Revanche

2 Oportunidades preciosas


Notas iniciais
Primeiro, DESCULPEM!!!!!!!!!!!!! Eu fiquei esses dias sem net e não deu pra publicar Segundo, Obrigada pelos comentários de incentivo de todas lá no prologo. Um agradecimento especial VicSeddie e a JulieKress :) E enfim, Boa leitura!

(Pov Geral)

4 anos depois

Era um daqueles dias em que o trio iCarly estava completamente agitado. Tinham conseguido a autorização do diretor para gravar seu webshow durante O Viradão (quando os alunos iriam passar a noite na escola fazendo seus projetos para feira de ciências). Sam não gostou muito da ideia — conciliar o que mais gostava de fazer(apresentar) com o que mais odiava fazer (estudar), não entrava na cabeça dela. Fora o esforço dobrado de ainda ter que aguentar Fred nas duas tarefas.

– De todos os castigos que o diretor Frankistein me deu esse é o pior!

Bufou ela a melhor amiga quando pegavam seus pertences no armário.

– Mas também Sam, amarrar o Fred de ponta a cabeça na janela da escola foi demais ! Eu concordo com o diretor, é melhor vocês aprenderem a lidar um com outro. E é bom que você chame o diretor pelo nome dele. Pode ficar pior pra você.

– Eu não tenho culpa se o nerd chorão se desesperou e caiu na planta favorita da senhora Briggs completamente nu ok. E não dá pra ficar pior.

– Gibby!

– Oiiiii- disse Carly enquanto uma loura bufava contra o armário.

– Quanta animação, Sam.

– Ela ta assim por causa do trabalho com o Fred..

– Falando de mim? Olá, pessoas e Puckett.

– Você tinha razão, acaba de ficar pior.

– Só porque eu cheguei? Mas eu te afeto tanto assim...

– Eu vou fazer a dança dos punhos na sua cara.

Só Carly e Gibby notaram a sirene que dava inicio ao Viradão começar. De fininho os dois saíram e deixaram uma bela discussão acontecendo no corredor. Sam e Fred apenas pararam de brigar quando um olhar expressivo do diretor fitou eles e o garoto puxou a loira pra longe. Os aparelhos do "Tectreco" ( apelido de Sam, óbvio ) eram tantos que o diretor reservou a menor sala só para o trabalho deles. Sem ninguém e com quase tudo pronto o silêncio tomou conta lugar.

Do outro lado da escola Gibby e Carly testavam vários estímulos em Spencer quando Brad apareceu com a desculpa de falar com a cobaia sobre "uma nova escultura que ele queria encomendar". Cinco minutos e ele e Carly estavam em um canto reservado. Cinquenta beijos depois Brad fala de sua proposta a Carly.

– Você disse que queria uma noite especial para uma coisa especial pro nosso aniversario de seis meses certo ?

– Sim, alguma surpresa?- os lábios dela se mexeram em um sorriso;

– Eu montei um lugar especial pra gente.

O garoto andou misteriosamente até abrir uma porta, a sala era originalmente um deposito porem agora parecia um cenário de filme. Luzes vermelhas no teto, rosas vermelhas no chão e pétalas num colchão com lençóis de seda. O perfume de rosas invadia o lugar. A única coisa em que Carly pensou foi na cama. Somente havia uma coisa especial que namorados faziam na cama

– O que você acha am..

Ele não teve tempo de terminar a frase porque ela sai correndo em direção a melhor amiga com um desespero de mocinha diante do vilão...

(Pov Fred)

No meio daquele cemitério que era a minha sala de trabalho o demônio comia um balde de frango frito enquanto eu acertava os últimos ajustes do aplicativo. Quando uma morena desesperada batia na porta. Eu abri perguntando o que foi mas Carly nem me olhou pegou Sam pelo braço e as duas saíram andando. Mulheres. Sentei e continuei meu trabalho solitário. O celular vibrou.

