Notas iniciais
Byakuya enfrenta Kunrei de uma maneira que nunca imaginaria ser possível e tem a sua paciência e consciência testadas ao limite, enquanto isso Hisana continua sua missão e finalmente encontra seus irmãos, mas o reencontro não dura muito e pois outra surpresa aguardava os filhos de Ichigo e Rukia.

Fullmetal_Alchemist — Butou

Diante de Kuchiki Kunrei o capitão do sexto esquadrão Byakuya sentia-se analisado, o olhar do homem que o encarava era frio e calculista, mas ao mesmo tempo ele não esboçava nenhuma reação, eles ficam estudando um ao outro durante um bom tempo, até que o próprio Byakuya quebra o silêncio.

– Por quê? Por que ir tão longe em nome de uma vingança contra a própria família?

Kunrei sorri.

– Você chegou até aqui e ainda assim é incapaz de compreender...? Eu esperava mais do atual líder da família. — Kunrei desce os degraus de seu assento e começa a caminhar calmamente em direção a uma mesa com bebidas. – Quando meu pai comandava os Kuchikis lembro-me de sempre vê-lo como um exemplo, um homem capaz de colocar a verdadeira justiça acima de tudo. – Ele pára diante da mesa e começa a servir bebida para dois. – Mas tenho certeza que ao ler o diário dele você deve ter compreendido que justiça possui diferentes pontos de vista.

Byakuya olha surpreso para ele.

– Como sabe sobre o diário de meu avô?

Kunrei ri e se vira para ele trazendo as bebidas.

– Por que fui eu que o coloquei no exato lugar que saberia que encontraria ao ler o diário de Fukamatsu.

O capitão fica ainda mais surpreso.

– Como disse?!

– Fukamatsu Oranai era minha melhor espiã na época e a coloquei dentro de sua família para estudá-la, quando soube que sua esposa estava grávida eu precisei intervir da maneira que apenas os nobres são capazes de compreender.

Kunrei oferece a bebida de Byakuya, mas os olhos dele estavam vermelhos de raiva.

– Não brinque comigo! – O capitão bate na mão de Kunrei quebrando o recipiente com a bebida no chão. – Acha que vim até aqui para tomar bebidas?!

– Não, você veio até aqui para encontrar respostas, mas as respostas que procura levarão tempo até serem elucidadas, por isso, por que não sentar e tomar alguma coisa? – Kunrei sorri tomando um gole de sua bebida e apontando para uma mesa com cadeiras e alguns petiscos sobre ela, coisa que deixa Byakuya ainda mais furioso fazendo-o sacar sua espada.

– Já chega, não vou admitir esses tipos de brincadeiras vindas do homem que matou minha esposa! Prepare-se Kuchiki Kunrei.

O homem olha com desapontamento para Byakuya e termina de tomar sua bebida colocando a taça que havia tomado sobre a mesa.

– Antes que faça a besteira que eu sei que irá fazer deixe-me dizer uma coisa para você meu jovem Kuchiki. – Kunrei continuava de costas. – O mundo que você conhece mudará em breve e nada do que faça ao lado de sua “família” será capaz de impedir e até que este dia acabe você entenderá que a justiça que procura não está aqui...

Byakuya saca sua zampakutou e parte para cima de Kunrei que continuava de costas, mas ele corta o vento e quando menos espera já está no chão desarmado tendo sua cabeça esmagada pelo pé de Kunrei.

– Sua lâmina está cega Kuchiki Byakuya, tais quais seus olhos incapazes de enxergar a verdade, assim como meus movimentos.

(- Impossível, quando foi que ele...!).

– O capitão conhecido por nunca perder a cabeça em um combate de vida ou morte, o homem frio e estrategista que diante das piores situações pensa nas melhores respostas é incapaz de perceber que o ódio que tem alimentado desde que leu o diário de Fukamatsu Oranai o enfraquece... Lamentável...

Kunrei solta os movimentos de Byakuya e senta-se à mesa com os petiscos.

O capitão fica em pé e olha para Kunrei tentando estuda-lo, mas ele não consegue sequer sentir a presença daquele homem.

– Sente-se Kuchiki Byakuya. – Kunrei oferece assento outra vez ao nobre capitão. – Nós temos muito que conversar.

Byakuya cerra os dentes e com um movimento rápido parte a mesa em duas fazendo voar comida para todos os lados, Kunrei fica em pé olhando para a comida no chão.

