Revenge Is Never Sweet
5 Let it Burn.
13 Anos antes...
— Ela está bem. – Penelope veio até Reid durante o caso Fisher King. – Sua mãe. Os agentes pegaram ela há uma hora.
— Eu esqueci que ela lia esse livro para mim. – Spencer a olhou. – Você sabia que eu escrevo uma carta para ela todos os dias?
— Que legal. – Penelope estava feliz pelo amigo.
[.....]
— Você sabia que esquizofrenia é genético? – Reid perguntou e Penelope ficou com medo.
Área rural da Virginia.
Reid foi o primeiro que acordou. Percebendo que suas mãos estavam algemadas, ele olhou em volta. Seu coração caiu quando viu Penelope amarrada a parede. Tentativamente, ele foi até ela, mas a corrente era curta e ele grunhiu em frustração.
Sua mente voltou quase toda para a loja onde eles foram emboscados. Olhando em volta, ele precisava descobrir primeiro onde eles estavam.
Esse era um porão assustador, feito de tijolos crus. A única e minúscula janela mostrava que estava de dia, mas que já havia passado uma noite também.
Ele queria desesperadamente ir até Penelope e amaldiçoou a corrente que o impedia.
A porta se abriu e Cat saiu por ela, com dois pratos. Colocando em frente a Spencer, ela olhou para ele como se o estivesse zombando.
— Finalmente acordou. – Cat chegou mais perto dele. – Espero que tenha sido uma noite de sono boa.
— Drogado? – Spencer cerrou os dentes. – Qualquer um tem.
— Vejo que sua amiga ainda está dormindo. – Cat foi até Penelope e a verificou. – Que coisa triste.
— Deixe-a em paz. – Spencer atirava olhares. – Você quer machucar alguém? Machuque a mim. Deixe-a em paz ao menos.
— Vocês dois estão aqui para pagar seus pecados. – Cat zombou. – E vocês dois vão morrer aqui.
— Nossa equipe vai nos encontrar. – Spencer gritou. – E quando eles o fizerem, eu prometo que eu mesmo coloco uma bala em você.
— Se orienta. – Cat deu um tapa em Spencer. – Eles nunca vão nos encontrar aqui.
Spencer olhou para o prato colocado na sua frente. Não era nada comum. Era algo diferente de tudo. Algo despertou nele.
Eles estavam em um sitio ou fazenda.
B.A.U
Luke dormiu desconfortável na cadeira de Penelope. Ele não conseguiu deixar o lugar. A percepção que Garcia não estava aqui e que ela estava em perigo o assustava. Ele havia sido, mas voltou logo depois de Emily os mandar para casa.
Aos poucos, andando pelo corredor, ele notou o grande cartaz colocado na parede e precisou respirar. Uma foto de Penelope e Reid sorrindo e procure-se o fez chorar.
— Luke. – Rossi o chamou. – Achei que tivesse ido embora.
— Não pude. – Alvez confessou. – Minha casa está sombria.
— Eu sei. – Rossi parecia muito mais que triste. – Para mim também. Garcia e Spencer são como filhos para mim.
— Por que tem que ser eles? – Luke deixou a emoção aparecer. – Por que Garcia e Spencer?
Dave não respondeu. Ele não conseguia pensar em nada no momento.
Entrando na sala de briefing ambos ficaram em silêncio. Como se de repente, Reid fosse aparecer com seus fatos engraçados e relevantes e os saltos de Garcia anunciassem sua chegada.
Mas não haveria nada disso. Luke e Rossi compartilharam o silêncio na sala. E sabiam que parecia idiota.
Emily foi a próxima a chegar. Ela estava péssima. Seus olhos vermelhos indicaram que ela chorou – e muito- na noite anterior.
— Bom dia. – Sua voz estava rouca. – Eu vou buscar café antes de continuáramos. Algum de vocês quer?
— Eu preferia um uísque. – Rossi resmungou. – Pelo menos tornaria fácil.
— Eu sei. – Emily respondeu. – Mas café pode ser a melhor aposta até encontramos nossos amigos.
