Revenge

3 Capítulo 3


Notas iniciais
*Brota* Milhões de desculpas pela demora, pessoas.... culpem a vida, a casa e principalmente a faculdade dessa pobre mortal aqui!! Ainda mais que esse é um capítulo chave, terei que usá-lo pra tudo que vier pela frente!! Ah, peguei informações sobre os lugares em sites de vááárias bandas e rádios japonesas, juntei, misturei tudo e nem ligo =D ~

~ Reita ~

– Então galera, vamos rever nosso Schedule desse próximo mês. – disse Kai, mostrando as folhas que me deixavam cansado só de ver aquela quantidade de kanjis...

DIA – [EVENTO] LUGAR 「PROGRAMA」 – QUEM VAI

1 – [radio] NHK FM 「The Sendai music club」 – Aoi & Ruki

3 – [show] TAKEDA BABA AREA

4 — [show] SHIBUYA O-West

5 — [radio] Date fm 「Mega–Rocks」 21:00-21:55 – Kai & Ruki

8 — [radio] Big B Radio 「SUPER ARTIST CLUB」 14:00 – Kai & Uruha

8 — [radio + comment] FM 76.3 「~ROCK&POPS~」 16:00 – Reita & Aoi

10 — [radio] Kuroda Station 「Pump it Up」 9:30-11:50 – Ruki, Aoi & Uruha

12 – [shoot + entrevista + comment] FOOL'S MATE EXPRESS – Shoot Aoi x Uruha

13 — [shoot + entrevista] hevn — Shoot Reita x Ruki

15 — [show] HOLIDAY SHINJUKU

17 — [shoot + entrevista + comment] Cure – Shoot Reita

18 — [radio] Music Mon 「FUN! FAN! MUSIC!」 15:00-17:00 – Ruki & Uruha

20 — [radio] Mumix Radio 「MUSIC VOX」 17:00-18:00 – Ruki, Reita & Uruha

23 — [show] HOLIDAYOSAKA

24 — [radio + comment] FM OSAKA 「Love music」 23:15-24:00 – Reita & Ruki

25 — [show] OSAKA MUSE

28 — [show] NAGOYA Electric Lady Land

– É, pois é. 6 shows, 8 programas de rádio, 4 comments e 3 shoots com entrevistas... Ai ai... – gemia Aoi com sua folha na mão, envolvendo com a caneta os eventos que iria participar.

– Sendo que você só tem 3 programas... Eu tenho 6! Só não vou em 2! – reclamou Ruki, olhando sua folha com um braço pra cima. – por que o Koga-san me colocou em tudo? Isso não é justo! – continuou.

– E não era pra você já ter se acostumado com isso?? – respondi. – eu também tenho 5 eventos... E tudo antes de shows, olha que beleza. Ainda bem que não tem programa de TV...

– Sendo que ele sempre pedia pra ir nessas coisas! – disse o produtor. – E olha também que tive que descartar 2 shows pra não encher ainda mais! E 2 entrevistas em rádios bocós... Será que eles não se lembram que o dia do show não é pra ter nada?? No máximo um horário de manhãzinha... – Uruha fez uma careta com o comentário, fazendo Aoi rir: ele sabia que o loiro detestava acordar cedo.

– ah, mas eu achei esse horário bem bom. Tem dias livres para ensaio, nada muito importante depois de shows... E viagem para Osaka e Nagoya! – disse Kai.

– Osaka... Faz tempo que não vamos pra lá... Pois é! Boa sorte para nós! – desejou o guitarrista loiro alegremente, levantando-se.

– Sorte não ne, saco... Pra agüentar aquelas perguntas imbecis de fans retardadas... – reclamou o chibi de novo.

– Que isso, cara! – falou Aoi – Tá certo que de vez em quando elas são um pé no saco... Mas não é pra falar desse jeito delas!

– Eu falo do jeito que eu quiser, beiçudo. – respondeu Ruki maleducadamente.

– É, tá bom Ruki, já chega, vamos pra casa, vamos? – levantei e peguei o vocalista pelo braço, que já estava de pé, levando-o para a porta, e graças aos céus ele não reclamou.

Pude ver Aoi suspirar impaciente e Uruha sentar-se de novo ao lado dele antes de sair. Pelo visto, Ruki ainda estava puto com sei lá o que. Deve ser a vida ne? Tomara que essa agenda cheia o faça parar com essas babaquices.