– Que desperdício, entendo que venha de uma família que não conhece a palavra humildade, mas você sabia que mesmo tendo um ódio mortal pelos nobres da Seireitei meu colaboradores fizeram esta comida com todo o cuidado para você? — Kunrei se vira para Byakuya com olhar estudioso.

– Antes de oferecer comida, pergunte se o inimigo tem fome. – Ele responde.

Kunrei sorri.

– Inimigo? Você? – O olhar do imponente homem se torna perigoso. – Acha mesmo que está em posição de se considerar meu adversário?

Byakuya fica em guarda.

– Como um Kuchiki legítimo você deve saber que é melhor não nos subestimar.

Kunrei analisa Byakuya.

– Então é isso que deseja? Prefere lutar e vingar-se da morte de sua mulher sem saber a verdade que existe além dos muros da Seireitei? – Ele olha com decepção. – Nunca pensei que você fosse tão pequeno... Parece que me enganei a seu respeito e dei mais crédito do que merecia... – Kunrei coloca a mão no cabo de sua espada preparando-se para sacá-la: Shire, Kurimuzonku~īn!– A zanpakutou de Kunrei se torna completamente vermelha e seu cabo coberto de espinhos. – Venha garoto, vou mostra-lo como se luta.

Byakuya nem precisa responder, ele apenas some e aparece na frente de Kunrei desferindo um golpe com sua espada.

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O lugar estava escuro sem um resquício de luminosidade, porém isso não impedia Hisana de escalar a enorme parede de pedra, ela havia feito um curativo provisório no estômago e mesmo sentido dor escalava pé ante pé pensando apenas em seus irmãos.

– Aguentem firme, Masaki, Kaien, eu estou chegando...

Continuava a escalar, mas ela pega em uma pedra solta e volta a cair de costas no chão cuspindo sangue.

– Droga... Desse... Jeito... Eu vou morrer aqui... – Ofegava.

Ela sente as reiatsus de seus pais lutando e não muito tempo depois percebe a de seu tio em conflito.

– Essa não... Eu tenho... Que sair daqui! – Levanta em um solavanco fazendo careta e tateando novamente a parede de pedra voltando outra vez a escalar.

– Então nos liberte.

A voz sugere ecoando em sua cabeça.

– Não posso depender de vocês para escalar a porcaria... De um muro! – Protesta.

– Se não o fizer, quando chegar, todos já estarão mortos. – A voz do homem diz. – Não é hora para manter um orgulho patético que nem existe em você Hisana.

Ela pensa por um momento e entra em consenso.

– Tudo bem, então vamos lá. – Hisana saca a zanpakutou. – Transforme tudo em caos, Susanoo!

A zanpakutou de Hisana é liberada e os olhos da jovem se tornam negros adaptando-se à escuridão.

– Bem melhor não acha? – Um rapaz de roupa vermelha e cabelo rebelde aparece sentado em um pedaço de pedra encrustado na parede grande o suficiente para permiti-lo sentar.

– Só te elogiaria se pudesse fazer alguma coisa a respeito desse corte maldito na minha barriga.

Ai você já quer demais. – Ele debocha.

– Então você fez nada mais que sua obrigação. – Hisana continuava subindo concentrada.

– Tsc! Morra sua idiota!Susanoo resmunga e some.

– Mas que? Espera ai sua zanpakutou mal criada! Até parece que não te dei educação! – Protesta.

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Fighting for your Father

Byakuya gira nos calcanhares para desferir um golpe com sua lâmina na cintura de seu adversário, mas Kunrei defende com a espada, Ele empurra o capitão com a força do corpo e Byakuya aproveita para erguer a espada e ataca-lo em riste se aproveitando da abertura na defesa, mas Kunrei defende outra vez encarando o capitão com seriedade.

– Não pense que vai me derrotar com um estilo de luta tão medíocre quanto este Kuchiki Byakuya, nossos níveis são completamente diferentes e o seu não chega nem perto do meu.

– Por quê?! Por que precisou matar minha esposa?! Ela não tinha nada a ver com sua maldita vingança! – Byakuya tenta forçar sua espada contra Kunrei.

– Quantas vezes terei que repetir? Sua esposa é apenas um dos muitos exemplos que irei mostrar a todos vocês da Seireitei, não pense que minha vingança é direcionada a você, a família Kuchiki é uma entre muitas outras que se deparará com a verdade amarga que irei lhes mostrar. – Kunrei não parecia fazer muita força para se defender de Byakuya.

– Maldito! O que pretende provar se rebelando contra a Soul Society? Que justiça pretende alcançar cometendo o mesmo erro que eles? – O capitão pergunta.

