O amor é como o amanhecer de um dia ensolarado.

Na qual a noite se rende mansamente ao romper da aurora!

Palavras doces, lindas... Dignas de um cartão postal!

— Não é assim, o amor não é tão belo.

Como pode alguém ser tão frio, tão amargo, tão insensível em relação ao amor?

Como pode não amar e ainda assim viver?

É como comer sem degustar. Pintar em preto e branco, andar sem sair do lugar.

— O amor fere, o amor dói, machuca, destrói, rouba e mata.

Como pode...?

Se o amor tivesse uma forma, seria a sua!

Teria o seu olhar meigo, seu sorriso doce e seu corpo...

Ahh... Seu corpo simplesmente perfeito!

— Nunca, nunca ame, se quiser viver bem, nunca ame!

Como... Como alguém pode viver bem, sem amar? Como pode ser feliz, completo, realizado sem nunca ter amado? Não seria viver, seria vegetar, alimentar-se por sonda. Sem saborear o prazer de amar!

Não, se for pra viver e não amar... Prefiro não viver!

Prefiro a morte a uma vida vazia.

Mate-me agora... Mate-me de amor!

— Não seja tolo! O amor só destrói.

Mas o amor é o sentido da vida!

É por amor que às folhas caem no outono, e as árvores possam viver, é por amor que a chuva desce pra que as flores se abram.

Meu Deus... É o amor que gera o sacrifício da semente!

É o amor que gera a vida, ou... É a vida que gera o amor?

Tanto faz, pois um não pode existir sem o outro.