Ressurgente

31 Capítulo 31


Notas iniciais
Oi! Então, esse capítulo saí hoje porque é Natal!! Feliz Natal para todos e que sejam muito felizes, queridos leitores. :) S2 Obrigada a: * Little Pink *Star Por comentar o capítulo passado e deixar o meu Natal mais feliz. hahaha Bem, aproveitem o capítulo.

P.O.V Meg

Por mais que Meg adorasse o trabalho como policial por lhe lembrar do seu tempo na Revolução, ela odiava fazer patrulhas na cidade, principalmente sozinha. Era apenas muito cansativo e entediante em um lugar que não acontecia praticamente nada, o pior caso que ela tratou como policial fora uma tentativa de homicídio.

Assim que chegou à delegacia, entregou as chaves da viatura para Zeke, afirmando que era a vez dele.

Sem reclamações ele se dirigiu para fora da delegacia, ele estava mais distante desde que Tobias levou uma surra de Damon, Meg sabia que Zeke estava preocupado com diversas coisas que aquele evento podia acarretar e um agravante era o fato de que ele não confiava nem um pouco na nova Beatrice.

Por causa do horário, a maioria dos seus outros colegas de trabalho estava almoçando, treinando ou fazendo patrulhas como Zeke. Assim ela tinha ficado sozinha na delegacia e não podia sair de lá até alguém chegar.

Meg ficou atrás do computador, sentada na cadeira giratória, enquanto digitava um relatório sobre um homem que roubou o celular de uma moça no dia anterior. Meg pegou o sujeito no flagra, o que facilitou muito as coisas, porém era necessário fazer um relatório bem detalhado. Ela estava tão distraída que não percebeu quando duas pessoas se aproximaram dela.

— Como policial você deveria estar mais atenta ao que acontece a sua volta. — disse a familiar voz de Christina.

Meg levantou o olhar surpresa. Ao lado de Christina estava George que sorriu assim que viu a reação dela.

— Oi. O que vieram fazer aqui? — perguntou Meg, salvando o relatório para não ter o risco de perdê-lo depois.

— Estamos bem, obrigado. — George riu — Bem, eu vim ver se Amah está por aqui.

— Estou sozinha por aqui.

— Que droga... — George coçou a nuca — Ele não responde minhas ligações... Faz ideia de onde ele possa estar?

— Na verdade, Amah já deveria ter voltado. Não sei onde ele pode estar... — Meg parou assim que percebeu a expressão preocupada de George. — Mas eu tenho certeza de que ele está bem!

— Agora ele me deixou preocupado... — sorriu para Christina e Meg enquanto se retirava — Eu vou procurar por ele, ok? Qualquer coisa eu aviso. Tchau! Logo depois que George saiu as duas se encararam, olho a olho do mesmo modo que sempre estavam fazendo desde o beijo.

—E a senhorita? — Meg sorriu — Precisa de uma ajuda da força policial?

— Só se com “força policial" você queira dizer isto.

Christina se aproximou de Meg a beijando logo em seguida, ela se inclinava sobre o balcão, segurando-a pela nuca. Christina aprofundou mais o beijo segurando Meg pelo uniforme da polícia.

Durante o beijo, Meg acabou se lembrando de quando elas encontraram com Tobias, e em como Christina ficou preocupada de que Meg estivesse chateada pela conversa que os dois estavam tendo, o que não era bem verdade. Naquele dia, Meg apenas não queria ficar lá se o assunto começasse a mudar pra a relação que Christina e Tobias tiveram, mas não tinha ficado triste ou algo do tipo, na verdade ela havia achado extremamente fofo que Christina se preocupasse com o que ela pensava.

Alguém entrou na delegacia com passos pesados, portanto ambas ouviram claramente que não estavam mais sozinhas, e rapidamente se separaram.

—Desculpe incomodar vocês em seja lá o que vocês estejam fazendo. — disse Beatrice apontando para Meg e Christina — Mas eu preciso conversar com você, Meg.

— Comigo? Por quê?

— Nós somos amigas, não?

—Bem, tirando o fato de que você quase não fala mais comigo... Sim, somos amigas. — Meg respondeu em um tom de brincadeira, Christina arregalou os olhos surpresa, entretanto Beatrice pareceu perceber o tom.

— Hm, entendo. — respondeu no mesmo tom — Enfim, tem alguma coisa que Damon me falou que está me incomodando e eu preciso de ajuda. É sobre o Doutor.

O corpo de Meg rapidamente enrijeceu-se.

— O Doutor?