– Justiça? Talvez, mas prefiro chamar isso tudo que estamos fazendo em “Liberdade”... – Ao dizer isso Kunrei empurra Byakuya que pula girando no ar caindo em posição de combate outra vez.

Kunrei estala os dedos e uma serva surge por detrás do véu que cobria o assento antes ocupado por Kunrei, ela desce as escadas e se aproxima de seu senhor servindo uma taça de vinho.

– Então se a sua vingança era voltada apenas para a Soul Society, por que nos atrair para sua fortaleza? Por que ter tanto trabalho para nos trazer até aqui podendo nos atacar no mesmo lugar onde todos aqueles que pretende destruir estão?

Kunrei toma o vinho, agradece a serva que se retira e responde.

– Por que no fundo acreditei que você seria diferente de seu avô, acreditei que de alguma forma você possuía uma mentalidade superior, mais madura, porém mais de cinquenta anos se passaram e até hoje você se apega ao fantasma de sua esposa, se você realmente tivesse alcançado o nível que eu gostaria, teria deixado o passado para trás e aberto os olhos para tudo isso que tenho lhe falado e não apenas concordado, mas se unido a mim.

Byakuya pisca surpreso.

– Como disse?

– Exatamente o que ouviu meu jovem sobrinho. A morte de sua esposa é apenas um infortúnio entre tantas outras desencadeadas por aqueles que você serve tão cegamente.

– Você é o assassino, não a Soul Society! Se eu sou preso ao fantasma de minha esposa, você também é ao fantasma de sua mãe!

– Mas quando sua esposa morreu que mudanças aconteceram em sua vida? Pelo que me lembro, a única coisa que você fez foi se tornar alguém mais frio capaz de tentar matar a própria cunhada. – Kunrei sorri. – Sem contar que você havia jurado perante o túmulo de seus pais que nunca deixaria outro “plebeu” adentrar a família Kuchiki. – Kunrei simula um ar de interrogação. – Por que será que seu avô se preocupava tanto com isso? Será que ele temia manchar o nobre sangue Kuchiki com sangue inferior, ou será que ele tentava de todas as formas esconder a verdade de seu inocente sucessor?

Byakuya fica mudo.

– Mesmo morto as suas decisões ainda eram manipuladas pelo seu avô e você sabe por quê? – Kunrei pergunta.

A expressão do capitão tremia em uma mistura confusa de raiva e surpresa quando Kunrei responde.

– Seu avô Kuchiki Ginrei temia que ao descobrir a verdade você tentaria se erguer contra a Soul Society pondo em risco não apenas a própria vida, como também a sucessão da família e seu nome.

– Tch! Isso é... Isso é...

– Por favor, não venha dizer que é mentira, por que acha que fiz o diário de Oranai cair em suas mãos? Claro que eu precisava lhe dar as pistas necessárias para encontrar o diário de seu avô e só assim encontrar toda a verdade para concluir que... – Kunrei olha de maneira sentenciosa. – Kuchiki Ginrei fervia de ódio, mas temia se erguer contra a Soul Society, pois sabia que não teria chances!

Byakuya fica surpreso.

– Por isso sua família está aqui Byakuya, eu precisava passar tudo isso para você finalmente entender meus motivos, sozinho eu posso mudar a Soul Society, mas com você ao meu lado, eu posso muito mais! Não apenas mudar diretrizes enraizadas em uma cultura monarquista, mas transformar a Soul Society no lugar ideal onde leis e justiça seriam prioridade e esta segregação que há tantos séculos tortura e oprime Rukongai finalmente teria um fim!

– Então se pretendia nos trazer aqui desde o início, por que tentar matar Hisana e sequestrar Masaki e Kaien?

– Meu caro Byakuya, qual guerra por Liberdade você já viu sem que tenha acontecido derramamento de sangue? Se sua família não fosse capaz de sobreviver a algo tão simples como um ataque desses que propósito teria em deixa-los participar da grande revolução? Mesmo agora eles estão sendo testados ao limite e se sobreviverem poderão estar ao seu lado neste dia glorioso.

– E se não passarem?

Kunrei ri.

– Então morrerão como qualquer um que se opor ao meu objetivo, mas não que faça alguma falta no futuro, afinal, eles nem mesmo possuem o seu sangue, eu apenas dei a eles a oportunidade de estar ao seu lado, pois sei o quanto se importa com sua família.

Byakuya é quem ri desta vez.

