quantidade de comida, que foi devidamente paga no caixa antes da menina sair de uma vez. Mas o forte do rapaz nunca foi pensar realmente, então simplesmente deu de ombros.

Hana voltou para escola. Simplesmente, estava eufórica, tinha que ir para casa logo e descobrir o que tinha feito a Miki, não era exatamente o segredo que gostaria de saber, mas se pudesse entender já era um passo para conseguir destruir a menina.

No final da aula, sofreu uma pequena advertência por não ter assistido as anteriores, pegou suas coisas e pensou em correr para casa o mais rápido que pudesse, até esbarrar em Tooru.
— Que pressa é essa? Vim te buscar. — O garoto parecia bem curioso encarando a menina.
— Claro. — Caminhou meio rápido demais, mais do que a etiqueta de namorados dizia ser o certo.

Hana decidiu contar no meio do caminho o que havia descoberto.
— Então, preciso procurar e...- Antes que pudesse continuar, viu Kato atravessando a rua. Revirando os olhos, a ansiedade estava lhe matando, era como se o destino impedisse de saber quem era Miki de anos atrás.
— Olá, Kato-kun. — Tooru dizia dando um sorriso simpático.
— E ai, o que veio fazer aqui? — Estava praticamente em frente da casa de Hana. O garoto ainda não se agradava por Tooru e não fazia realmente questão de esconder isso.
— Vim deixar a Hana-chan em casa. — O rapaz continuava educado.
— Entra ai então. — Kato deu um sorriso de canto, ainda encarando Tooru como se houvesse algum segredo muito escondido atrás daqueles olhos bonitos.
— Oh, eu não...- Dessa vez Hana ficou feliz que Tooru negasse, ela queria mesmo procurar as fotos o mais rápido possível.
— Vai fazer essa desfeita? — Kato foi segurando no ombro do rapaz e o levando para dentro.

Tooru não teve muito o que fazer além de acompanhar.
Hana revirou os olhos um pouco impaciente.
— Oi. — O pai de Hana sorria de forma super simpática quando viu o namorado da menina.
— Tooru, vem comigo. — Hana puxou a mão do rapaz e antes que seu pai e seu irmão pudessem reclamar, deu um olhar intimidador a ambos e foi levando o rapaz para o quarto.

— Minha familia é impossível. — A garota comentou, fechando a porta e jogando a mochila sob a cama. As coisas acabaram se espalhando ali, pois sem perceber a moça deixou aberta. — Depois eu arrumo isso. Tooru, se importa de ficar sozinho por alguns minutos?

— Não, claro que não. — Tooru se apoiou, sentando em um dos pufes que haviam no chão, puxando o livro da mochila, até que algo lhe chamou atenção.

Hana entrou no escritório, procurando os álbuns, restringiu aos do primário, a verdade era que não gostava de ver suas fotos antes, parecia um animal selvagem, totalmente desgrenhado e deslocado.
Passou a ponta dos dedos nas imagens, sentindo a nostalgia triste, os gritos de repúdio, as lutas intensas.
De algo se orgulhou, nunca abaixou a cabeça.

Respirou fundo. Olhando foto por foto, eram garotos e garotas que lembrava bem, como poderia esquecer a Miki? Era impossível.
Foi quando notou algo... Sentindo a respiração falhar, como não percebeu isso antes? Bom, primeiro que era impossível ter notado, ninguém notaria, então desconfiava o motivo de todo ódio que Miki possivelmente tinha acumulado ao longo da escola.
— Obrigado mesmo Shiji-kun. — Hana foi levando aquele álbum até o quarto.
Pretendia mostrar a Tooru sua descoberta. Não iria expor isso, mas, era uma arma preciosa.

Contudo, quando entrou no quarto, viu Tooru fitando algo, era sua agenda.
Ele parecia sereno enquanto encarava o pequeno caderno.
— O que isso? Pretendia me substituir? — O rapaz indicou a página a qual seu nome estava riscado.
Haviam outros rapazes que precisavam ser confirmados.

Hana parou de respirar, de alguma forma era os nomes de vários garotos da escola e suas possíveis qualidades, além de escritos vergonhoso sobre popularidade, o que iria dizer a Tooru?
Não, não poderia simplesmente dizer que estava com medo de se apaixonar por ele... Hana começou a ficar desesperada, o que iria fazer?

— Tooru eu...

Notas finais
Não me matem, sabe o quanto eu amo vocês? ;-; Vou tentar manter as postagens mais regulares e.e Por isso comentem Até a próxima minha gente o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.