Retalhos de uma mente insana
3 Pobre carvalho
Notas iniciais

Quando me pediram para escrever um poema eu pensei: ''tudo bem, vai ser fácil'', por isso, a primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa foi pegar um lápis e uma folha de caderno, ir ao quintal de casa e me sentar num banquinho.E foi aí que eu me perdi.
Eu comecei pensando no que eu gostaria de escrever no meu poema, mas nada vinha em mente. As horas — e minha paciência — se foram e nada de eu usar o lápis. Até que eu reparei que estava sentada na frente de um grande carvalho.
Foi aí que não consegui evitar e comecei a pensar sobre como ele havia sido tão paciente em me ver todas aquelas horas importunando-o com minha presença e, ainda sim, não fazer nada a respeito. Eu sei que ele é um carvalho, não haveria nada para ele fazer contra mim — além de cair em cima de mim -, mas mesmo assim aquilo me deixou curiosa. Pobre carvalho.
O Carvalho No Jardim
O Carvalho no jardim
Observa a cidade, o entra-e-sai:
Quem brinca, quem caminha,
Quem chora, quem ri.
Parece ter mil anos
Parece ter cinco tonelada
Pelas suas marcas e pelo seu tamanho.
Aguenta ventos fortes, chuva, calor,
Para, no fim da tarde,
Apreciar os namorados em um banco,
Debaixo da sombra acolhedora.
Quem é esse carvalho?
É só um cidadão da natureza
Destemido e envergonhado
Na cidade de ponta-cabeça.
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