– Entendo, então para ser considerada minha família é necessário ter o meu sangue... – A reiatsu de Byakuya explode. – Então antes tivesse deixado a minha esposa viva já que ela carregava um filho meu do que levar mais de cinquenta anos ensaiando um discurso para tentar me convencer!

Kunrei lamenta.

– Mesmo depois de tudo isso que fiz você realmente não quer me ouvir? Não pretende nem mesmo pensar na possibilidade de causar uma grande mudança em seu próprio mundo? – Kunrei pergunta sem desviar a atenção de Byakuya.

– Meu mundo mudou há mais cinquenta anos quando você matou minha esposa e mudou novamente com Ichigo e Rukia, porém desta vez... – Byakuya se posiciona para atacar. – Não permitirei mais mudanças!

Byakuya some com shunpo e Kunrei percebe o aumento de velocidade do capitão, a potência do corte também aumenta e o adversário de Byakuya se vê obrigado a usar as duas mãos para defender, o capitão aponta o dedo no rosto de Kunrei:

– Byakurai!

Kunrei olha surpreso e consegue desviar por muito pouco do relâmpago branco, mas recebe um corte no rosto que queima, ele cerra os olhos e dentes, Byakuya aproveita a esquiva de Kunrei para chutá-lo, o adversário pula para trás e já sente a presença do capitão atrás de si, sem se virar ele posiciona a espada para trás defendendo o golpe de Byakuya, nenhum dos dois se mexe por um tempo e ficam estudando o próximo movimento a ser fazer.

Os dois somem com um passo rápido e começam a digladiar no ar onde fagulhas e faíscas fazem marcas em colunas e paredes, cortando madeira e tecidos espalhados pela grande recinto.

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Hisana consegue escalar a grande muralha e respira aliviada, ela começa a andar tentando achar uma saída e algum tempo depois enxerga uma escada discretamente iluminada por tochas, a jovem sobe com cautela e ainda usa passo rápido para colocar dois guardas para dormir, ela sai e respira um ar mais leve comparado com o da caverna.

– Ai que bom respirar ar semi-puro!

Hisana caminha mais um pouco e começa a enxergar várias portas de madeira pesada.

– Parece que isso é um calabouço bem antigo...

A jovem sente algo familiar e olha surpresa para um corredor.

– Essas reiatsus!

Ela corre e atropela mais seis guardas pelo caminho.

Masaki e Kaien riscavam o chão de suas celas quando começam a ouvir objetos quebrando e os prisioneiros de outras celas se exaltarem.

– O que está acontecendo Kaien? – Masaki olha para a porta.

– Eu não sei! – Ele pula na porta tentando enfiar a cabeça para fora, mas o buraco da porta era menor. – Não consigo ver... Mas... Mas... – Ele começa a chorar. – Essa reiatsu... Essa reiatsu...

Masaki também sente e chora.

– Masaki, Kaien! – Hisana gritava os nomes dos irmãos.

– Maninha! – As crianças gritam colocando as mãos para fora e abanando.

Hisana chega aos tropeços e se levanta as pressas segurando nas mãos dos dois irmãozinhos.

– Masaki, Kaien! – Hisana não se contem e chora. – Me perdoem, me perdoem...! – Repetia aos prantos.

As crianças não conseguiam falar de tão emocionadas que estavam.

– Se... – Hisana enxuga as lágrimas. – Se afastem da porta.

– Maninha não dá essa porta é muito forte, eu e o maninho já tentamos queb...

A reiatsu de Hisana não estava para brincadeiras.

– Eh?! — Masaki e Kaien olham assustados e pulam para os lados.

– Getsuga Tenshou!– O golpe em forma de meia lua branco-azulada explode a porta como uma dinamite em um buraco.

A poeira sobe e as crianças saem pulando direto no colo de Hisana que larga a espada e começar a rir rolando no chão e fazendo cócegas nos irmãos que não paravam de rir juntos dela.

– Maninha!!! – Soluçava Masaki.

– Por que demorou tanto!? – Reclama Kaien tentando esconder as lágrimas.

– Tinha um engarrafamento na caverna. – Brinca Hisana balbuciando e levantando junto com os irmãos.

– Sua tonta! Não existe engarrafamento dentro de caverna! – Masaki ri e soluça abraçada à coxa da irmã.

– O que nós vamos fazer agora? – O menino pergunta querendo parecer mais forte segurando o choro e enxugando as lágrimas.

– Vamos cair fora daqui e voltar para casa, isso aqui é um hospício e de louca já basta eu na família. – Responde Hisana voltando ao normal. – Aliás, ocultem a reiatsu de vocês, não quero gente chata no nosso pé quando sair daqui.