E realmente tive que levá-lo pra minha casa depois daquilo. Mesmo tendo falado por falar, ele insistiu que queria ir. Bom, se fosse só pra ir e ficar conversando, ou vendo um filme bom, beleza. Mas ver filme pornô?? O que esse trocinho tinha na cabeça?? Tá certo que a atriz era gostosona, mas porra... Desse jeito só me faz pensar que o problema dele é falta de mulher.

~

.: 1 – NHK FM 「The Sendai music club」 ~ Aoi ~ :.

– Aoi, seu porra, anda logo!! – ouvi, enquanto soltava a ultima baforada, sentado no camarim.

– Ainda falta meia hora cara, que pressa é essa? – contestei calmo e tranqüilo, apagando o cigarro naquele cinzeiro com forma estranha. Fiquei observando, era bonito, em forma de flor. Vi metade do tronco de Ruki aparecer na porta, com uma expressão meio irritada.

– O que você tá fazendo com isso na mão?? Trombadinha! – arregalei os olhos – Precisamos responder umas perguntas, era pra estar lá 40 minutos antes! Levanta esse rabo daí e vambora!! – gritava. Continuei fitando com os olhos bem abertos.

– Você tá bem, cara? Você viu que isso aqui é um cinzeiro? – peguei o objeto e levantei, mostrando-o bem.

Ele apenas grunhiu e desapareceu no corredor. Fiquei rindo, balançando negativamente a cabeça, quando uma amável funcionária me chamou. De forma bem educada, obviamente.

– Vamos lá? Aoi-san? – notei seu sorriso bonito, parecia estar muito feliz. Era uma ocidental bastante bonita, que não se vê por aí facilmente, e encontrá-la trabalhando numa rádio tão conhecida era um caso raro.

Fiquei curioso, já que tenho uma queda por ocidentais. Perguntei seu nome e achei uma graça ela se assustar com a pergunta inesperada e mostrar responder normalmente, embora eu tenha notado o rubor em suas faces. Já to bem acostumado com isso, sabe como é.

– Carol, hm? É um bonito nome. E vejo que também é eficiente. – complementei, quando ela me entregou uma folha, caneta, apontando-me uma mesa para sentar.

– Ora, muito obrigada! Mas é isso que se espera de uma boa funcionária, não? — respondeu sorrindo, mostrando aqueles dentes bonitos e apertando os olhinhos. – Deseja beber alguma coisa? – sua voz também era bonita... Era uma menina bem interessante!

– Vamos querer um copo d'água, por favor. – respondeu Ruki, e ela prontamente se retirou. Sorrindo, é claro. – Tava viajando onde, cara? Nem respondeu a menina! Que falta de educação! – continuou o baixinho.

– Olha quem fala sobre educação heim nanico! – foi o que consegui responder.

Mas é verdade, tinha deixado a moça no vácuo, coitada! Me desculparia quando voltasse com a água... Se tivesse sido ela. Quem nos serviu foi uma mulher bem sorridente também, mas... Incrivelmente feia. Parecia um gambá. Ruki me olhou de soslaio, sorrindo safadamente da minha cara de espanto. Tive uma vontade absurda de dizer "caralho, da onde você surgiu?? Some e traz a carol, pelo amor dos céus!!" Mas não podia, ne? Coitada. E ainda tive que agüentar as risadinhas e piadinhas do loiro chato enquanto respondia as questões.

Finalmente deu a hora e fomos pro estúdio. A entrevista estava correndo bem, divertida, até a primeira música tocar... Quando Ruki resolveu dar uma de idiota e falar no meu ouvido:

– Olha sua musa ali! – procurei por Carol, logicamente, segurando o sorriso para que não ficasse tão largo olhando para as fans, mas quem achei foi... A gambá. Vi aqueles dentes horrendos e fechei a cara na hora, de espanto. E de raiva, pisei no pé do nanico por baixo da mesa. Ele riu foi mais, atraindo a atenção do apresentador, que quando acabou a música, imediatamente perguntou do que Ruki estava rindo.

– Nada, só lembrei de uma piada sobre gambá... – respondeu ainda rindo.

– Piada? Você conta piadas, Ruki-san? Conte pra rirmos também! – pediu empolgado o apresentador.

– Ah, mas quem sabe essa é ele, ó! – falou apontando pra mim. Arrepiei-me dos pés a cabeça e me senti muito quente quando o apresentador me pediu mega empolgado pra eu contar a piada. De raiva, claro.

Sorri forçado, falando alguma coisa sobre não lembrar direito e piadas que perdem a graça quando contadas pela metade. Senti vontade de esganar aquele merdinha que ria da minha desgraça, logo após provocá-la.

