— Você conseguiu um lugar? – Meadows perguntou, quando Cat entrou. – Sabe que precisamos ser rápidas.

— Onde é o incêndio? – Cat franziu a testa. – Temos tempo. E precisamos também.

— Fugíamos tem uma semana agora. – Meadows passou um copo de café. – Estamos vivendo em uma casa, com um corpo se decompondo.

— Tem um lugar melhor? – Cat perguntou. – Algum lugar que não tenha um corpo ou que seja desabitado o suficiente?

— Tenho uma idéia. – Meadows se levantou. – Vamos precisar de roupas, então pegue as do armário dela e da filha e chame Lindsay.

Lindsey pegou todas as roupas do armário da garota adolescente e peou joias e maquiagens. Sapatos e bolsas também foram roubadas.

Saindo do lugar, as três mulheres foram em direção ao carro na garagem e saíram de lá.

Lindsey enviou uma mensagem para uma das vizinhas da mulher morta avisando que houve um roubo e depois se desfez do chip.

Elas estavam indo em direção a algum galpão em uma propriedade no meio rural.

Já fazia uma semana que Spencer e Penelope estavam em proteção a testemunhas. Diana foi levada para outro estado sob um nome falso. Nenhuma ameaça foi oficialmente feita contra ela, mas Reid e Emily não queriam arriscar.

Os arquivos de ambas as mulheres continham avaliações psicológicas e revelavam o nível de ameaça que Penelope e Spencer estavam.

Meadows foi categoria em dizer que na próxima vez que visse Garcia a agrediria e que toda a culpa de ela estar na prisão era dela. Ainda disse que deveria ter matado quando ela estava sob sequestro.

Cat e Lindsay disseram que a vingança contra Garcia era por ela estar perto demais de Spencer. Lindsey foi presa pelas digitais que Garcia encontrou e Cat antes que ela matasse a técnica da primeira vez.

Lisa continuava sua rotina normal. Ela não ia tarde da noite, porque ela sabia que Luke estava desconfiado. Suas chegadas atrasadas o estavam deixando em alerta. Não era fácil morar com um profiler, um dos melhores.

Luke estava olhando para Penelope de novo. Quando tudo começou a uma semana, ele nunca se sentiu tão pior. O trauma do sequestro ainda em curso e agora, tanto ela quanto Reid estavam em perigo.

Rossi se encontrou com o diretor do FBI. Ele precisava de um plano para deixar Penelope e Spencer seguro e o BAU não era o lugar mais acolhedor. Tinha sido fácil sequestrar Garcia no elevador meses atrás.

Spencer chamava Luke sempre para perto dele e de Penelope. Ele prometeu juntar esses dois e faria isso, nem que fosse a última coisa que ele fizesse.

— Luke. – Spencer chegou na frene do agente. – Estou indo com Garcia para o almoço. Se estiver interessado em comer com escolta, eu adoraria sua companhia. – Seu olhar viajou até Penelope na mesa com JJ e Lewis conversando algo. – E tenho certeza que ela também vai.

— Certo. – Ele viu a oportunidade. – Como ela está? Honestamente?

— Está sendo difícil. – Reid confessou. – Estamos dormindo em uma sala, em sofás. Ela anda tendo pesadelos.

— Acha que eu se eu ficasse hoje à noite, ela se sentiria melhor? – Ele viu Reid sorrindo. – Por que o sorriso?

— Ela diz seu nome algumas vezes. – Spencer estava no paraíso. – Eu percebi que muitas vezes, quando ela está em um pesadelo, ela chama por você.

Luke foi ao céu com a informação de Spencer. Se ele fosse honesto, ele também dizia o nome dela durante algumas noites, geralmente quando Lisa estava de plantão. Ele não se importava com o que a outra diria.

Essa noite, ele ficaria cuidando de Penelope.

— Pronta para almoçar? – Reid sorriu para Penelope. – Não se importa se Luke vier conosco, não é?

— Não. – Penelope corou. – Eu não me importo.

Os três agentes saíram do FBI. Não era comum, mas Spencer estava planejando juntamente com Rossi e JJ para juntar seus colegas.