– Tá! – As crianças obedecem.

Quando estão saindo uma mão puxa o braço de Hisana por dentro de uma cela e no susto ela por pouco não soca o individuo, mas pára ao notar...

– Um shinigami!? – Diz surpresa.

– Aquele golpe “Getsuga Tenshou” pertence à Kurosaki Ichigo! Vocês são os filhos dele! – O homem exclama surpreso.

– Ehm?! – As crianças também ficam surpresas.

– Quem é você? – Hisana pergunta.

– Meu nome é Yunari Takeshi. – O rapaz se apresenta, porém mal se via seus olhos pela fresta da cela.

– O meu é Hanabi Taiga.

A voz vem de outra cela e faz as crianças olharem novamente para trás.

– O meu é Monogatari Yuna.

– Mas... – Hisana fica muda.

Várias mãos começam a surgir pelas celas por onde haviam passado e shinigamis surgem apresentando os seus nomes.

– Não me diga que nesta prisão só existem shinigamis?! – A jovem fica surpresa começando a investigar as celas.

– Como vocês vieram parar aqui moço? – Masaki pergunta a Takeshi.

– Nós somos os shinigamis designados a patrulhar Rukongai dos distritos cinquenta a oitenta, porém há alguns dias fomos emboscados por moradores dos distritos e postos para dormir, quando acordamos estávamos aqui.

– Há algum tempo ouvimos guardas conversando sobre um ataque surpresa a Seireitei e sobre uma visita ilustre ao mestre deles, não sabíamos de quem se tratava até reconhecer o seu golpe. – Yuna responde.

– Mana eu vou atrás das chaves! – Masaki se prontifica correndo para começar a procurar.

– Eu também vou Masaki. – Kaien vem seguindo a irmã e ambos começam a vasculhar os guardas desacordados e todas as remediações das celas.

Hisana vigiava os irmãos, mas continuava a conversa.

– Ataque surpresa, os soldados que vimos antes de entrar na floresta...

– Não sabemos ao certo quando irá acontecer, mas eles tiveram todo um trabalho para colocar os shinigamis de Rukongai fora de ação para não servirem de alerta para Seireitei... Droga, desse jeito estamos perdidos! – Taiga desfere um soco na porta da cela.

–... Não exatamente. – Hisana olha para Taiga. – Vamos tirá-los daqui, assim que o fizermos vocês voltarão a Seireitei e relatarão tudo o que sabem.

– Mas e a senhorita? – Yuna pergunta.

– Não posso sair daqui ainda, a visita ilustre que mencionaram era o Capitão Kuchiki Byakuya e nesse momento ele está lutando contra o responsável por planejar tudo isso, além do mais, meu pai e minha mãe também estão aqui, eles nos atraíram para cá sequestrando Masaki e Kaien por que queria que presenciássemos alguma coisa e depois do que me contou eu quero saber mais do que nunca o que ele pretende! – A jovem parecia muito séria.

– Achei! – Exclama Kaien que volta correndo com um molho de chaves retorcidas.

– Bom trabalho maninho, comece a abrir as celas. – Hisana ordena.

– Deixa comigo! – Kaien faz posição de sentido e corre com Masaki começando a libertar os shinigamis.

– Senhorita... Para sua família estar aqui, significa que o responsável por nos trancafiar tem alguma conexão com a casa Kuchiki? – Taiga pergunta saindo livre de sua cela.

Agora era possível ver o shinigami, ele era alto e aparentava uma idade balzaquiana, barba rala pelo rosto e sobrancelhas mal feitas, tinha cabelos negros desgrenhados e olhar zangado.

– Exatamente, se conseguirmos detê-lo aqui, mesmo que o exército marche em direção a Seireitei não poderão fazer muita coisa sem o líder. – Hisana pensa alto.

– Então nos deixe ajudar senhorita! – Yuna se prontifica como um bom soldado diante de Hisana, ela era uma jovem que lembrava Matsumoto Rangiku pelo seu corpo avantajado, exceto os cabelos ruivos e batom vermelho forte.

– Agradeço Yuna-san, mas não posso envolvê-los nesse conflito pessoal. – Hisana mostra o ferimento no estômago ainda aberto e sangrando. – Eles são muito fortes acredite, para conseguirem prender shinigamis que vigiavam os distritos mais perigosos de Rukongai você deve saber que falo a verdade.

