Return to Paradise
12 12. I'm Still Standing
"I'm Still Standing"
I
Donna não estava preparada para entrar na casa dos Forman depois do pequeno incidente da noite anterior. Havia sido uma luta tirar Lauren do banheiro, a loira só saiu depois que Fred havia ido para o quarto e até aquele momento, em que estavam todos reunidos na cozinha, ela não havia descido. Donna se voltou para seu pseudo-sobrinho, o garotinho era a cara de Eric naquela idade, magrelo e cabeçudo, ele usava uma blusa com o desenho de Han Solo e calça jeans folgada. Era incrível a semelhança dele com o marido dela. Não havia como negar. Ele era realmente um Forman.
—Então, Fred. Seus pais sabem que você está aqui? — Eric indagou.
—Sim. Foi mamãe que me incentivou a vir atrás de Lauren. Ela diz que família é a coisa mais importante do mundo.
—Isso é verdade, mas algumas vezes a família decepciona, mente e te engana. — Kitty disse soltando um suspiro. Donna se virou para Jackie que estava sentada sobre o balcão, as duas se entreolharam por alguns segundos antes de desviarem o olhar. Donna queria gritar com ela. — Quando você decidiu que queria encontrar sua mãe biológica, querido?
—Há alguns meses eu estava na casa da minha vó vendo alguns álbuns de família quando eu pensei que seria legal saber de onde eu vim, quem era minha mãe. — ele disse dando um sorriso amarelo. — Saber por que ela me abandonou.
—Isso é uma resposta muito simples. Lauren é uma vadia sem coração. — Eric falou fazendo Red e todos na sala o olharem irritado. — O quê? Eu apenas estou falando a verdade. Lauren podia muito bem voltar para cá que seria recebida de braços abertos, mas ela decidiu ir pelo caminho mais fácil. Como sempre.
—Ele tem um ponto. — Hyde afirmou. — Lauren tinha uma escolha e escolheu errado. Isso não me surpreende.
—Nem a mim. — Kitty murmurou em afirmação. — Ela sempre foi assim. Sempre quis tudo ao seu jeito e quando algo a impedia ela simplesmente dava seu jeito.
—Eu nunca pensei que Lauren fosse tão desalmada ao ponto de deixar uma criança para trás. — Jackie disse e Donna teve que concordar com a cabeça. — Agora Eric não pode mais me chamar de diabo, Lauren tem esse título.
—Lauren tem muitos títulos, mas o de diabo ainda é seu. Sua calda ainda não apareceu porque eu tenho certeza que você fez uma cirurgia. — Eric retrucou, Donna desviou o olhar para as costas de Jackie, como se assim pudesse ver algum rabo saindo dali.
—Idiota! — Jackie grunhiu jogando a perna para frente e acertando a coxa de Eric com a ponta do salto dela. Donna revirou os olhos diante da guerrinha infantil do marido e da amiga.
—Será que os dois panacas podem calar a boca. — Red ordenou irritado.
—É sempre assim? — Fred questionou olhando assustado para os dois adultos.
—Bem vindo a família, garoto. — Hyde disse sorrindo para Fred.
—Mãe, Luke está sendo um idiota! — Anne gritou da sala.
—Então mande ele parar! — Donna gritou de volta.
—Oh claro, porque é tão fácil quanto parar o mundo!
Donna bufou jogando a cabeça para trás, então saiu da cozinha em direção a sala de estar apenas para encontrar Anne sentada sobre Luke com uma almofada sobre o rosto do irmão.
—Anne Katherine! — ela gritou fazendo a filha rapidamente erguer a almofada.
—Ar! Finalmente ar! — Luke exclamou rolando do sofá e caindo no chão. Donna balançou a cabeça para os filhos.
—Você me mandou fazer ele parar. — Anne disse dando de ombros.
—Um dia eu vou te mandar com uma passagem só de ida para um país bem longe daqui. Um dia. — Donna alertou colocando as mãos na cintura. Anne a lançou um sorriso maroto.
