Responsibility

5 Sem criatividade para título


Notas iniciais
To pensando em um título até agora -q Enfim, ai está. Desculpem os erros e boa leitura

—Aonde vamos? – questionou Deidara com Akemi em seu colo, havia um pequeno e fino lençol rosa em cima da cabeça do bebê, enquanto ela dormia com a cabeça pousada no ombro do loiro.

—Está quente, podemos ir a uma sorveteria. – deu de ombros Sasori que andava ao lado do loiro com uma bolsa rosa com os objetos necessários para o bebê.

Os dois prosseguiram em silêncio, às vezes o loiro tentava puxar assunto, mas o ruivo parecia pensativo sobre alguma coisa.

Entraram na sorveteria, chamando as atenções. Algumas pessoas pensavam que Akemi era um bebê de verdade e os dois eram mesmo um casal; Deidara não pensou na possibilidade, mas as pessoas estavam o confundindo com uma garota, Sasori não avisou para não haver problemas.

Os dois se sentaram, e fizeram um pedido.

—Então... Você estava falando com sua avó... Vão para algum lugar?

—Ah... – suspirou o ruivo. —Ela vai chegar de viagem e quer sair para algum lugar comigo. – deu de ombros.

—Eu posso cuidar da Akemi-chan, danna... Confia em mim?

Ele encarou o loiro por alguns segundos, pensando se era uma boa ideia. Ele se lembrava do dia em que Pain pediu para o loiro cuidar de seu celular e o mesmo deixou o aparelho cair na piscina da casa de Kisame.

Ou de quando ele quebrou um vaso muito caro da casa dos Uchiha.

Ou quando ele destruiu inúmeras marionetes suas...

—Danna? O que foi? Você está vermelho, hn.

—Não é nada. – respondeu cerrando os dentes.

Seus pedidos chegaram e a garçonete sorriu para o ruivo, que não percebeu. Mas claro que isso nunca passaria despercebido pelos olhos ágeis de Deidara.

—Que abusada, hn.

—Hm?

—Nada!

Houve um silêncio estranho entre os dois, Sasori brincava com a cauda de seu sorvete de morango enquanto o loiro devorava o seu de chocolate.

Ele olhou para Akemi que estava cuidadosamente sentada em uma cadeira ao lado dos dois. O bebê mantinha seus olhos azuis focados no sorvete de Deidara, às vezes os desviava e olhava em volta. Era muito estranho olhar um boneco tão real, ele queria ter talento suficiente para fazer algo do tipo.

—Algum problema? – olhou para Deidara, que mantinha uma expressão confusa e preocupada.

—Hm... Nada. – ele arqueou uma sobrancelha, olhando a boca do loiro suja. —Está sujo.

—Ahn?

—Aqui. – tocou o lábio superior, Deidara tentou limpar, mas acabou por sujar mais; espalhando sorvete para o resto da boca.

Sasori, revirando os olhos, se debruçou um pouco e limpou os lábios do loiro, percebendo minutos depois como aquilo era constrangedor.

Ele encarou os olhos de Deidara, percebendo o quanto eram bonitos. O loiro por sua vez já estava se levantando e indo de encontro aos lábios do outro, mas infelizmente, a cena clichê não aconteceu.

Akemi começou a chorar, chamando a atenção não só dos dois adolescentes como de todos na sorveteria. Os dois foram até ela ao mesmo tempo, se encontrando no caminho e batendo as testas um nos outros.

—Ai! – reclamaram em uníssono.

Sasori, ainda com dor na testa, pegou a bebê no colo. Deidara esfregava a mão no local onde havia batido no ruivo.

—Termine isso logo e pague a sua parte! – ele se levantou e ficou de costas para o loiro, tentando esconder a vermelhidão de suas bochechas.

—Espere, você me convidou a vir aqui.

—Eu convidei, não disse que ia pagar. – deu de ombros saindo da sorveteria.

Ele engoliu seco pensando se Akemi não tivesse chorado, ele teria mesmo beijado Deidara?

O loiro por sua vez, nem pensava no quase beijo, apenas em como seus bolsos estavam vazios e como ele iria pagar aquilo.

—Oe Sasori-no-danna! Não me deixa aqui!

[...]

—Ela está sorrindo, olha! – Pain mexeu no cabelo alaranjado de Megumi enquanto a bebê sorria.

Era uma pena ele estar pensando que ela sorria para si, estava sorrindo para Konan que se mantinha em pé ao seu lado.

—Ahn, que fofa! – a azulada sorriu largamente pegando a bebê no colo. —Ela gosta de mim!

Nagato não disse nada, apenas observava. Konan passava a maior parte com Megumi, e ele ficava com ela apenas se a azulada estivesse presente; mas ele tinha que admitir que fosse divertido cuidar daquele boneco.

Não quando ela estava chorando... Ou quando devia limpar suas fraldas... Ou dar banho...

Apesar de coisas desagradáveis, havia as agradáveis como a observar dormir; calada e deixando que ele vivesse sua paz tranquilamente; ou ver Konan sorrindo sinceramente.

O sorriso da azulada era lindo, ele tinha que admitir.

Não só o sorriso, mas ele também gostava da voz dela; do cabelo dela; do formato do rosto; dos olhos; dos lábios...

—Nagato pare de ficar me encarando de boca aberta e venha me ajudar!

—Ahn? Ah sim! – correu de encontro até a menor e pegou um saco de fraldas, entregando para a garota.

Ele ficou em silêncio enquanto Konan trocava a fralda e a roupa de Megumi, percebeu que a azulada havia colocado uma flor de papel no cabelo do bebê e sorriu com aquilo.