– Então se me permite senhorita deixe-me curá-la, eu sou um shinigami do 4º esquadrão e ficaria feliz em curar suas feridas já que inevitavelmente lutará. – Takeshi se oferece a ajudar, ele era o que tinha a aparência mais calma e jovem do trio, ele sorri para Hisana e aponta para o ferimento e em seguida para o chão onde ela sentaria para receber cura.

– Aceito, não sou boa com Kidou e nem meu tio e minha mãe estão aqui para resolver esse meu problema. – Hisana senta e Takeshi começa a curá-la enquanto Masaki e Kaien terminam de soltar os reféns.

Assim que começam a ser libertos, os shinigamis se armam e prendem os guardas dentro das celas, Hisana termina de ser curada e os shinigamis ficam diante dela, por ser de família nobre, ela e mesmo Masaki e Kaien tinham autoridade sobre shinigamis de baixa patente.

– O que devemos fazer senhorita? – Yuna pergunta.

– Ocultem a reiatsu de vocês, saiam em grupos e por diferentes áreas da mansão, vocês precisarão pular os muros para sair da propriedade, ao fazer isso passarão pela floresta negra seguindo sempre pela rota oposta a que usamos, ou seja, Oeste até chegarem ao distrito 79º, espalhem-se para não serem vistos e aumentarem as chances de chegar a Seireitei e avisar ao comandante sobre tudo o que está acontecendo, avisem-no e preparem tudo para o ataque.

– Sim senhora! – Os shinigamis respondem.

Hisana começa a desenhar no chão um mapa improvisado da mansão e mostra aos shinigamis as áreas pelo qual já havia passado e explica as melhores rotas para saírem dali.

Enquanto faz isso Masaki e Kaien ficam admirados olhando a irmã.

– Incrível não é? – Masaki comenta com o irmãozinho.

– É... Tirando aquela cara de boba dela a maninha é super legal! – Elogia com um largo sorriso.

– É por isso que o tio Byakuya a treinou né? – Masaki também sorri como o irmão que só balança a cabeça concordando.

Assim que termina de explicar tudo, os shinigamis saem aos poucos para não chamarem a atenção, eles ainda precisam deter alguns guardas e leva-los para as celas evitando assim futuras complicações para os demais grupos, Hisana também aproveita para sair com os irmãos pegando outra rota pelos corredores da mansão.

– Boa sorte Hisana-san. – Takeshi sussurra.

– Digo o mesmo para vocês! – Ela responde olhando para ele e seus outros companheiros.

Os shinigamis se separam e Hisana entra outra vez na mansão.

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Boss Battle Theme 03

Byakuya estava cheio de cortes espalhados pelo corpo e Kunrei não tinha nem suor no rosto, a diferença de poderes era óbvia e Byakuya não queria arriscar invocar sua Bankai temendo que Kunrei talvez fizesse o mesmo e botasse tudo a perder.

– Desista de sua ideologia Byakuya, é tolice buscar uma vingança tão simples que não renderá frutos para o futuro, a única coisa que você quer é tirar o peso de sua consciência, esquecer a sensação de impotência que sente ao lembrar que não pôde salvar a esposa. – Kunrei olhava decepcionado para o capitão.

– Não é tolice, você nunca conheceu o amor de uma mulher como Hisana para saber o que estou sentindo! – Responde Byakuya.

– Eu entendo você, já disse que entendo, mas também me lembro de lhe dizer que a sua vingança é imatura, você precisa de algo muito maior que o ódio para realizar seu desejo, vingança é algo muito pessoal, se não puder transformar o que sente em um “objetivo” nunca terá alguém que o apoie e busque trilhar o mesmo caminho que você.

– Não preciso de seguidores cegos como o seus, para mim só basta a companhia e aceitação de minha família.

Kunrei olhava para Byakuya e ele parecia bastante determinado a não ouvir as palavras do nobre homem que desvia o olhar para notar algo logo atrás do capitão.

– Família? Entendo... Espero que não esteja falando desta família atrás de você. – Diz Kunrei apontando com o olhar para trás do capitão.

Byakuya olha para trás e enxerga dois guerreiros de porte bem trabalhado segurando Rukia e Ichigo inconscientes.

– Ichigo! Rukia! – Exclama.

– E Então? – Kunrei solta uma pergunta sugestiva aos seus servos.

– Kurosaki Ichigo possui um poder estagnado meu Senhor, não houve melhoras em mais de vinte anos de observação. – Responde Matsumura Karazu.

– E quanto a Kurosaki Rukia?