—Você sabe que não viveria sem mim. — ela disse sorrindo ainda mais, isso lembrou Donna de Eric. — Eu sou o sol de sua vida.
—Eu sempre achei o sol superestimado. Ele é apenas uma enorme bola gorda de gás que queima e não faz nada. — Luke resmungou se levantando do chão. Anne aproveitou que o irmão estava de costas e acertou a almofada nele. — Droga Anne!
—Sem palavrões. — Donna brandou fazendo os dois filhos ficarem quietos. — Hoje vai ser um dia corrido, então não terei tempo para gritar com vocês, por isso decidi que qualquer coisa ruim que vocês fizerem será motivo de castigo e a cada coisa ruim eu aumento uma semana.
—Você não pode fazer isso. — Anne protestou, mas Donna apenas deu de ombros.
—Eu sou sua mãe. Eu posso fazer o que quiser.
Anne bufou e se jogou no sofá de braços cruzados. Donna sorriu para a filha, mas então seus olhar seguiu para a figura parada na escada. Lauren parecia assustada e nervosa, como um gato encurralado.
—Ele ainda está na cozinha? — Lauren indagou.
—Crianças, por que vocês não vão brincar lá fora? — Donna sugeriu empurrando os filhos para a cozinha. Lauren terminou de descer a escada e parou no meio da sala. — Você está bem?
—Não. Eu não sei como lidar com isso. Papai me odeia. — Lauren disse abaixando a cabeça, Donna arregalou os olhos finalmente notando o quão magoada e envergonhada Lauren estava. — Eu fui burra. E estava com muita vergonha para poder voltar. Eric estava certo, eu só trago desgosto para mamãe e papai.
—Lauren, eu sei que isso pode parecer o fim do mundo. Mas lá dentro tem uma pessoa que não tem a menor ideia de quem você é, que não sabe como você pode ser uma enorme vadia. Uma pessoa que quer te conhecer melhor e você pode enganá-lo com o seu teatro ou ser sincera e dizer o porque o deixou.
—Eu não posso fazer isso. Eu simplesmente não…
—Você tem que fazer isso. Ser mãe é fazer o impossível mesmo sem ter forças. — Donna olhou para a cunhada desejando que ela fizesse a coisa certa. Fred não precisava de uma mãe, ele precisava da verdade.
—Eu o deixei porque não tinha forças ou coragem de voltar. Minha vida estava um lixo e eu não podia colocá-lo no meio disso. Eu não sirvo para ser mãe ou para ser filha. Tudo o que eu fiz até agora só trouxe desgosto para os meus pais. Eu decepciono todo mundo. — Lauren deixou as lágrimas caírem. Donna respirou fundo olhando para ela e então subitamente a puxou para uma abraço.
—Todo mundo merece uma segunda chance. Mesmo vadias como você. — ela disse. — Apenas seja sincera e tudo vai dar certo. E se não der, pelo menos eu terei uma ótima história para contar na carta de natal.
II
O aroma dos óleos de massagem e dos incensos foram o suficiente para fazer Brooke relaxar. Sem filhos. Sem preocupação. Sem stress.
Pelo menos era isso que ela queria.
—Aquela garota irresponsável. Como ousa fazer isso comigo. — Kitty resmungou irritada. Brooke sentiu sua massagista pressionar seus ombros com força. — Eu pensei que meus filhos confiavam em mim, mas parece que eu sou apenas uma desconhecida a quem eles pedem dinheiro e comida.
Brooke virou a cabeça encarando Donna que estava em seu lado esquerdo. Ela já estava a par de toda a história de Lauren e de toda a situação, como abandonar um bebê foi uma escolha tomada por impulso e vergonha, e se ela pudesse voltar no tempo nunca faria isso. Brooke duvidava muito que houvesse apenas Fred de filho perdido.
