Os peritos pararam na soleira da porta de Grissom assustados. A casa estava revirada: as almofadas do sofá no chão, roupas jogadas por todos os lados, os pertences do escritórios revirados e muitos papéis no chão. Catherine prendeu a respiração de nervoso.

—Oh, Gil, o que aconteceu aqui?

—Grissom é muito organizado, com certeza alguma coisa aconteceu nesse apartamento. -Nick disse sério. -Acho que encontramos nossa cena de crime.

—Como quer proceder, Cath? -Warrick perguntou.

—Vamos respeitar o local. Gil é muito reservado, então vamos nos ater apenas ao que for relevante. -Seu tom era muito sério. -Greg e Nick, vocês analisam essa parte da casa. Warrick vem comigo até o quarto.

Todos assentiram e seguiram até suas tarefas.

Nick e Greg fotografaram os objetos no chão e coletaram algumas digitais.

—Parece que teve uma luta aqui. -Nick gesticulou apontando a mesa. -Acho que alguém ficou nervoso e jogou as coisas no chão.

Greg concordou com a cabeça.

—Colhi algumas digitais, Nick. Tem uma marca estranha no centro da mesa, como se alguém tivesse caído aqui.

Os dois se aproximaram e observaram atentos.

—Não tem digitais, mas acho que posso coletar alguns epitélios se tivermos sorte.

Nick se abaixou e coletou algo com sua pinça.

—Hey, Cara, peguei um fio de cabelo. Quem sabe conseguimos uma raiz… Definitivamente não é do Grissom.

Catherine guiou Warrick até o quarto, fotografando a trilha de roupas jogadas pela casa. Quando chegaram ao cômodo, observaram com atenção. O coração da perita quase saltou da boca quando viu a bagunça.

—Tem sangue no lençol… -Ela engoliu em seco e fotografou. -Vamos coletar e mandar para a análise. Pode ser dele ou até mesmo do agressor.

Warrick fez a coleta e se abaixou para analisar embaixo da cama.

—Cath, acho que o Grissom conseguiu se soltar. -Ele mostrou a fita rasgada.

A loira se abaixou para observar e acabou encontrando outra coisa.

—Olhe o celular dele, Warrick. Sem bateria e caído no chão. Por isso ele não nos atende.

Os dois se entreolharam e se levantaram.

—Devemos periciar a cama? -O moreno indagou incerto.

—Sim, Rick, pois pode ter digitais e epiteliais de quem o pegou. -Ela direcionou sua lanterna em direção aos lençóis brancos. -Veja só: fios de cabelo e alguma digitais na cabeceira.

Eles coletaram as evidências e ela puxou o edredom que cobria a cama. Ficaram surpresos com o que encontraram ali.

—Isso é…?

—Sim, Warrick. Acho que Grissom tem uma namorada!

—E precisamos coletar isso?

—Tem sinal de luta pelo quarto. Segundo o protocolo, tudo é evidência.

Ooo

Enquanto os peritos levavam as evidências para analisarem no laboratório, Gilbert Grissom ia no banco carona do mecânico até o local onde havia deixado seu carro.

—Tem certeza que é aqui, senhor? -Zack, o mecânico, perguntou.

Grissom olhava estupefato para o local, agora vazio, onde havia deixado o carro. Sua memória era excelente e ele tinha certeza de que havia estacionado ali. Agora, como se não bastasse os problemas mecânicos, tinha sido roubado.

-Acho que fui roubado. -Grissom disse cansado.

—Ligue para a polícia e para o seu seguro…

—Meu celular ficou na minha casa, Zack. Não tenho nem o número da seguradora. -Seu estado era de dar pena. -Eu só precisava chegar em San Diego até o fim do dia…

O mecânico olhou para o perito e sentiu pena. Depois de um tempo, disse:

—Tenho um amigo que pode te dar uma carona até lá…

Gil o encarou.

—E será que consegue chegar a tempo?

Zack riu.

—Com certeza, senhor! Vamos voltar para a oficina e eu falo com ele.

Os dois subiram no carro e foram embora.

Notas finais
E aí, pessoal! Estão gostando? A situação está ficando complicada pros nossos geeks... O que será que vem por aí? Aguardo os comentários. Até mais!