Notas iniciais
Olá pessoal!!!! Um capitulo novinho aqui para vocês!!! Disseram me agora que a palavra "rapariga" no Brasil significa outra coisa... eu sou de portugal pelo que nao sei o que significam algumas palavras por ai... por isso, se por acaso alguma palavra que eu usar na minha fic for um insulto para vocês, peço desculpa! beijinhos

POV SCORPIUS

A casa branca estava a poucos metros de mim, e eu não conseguia chegar até a porta e tocar a campainha.

Pelo que a Lexi me disse, aquela era a casa onde Rose tinha passado os últimos 6 anos.

Maldita a hora em que eu me voluntariei para vir cá, porque não deixei isto para Lexi ou Luke ou até mesmo o meu pai?! Eu sei porquê, porque eu precisava de a ver.

Precisava de ver com os meus próprios olhos que Rose tinha seguido com a sua vida, ignorando a guerra que acontecia á sua volta.

Suspirei e atravessei o jardim que me distanciava da porta.

Toquei á campainha e esperei. Momentos depois a porta foi aberta por uma menina.

Ela era pequena, talvez tivesse cinco anos, com cabelos loiros avermelhados, algumas sardas e os olhos cinzentos azulados. Era bonita, parecia uma boneca!

– Oh, desculpa, eu estava á procura de Rose Weasley – informei. – Mas devo-me ter enganado na casa.

A menina sorriu.

– É esta casa – disse. – A Rose é minha mãe!

O quê? A Rose é mãe? Quando é que isso aconteceu?

Ela tinha mesmo seguido com a sua vida!

– E então, vais querer falar com ela ou pretendes ficar só a olhar para mim? – Perguntou a menina ironicamente. Que idade é que ela tinha afinal?!

– Eh e-eu… Podias chama-la, por favor?

– Mãe – a menina gritou para dentro da casa – É para ti!

Eu não podia acreditar que Rose era mãe. Possivelmente, estava casada. E estas menina… Tão nova e já a responder desta maneira. Sorri. Tendo uma mãe como a Rose, quem não iria responder assim?!

Momentos depois, Rose apareceu á porta. Ela não tinha mudado nada! Quando me viu várias coisas passaram pela sua cara. Primeiro, choque, depois medo.

– Malfoy – disse ela.

– Malfoy? – Brinquei. – A sério?

– Olá, Scorpius – corrigiu-se.

– É bom ver-te Rose.

– Como chegaste até aqui?

– A Lexi deu-me a morada – expliquei. – Precisamos falar- disse e pude ver Rose arregalar os olhos. – Sobre a Parker! – Rose descontraiu.

– Entra – disse, dando-me espaço para passar. Depois virou-se para a filha. – Sophie, podes ir para o teu quarto, por favor?

– Mas, mãe, e o acordo? – Fiquei confuso. Que acordo?

– O acordo diz que eu só te conto aquilo que tu podes saber – afirmou Rose. – Depois de falar com Scorpius, eu vejo se podes ou não saber. Agora, quarto!

Sophie revirou os olhos e saiu da sala.

– A tua filha é… — procurei pela palavra certa.

– Curiosa? Irónica? Chantagista? – Propôs Rose a sorrir. – Eu sei, sai ao pai!

– E quem seria ele?

Rose fechou a cara.

– Vieste cá para falares da minha família ou da Parker? – Perguntou mudando de assunto.

– Da Parker- disse. – Ela…

– Espera – interrompeu-me. Mas que raio? Primeiro pede-me para falar e depois diz para esperar? – Sophie, eu disse para ires para o quarto! – Disse Rose por cima do ombro.

Olhei na direção em que ela falava, e vi Sophie subir as escadas emburrada.

– Podes continuar – afirmou Rose.

– Ela não vai ouvir mais?

– Não, a Sophie sabe as regras – informou Rose. – Estavas a dizer que a Parker…

– Ela continua a atacar!

– Vieste cá contar-me algo que eu já sei?

– Não, eu vim cá pedir-te para voltares – disse. – O Albus foi atacado e nós não sabemos como cura-lo. A Lexi e a tua mãe acham que tu nos podes ajudar. Eu, sinceramente, não sei como visto que fugiste da guerra.