Mas ela não estava afim de lidar com os dramas dos Forman naquele momento, embora aquelas horas no SPA do hotel fosse um presente dela para Kitty, Brooke também queria aproveitar e relaxar, deixar toda aquela tensão que Michael havia jogado para cima dela de lado e focar apenas na festa de aniversário que ocorreria logo mais a noite.
Vamos nos mudar. Ele havia dito com aquele sorriso de bobo e o olhar de cachorrinho. Brooke não conseguia entender o que tinha se passado na cabeça de Michael para aceitar aquele emprego na polícia de Point Place sem pedir a opinião dela. Brooke queria matá-lo. Eles tinham uma vida em Chicago, amigos, empregos, uma linda casa. Mas agora tudo estava sendo jogado fora apenas porque Michael queria. Deus, ela havia se casado com uma criança.
—Agora eles voltam trazendo problemas que não conseguem resolver e não querem me contar. — Kitty continuou a resmungar. — Filha idiota que tem um filho e não me conta, filho idiota que tem uma vida e não me conta, outro filho idiota que vai embora.
—Marido idiota que não me conta nada. — Brooke murmurou irritada.
—Marido idiota indeciso. — Donna disse partilhando do mesmo estado de espírito.
—Pessoas idiotas que não calam a boca enquanto eu tento aproveitar isso. — Jackie falou olhando irritada para elas. — Sra. Forman, todo mundo sabia que Lauren tinha algum filho por aí, apenas não tínhamos provas. Brooke, seja lá o que o babaca fez desta vez, a culpa é sua, porque foi você quem se casou com ele. E Donna, Eric fará qualquer coisa que você quiser se você abrir as pernas. Agora calem a boca que eu estou tentando relaxar.
—Está estressada, Jackie? — Donna indagou.
—Não Donna, eu apenas estou tentando curtir esse momento. E a sra. Forman também deveria estar curtindo, hoje é o dia dela. — Jackie disse, porém sua voz parecia um tanto sonolenta.
—Jackie, você estava dormindo durante a massagem? — Brooke questionou.
—Sim. E vocês me acordaram.
—O que houve? Noite agitada?
—Sim. Steven não me deixou em paz. — ela murmurou se deixando levar por um bocejo. Brooke rapidamente se sentou na maca e se virou para ela, sua massagista tentou protestar, mas ela apenas levantou a mão.
—O que você estava fazendo com Steven? — Donna perguntou dando voz a reação de todas ali. — Que eu me lembre bem você deveria estar dormindo sozinha em quarto de hotel sozinha. O que diabos você estava fazendo com Hyde?
—Hyde? Quem falou que eu estava com Hyde? — Jackie balançou a cabeça rindo de maneira boba. Brooke arqueou as sobrancelhas.
—Jackie, somos suas amigas e não importa o que esteja acontecendo entre e Hyde. Nós vamos entender. — ela disse da maneira mais calma que podia. Jackie soltou um suspiro e segurou sua aliança entre os dedos.
—Você está em um lugar seguro, querida. — Kitty afirmou esticando a mão para segurar a dela.
—Eu e Steven… nós… — Brooke não conseguiu evitar de se inclinar para frente tentando ouvir melhor. Donna fez a mesma coisa. Jackie respirou fundo novamente e então disse. — Nós estamos juntos.
—Juntos como, Jackie?
—Juntos tipo…
—Não importa que tipo de juntos, Brooke. O que eles fizeram é errado! — Donna quase berrou, Jackie a olhou assustada. — Você estão sendo egoístas!
—Donna, não seja exagerada. — Jackie pediu. — Steven e eu sabemos que deveríamos ter contado. Mas não é para tanto.
—Não é para tanto? Tanto? Jackie, você tem noção de quantas pessoas estão envolvidas nessa sua bizarra relação? Ah crianças nisso, Jackie!
—Eu não sei porque você está gritando. Sei que erramos, mas não precisa gritar comigo desse jeito!
