Notas iniciais
Esse poema foi eu mesma que escrevi quando tinha 13/14 anos (não me lembro direito) para um concurso na escola.

Quando me pediram para escrever um poema eu pensei: ''tudo bem, vai ser fácil'', por isso, a primeira coisa que eu fiz quando cheguei em casa foi pegar um lápis e uma folha de caderno, ir ao quintal de casa e me sentar num banquinho.E foi aí que eu me perdi.

Eu comecei pensando no que eu gostaria de escrever no meu poema, mas nada vinha em mente. As horas — e minha paciência — se foram e nada de eu usar o lápis. Até que eu reparei que estava sentada na frente de um grande carvalho.

Foi aí que não consegui evitar e comecei a pensar sobre como ele havia sido tão paciente em me ver todas aquelas horas importunando-o com minha presença e, ainda sim, não fazer nada a respeito. Eu sei que ele é um carvalho, não haveria nada para ele fazer contra mim — além de cair em cima de mim -, mas mesmo assim aquilo me deixou curiosa. Pobre carvalho.

O Carvalho No Jardim

O Carvalho no jardim

Observa a cidade, o entra-e-sai:

Quem brinca, quem caminha,

Quem chora, quem ri.

Parece ter mil anos

Parece ter cinco tonelada

Pelas suas marcas e pelo seu tamanho.

Aguenta ventos fortes, chuva, calor,

Para, no fim da tarde,

Apreciar os namorados em um banco,

Debaixo da sombra acolhedora.

Quem é esse carvalho?

É só um cidadão da natureza

Destemido e envergonhado

Na cidade de ponta-cabeça.