– O mesmo se estende a Kurosaki Rukia meu lorde, houve melhoras estatisticamente insignificantes por isso não devem ser apontadas como evolução. Ela possui o mesmo poder que tinha desde o último relatório apresentado, não devendo ser considerada uma ameaça. – Reporta Hashimoto Saito.

– Entendo... Então não passaram no teste... – Lamenta Kunrei.

– Solte-os! – Byakuya ordena.

– Eles serão soltos, mas apenas após a conclusão de meus planos, enquanto isso eles serão convidados em minha casa. – Kunrei responde.

– Seu...! – Byakuya se prepara para atacar, porém algo lhe chama a atenção, apenas Ichigo e Rukia haviam sido pegos, mas onde estava Hisana?

– Onde está Hayame? – Kunrei pergunta aos seus dois servos.

– Não sabemos meu senhor.

– Uhm. – Kunrei sorri. – Parece que sua sobrinha teve mais sorte que os pais, porém não sinto a reiatsu dela pela propriedade, significa que ou poderá estar morta uma vez que Hayame tinha assuntos pessoais a tratar com a mesma, ou ela conseguiu fugir das garras de seu algoz, independente de qual seja o resultado, sua sobrinha é uma peça rara devo admitir.

– Hisana não morreria tão facilmente, sua serva não conseguirá vencê-la.

– Vejo que confia bastante em sua sobrinha... Por quê? – Kunrei pergunta curioso.

– Por que ela herdou todos os defeitos de seus pais, ela é teimosa, impaciente, não se importa com opinião alheia, gosta de se impor na frente dos outros e principalmente... – Byakuya sorri cinicamente. – Ela detesta perder.

– O orgulho da família eu presumo. – Kunrei brinca.

– Se ela é o orgulho da família eu não sei, mas com certeza nós confiamos nela.

– Kurosaki Hisana... Aquela que herdou o mesmo nome de sua falecida esposa, eu calculo que ela deva ser alguém muito especial para você por causa disso não é mesmo?

–...

– Não se preocupe, eu estava brincando, não me olhe como se esperasse que eu fizesse algo monstruoso com aquela jovem, ela já passou no primeiro teste, se passar por Hayame significa que assim como você terá um lugar ao meu lado quando estivermos construindo as fundações do novo mundo.

– Até quando vai continuar a filosofar? – Byakuya fica em posição de combate. – Eu não sou um homem que se compra com palavras, mas sim um homem “de palavra” e eu já dei a minha: Eu vou acabar com você Kuchiki Kunrei!

Os servos de Kunrei fazem menção de atacar Byakuya, mas o seu lorde faz um sinal para nada fazerem, Karazu e Saito colocam Ichigo e Rukia longe da área de conflito e ficam a observar o embate entre os dois lordes.

– O tempo de seu primeiro teste está esgotado Kuchiki Byakuya, agora terá inicio o segundo teste, espero que esteja preparado, pois irei mostrar a você como um Kuchiki de verdade luta!

Kunrei segura sua lâmina e corta a própria mão cobrindo a espada em sangue, ele sussurra para sua lâmina.

Kurimuzonku~īn, hora da punição.

A espada emite um fraco brilho como se respondesse as palavras do nobre, ela começa a se desintegrar em várias pétalas de rosas vermelhas que circulam preenchendo a sala, Byakuya olha surpreso ao notar que a habilidade era semelhante a sua e ele não fica atrás.

– Shire, Senbozakura!

As pétalas de cerejeira começam a se chocar com as pétalas de rosas e é possível ouvir o barulho do choque de lâminas cada vez que se tocam, gotas de sangue caem no chão quando as pétalas de rosas desaparecem e este detalhe passa despercebido por Byakuya que se concentrava em se defender das lâminas de Kunrei, o nobre por outro lado, nada fazia, ele continuava parado de braços cruzados, enquanto mais e mais pétalas surgiam de sua lâmina.

O grande salão fica minado de marcas de sangue no chão, repentinamente as pétalas de rosas somem e Byakuya sem entender olha para Kunrei, ele sorria de uma forma sinistra agora para o capitão que enxerga a defesa de seu adversário aberta, sem perder tempo ele lança seu ataque, as pétalas de cerejeira se tornam navalhas e voam na direção de Kunrei.

Kurimuzonku~īn... – Kunrei olhava friamente para Byakuya. – Empale.

Ao dizer isso vários espinhos surgem daquelas gotas de sangue espalhadas pelo chão, espinhos longos que chegam até o teto e abrem fendas na redoma que tem algumas áreas danificadas que começam a desmoronar em pequenos pedaços.