Carly ta com voce

Não, saiu com a Sam

droga

Aconteceu alguma coisa Brad?

sim mas te explico com calma pesoalmente

Isso não bom

vem aqui na escada de incedio

Ok

Ele errou duas palavras, esqueceu de letras maiúsculas no início da frase e quer conversar. Algo de péssimo aconteceu. Saio pelo corredor principal e dobro a esquerda. Eu deveria seguir em frente porem um choro de garota conhecido chama a minha atenção. Tudo bem, eu não deveria ouvir atrás da porta mas e se ela tiver muito mal? Preciso ter uma base até mesmo pra conversar com o Brad.

– Carly não é o fim do mundo ta bom.

– Pra mim é.

– Tudo bem mas ficar no banheiro trancada pelo resto da vida não vai resolver e esse frango um dia vai acabar.

– Dá pra ser mais sensível só pra variar?

– Desculpe.

– Tudo bem né, você não tem muita experiência no assunto.

– Quem disse?

– Você não tem namorado e é virgem.

– Obrigada por lembrar.

– Me desculpa... Ai amiga eu só faço besteira.

– Você não tem culpa daquele idiota ter me rejeitado.

– Ele é que não te merece. Onde já se viu ? Dispensar uma garota só porque ela não é muito feminina. E você não se ofereceu pra ele.

Naquele momento eu percebi duas coisas: que Brad tinha tentando ter uma noite romântica com Carly e ela puritana pirou; e que Samantha Puckett foi rejeitada. E isso era sem duvida algo que poderia ser bem explorado, se feito do jeito certo. E eu diria até que descobri uma terceira, um plano de vingança.

Uma mensagem desesperada de Brad me fez acordar de volta a realidade. Fiquei em duvida entre ir ate ele e escutar um pouco mais. Outras mensagens desesperadoras me fizeram decidir. Não havia uma única escada de incêndio no colégio, mas para alguém que queria se isolar como ele só havia uma opção.

–Brad?

Eu não sou exatamente muito carinhoso, mas quando vi seus olhos vermelhos cheios de culpa e dor. Foi inevitável não devolver o pedido de ajuda em forma de abraço que ele me deu. Fiquei ouvindo suas lamentações, mas por mais que eu quisesse dar atenção minha mente focou no plano que eu podia colocar em ação. Sabe, por mais que eu amasse meus amigos e soubesse o quanto eles estão sofrendo não seria exatamente um pecado utilizar isso de alguma forma certo? Uma vez que ocorreu ao acaso e eu não tive nada haver com isso? É só ser esperto. Tomara que isso não conte em algum tipo de lista de erros que Deus tenha. Fora que eles são bem dramáticos e pelo que entendi uma boa conversa resolve.

Fiquei olhando pra Brad um pouco, ele parecia bem acabado e olha que as coisas tinham acabado de acontecer. E então me veio uma ideia. O projeto dele era bem simples e eu aposto que ele tinha se matado pra ficar tudo resolvido pra hoje. A Puckett com certeza não ia voltar tão cedo e ela não ia achar estranho ele estar comigo e me ajudando- capaz dela te agradecer algum assumindo aquele trabalho chato por ela. Brad era bom em tecnologia e eu ia precisar de alguma ajuda pra fazer tudo rápido e do jeito que ele esta não ia perceber as mudanças no ASE (Aplicativo Sensorial de Emoções) – eu me recuso a chama-lo com aquele apelido idiota do demônio louro.

Depois de alguns minutos meu amigo entristecido concordou e fomos ate a minha sala solitária, pegando outro caminho pra evitar as garotas das nossas tormentas. Foi um trabalho silencioso também porem bem mais agradável que com a loura. Depois de um tempo ele começou a rir e a culpa de usar uma situação dessas foi passando. Até porque oportunidades são como achar perola em ostra. Quem não pegaria uma?

Notas finais
E então? Alguém adivinha o plano do Fred?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.