—Vocês são casados! Por Deus Jackie! Seu marido não deveria passar por uma coisa dessas! — Donna estava vermelha, ironicamente, como seu cabelo. — Vocês estão agindo como crianças mimadas! Sendo irresponsáveis!
—Do que diabos você está falando?!
—Eu estou falando sobre esse caso que vocês estão tendo. Sobre as mentiras e traições! Seu marido está sendo enganado!
Jackie olhou para Donna com os olhos arregalados. Brooke podia ver que ela estava surpresa com aquela afirmação.
—Aí meu Deus! Você acha que…! Donna!
—Jackie!
—Você está fazendo isso de novo! Está tomando conta da situação como se somente você soubesse a história. Mas você está errada! Você não sabe nem metade da história e acha que tem o direito de falar sobre como eu devo cuidar da minha vida!
—Jackie, eu apenas estou tentando….
—Não Donna! Você está tentando me controlar e eu não vou deixar você fazer isso! — Jackie puxou o roupão que estava na cadeira e o vestiu rapidamente. — Eu e Steven estamos juntos sim! E isso não é errado, sabe por que? Porque eu amo ele e ele me ama. E estamos felizes juntos.
Brooke observou, nervosa, Jackie se afastar irritada.
—Jackie.
—Não! — jackie se virou com o rosto vermelho. — Eu não vou deixar você controlar minha vida. E não vou deixar você agir como uma vadia para cima de mim e de Steven. Porque não estamos fazendo nada de errado, escondemos isso, mas agora eu percebo que foi melhor assim mesmo. Não contar sobre nós foi melhor porque eu sabia que você agiria assim. Como uma vaca!
Jackie saiu batendo a porta da sala. Brooke fechou os olhos e respirou fundo. Ao seu lado Donna tinha uma das mãos sobre a barriga e os olhos cheios de lágrimas. Kitty abraçou a nora com carinho.
—Eu não sei o que está acontecendo, mas tudo vai ficar bem. Você vai ver. — Kitty assegurou beijando a bochecha dela.
III
—Você fez aquilo com a Margot? — Kelso indagou enquanto roubava as batatas da cesta de Fez. Ir ao The Hub não era o melhor a se fazer para uma “despedida de solteiro”, principalmente uma de Red, mas como Hyde não podia colocar os pés em um bar e eles estavam famintos demais para gastarem seus dinheiros em um restaurante fino. Kelso considerava a lanchonete o melhor lugar para isso.
—Por que diabos você está perguntando isso? — Red indagou olhando irritado para ele.
—Porque eu preciso saber em que nível essa Margot está. Nível Donna ou Brooke.
—Ou nível Jackie. Porque todos sabemos que Jackie é baixinha, mas está em um nível alto. — Fez comentou fazendo Kelso assentir em concordância. — Então como ela é? Peitos?
Hyde balançou a cabeça tomando um pouco de seu refrigerante.
—É eu não vou falar sobre isso com vocês.
—Por que não?
—Porque vocês são pervertidos, Kelso.
—Oh! Como ousa? — Kelso colocou a mão sobre se sentindo fingindo de ofendido.
—Que tal mudarmos de assunto e focarmos em algo mais produtivo. — Eric sugeriu. — Pai, como hoje é seu dia, eu deixo você contar uma de suas emocionantes histórias sobre a Coréia e os malditos japoneses.
Red revirou os olhos murmurando um “idiota” para Eric antes de ignorá-lo. Kelso riu, mas então uma coisa passou por sua cabeça e ele ergueu a mão para cima.
—Eu já sei! Eu já sei! Eu sei do que podemos falar.
—Sobre o que, cabeça de vento? — Red questionou.
—Sobre filhos. Hyde, você tem filhos? — ele indagou em um tom sugestivo. Hyde parou alguns segundos e então assentiu afirmação. — Ok, já que você não quer dizer por bem, terei que usar meus poderes de policial…
—Oh idiota, eu acabei de dizer que sim. — Hyde falou cruzando os braços.
—Sério? Tão simples assim? Eu pensei que teria que brigar com você para poder saber disso.