Saito e Karazu se entreolham e sorriem em deboche.

Kunrei olhava sério para Byakuya quando suas lâminas se aproximam a milímetros de seu rosto e repentinamente as pétalas de cerejeira se desfazem em partículas rosa de reiatsu que desaparecem sem deixar rastros.

Byakuya é empalado por inúmeros espinhos que transpassam seu corpo deixando-o suspenso no ar enquanto sangue deslizava até o chão começando a formar uma poça que indicava o prognóstico sombrio do capitão do qual não se via um único movimento.

– Kuchiki Byakuya foi reprovado...

É tudo que Kunrei diz enquanto suas servas se aproximam e põem um manto sobre seus ombros, o capitão começa a se dirigir para fora do recinto sendo seguido por Saito e Karazu que deixam Ichigo e Rukia no chão como se fossem objetos descartáveis.

– A hora da Retribuição chegou. – Diz sorrindo enquanto uma sombra esconde metade da sua expressão. – A Soul Society ferverá e nada será capaz de impedir o progresso de minha ambição!

Saito e Karazu sorriem seguindo a sombra de seu lorde, eles estavam prontos para uma revolução e o preço seria alto...

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Boss Battle Serpent

Hisana corria com seus irmãos quando repentinamente sentem a reiatsu de Byakuya desaparecer.

– Maninha a reiatsu do tio Byakuya sumiu! – Exclama Kaien um pouco alto demais.

– Não se preocupe, não tem como o tio ser morto, eu tenho certeza! – Responde Hisana mordendo os lábios.

– Maninha, vamos depressa também não consigo sentir o papai e a mamãe! – Masaki estava visivelmente preocupada.

– Já disse não se preocupe, eles não estão...

Os instintos de Hisana a fazem entrar em estado de alerta a tempo de pegar Masaki e Kaien e pular para os lados desviando de uma rajada de lâminas, ela pula novamente usando as costas contra a parede do corredor daquele andar para abrir um buraco na parede da mansão se jogando no ar com os irmãos a tempo de desviar de uma rajada de reiatsu que explode o lugar onde estavam.

– Maninha! – Gritam Kaien e Masaki assustados.

Hisana gira no ar e pousa no chão de um grande jardim fechado por uma redoma feita de trepadeiras de diferentes espécies, ela coloca os irmãos em segurança e saca sua zanpakutou.

– Você é um verme bem difícil de matar, devo admitir que estou extremamente... – Hayame começa a surgir atravessando a parede térrea do jardim. -... Zangada. – Conclui mostrando uma expressão assustadora.

– Feh! Entendo... Eu costumo causar essa impressão nas pessoas. – Debocha Hisana.

– Dessa vez não haverá falhas, eu definitivamente acabarei com você! – Hayame exclama sacando duas kodachis.

– É mesmo?! — A reiatsu de Hisana começa a queimar e ela faz um sinal com o braço para que seus irmãos se afastem. – Então vamos ver como se sai lutando comigo de igual para igual em uma batalha de verdade!

– Hahahaha! – Hayame ri em deboche. – Eu vou mata-la fedelha e vou matar seus irmãos, então quando o fizer, Kunrei-sama me permitirá andar ao seu lado! – Hayame parecia apresentar sinais de loucura.

– Maninha... – Masaki estava com medo.

– Nem ousem atrapalhar, Masaki, Kaien. – Hisana olha afiada para sua oponente. – Eu e a narizinho temos assuntos particulares para resolver. – Diz ainda debochando do soco que dera no rosto de Hayame.

– Venha Kurosaki Hisana! – Hayame posiciona suas lâminas. – Venha e morra!

– Pensei que não iria pedir! – Hisana cerra os dentes se preparando para atacar. – Mas não sou eu que irei morrer!

Hisana some aparecendo diante de Hayame e tudo que seus irmãos conseguem ver é o primeiro choque de espadas.

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Continua...

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Nota: Kurimuzonku~īn: Rainha Carmesim.

Notas finais
Me perdoem pela longa demora pessoal, mas meu TCC me obrigou a ter prioridades e como Retribution é um projeto paralelo e possui menos leitores etc.. tive que deixa-lo quieto por um tempinho, mas já voltei e o enredo segue novamente. Próximo capítulo vai ser meio agitado como se pode ver, e outras coisas acontecerão a ponto de deixar certas coisas de pernas para o ar.Espero que tenham apreciado a leitura e aguardo vcs na próxima!Bjus da tia Lyel e vejo Vcs nas reviews!