Revenge!
17 Explicações!
Notas iniciais
POV ROSE
Scorpius e eu estávamos sentados no sofá. Bem, mais ou menos sentados. Eu estava deitada sobre o seu ombro e ele tinha o braço a minha volta. Numa típica posição e casal, coisa que não eramos.
– Eu não sabia que cantavas assim – admitiu ele quebrando o silêncio.
– Comecei a cantar quando engravidei da Sophie – esclareci. – Há muitas coisas que tu não sabes sobre mim, Scorp.
– Nem tu de mim – disse ele.
– Provavelmente!
– Mas eu queria pedir-te desculpa Rose – afirmou Scorpius.
Endireitei-me e olhei para ele.
– O que foi que tu fizeste agora?
Ele sorriu.
– Não foi agora – disse. – Foi quando nos conhecemos.
– Como assim? – Perguntei confusa.
Scorpius endireitou-se a meu lado.
– Tu uma vez disseste-me que só te comportavas daquela maneira no primeiro ano, por causa dos teus pais. Não os querias desiludir. – Assenti com a cabeça. – Bem, comigo foi igual. O meu pai sempre me disse que nós devíamos muito ao Potter pelo que ele fez na Segunda Guerra Bruxa e que não devia meter-me com os filhos dele, mas quando o assunto era os Weasley, o meu pai mudava completamente. – Scorpius falava olhando para as mãos. – Por algum motivo, o meu pai odiava o teu e isso não mudou com o passar dos anos.
– Então tu eras daquela maneira por causa do Draco? – Eu não queria acreditar que Draco fosse assim.
– O meu pai insistia que eu devia ser superior a qualquer Weasley que visse, principalmente se fosse filho de Ronald Weasley – informou Scorpius. – E então, tu apareceste e tornaste-te o alvo perfeito. Tu eras envergonhada e sempre a primeira das aulas. – Scorpius olhou para mim. – Mas eu odiava ter de te humilhar daquela maneira, Rose! Eu odiava cada lágrima que tu deitavas por minha causa! – Voltou a olhar para as mãos. – Quando a minha mãe morreu, os teus pais ajudaram bastante o meu pai. O teu pai fez de tudo para encontrar o culpado e a tua mãe fazia companhia ao meu pai. E por algum motivo, ele mudou de ideias!
– Isso quer dizer…
– Isso quer dizer que o meu pai falou comigo depois disso e admitiu que tudo o que ele me tinha dito para fazer era errado! – Scorpius disse a frase sem respirar. Eu conseguia ver que ele estava chateado com isso. Ele olhou para mim. – Tu tens noção de como foi para mim saber que toda a dor que te causei podia ter sido evitada?! Eu odiei o meu pai durante semanas por isso, até que conheci o Al e Luke, eles fizeram-me ver que já não podia voltar atrás e que a culpa não era do meu pai, ele certamente também teria um motivo. – Voltou a olhar para as mãos.
– O que queres dizer com isso? – Questionei.
– Quero dizer que tu não eras a única que gostava de quem não podia ter – admitiu ele, de cabeça baixa. – Eu amava-te Rose! E durante os cinco anos que tiveste fora o meu coração ficou gelado. Quando voltaste, foi como se uma onda de calor tivesse passado por mim – levantou a cabeça. – Tu mexias comigo de uma maneira que nenhuma outra conseguia. E no sétimo ano, eu chateava-te porque era muito mais fácil dizer que tu eras irritante do que admitir que estava apaixonado, e tu ficavas linda com raiva!
– Tu amavas-me? – Procurei confirmar. Ele amava-me?
Ele olhou para mim, diretamente nos olhos.
– Não – afirmou e uma onda de desilusão passou por mim. – Eu amo-te!
Olhei para ele sem acreditar. Ele ama-me! Fez-se silencio.
– Diz qualquer coisa Rose – pediu.
– Eu odeio-te Rose Weasley – afirmei. Ele ficou confuso. – Tu disseste-me isso na nossa primeira conversa, e por algum motivo foi como se me cravassem uma faca no coração. Acho que essa foi a primeira vez que eu tive o meu coração partido, e eu nunca sequer tinha falado contigo. Nos apenas nos tínhamos visto na estação! – Esclareci a sorrir. – Depois dessa noite no lago, tu disseste essa frase milhares de vezes. E eu lembro-me de todas elas, e lembro-me que sempre sentia o meu coração a partir-se. Houve uma vez, no sétimo ano, que nós ficamos de detenção na Floresta Proibida e tu foste atacado por Dementors. Lembras-te?