—Quantos anos ele tem? Qual o seu nome? Por que diabos você não nos contou sobre ele, seu filho da puta? — Fez questionou.
—Porque eu não sabia que ele era meu filho até seis meses atrás. — Hyde contou fazendo os quatro homens o encararem surpresos. — O nome dele é Daniel e ele é filho de Margot. Eu fiquei algumas vezes com ela no passado, mas então ela se casou com um cara chamado Nicolas algumas semanas depois de terminamos, nunca passou pela minha cabeça que o garoto pudesse ser meu. Então há seis meses, estamos vasculhando algumas caixas antigas de Margot e encontramos seu diário, então eu resolvi ler e acabei encontrando essa dúvida que ela tinha sobre a paternidade de Daniel.
—Então você resolveu fazer o teste? — Eric indagou e Hyde assentiu. — Uau! Isso parece sua história.
—Sim. Mas pelo menos desta vez, Danny teve mais sorte com sua mãe do que eu.
—Você era apaixonado por ela? — Fez indagou. Só mesmo o diversas estrangeiro para fazer uma pergunta dessas para alguém como Steven Hyde.
—Não. Apenas estávamos curtindo.
—E a curtição gerou uma criança, bom trabalho, panaca. — Red resmungou. — E eu pensava que o cabeça de vento era o rei da estupidez.
—Hey! Esse título ainda é meu. — Kelso afirmou. Aquele título havia sido conquistado com muito esforço e dedicação, e ele não abriria mão dele sem brigar.
—Com toda a certeza. — Eric disse batendo nas costas do amigo. Então se virou para Hyde com a testa franzida. — Se você tem um filho, mas acabou de abrir uma gravadora aqui. Isso significa que você vai trazê-lo para morar aqui?
—Sim.
—E a mãe dele vem também? — Kelso indagou ao mesmo tempo que Eric disse.
—Ótimo, agora mamãe tem com quem se preocupar e não se lembrar que seu único filho amado está partindo para Boston.
—Cara, eu não sei se você se lembra, mas o filho favorito da sra. Kitty é Hyde. — Fez falou fazendo Eric fechar a cara.
—Oh cara, totalmente!
—Fez, Kelso. Calem a boca.
—Vai ser bom ter uma criança por perto, assim Kitty irá lagar do meu pé por conta da minha alimentação. — Red disse abrindo um sorriso satisfeito.
Hyde riu e então olhou para o relógio em seu pulso. Ele estava fazendo isso com mais frequência, checando a cada hora, se levantando para fazer ligações, conversa em sussurros, sorrisos que ele não daria por vontade própria. Kelso sentia como Hyde fosse outro cara, desde que chegara havia agido estranho, mais calmo e aberto.
—Ok. Hora de ir, idiotas. — Red ordenou já se levantando. — Kitty vai trocar de vestido pelo menos cinco vezes antes de decidir qual vestir.
—Brooke já tem o vestido escolhido desde o mês passado. Mas isso não impede de demorar. — Kelso murmurou seguindo os homens para fora da lanchonete.
Todos entraram no carro de Eric e seguiram para a casa dos Forman. Alguma música country tocava no rádio e Kelso podia jurar que ouviu Red cantarolar a letra. Eles não demoraram muito para chegar e tirando a briga para escolher uma nova estação, a viagem havia sido calma. Kelso pulou do carro e correu para dentro casa, a cozinha cheirava a biscoitos assados, seus olhos voaram para a bancada e o prato de cookies de chocolate. Ele sorriu antes de pegar três e enfiar um deles em sua boca. Hyde bateu em seus costas quando passou para a cozinha, Kelso o seguiu.
Então Hyde passou pela porta e parou atrás da poltrona de Red, Kelso observou Donna que estava parada perto do piano, cruzar a sala, ele abriu a boca deixando o biscoito cair e se espatifar no chão no exato momento em que, inesperadamente, a mão de Donna acertou o rosto de Hyde.
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