Revenge Is Never Sweet
9 Way Down.
— Bom dia! – Cat jogou água gelada sobre os dois. – É hora de acordar!
Penelope gemeu. Suas costas a matavam e sua cabeça batia feito um tambor. Ela não estava feliz com isso.
5 Dias. Cinco dias de inferno no cativeiro e Reid sabia que não era um bom sinal, embora soubesse que a equipe estava a procura deles.
Ele só tinha que acreditar.
— Se me acompanhar, Spencer. – Cat balançou a arma em sua direção. – Vamos ter um bom tempo lá em cima.
Ele deixou Penelope no chão. A apoiando de um jeito que suas costas não piorassem, ele decidiu ir. Ele não a deixaria se machucar ainda mais.
Pen por sua vez, fechou os olhos em dor. Ela queria dizer a Reid para não ir, que ela aguentaria, mas era tarde. Eles se foram e ela ficou sozinha.
B.A.U
— O que quer dizer com ele não atendeu? – Emily levantou da cadeira. – Você foi até a casa dele?
— Fui. – Rossi se defendeu. – Roxy está com a vizinha dele. E as luzes estão apagadas.
— No que Luke está metido agora? – Emily olhou para Matt. – Simmons, gostaria de compartilhar algo?
— Hein? – Ele disfarçou o nervosismo. – Desculpe, só estou pensando.
— Se você sabe o que Luke está fazendo. – Emily estava sendo enérgica. – Você pode querer compartilhar antes que ele se meta em problemas.
— Tudo o que eu sei. – Matt começou. – É que ele disse que iria resgatar Reid e Garcia.
Emily e JJ o olharam assustadas. Tara balançou a cabeça e Rossi ainda estava internalizando cada palavra ouvida.
— Só espero que ele saiba o que está fazendo. – Emily finalmente chegou a uma frase. – Porque se ele der um passo errado, não podemos proteger ele.
Todos se olharam. JJ se retirou da sala. Pegando uma foto em que ela, Will, Henry, Michael estavam sorrindo ao redor de Pen e Reid, ela desabou na agência pela primeira vez.
Tara se sentou em silêncio ao lado dela e apenas ficou em silêncio.
— Não parece certo. – JJ falou. – Pen e Spencer, eles não fazem nada de mal, eles salvam o mundo com a gente. Quando disse a Henry ontem à noite, foi como se tivesse morrido um dos ídolos dele.
— Eu pareço bem por fora, mas estou morrendo por dentro. – Tara confessou. – Assim como a primeira vez que eles foram levados.
— Pen, ela não merece isso. – JJ viu Emily se aproximar. – Ela deveria estar na sala dela, com seus brinquedinhos. Fazendo a magia dela.
— Abby está lá. – Emily disse. – Ela é a namorada do Spencer.
— Por que ele não nos contou? – JJ ficou impressionada. – Digo, Ele estava mantendo isso de nós.
— Depois de Maeve ele se fechou um pouco. – Emily respondeu. – Acho que ele queria que desse certo. Abby sobreviveu a um atentado e perdeu um colega.
— Isso explica tudo. – JJ se levantou. – Você tem uma pista então?
— Temos algo. – Emily bateu na porta e parou. – Abby?
— Eu consegui algo nas imagens das câmeras da loja. – Abby apertou o play. – Dois homens parecem chegar antes de Meadows e Cat.
— Lindsey não aparece na imagem. – Prentiss notou. – Pode procurar nas imediações alguma van ou carro?
— Eu tenho algo. – Abby clicou na próxima câmera. – Essa van estava nos fundos da loja logo que Meadows e Cat chegam. Elas rendem o dono da loja e esperam que Penelope e Spencer cheguem.
— O dono da loja estava morto quando chegamos lá. – Emily estava nervosa. – Depois que recebemos a ligação do xerife.
— Acha que o xerife estava envolvido? – JJ perguntou. – E se ele está, quantas pessoas estão juntas?
As três mulheres se olharam sem saber o que responder. JJ suspirou. Talvez, uma repetição do Texas estava em curso.
— Certo. – Emily recuperou a fala. – Alguma chance de identificarmos esses homens?
— Uma pista sem saída. – Um relatório de crime apareceu. – Eles estão no necrotério, cortesia de duas balas no peito.
— Foram tiros de perto. – JJ notou. – Acha que podemos ver os corpos?
— Ei! – Abby as chamou. – Tenho algo. O DNA os identificou com ex-membros de uma gangue de Miami.
— Isso só melhora. – Emily suspirou. – Eles eram os únicos que sabiam onde elas levaram Pen e Reid.
— Podemos ter uma pista. – Emily continuou lendo o relatório. – Terra do tipo rural foi encontrada nos sapatos dos dois. Havia traços de esterco de vaca nelas.