Senti-me um idiota diante da insistência do apresentador, mas o que podia fazer? Não dava pra inventar uma piada ali na hora. Ainda mais sobre gambás. E vendo aquela criatura na minha frente. É uma merda, depois que você acha alguém numa platéia, seu olhar acaba voltando-se sempre para lá. Puta que pariu.

Mas é claro que a situação não melhorou, com o apresentador empolgado com o assunto das piadas. Tentei dizer que o palhaço da banda era Reita... Pra quê?

– Ah, não, não, Aoi não chega aos pés de Reita!! – ria a loira escandalosa, quando o cara disse que eu era brincalhão e provavelmente contaria piadas bem. – o Reita fala coisas engraçadas, esse aqui só faz coisas bobas tentando ser engraçado! – continuou...

O apresentador ficou meio sem graça com a falta de educação do chibi e falou algumas coisas pra amenizar. Mesmo tentando terminar o assunto, ele ainda soltou algo tipo:

– É, a gente meio que briga pelo Reita... Quem consegue menos atenção paga umas cervejas pro outro! – inventou. Não sei da onde tirou a idéia, mas resolvi deixar pra lá... Senão o programa não terminaria.

E Ruki ainda aproveitou para ficar falando sobre gambás, ratos e macacos sempre que podia e não podia, referindo-se a histórias pessoais. Sorte que o apresentador ficou pensando que fosse pela piada. Senão eu arrancaria aqueles óculos de abelha pra todos verem os olhos feiosos do oxigenado ali mesmo.

Finda entrevista e foto, convenci o nanico a ir ao banheiro, deixando-me livre para procurar Carol. Precisava dela para tirar aquela imagem terrível da cabeça.

Como aquele era meu dia de sorte, adivinha quem eu achei pra perguntar por ela? A gambá, claro. Ainda bem que ela sabia onde estava, senão tiraria todos aqueles dentes e os colocaria de novo, dessa vez nos lugares certos. Encontrei-a e esqueci completamente a desculpa que daria por estar procurando-a, graças ao animal deformado.

Conversamos e perguntei se podia buscá-la para sair no dia seguinte. Porque naquele não dava, as fans que fazem acampamento na porta da rádio não deixariam, chatas do cacete. Achei lindo ela sorrir sem graça, mas achei horrível Ruki aparecer logo naquela hora. E berrando... Sorte que não ouviu quando e aonde iríamos, apesar das insistências dele pra eu contar. Ah, e como ele é muito legal, ainda complementou enquanto me despedia dela e pegava seu telefone:

– Aoooooooooiii... Não me deixa esperandooooooooooo.... – com aquela voz dele. Sorrimos sem graça. Claro que não contei pra ele que isso acabou descontraindo o clima.

Mas eu realmente me arrependi de tê-lo pego com o carro para ir à rádio. E ainda tinha insistido. Resultado: tive que agüentar aquela coisinha me zuando o caminho todo até em casa. Liguei o rádio pra fingir que não escutava suas perguntas cretinas e indiscretas. Até contaria feliz, como sempre fazemos, mas aquele dia ele estava particularmente chato. Se bem que... Ultimamente ele andava todos os dias particularmente chato.

– Cuidado que o Uruha é ciumento, heim?? – se ria. Olhei para a cara dele interrogativamente, mas tudo o que fez foi continuar rindo.

– O que tem o Uru?? – perguntei curioso. Ele riu mais e mais alto, falando algo sobre não saber de nada.

Puta que pariu de novo.

~

.: 3 – TAKEDA BABA AREA ~ Uruha ~ :.

Sempre adorei casa de shows pequena. Me lembrava dos velhos tempos de indies... Das nossas antigas bandas... Mesmo não tendo todos os recursos, ainda gostava, me divertia bastante. Assim como Reita. Aquele, aliás, se diverte com tudo, pra falar a verdade. Tudo isso apontava pra uma atmosfera leve e tranqüila... Se não fosse por adivinha quem??

– CARALHO KAI!!!! – gritava Ruki, ao invés de ajudar o pobre baterista. – COMO que você consegue perder seus sapatos???

– Ah... Desculpa... Desculpa... – pedia não sei por quê, vindo do Kai essa história de perder as coisas nunca foi novidade.

Reita e alguns staffs estavam rindo, brincando e ajudando-o a procurar como sempre, tentando ignorar o baixinho, pra não estragar o clima descontraído que era pra ser. Mas aquele bosta não parava de reclamar. Tava enchendo o saco.