Rose olhou para mim com raiva.

– Há 4 anos atrás, vocês apanharam um seguidor da Parker, certo? – Confirmei com a cabeça, não sabendo onde ela queria chegar. – Fui eu que informei o Albus sobre o paradeiro dele. Há 3 anos, preveniram um ataque a um acampamento muggle e conseguiram proteger o primeiro ministro bruxo de um ataque a sua casa. Há dois anos, o teu pai foi enfeitiçado, não foi? Quem é que conseguiu a poção para o curar? Eu dei-a á Lexi, que a deu ao Draco! O ano passado, quase conseguiram apanhar a Parker porque descobriram o seu esconderijo. Quem achas que deu essa informação ao Albus? Eu dei – informou Rose. – Eu estive sempre presente na guerra, apenas no plano de fundo e não na primeira fila. Por isso, nunca mais digas que eu fugi da guerra.

Eu estava de boca aberta.

Se ela não tinha fugido da guerra porque se escondia?

– Segue-me – ordenou. Eu quase afirmei que não seguia ordens dela, mas a curiosidade foi maior.

Rose levou-me para uma sala. Quando entrei vi que era uma biblioteca. Sorri, seis anos se passaram e Rose continua a gostar de livros! Há coisas que nunca mudam!

– O que estamos a fazer aqui? – Perguntei curioso.

Ela não me respondeu, seguiu para a parede mais afastada da biblioteca. Bateu com a varinha três vezes e afastou-se.

Eu esperei.

A parede começou a mexer-se. Os tijolos afastaram-se e apareceu uma passagem. Rose fez sinal para que a seguisse.

Descemos umas escadas e entramos numa sala escura.

Pensei em utilizar o Lumus, mas antes que tivesse tempo para fazer alguma coisa, Rose acendeu a luz.

Eu não pode acreditar no que via. Parecia a nossa sala de operações.

As paredes cheias de papeis afixados, com notas escritas por Rose. Um mapa com marcas dos lugares onde houveram ataques. Fotografias e recortes de jornais.

– Como podes ver eu estou bem ciente da guerra – disse Rose, quebrando o silêncio.

– Como?

– A minha mãe, Lexi, Al e o meu irmão mantêm me informada – explicou. – Outras coisas, sou que eu descubro sozinha.

– O Al e o Hugo sabem onde tu estás? – Perguntei.

– Claro que sabem – disse ela. – O Al é o padrinho da Sophie, e a Lexi a madrinha. Qual é o espanto?

– Nenhum!

Aqueles dois mentiram-me! Dizeram que não sabiam de Rose!

– Eles não te podiam contar – disse Rose, adivinhando o que eu estava a pensar. – A Lexi é a guardadora do meu segredo.

Fazia sentido. Eu sabia que Lexi deveria saber onde Rose estava, mas nunca lhe perguntei. Em vez disso, perguntei a Al e Hugo. Nenhum dos dois mo poderia ter dito.

– Agora – disse Rose para ela mesma, — onde é que está o que preciso?

– Do que estas á procura? – Eu estava curioso.

Rose andava pela sala, observando as paredes repletas de papéis.

– Ah, aqui está – pegou num papel amarelo e deu-mo.

Li-o.

“A Fúria pode morder, arranhar e até comer, mas nunca vencerá o sangue inocente.

E aquele por quem a tua confiança recai será vítima da Furia”

– O que quer isto dizer? – Perguntei confuso.

Rose suspirou.

– Quer dizer que uma das pessoas em quem eu confio será atacada por uma criatura chamada Furia – esclareceu. – E também diz como curar essa pessoa.

– Continuo sem perceber – admiti.

Rose bufou sem paciência.

– O Albus é uma das pessoas em quem eu confio – afirmou ela. – Ele foi atacado por uma criatura que vocês não sabem o que é, certo? Nem sabem como cura-lo, certo?

– Certo – concordei.

– Eu sei – disse ela. – Está ai escrito! Com sangue inocente!

– Vamos ter de matar alguém?

Rose revirou os olhos.

– Anda, vou arrumar as minhas coisas para ir para Londres. E chamar a Sophie – disse ela. – Eu explico-te no caminho. – Prometeu vendo a minha cara.

Notas finais
Opinioes???