— Sim. Damon me disse que ele estava me procurando pela Revolução e eu só queria saber se você viu algo suspeito por esses dias.

— Nada relacionado a isso. Mas, de qualquer jeito eu não saberia dizer, não tenho tido nenhum contato com ninguém de lá. — Meg respondeu cruzando os braços. – Você acha que ele sabe que você está aqui?

– Não sei. – Beatrice parecia cansada. — Duvido muito, se fosse assim ele já estaria aqui. Mas, uma hora ou outra, ele saberá.

— Você deveria conversar com Zeke, talvez ele possa te ajudar. Quero dizer, se alguém estranho aparecer pela cidade fazendo perguntas, ele com certeza será uns dos primeiros a saber. — Christina comentou, ela olhava Beatrice de um jeito curioso.

— É... Talvez, mas acho que ele não gosta muito de mim. — coçou a cabeça insatisfeita com a resposta — Enfim, eu também queria saber se eu poderia treinar um pouco com a polícia. Estou um pouco entediada de ficar tanto tempo sem fazer nada. Eu poderia, sei lá, ajudar na patrulha para ficar de olho nas coisas. O que você acha?

— Faz sentido. Eu não tenho a palavra final, mas suponho que ninguém se importe com uma ajuda extra. — respondeu sorrindo com o canto da boca — Como George te conhece e aparentemente gosta de você, é possível que ele te deixe treinar com os outros.

— Sim. Claro. — Beatrice assentiu — Mais uma coisa. Antes de sair da cidade, Jacob falou com você?

— Sim. Ele me ligou para avisar que estava indo embora.— Meg suspirou — O que diabos você fez com ele, Beatrice?

— Por que você acha que eu fiz alguma coisa? — ela entrou na defensiva — Jacob pode muito bem tomar sua próprias decisões! Ele já está muito crescido!

—Beatrice, olhe para os fatos. — Meg franziu o cenho — Qualquer um poderia fazer o que quiser com o Jacob que ele continuaria aqui, por você. E a única explicação para ele sair daqui seria para separar-se de você, ou seja, você fez alguma coisa.

— Não é culpa minha que ele tenha confundido as coisas entre nós e se iludido! E se quer saber, ele já chegou me ofendendo, como se eu devesse alguma explicação do que faço a ele.

— Como quiser. — Meg suspirou, se continuasse insistindo era provável que Beatrice ficasse muito irritada.

— Desculpa atrapalhar o momento desabafo entre vocês, mas eu tenho que voltar ao trabalho. — Christina aproximou-se de Meg e deu-lhe um beijo leve na bochecha. — Tchau, vejo você depois.

Antes de Christina sair, ela acenou com a cabeça para Beatrice que parecia considerar um pensamente que lhe veio a mente.

— Espera, Christina. — Beatrice praticamente gritou fazendo a outra se virar surpresa — Eu posso acompanhar você?

— Claro. — ela sorriu — Vamos.

As duas saíram da delegacia, deixando Meg sozinha novamente.

P.O.V Christina

Christina não estava realmente prestando atenção na conversa entre Meg e Beatrice, afinal o assunto não lhe importava muito. Ela estava um pouco irritada por Beatrice aparecer exatamente naquele momento, afinal a intenção de ir à delegacia era ficar um tempo sozinha com Meg. E Beatrice parecia quase não notar, ou ignorar a presença de Christina lá.

Quando ela disse que voltaria ao trabalho, se surpreendeu bastante com a manifestação de Beatrice dizendo que queria acompanhá-la, sem hesitar Christina aceitou.

Por alguns segundos, as duas andaram uma do lado da outra em silêncio, mas não por muito tempo porque Beatrice disse:

— Não quero enrolar muito, pois sei que você tem que trabalhar. — começou — Olha, eu sei que nós éramos melhores amigas antes, e agora que eu voltei não temos nos relacionado muito. Sei que você namorou o Tobias depois que eu morri. E agora, eu e ele estamos... Juntos, acho.

— Pois é...

— Me deixe terminar. — Beatrice levantou a mão — Eu pensei que deveria falar com você depois do que aconteceu entre mim e Tobias, porém eu não sabia muito bem se deveria ou não. Eu imaginei que essa seria uma conversa bem constrangedora para nós duas. Mas, hoje quando eu cheguei à delegacia para falar com Meg, eu percebi que você já meio que superou o Tobias, pelo menos eu espero que sim.

— Sim, eu já superei ele, e eu já falei isso para ele.

—Entendo. — ela sorriu — Sabe, eu acho que poderíamos tentar ser amigas de novo. Você parece ser uma pessoa...hm...interessante.

— Ia ser ótimo.