– Caralho digo eu, Ruki! Não deixa o pobre mais nervoso ainda, ajuda a procurar! – puxei-o prum canto pra falar. – Até parece que você nunca perdeu nada!

– Mas os dois sapatos, Uruha??? Como isso pode acontecer com alguém?? Já to cheio do Kai perdendo as coisas!!

– E eu to ficando cheio de você, sabia? – falei triste, suspirando, apoiando as mãos na cintura. Ele virou a cabeça pra mim e sorriu.

– Acho melhor você fazer essa pose pro Aoi... Senão você perde ele de novo!! – disse em tom sarcástico.

– Mas heim?? – fiquei confuso. Do que diabos ele tava falando?

Olhei na direção de Aoi, que estava rindo descontraído, e vi Ruki parar do lado dele. Maldito, me deixou falando sozinho! O que Aoi tinha feito? Como assim perdê-lo... e... de novo?? Estava viajando nessa doideira sem nem perceber que tava olhando diretamente pro rosto do moreno. Quando voltei a mim, ele me fitava curioso, com aqueles olhos negros bonitos. Pisquei umas 3 ou 4 vezes, e ele virou o rosto pro baixinho, que ria com a mão na boca. Não sei se ele falou algo ou ia falar, só sei que Reita achou um dos sapatos de Kai e nossa maquiadora, o outro, e foi um festival de risadas e "obrigado"s.

O show ocorreu quase normalmente, com a única complicação mais séria tendo sido Ruki jogar a garrafa de água na minha cara. As fans adoraram, mas eu não. Me desconcentrou e errei várias notas seguidas. Fui pro lado de Aoi e fiquei rindo feito um bobo, tocando de costas com ele pra distrair o público e pedir pra me ajudar com os acordes. Merda! Por que me desconcentrei com tão pouco? Depois o animalzinho cismou de ficar me beliscando o show inteiro. Em qualquer parte do meu corpo que sua mão gorda alcançasse. Quando foi lamber a guitarra, babou tudo. Fiquei até com nojo.

No camarim, depois de terminado o show, fiquei feliz com meus companheiros tão sorridentes. Queria tirar aquilo a limpo com Ruki, mas deixei pra lá... Preferi aproveitar que ele tava feliz e sem implicar com ninguém no momento pra me divertir também, e comer bastante.

Mas mal sabia eu que o coitado do Reita ainda teve que escutar ladainha do baixinho. Recebi umas 3 mensagens no celular depois que cheguei em casa. Todas com aquele emoticon de cansado, suspirante, estilo "(_ _')". Dava vontade de atirar aquele coisa pela janela pra deixar logo meu amigo em paz.

~

.: 4 — SHIBUYA O-West ~ Reita ~ :.

– Reita, por favor... – pedia.

– Agora não, Ruki! – e eu respondia, contrariado.

– Por favor, me escuta! – segurava meu pulso, me fazendo puxá-lo de volta com força. Não estava a fim de olhar na cara dele.

– Reita... – grudou no meu braço. Tentei puxar de novo, mas não consegui, ele segurava forte. – Reita...! – choramingava.

– Pensasse antes, seu retardado. – falei friamente. – Pára de segurar o meu braço desse jeito, tá doendo, sabia?? – virei o rosto pro meu braço, deliberadamente sem olhar na cara dele, mas percebendo pela visão periférica que ele tinha soltado as mãos e olhado pros ferimentos com uma cara triste.

– Ne? Adivinha quem fez?? – disse, andando em direção a porta.

– Você vai ficar assim só por causa disso? Já fiz coisas piores! O Aoi já fez coisas piores!! Por que agora?? – falava em um ridículo tom de choro.

Parei e virei pra cara dele, finalmente. Sobressaltou-se, talvez pela raiva que eu emitia pelos olhos, junto com a surpresa por ele ter perguntado coisas tão óbvias.

– Primeiro: você nunca fez coisas piores que isso. Segundo: muito menos Aoi. Terceiro: você estragou um show que você sabia que eu estava esperando muito. Quarto: vou ter que usar curativos, que você também sabe que detesto usar. Quinto: você fez tudo o que ultimamente você mesmo tem reclamado de fazermos durante os shows. Sexto: não quero saber, não gosto de você descontando suas frustrações sexuais em mim, pelo menos não tão violentamente. Sétimo: eu NÃO AGUENTO MAIS você reclamando o tempo todo no meu ouvido. Tá bom ou você quer um oitavo e um nono motivo?? Eles estão aqui na ponta da língua.