— Certo. – Abby digitou no teclado. – A área rural tem poucas casas. E propriedades.
— Procure alguém com uma vida simples demais. – JJ pediu. – E para aqueles com mais de setenta anos, sem filhos ou esposas.
— Nove nomes. – Abby respondeu. – Uau. Me sinto como Penelope agora.
— Legal, né? – Emily sorriu. – Talvez a gente te contrate depois.
— Procure por aqueles que de repente sumiram da vida na comunidade. – JJ continuou. – E atividade estranha como caminhões e garotas novas.
— Tenho alguém. – Abby abriu a foto. – John Baker, 80 anos. Ele tinha dois médicos marcados e uma cirurgia de catarata marcada para dois dias atrás. O telefone foi cancelado, mas há sinal de telefone celular na área.
— Mande para a gente. – Emily estava confiante. – Vamos esperar boas notícias.
Harrisonburg, Virginia.
— Tem certeza disso, Edgar? – Luke perguntou. – Como você encontrou esse lugar afinal?
— Um amigo meu controla sinais de celular. – Edgar respondeu. – Várias ligações foram feitas dessa fazenda.
Olhando para o mapa a sua frente, eles tinham algumas horas para chegar lá.
— As flashbangs estão prontas? – Luke perguntou. – Sabe que se vier, você vai acabar na cadeia se der errado, não é?
— Vamos esperar até a noite, Alvez. – Edgar pegou os binóculos. – Algo me diz que as duas garotas estarão sozinhas e então, podemos resgatar seus amigos, sem machucar.
— Ok. – Luke fechou o mapa, mantendo o local à vista. – Manassas fica há algumas horas daqui.
Eles pularam no carro e foram. Luke ignorou todas as chamadas. Nada o impediria de resgatar seu amigo e a mulher de sua vida.
— Eu vou te encontrar Penelope. – Luke prometeu baixinho. – E te fazer minha namorada.
Manassas, Virginia.
Reid foi jogado de volta ao porão. Ele estava completamente machucado, mas nada comparado a Garcia. Ele voltou e a encontrou caída, com o lábio partido e um fio de sangue escorrendo dele.
Lindsey havia obviamente descido e a espancado. Ele mal teve tempo de tentar parar o sangramento quando Cat desceu.
Pegando Penelope rudemente, ela a arrastou para cima. As algemas voltaram para o pulso dela e tudo o que ela queria agora era terminar o que havia começado.
— Deixe-a em paz! – Spencer tentou afastar Cat de Penelope. – Me pegue. Eu vou no lugar dela.
— Eu prometo pegar leve com ela. – Cat ironizou. – Agora se não calar essa boca, eu vou bater em você, agente Reid.
— Eu prefiro apanhar do que ela. – Reid a estava enfrentando. – Você não vê? Ela está fraca, precisa de ajudar médica.
— Ela pode suportar uma última surra. – Cat a fez subir pelas escadas. – Eu volto em algumas horas.
A porta foi trancada dessa vez. Reid bateu e tentou quebrar a fechadura, mas depois de um tempo, tudo o que conseguiu foi unhas quebradas e uma dor por não conseguir proteger sua amiga.
Penelope, por sua vez, foi amarrada a correntes presas ao teto. O vestido estava em farrapos. Uma das alças partidas, caída em seu lado, mostravam o belo sutiã branco que ela usava.
Cat a privara de banhos e de comida. Quatro dias e tudo o que ela tinha era água pura.
Sentindo suas pernas tremerem ao ficar em pé, pen reuniu o resto de força que tinha.
E então começou. Cat ordenou aos dois homens para começarem a bater nela.
Chutes nas costelas, em seu peito e pernas, além de socos e pontapés no estomago.
Depois de quase uma hora, seus joelhos desistiram e ela desabou, ainda presa as correntes. Cat aplicou uma coronhada em sua cabeça e ela apagou.
Luke estava parado dois metros antes da casa principal. Ele e seu amigo estavam se preparando. A noite chegou rápida e eles chegaram por volta das dez.
— Está pronto? – Edgar perguntou. – Eles têm ao menos dois capangas guardando a entrada da casa. Se tivermos sorte, sairemos com um tiro no ombro cada.
— Nunca estive mais pronto. – Luke respondeu. – Vamos salvar eles.
Spencer estava desamarrado no porão da casa. Olhando em volta do lugar, ele procurava algo para retirar os parafusos. Em cima de um dos vãos da parede havia uma pinça esquecida.
Indo até ela, ele cuidadosamente começou a instigar um dos parafusos. Quando ele ouviu o parafuso cair da fechadura, ele sabia que estava a poucos minutos de uma liberdade.
Dessa vez, a menos que ele tivesse que lidar com uma situação de reféns, ele pegaria Cat Adams para sempre.
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