Reveille
1 Prólogo
Notas iniciais
Reveille
Havemos de amanhecer!
O mundo se tinge com tintas de antemanhã
E o sangue que escorre é doce, de tão necessário,
Para colorir tuas pálidas faces, aurora.
–Carlos Drummond
Fazer as próprias escolhas faz parte de crescer. Mas o que fazer quando toda e qualquer decisão parece te levar a uma forma de autodestruição e a escuridão total, tornando tudo fadado aos erros e fracassos?
Pode-se fugir ou lutar contra alguém ou algo que te quer fazer mal. Mas e se a ameaça está dentro de você... Obscurecendo e consumindo as poucas centelhas de esperança? O lado sombrio é uma alternativa considerável, todas as alternativas podem ser consideradas quando se tem a eternidade tornando a vida uma jornada.
Mas pode-se evitar o destino? Qual seria o meu? Seria só uma questão de escolha? Viver ou morrer está além de qualquer decisão, mas eu nunca poderia imaginar que morreria assim... Era irônico, embora a esta altura, eu soubesse plenamente que tinha minha quota de merecimento.
O hoje é sempre um reflexo de ontem e a mesma regra se aplica ao amanhã.
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