Ficou me olhando com cara de paisagem melancólica, e ainda tava contrariado, aquele puto.

– Você nunca reclamou de eu contar minhas mágoas pra você... – ignorou os outros motivos e foi se pautar justo nesse. Suspirei.

– E nunca vou!! – falei, sincero. – Mas você reclamando o tempo todo de mim no meu ouvido, no telefone, em mensagem de celular, na minha própria casa?? Vai à merda!! – gesticulei impaciente. – E aquelas bostas todas que você falou na rádio outro dia? Caixa de cerveja?? Você se droga até pra dar entrevista??

Ele coçou a cabeça desviando o olhar. Parecia confuso e sem saber o que dizer. Também, pudera. Como explicar isso tudo?? Eu não sabia, e pelo visto, nem ele.

Os shows em Shibuya eram sempre divertidos, por causa dos fans animados. Mas ele fez questão de estragar tudo. Para nós, é claro. Porque as fans adoraram, como sempre. Ruki parecia uma loira burra com fogo no rabo. Me agarrou freneticamente em todas as músicas e intervalos. Se esfregava em mim, me apertando, achando que eu fosse o pedestal do microfone. Se fosse só isso, tudo bem. Como eu sempre acabo ficando hyper nos shows, entro no clima e gosto, bastante até. Mas bater e arranhar? O que ele achava que tava fazendo?? No começo achei legal, tipo "ah, show violento como a tempo não fazíamos!"... Mas começou a irritar. Toda vez que eu ia pra frente do palco, recebia beliscões. Se eu chegasse perto do Aoi, ele me arranhava com força. Se o Uruha chegava perto de mim, ele me batia! Dava socos e pontapés! Eu com marcas de unhas pelo corpo todo e a platéia delirando!! Malditas. Fiquei todo dolorido por causa dele. Nosso Ruki perdeu completamente a noção. Não tava agüentando mais.

– O que as loiras tão fazendo aí trancados com tanta mulher lá fora, heim?? – Uruha tinha aberto a porta, e olhava pra dentro da sala com o cenho franzido.

– Pergunte pra ele. – disse, abrindo mais a porta e passando por ele para sair logo dali.

Mas não fui. Quem sabe se Ruki, naquele estado, falasse algo pro Uruha? Não tava mesmo a fim de pegar alguma fan hoje. E nem poderia, tava com o corpo todo doendo muito. Assim que o loiro entrou na sala, voltei e fiquei parado de costas para a porta, que tinha uma fresta aberta.

– .... que é? – ouvi a voz do pequeno.

– O que você acha que está fazendo com o Reita, heim?? – ouvi Uruha perguntar em tom de bronca. – O que tem na sua cabeça?? – pareceu que ele tinha percebido a situação. Sagaz amigo, ele poderia parecer um pateta alheio a tudo, mas já tinha sacado tudo. Queria ter visto a cara do baixinho nessa hora.

– ... não te interessa. – a voz de Ruki estava baixa.

– Como assim não me interessa? Ontem você descontou tudo em mim no show, e hoje no Reita! – ouvi barulho de cadeiras arrastando. – Vocês são amigos preciosos. Não gosto quando esse tipo de coisa acontece. – sua voz estava mais calma. Mas mesmo assim me assustou, porque o Uru não é de conversar desse jeito. E o que era aquilo sobre ontem?

– ... você tá vendo coisas. – respondeu em tom irritado. Ficaram um tempo quietos, talvez gesticulando. – Vai tomar conta da sua vida e do seu Aoi. – ouvi-o continuar no mesmo tom, sem levantar a voz, e barulho de cadeiras se arrastando novamente.

– ... de novo essa história? Da onde você tirou isso, heim?

– ... você é o único retardado que não vê. – ouvi a voz de Ruki bem perto da porta, e tomei um susto muito grande. Se ele me visse ali faria um escândalo. Como não tava mais afim de confusão, saí rápido dali pra enfermaria, desviando de tudo e de todos.

Depois perguntaria pro Uruha o que tinha acontecido... E que história era aquela do show de ontem.

Notas finais
~.~.~ DDDDDDD: Desculpa mesmo, pessoal..... Mas não se preocupem, as férias estão chegando, e junto com elas, capítulos já escritos esperando para serem editados! xDDD É muito difícil escrever confusamente do jeito confuso que o Reita fala DD: Vou passar a escrever do meu jeito nas partes dele, infelizmente, senão ninguém entende o que quero dizer (nem eu! x_X) não teve nem yaoi dessa vez D: mas prometo muito em breve ;D caroooolllll~ *agarra*