– Lembro – disse Scorp, ainda confuso com a minha explicação.
– Nessa noite eu quase não consegui conjugar o patrono porque tudo o que eu conseguia ouvir era a tua voz a gritar que me odiavas – admiti. – Mas quando consegui, a memória feliz que eu escolhi foi quando te vi a primeira vez. Na altura, não pensei porque tinha pensado naquele dia, mais tarde percebi que tinha sido o dia em que me tinha apaixonado por ti!
– O que queres dizer?
– Eu estou a tentar dizer-te que todas as vezes que dizias que me odiavas, eu sentia o meu coração a estalar – afirmei. – E se mo dissesses agora, a sensação não iria ser diferente!
Alguns segundos se passaram até que Scorpius finalmente percebesse o que eu queria dizer. Quando isso aconteceu, beijou-me.
Scorpius segurou a minha cintura, puxando-me contra o seu corpo. O beijo começou lento, mas logo se tornou apaixonante. As nossas línguas dançavam em sintonia, e quando o ar nos faltou, Scorpius desceu os seus beijos até ao meu pescoço.
Ele depositou beijos molhados e quentes ali, arrepiando-me.
– Scorpius – chamei.
– Sim? – Perguntou ainda beijando o meu pescoço.
– Aqui não! – Ele olhou para mim e assentiu. Começou a afastar-se mas impediu-o. – Quarto!
Peguei na sua mão e levei-o em direção ao meu quarto. Entramos e eu virei-me para fechar a porta e colocar um feitiço á prova de som. Quando estava de costas, Scorpius prendeu-me contra a porta, beijando-me o pescoço e passando as mãos na lateral do meu corpo, acariciando as minhas pernas.
Virei-me e frente para ele e beijei-o apaixonadamente. Coloquei as minhas pernas á volta da sua cintura. Scorpius encaminhou-se para a minha cama e sentou-se, deixando-me por cima dele.
As suas mãos acariciavam-me as pernas e a cintura, enquanto que as minhas mãos desapertavam a sua camisa lentamente. Deixei a sua boca para lhe beijar o pescoço. Beijei e mordi a pele de Scorpius, enquanto isso a minha camisola já estava no chão.
Pressionei a minha cintura contra a dele, sentindo o seu amiguinho já animado. Scorpius gemeu e eu sorri orgulhosa.
No segundo a seguir, as posições tinham-se invertido. Scorpius beijava-me o pescoço, o peito, a barriga. Lentamente retirou as minhas calças.
As suas mãos passearam pelas minhas pernas, e subiram até aos meus seios. Gemi.
Ouvi o riso de Scorp. Em segundos, eu estava nua em frente a Scorpius.
Ele desceu novamente os seus lábios pelo meu corpo e beijou-me a virilha. Gemi com a antecipação. Scorpius tocou com a língua na minha intimidade e eu gemi alto.
Ele mordeu, lambeu e chupou incansavelmente, enquanto eu me contorcia e gemia na cama. Sem aviso, Scorp penetrou-me com dois dedos, e isso foi o suficiente para eu atingir o orgasmo.
Suspirei ofegante, enquanto ele retirava as calças e os bóxeres, ficando nu á minha frente. Deitou-se sobre mim, e penetrou-me lentamente.
Gemi quando o senti dentro de mim. a sensação de plenitude preencheu-me.
Scorpius fazia movimentos lentos de vai e vem, enquanto me beijava ora nos lábios ora no pescoço.
– Scorpius – gemi. – Mais rápido!
O canalha riu-se e só depois atendeu ao meu pedido.
Poucos movimentos depois, ambos estávamos quase a chegar ao ápice. Scorpius impulsionou-se dentro de mim e os dois atingimos o orgasmo. Cravei as minhas unhas nas suas costas, e soube que deixaria marca amanha.
Ofegantes, satisfeitos e cansados, adormecemos nos braços um do outro.
O meu ultimo pensamento antes de perder a consciência foi que agora eu estava realmente feliz.
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