Notas iniciais
Pessoal, me desculpem por todo esse tempo sem postar. Eu estive muito ocupado, com algo chamado escola. Esse algo é uma coisa criada por Belzebu. E tchau. Mentira, mas me desculpem mesmo gente!

— Tris! Sei que está aí. — Sua voz está em um tom melancólico. Ele realmente precisa de mim. Assim como eu preciso dele. — Tris. Por favor?

Meu ombro lateja, muito. Tento controlar minha respiração, não adianta, dói muito.
— Sei que está aí! Apareça. Por favor? — Sua voz soa como uma cão que foi abandonado.
Uma mão cobre minha boca. Alguém pressiona meu corpo contra o seu, quando eu digo corpo, me refiro ao meu ombro. Grito, mas ele não sai como eu queria. Sinto uma lágrima escorrer por meus olhos. A dor está quase que insuportável. Vejo Tobias caminhando em minha direção.
— Shiu! — Sussurra. Antes que eu pudesse responder, Tobias me puxa para seus braços. Grito novamente. A dor em meu ombro piora.
— Idiota! O meu ombro está machucado! — Eu chamei Tobias de idiota? Meu Tobias?
— Me desculpe, Tris. Me desculpe. — Diz Tobias. — Você está bem?! — Pergunta. Não respondo. Tento me soltar, mas ele é mais forte. Meu ombro dói muito, Tobias não vê isso?
— Você vai falar comigo, ou não? Por favor? Passei anos sem te ver, sem ouvir sua voz. É assim que me retribui. O.K. Eu já entendi, pode ir com ele. — Com ele quem? — Eu vi você. Com o Matthew, você acha que não vi os dois aqui?
A raiva toma conta de meu corpo. Como ele pôde pensar algo desse tipo? Eu e Matthew? Será?
Meu braço bom vai em direção de seu rosto. O barulho é forte.
Não falo nada, apenas corro, em direção ao escuro. Em direção ao nada. As lágrimas borram minha visão, tropeço e caio. Dessa vez o grito sai como eu queria, sem interrupções.
— Tris! — Ouço a voz distante de Tobias.
— Me deixa em paz! — Grito. Levanto-me, minha mão cobrindo o sangue que escorre em meu ombro esquerdo. Paro e me apoio em algo. Ouço tiros distantes. Os rebeldes!
— Parem! — Grita alguém. Começo a correr novamente, sinto como se meu coração fosse saltar do meu peito. É bom senti-lo batendo novamente. Caio. Depois disso não vejo mais nada. Apenas ouço algo.
— Levem ela!

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Quando acordo o dia está claro.
— Você é uma garotinha de muita sorte. — Não reconheço a voz, mas sei que e uma mulher. Estou amarrada em uma cadeira. Meu ombro lateja, mas não dói.
— Quem é você? — Pergunto.
A mulher se aproxima. Seus cabelos são loiros, quase brancos, seus olhos são azuis, quase como um céu limpo num dia de verão.
— Meu nome é Jady. Sou a líder de um grupo rebelde. Eu era da extinta Franqueza. Quero meu antigo mundo de volta. Criamos uma Sociedade, nos subsolos da cidade.
— Qual é o plano? — Pergunto.
—Tirar Johanna e seu assistente de merda do poder. — Diz Jady.
— E quem é o tal assistente de merda? — Questino.
— Tobias… — O nome sai de sua boca como uma bala vinda em direção a meu peito. — Tobias Eaton.
— Eu não posso fazer isso.
— Você pode, e você vai Beatrice Prior.
— Como você…
— Como sei seu nome? Se não fosse por você, nada disso teria acontecido. Agora você vai se vingar, por nós. Quero ver o sangue de Tobias Eaton esborrifar em seu rosto, quando a bala atingir seu peito. Quero ver sua derrota, do mesmo jeito que você quis ver a nossa, e você conseguiu. Agora é nossa vez Beatrice Prior. Você vai fazer isso.
— Eu… — O punho de Jady atinge em cheio meu rosto.
— Cale a merda da boca! Vadia! — Nunca vi alguém me chamar assim, nem mesmo Jeanine Matthews. — Matt, Jacob. Cuidem dela.
Dois homens me tiram da cadeira em que eu estava e me levam por um corredor escuro. Me debato para soltar-me de seus braços. Ouço o barulho de eletricidade, sinto uma corrente elétrica passar por meu corpo. Caio no chão.

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Acordo com alguém batendo na grade.
— Hora do almoço!
Um homem passa uma bandeja por um buraco na grade. Estou deitada em uma cama, olhando para o teto. Não sinto forças para me levantar, mas mesmo assim o faço.
Hambúrguer mal-passado, Um mingau marrom, algo branco e uma massa com da mesma cor do mingau.
— O que é isso? — Pergunto.
— Hambúrguer, feijão, arroz e o resto de purê de batatas de ontem. — Diz o homem. — Você tem dois minutos. Jady me disse para levá-la até ela, parece que você vai gravar uma mensagem.
— Que mensagem?
— Coma!
— Eu não vou comer esse lixo!
— Seu tempo acabou! Venha! — O homem abre a cela e me carrega pelos braços. O subsolo é frio, cheio de fios e canos. Ouço o barulho de água, por todos os lugares. O homem para em um lugar cercado de pessoas e apena uma cadeira de madeira velha no centro de tudo.
— Tragam-na. — Ordena Jady. — Você vai falar algumas coisas para essa belezinha aqui! Não se preocupe em ensaiar, tudo estará escrito nesse papel. Tudo o que você falar vai estar passando vivo em toda a cidade. Cuidado com o que fala, Leia apenas o papel. — Diz ela apontando para uma câmera e um longo papel.
— Sente-se! — Diz o homem que me carregou.
Ando em direção à cadeira e sento-me nela.
— Coloque as mãos para trás! — Diz uma garota atrás de mim. Ela amarra meus punhos, com muita força. Jady se posiciona na minha frente junto a um garoto que segura o papel.
— 3… 2… 1! Gravando. — Uma luz se acende na câmera e eu começo a ler os papéis.
— Meu nome é Beatrice Prior. Participo de um grupo rebelde. E peço que tomem cuidado, atacaremos a qualquer momento. — As lágrimas voltam. — Tobias… Johanna… Estamos indo atrás de vocês. Nós vamos atrás de vocês, e quando pegarmos vocês, nós mataremos vocês. Isso não é uma ameaça, e sim uma promessa.
— Está faltando algo querida.
— Caso quiserem me achar… — Sinto dois pares de mãos me tirando da cadeira e me arrastando. — Estou nos subterrâneos!
É a última coisa que digo. As pessoas que me seguravam, me jogaram no chão e começaram a me bater, me socar, me chutar.
— Querida. Você falou o que não devia. Sofra as consequências. — A dor percorre todo meu corpo. Manchas invadem minha visão. Eu apago.