Notas iniciais
Créditos para Carol Weasley Everdeen Jackson pela personagem ^u^

Um/Caroline

Eu caio de joelhos em frente ao corpo inerte de Robertta. Ela sempre fora uma Cepan digna, não merecia morrer. Eu mereço, sou uma Garde terrível e, se eu quiser, posso me matar simplesmente esperando os mogs atirarem em mim; eu sou a Número Um, sou a primeira de dez lorienos que vieram para a Terra com a missão de substituir a Garde anterior, os que desapareceram, mas eu não sou como os outros. Ignorei os ensinamentos de minha Cepan e agora ela está morta e eu destreinada sem nenhum legado da Telecinese.

Olho para o corpo de Robertta e revivo o momento de sua morte.

Estava em pé, desviando os tiros com a Telecinesia recém descoberta, estava tão feliz que queria pular de alegria, mas não posso, precisava me concentrar na batalha que se sucedia. Como nunca fui uma pessoa muito responsável, me viro para Robertta com um sorriso triunfante e digo:

– Não sou tão fraca assim! Chupa essa sua vaca!

Robertta perde sua concentração e olha para mim e nesse momento um tiro lhe atinge e ela cai no chão. Meu grito e fúria são tão fortes que os mogs param para ouví-los. O primeiro infeliz que vejo é quem leva o soco e perde a arma, que uso para atirar nos outros mogs e, em questão de minutos, estão todos mortos. Eu corri até o corpo de minha Cepan e essa história para por aqui, pois chegamos ao momento atual.

Eu começo a chorar, deixando minha pose de durona de lado. As lágrimas correm livremente por meu rosto e afundo minha cara em minhas mãos.

Depois de alguns minutos chorando, eu procuro por algo que eu possa usar em Robertta, mas há apenas a chave de nosso pequeno apartamento e um ursinho chaveiro(e ela não o usava como um chaveiro) que havia dado para ela no Natal. Pego os dois e me levanto secando as lágrimas de meu rosto.

Eu já passei do estágio da tristeza e o próximo é a fúria.

Quero descontar toda essa raiva em alguém e tudo o que consigo fazer naquele momento é gritar, gritar o mais alto que posso, não me importo se os mogs irão ouvir.

Ouço o um raio atrás de mim quando grito, talvez seja só coincidência ou um novo legado, mas nesse momento, a única coisa que quero saber é de sair daqui .

Pego o corpo de Robertta e corro até o carro que escondemos atrás de alguns arbustos. Ponho-a no banco de trás e sento no banco do motorista dando partida no veículo.

Eu ainda estava aprendendo a dirigir, mas eu não sou tão ruim!

A medida que o carro avança sinto que estou relaxando e que a morte de minha Cepan não foi culpa dela, foi minha. Se eu não tivesse chamado ela para ver meu novo legado, Robertta ainda estaria viva.

Estou tão triste que não percebo na pessoa no mesmo da estrada e freio no último momento, virando o carro para não bater no louco. Saio alarmada do carro e olho para o suicida.

– O que, em nome de Deus, você pensa que está fazendo no meio da rua? – pergunto furiosa.

Começa a chover e, em alguns minutos estou encharcada.

– Eu? Eu estava tentando atravessar! Sabia que aqui é uma rua bloqueada? – grita ela, sua voz tentando superar o barulho da chuva.

– Me desculpe, mas eu precisava sair por algum lugar! – grito de volta.

Então ouvimos um barulho, um berro mogadoriano.

– Olha eu preciso ir e acho que você deveria entrar no carro agora! – me dirijo a ruiva.

Sim, ela é ruiva. Os cabelos são longos e vermelhos, os olhos verdes e a pele pálida.

– Mogs. – ela murmura, mas eu consigo ouví-la.

– O que você disse? – grito.

– MOGS! – berra ao vê-los descer pela encosta.

– Entra no carro! – mando correndo até o veículo

A ruiva me segue e nós duas entramos no carro e saímos em disparada enquanto os tiros atingem as janelas blindadas(obrigada Robertta!) e voltam para eles.

A garota que acabo de encontrar pega algo na cintura e se vira para mim.

– Abre a janela. – pede.

– Sua louca! Eles vão nos matar! – grito histérica.

– Se não abrir vão nos matar também! – ela grita de volta, igualmente histérica.

Finalmente abro a janela ao seu lado e ela coloca a coisa para fora, que agora percebo ser uma arma, e atira nos mogs. Em alguns minutos parte deles já virou cinzas, mas a ruiva continua atirando. Um piken se junta aos mogs e infelizmente é mais rápido do que o carro, conseguindo lançar-nos pelos ares.

Quando encosta no chão o carro vira de cabeça para baixo e é quase impossível sair dele. Ajudo a ruiva a tirar o cinto e depois tiro o meu e saímos correndo, desviando dos tiros. Mas então percebemos: estamos cercadas.

– Quando eu der o sinal, use a Telecinesia pra se levitar, entendeu? – pede ela.

Assinto e espero o sinal, a ruiva se concentra e abre os braços como se esperasse para abraçar os mogs, mas, antes que eu pudesse lhe perguntar o que diabos ela estava fazendo, ela fecha os braços e uma grande onda gigante de água desce pela encosta.

– AGORA! – grita ela.

Me esforço para me levitar com a Telecinesia enquanto ela lança seu o pequeno tsunami particular nos mogs. Eles tentam fugir, mas é impossível, não há tempo e todos são levados pelo tsunami.

Quando acaba a água volta para o inferno de onde veio e a ruiva cai de joelhos exausta. Eu volto para o chão com uma terrível enxaqueca e a ajudo a levantar.

– Ei, como você está? – pergunto verdadeiramente preocupada.

Ela se esforça para levantar.

– Bem. – esfrega a cabeça.

– Aquilo foi incrível! Qual é o seu número? – é a primeira coisa que pergunto em relação a ela.

– Dois. – responde sem pensar – Eu sou a Número Dois, mas pode me chamar de Sammy.

– Muito prazer Sammy, eu sou a Número Um, mas prefiro Caroline. – estendo a mão para que ela aperte.

Ela não aperta, mas bate em minha mão e depois trocamos um soquinho, rimos de nossa idiotice.

– Temos que ir, agora que nos juntamos o feitiço acabou. – sua voz é séria.

Penso um pouco, o que podemos fazer?

– Eu tenho uma idéia! – exclamo. – Tem um lugar onde podemos ficar e descansar um pouco.

Sammy sorri e aprova a idéia.

Vamos até meu carro, que ainda está de cabeça para baixo, e o puxamos de volta, ambas voltamos aos nossos lugares e finalmente Dois percebe uma coisa.

– Aquilo está vivo? – ela aponta para o corpo de Robertta, que botei sentado para parecer uma passageira normal e viva.

– Aquilo é minha Cepan. – digo amargamente – E está morta.

Ficamos em silêncio e dou partida no carro, não quero falar sobre a morte de Robertta.

Durante a viagem até o apartamento, Sammy e eu permanecemos em silêncio e nenhuma comenta nada sobre a Garde, só nos falamos quando trocamos de posições, ela dirigindo e eu ao seu lado.

Eu posso estar triste, perdi minha Cepan, mas achei uma loriena.

Notas finais
Looks:Caroline-http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_412/set?id=87128815Sammy-http://www.polyvore.com/sem_t%C3%ADtulo_413/set?id=87129946Espero que tenham gostadoKisses Sammy