— Certo. – Rossi concordou. – Eu preciso de algo para comer.
— Dave. – Emily o chamou antes de ele sair. – Nós vamos encontrar eles, você sabe disso, não é?
Ele apenas olhou para ela e concordou. Sua voz o trairia agora. Luke ficou parado na mesa, esperando que sua deusa entrasse.
Ele passou a sonhar com ela, mesmo quando Lisa estava com ele. Sendo um profiler, ele ignoraria o sobrenatural, mas algo não estava bem.
Matt chegou, deixou seus equipamentos na mesa e viu Luke o olhando. Se aproximando do amigo, ele sorriu.
— Você sabe como mexer no sistema de Garcia? – Luke perguntou enigmático. – Preciso tirar algo dele. Se puder.
— O que quer dizer Alvez? – Matt viu a hesitação. – Você acha que sabe quem pode estar ajudando Cat e Meadows?
— Eu só quero tirar uma dúvida. – Seu coração seria menos pesado. – Porque se o que eu acho está certo, então alguém vai se arrepender demais.
Curioso, Matt assentiu e foi com Luke até a sala de Penelope. O lugar, geralmente cheio de cliques do teclado parecia ensurdecedor silencioso.
Ligando o computador, Matt e Luke foram surpreendidos por uma pesquisa salva nele.
— Meu Deus! – Luke gritou. – Aquela vadia está junto com as três.
— Lisa? – Matt se surpreendeu. – E por que Garcia teria uma pesquisa sobre ela aberta?
— Porque algo a fez desconfiar. – Luke sorriu. – Ela é perfiladora por soma. Algo no histórico de Meadows e Cat a fez conectar com Lisa.
— Cat estava na segurança máxima, certo? – Matt viu Luke concordar. – Tem visitas ao presídio masculino nele. E são semanais.
— Achei que ela me traia. – Luke confessou. – Toda a quarta-feira ela dizia que dobrava turnos, mas ela nunca estava lá.
— Luke... – A voz de Matt parecia sombria de repente. – Eu acho que você precisa ver isso.
Luke tomou o lugar de Matt na cadeira e se segurou ao ver as filmagens. Seu rosto ficou pálido e ele agarrou a lixeira e vomitou.
— Eu não posso acreditar. – Luke respirou fundo. – Lisa está me traindo com.... Calvin Shaw?
— O jeito que eles estão não parecem de namorados. – Matt começou. – Parece uma reunião de negócios entre os dois. Eu diria que com 50% de chance de que a aparição de Lisa na sua vida, foi de alguma forma aproveitada por Calvin Shaw.
— Mas se eu era o alvo dele. – Luke olhou para a imagem do homem na tela. – Por que então Lisa se envolveria com Cat, Lindsey e Meadows nesse projeto de vingança?
— — De onde eu vejo. – Matt se sentou ao lado de Luke. – Lisa acha que você e Garcia estão em um relacionamento amoroso.
— Não estamos. – Luke argumentou. – Mas não quer dizer que eu não queira.
— Então, precisamos descobrir mais sobre o envolvimento das três. – Matt tocou as teclas de Penelope. – Eu não gostaria de estar fazendo isso de novo. Não foi fácil da primeira.
Quatro meses antes...
Luke e Matt entraram no escritório de Garcia. As coisas estavam em tanta ordem que eles tinham medo de tocar algo errado.
Quando Simmons se sentou na cadeira, era como se sua força aumentasse. Penelope e Reid estavam em problemas naquele momento, assim como a equipe esteve no ano anterior.
Ela havia sido implacável em procurar por Emily e pelo Mr. Scratch. Agora, era ela quem precisava ser procurada.
Agora...
— Você não pode estar falando sério! – Matt gritou. – Estamos em mais problemas do que imaginávamos.
Por cinco minutos, ambos olhavam para as provas. E Luke apenas suspirava por pensar que sua própria namorada, agora ex, seria capaz de fazer tal coisa.
Fale com o autor