Revenge

4 Capítulo 4: Desafio


Aquele era definitivamente um dia tedioso. Amy havia imaginado que aprenderia a invocar feitiços, lutar, aumentar sua força ou inteligência; ou qualquer coisa do gênero. Mas, eram apenas testes e mais testes, numa sucessão que parecia nunca acabar. Primeiro Silver, verificando se ela conseguia usar poderes da mente (telecinese, telepatia, etc.). Depois, os Chaotix tiraram “medidas” de suas habilidades físicas (velocidade, força, resistência, aceleração, reflexos, entre outros). Soltara apenas um comentário a respeito, logo após os Chaotix terminarem:

— Eu estou cansada! Desde quando testes são um treinamento?

Blaze ouviu o lamurio da pequena rosada e respondeu, mais áspera que de costume:

— Isso é um teste, sim. Para sua paciência. Ou por acaso, passou nessa sua cabeça que nós vamos te ensinar um monte de feitiços em pouco tempo pra você matar uma criatura como Dark Sonic com um golpe ou algo do tipo?

A forma que gata respondeu para Amy fez a mesma se calar. Por uma hora e meia.

Enquanto isso, Shadow e Silver treinavam seus poderes. Haviam combinado semanas antes, que iam se ajudar a desenvolver melhor suas habilidades.

Silver lançava várias pedras enquanto Shadow desviava, acumulando energia caótica e cinética. Depois de alguns segundos, o prateado mudou de estratégia. Passou a influenciar o corpo do ouriço negro, para que Shadow não pudesse se mover (e atacá-lo). Entretanto, apenas evitar que a forma de vida suprema acelerasse era um esforço colossal para o ouriço viajante no tempo. Shadow, percebendo isso, fez mais e mais resistência. Aquilo realmente estava divertido (e acirrado) para os dois ouriços.

Mas ele chegou.

E não esperavam sua chegada. Dark Super Sonic se materializara entre os dois ouriços. Os dois se colocaram em posição de combate, mas vendo isso, Dark Sonic riu e disse:

— Nem precisam tentar lutar, ainda... eu vim apenas para lhes dar um aviso, ou melhor... — Deu uma risada estranha, como se estivesse feliz e dolorido ao mesmo tempo. — Um comunicado!

Dark Sonic não estava lutando... e sim dialogando!? Aquilo parecia irreal, utópico, no mínimo. Cogitaram se era um impostor.

Perto dali, Amy descansava num belo jardim, com vários Wisps brincando ao seu redor, mas, de repente; os aliens sumiram, assustados. A rosa sentiu uma sensação horrível queimando em seu peito, uma presença maligna, ficou se perguntando o que era aquilo, até que a opção mais óbvia lhe veio à mente:

Dark Super Sonic!

A pequena saiu correndo, com suas poucas forças, à direção que a força má vinha. Ao chegar, viu Shadow e Silver, parados de pé. As expressões estáticas. Pareciam em um tipo de transe muito profundo! A garota estalou os dedos na frente dos dois, para ver se reagiam, quando, do nada, Shadow agarrou seu pulso, com certa firmeza, e disse:

— Não precisa disso. Estamos conscientes, obrigado.

E largou o braço da menor. Amy se sentiu ofendida, mas nem comentou nada, pois sua maior preocupação era aquela péssima sensação de momentos antes. Ela respirou e perguntou:

— Onde está Dark Sonic? Eu senti a presença dele...

Dessa vez, foi Silver que reagiu;

— Ele estava aqui. Mas, foi embora depois de falar com a gente.

— Como assim? Ele simplesmente apareceu e falou com vocês e sumiu?

— Sim.

— E o que foi que ele disse?

O prateado ficou calado, parecia nervoso e com medo, Shadow notou que isso estava deixando Amy pior e respondeu no lugar do mais novo:

— Ele disse: “Eu sei que estão todos aí! Eu sei que escondem minha rosa com vocês! Acham que vão me derrotar? Enquanto brincam e treinam aqui, eu domino o que restou do mundo de vocês! Podem treinar aquela criança o quanto quiserem, ela nunca vai sequer chegar aos meus pés! ” E sumiu.

Amy não sabia como reagir, e mal sabia o que devia fazer ou falar, sentia o mundo rodando, seu corpo doendo e formigando, não conseguia respirar... E de repente não conseguia mais ficar de pé ou manter os olhos abertos. Caiu inconsciente, a última coisa que viu foi o rosto de Shadow perto do seu, e Silver atrás dele, os dois com expressões de surpresa, porém o mais estranho era que tudo estava em tons de rosa.

Acordou no seu quarto, sentindo algo queimando ao redor de seu corpo, analisando o local, viu que Blaze e Silver estavam ali, tão focados em sua conversa que não notaram que a jovem havia despertado. Tentou ouvir, pois a curiosidade foi a única coisa que lhe acudiu naquele momento, mas não conseguia entender tudo, só o que ouviu foi:

— ...acha mesmo que ... falando sério? Ela não...isso pode matar muita gente, incluindo ela! — Disse a voz de Blaze, num tom de dúvida.

— Bem... eu ... Dark Sonic falou sério, você sabe que... eu não gosto dessa ideia, mas é nossa última tentativa. — Silver respondeu, claramente triste.

A rosa se levantou da cama, indo na direção dos dois. Amy tentou ir em silêncio, mas percebeu que suas pernas não estavam mais obedecendo os comandos de seu cérebro quando tropeçou e caiu, indo em direção a Silver. Inclusive, como seu rosto foi de encontro às costas do prateado, sua bochecha sofreu um leve corte devido ao contato com um espinho das costas do ouriço. Notando isso, Silver e Blaze se viraram, contemplando a pequena caindo de cara no chão. Silver ia estender a mão para que ela se levantasse, mas a jovem foi mais rápida e se levantou só.

Foi somente quando contemplou suas mãos, é que Amy pode ver que estava queimando era uma peculiar aura rosa, clara, quase transparente que tremeluzia como fogo, inclusive tendo uma forma semelhante à uma chama enorme. Amy se distraiu observando aquilo e não ouviu Silver se dirigir a ela. Sendo assim, Blaze repetiu a pergunta do prateado, porém num tom mais audível:

— Quando foi que você acordou, Amy?

A rosa respondeu:

— Fo-Foi alguns segundos atrás. Ia falar, com vocês, mas minha perna tá estranha e caí. — Após terminar de falar, começou a massagear a bochecha ferida, pois a mesma ardia e sangrava bastante, mesmo tendo apenas um corte superficial.

— Vem, vamos te levar para o Espio, ela vai dar um curativo pra isso. — Disseram o ouriço e a gata, quase ao mesmo tempo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.