Emily havia balançado a cabeça e riu. Ela se sentiu na escola outra vez. Mas longe de ser a chefe, ela esperava que seus dois agentes finalmente se juntassem.

— Quando acha que ele vai contar a ela? – Tara brincou. – Dou 50 dólares de ele contar até sexta feira que vem.

— Vamos apostar no namoro que nem começou? – JJ fingiu estar chateada. – Aposto 100 na próxima terça-feira.

— JJ. – Tara começou a rir. – Eu achei que não iriamos apostar na vida romântica dos outros.

— O que Luke e Penelope tem não é romance. – Ela olhou para a amiga. – É conexão espiritual.

— Certo. – Tara sorriu. – Mas perfilando Luke e Penelope se vê que eles se amam, mas tem medo de assumir.

JJ sorriu ante a análise da miga. Ela não podia estar mais certa sobre isso.

Penelope, Luke e Spencer entraram no restaurante perto do FBI. O plano de Reid era deixar Penelope e Luke na mesa e esperar o tempo suficiente na fila para fazer o pedido.

— Eu faço os pedidos. – Spencer se ofereceu. – Eles têm sopa de abobora aqui, Pen. E massa.

— Massa. – Penelope sorriu. – E suco de limão.

— E para você, Alvez? – Reid piscou para ele. – Bife e batatas?

— Serve. – Luke respondeu. – E uma cerveja sem álcool.

Conduzindo Penelope até uma das mesas triplas na janela, Luke puxou a cadeira e a empurrou de volta quando ela se sentou. Penelope sorriu tímida para ele.

Luke se sentou à sua frente e eles trocaram olhares. Por dois minutos, eles apenas se olharam.

— Então. – Luke começou. – Como você está?

— Realmente eu não sei. – Seu olhar corajoso foi substituído por um triste. – Às vezes tudo o que eu quero é dormir em uma cama e comer comida decente. Mas aí eu me lembro que Spencer teve que mandar a mãe para longe e tudo se torna chato.

— Não é chato, Pen. – Ele pegou sua mão e acariciou seus dedos. – Não há nada pior que ficar em proteção a testemunhas.

— Estamos procurando Cat, Lindsay e Meadows há uma semana. – Pen suspirou. – Elas ficaram boas em se esconder.

— Vamos encontrar elas. – Ele colocou a mão em suas bochechas. – E então, eu mesmo vou te levar para um buffet e ter comida boa, tomar sorvete no parque e jogar discos com Roxy.

Spencer observava a troca com os olhos cheios de admiração. Ele desconfiava de Lisa desde o começo e isso era um fato. Ele nunca conseguiu provar, mas algo na mulher não soou bem.

Voltando para mesa, ele se sentou e esperou com os outros dois sua refeição. Ele estava jogando de cupido e não pararia até os dois namorarem.

Lisa aguardava sua liberação para ver Shaw. Ela o estava engando também, ajudando as três outras. Finalmente ela foi levada a presença dele.

— Comitê de boas-vindas? — Lisa pergunto sobre os machucados. – Faz um ano que está aqui e ainda é agredido?

— A máfia não esquece. – Calvin reclamou. – Conseguiu algo para mim?

— Talvez. – Lisa retirou um pacote com cabelos. – Eu só não entendi o que os cabelos de Penelope tem a ver com você ou qualquer um de seus negócios.

— Luke Alvez veio até mim e me mandou para cá por causa dela. – Calvin olhou para os lados. – Tenho alguém que pode dar um susto nessa vadia e em Luke.

— Precisa saber de uma coisa. – Lisa iria revelar a ele. – Eu me uni com três outras inimigas declaradas de Penelope Garcia e Spencer Reid. Eles estão sob proteção, mas estamos dando um jeito em sequestra-los nas próximas duas semanas.

— Me avise quando eles estiverem sob suas mãos. – Calvin pediu. – Posso mandar meus cumprimentos a aqueles dois.

Lisa sorriu. Ela poderia se vingar de Penelope a mando de Shaw e ver a única pessoa que ela detestava longe de seu namorado.