Assim que disse isso, Beatrice virou-se e seguiu o caminho contrário.

Christina por um momento não acreditou no que tinha ouvido, Tobias havia dito que ela não havia falado nada sobre ela antes. Não tinha certeza se as duas poderiam mesmo voltar a ser amigas, não da forma que eram antes. Mas valia a pena tentar, e talvez seria bom para Beatrice refazer as antigas amizades. Ela sorriu, aquilo poderia ser interessante.

P.O.V Tobias

Depois da conversa com Evelyn, Tobias esperou que Beatrice aparecesse, mas ela não voltou a procurá-lo aquela noite.

Na verdade, ele só voltou a vê-la na outra noite, e não por iniciativa dela. Matthew havia o procurado durante à tarde para perguntar se ela estava bem. Ele contou sobre o que havia acontecido na noite anterior, e parecia preocupado. “Ela pareceu um pouco perturbada depois de passar pela paisagem do medo”, ele havia dito,” queria levá-la para casa, mas ela apenas negou e disse que preferia ficar sozinha.”

Então, depois de sair do trabalho, Tobias passou em casa rapidamente, e foi procurá-la. Como imaginou ela estava sozinha em casa. Sorriu ao vê-lo, mas Tobias percebeu o quanto ela parecia cansada e abatida. Ele entrou, e a seguiu quando ela foi em direção ao quarto. Ela deitou-se na cama o puxando para si. Mas, ele apenas deitou-se e a abraçou, surpreendendo-a.

—Matthew me contou o que aconteceu ontem. — ele sentiu que ela ficou tensa. — Você gostaria de conversar sobre isso?

—Não. — Ela disse virando o corpo na direção dele.

—Você está bem? — ela assentiu. — Nós precisamos conversar, acha que agora seria uma boa hora?

— Por que não seria? – ela riu. – Acho melhor você começar.

— O que exatamente estamos fazendo? — ela levantou as sobrancelhas, surpresa com a pergunta. — Quero dizer, nós estamos juntos ou o quê?

— Bem, essa é uma pergunta complexa. Juntos em que sentido? — Agora era a vez de ele ficar surpreso, mas ela riu e ele percebeu que ela estava tentando provocá-lo. — Gosto da ideia de ficar junto com você. Gosto mesmo, mas não quero precipitar as coisas, e tem tanta coisa acontecendo e tanta coisa que ainda vai acontecer. Será que podemos apenas continuar assim?

— Ah, entendo. — ele tentou disfarçar, mas estava decepcionado com a resposta dela.

Entretanto, ele realmente entendia o porquê de ela estar agindo assim. Havia muita coisa acontecendo mesmo.

— Você está preocupada com aquela história do tal Doutor?

— É, um pouco. Não sei o que vai acontecer quando ele me achar, e não gosto de não saber de algo. Preciso pensar, preciso planejar, preciso agir antes que ele aja. — ela o olhou. — Mas isso, não importa agora e é assunto meu. Não quero envolvê-lo nisso.

— Beatrice, acho que você ainda não entendeu. Eu amo você, e quero ajudá-la. Não venha com essa de querer resolver seus problemas sozinha.

— Tobias, você me ama? Você nem ao menos me conhece. Talvez conhecesse antes, mas não agora. Sabe, eu não sou estúpida, eu sei que a maioria dos seus amigos não confia em mim. E eles estão certos em agir assim, eles não me conhecem e tudo o que fiz desde que cheguei foi arrumar confusão.

— Isso não é verdade. É só o Zeke que está agindo assim, mas o problema dele é comigo.— ela o olhou, obviamente não acreditando no que ele estava dizendo. — E tem a minha mãe, Evelyn, você a conheceu ontem. Mas vocês duas já não se davam bem antes. Eu conversei com ela e ela me prometeu tentar mudar isso.

— Ah. Mesmo assim, eu acho que deveríamos ir devagar. Nos conhecermos melhor, você me conhecer melhor. Tudo bem?

— Eu já conheço você, mas se é isso o que você quer, tudo bem. Já esperei por você tanto tempo, posso esperar um pouco mais.

— Quem falou em esperar? Eu disse que é melhor nós esperarmos um tempo para... você sabe... ficarmos juntos do tipo comprometidos. Eu não disse nada sobre não ficarmos juntos de outras formas. — Ela sorriu maliciosamente. — Acha que pode lidar com isso, Tobias?

— Acho que posso me acostumar, Beatrice.

Notas finais
É isso, gente. Feliz Natal!!! Espero que tenham gostado desse capítulo e até o próximo! E comentem! ;)