—Nagato, já pensou em ter filhos? – ele engasgou com a própria saliva e a garota o encarou estranhando a reação.

—Por que está perguntando?

—Por que eu quero saber, oras... – arqueou uma sobrancelha fina e ele corou de leve.

—Hm, bem, eu... Nunca tinha pensado nisso para falar a verdade... – coçou a orelha.

—Que pena... Uma criança é uma benção em um casal. – sorriu para Megumi. – Não é Megumi-chan? Você é nossa benção!

Nagato riu sem graça.

—Nossa? Mas não somos um casal.

Os olhos âmbar dela continham alguma coisa que ele não conseguiu identificar, mas ela os desviou antes que conseguisse perceber o que era.

—Temos esse final de semana e a próxima semana com ela... Enquanto isso, somos casados.

Ele assentiu, não protestando contra Konan. Era bem estranho pensar que os dois eram realmente um casal; bem, não realmente um, mas enquanto Megumi estivesse na vida dos dois sim.

Ele começou a imaginar como seria os outros dias depois que a tarefa acabar. Será que os outros estavam levando tão a sério a ponto de aceitarem o termo “casado por uma semana”?

Ele nem imaginava que era assim mesmo.

[...]

Sexta-feira sempre foi um dia que Hidan gostava de curtir. Sair com os amigos, beber, dormir, comer, namorar algumas garotas, beber... Comer, dormir...

Mas essa sexta-feira não foi nada parecida com seus padrões de diversões. Seus amigos estavam cuidando dos supostos filhos; ele não podia beber com Hikuzu ao seu lado, encarando-o com aqueles olhos verdes tão parecidos com Kakuzu; dormir também não poderia, já que o bebê parecia um tipo de despertador, quando o albino fechava os olhos ele começava a chorar; comer ele já havia feito, então estava descartando a ideia; namorar... Bem, depois que começaram essa tarefa, ele não poderia simplesmente aparecer no meio de algumas garotas segurando um boneco e também, conforme a tarefa, ele e Kakuzu estavam casados.

Por mais estranhos que isso poça ser.

Ele nunca foi do tipo que ficava entediado fácil, nem mesmo com as conversas de nerd de Sasori e Itachi; havia chamado Deidara para lhe fazer companhia, mas o loiro o trocou para ficar com Sasori e Akemi, maldito louro!

Kisame também estava muito ocupado com Itachi, entre três palavras que ele falava no telefone, quatro eram sobre Itachi e Júnior.

Pain preferia ficar com Konan, Hidan sabia os motivos óbvios.

Zetsu e Tobi não eram muito próximos de si, então nem pensou na possibilidade; ter um bipolar e um idiota barulhento já basta ele mesmo.

Então ele simplesmente ligou a televisão e começou a assistir um programa de comédia, muito sem graça por sinal. Hikuzu estava cochilando ao seu lado no sofá, suspirando sonolento dando arrepios no albino; como um boneco podia parecer tão real?

Onde estava Kakuzu, aliás? O moreno havia saído há alguns minutos, dizendo que ia tomar um ar, mas até agora não havia voltado.

Não queria admitir, mas estava, de fato, preocupado com o moreno.

Pensou em ligar, mas Kakuzu iria achar estranho; poderia ir atrás do moreno, mas não podia deixar o bebê sozinho.

Ser pai era tão difícil.

—Ei Hikuzu-chan, acordou? – viu o bebê bocejar e o encarar com os olhos famintos. Mexeu no pé macio do bebê e pensou como seria ter um filho de verdade.

Será que ele era, ou poderia ser, um bom pai? Será que seus filhos iriam gostar de si? Será que iria conseguir não falar palavrões na frente das crianças?

Ele se segurava ao máximo em frente à Hikuzu, mas quando estava muito nervoso, não se aguentava. Xingava até não poder mais; apesar de Kakuzu dizer que isso não era bom para a criança, o bebê ria sempre que o albino maior perdia a cabeça... Ou quando caia ou batia a cabeça... Ele deve ter puxado Kakuzu no senso de humor.

Colocou o bebê no chão e foi até a cozinha, já havia esquecido o pequeno no sofá ao ir para o banheiro, o que houve? Bem, Hikuzu caiu e não parou de chorar por uma hora.

Esquentou uma mamadeira pronta e ouviu um barulho estranho vindo da sala. Seu coração quase saiu pela boca enquanto ele corria até o local; encontrando o bebê engatinhando e esbarrando nos móveis.

Pegou o bebê no colo, e voltou à cozinha. Hikuzu batia palmas em frente ao rosto enquanto ria infantilmente para o albino maior.

Pegou a mamadeira na temperatura certa e colocou um pano de louça no ombro, onde colocou a cabeça do bebê, e cobriu o pescoço do mesmo com o resto do pano; começou a alimentar o bebê.

—Há, eu sou um bom pai! – ele sorriu enquanto o bebê semifechava seus olhos verdes, encarando o sorriso travesso de Hidan. —Onde está o Kakuzu quando eu dou uma de bom pai?

O bebê começou a chorar.

—Ahn? O que foi?

O bebê continuou a chorar.

—Ai caralho, pára!

—Já disse para você não falar assim na frente dele, idiota! – olhou para o lado em um pulo, ofegando enquanto deixava a mamadeira cair no chão e derramar leite pela cozinha toda.

Kakuzu estava com algumas sacolas em mãos, as deixando na mesa e indo até os dois albinos.

Pegou Hikuzu no colo, o balançando suavemente, e batendo em suas costas; o bebê foi se acalmando aos poucos, abraçando o pescoço do moreno e deitando a cabeça em seu ombro.

—Por que ele gosta mais de você? – questionou Hidan, visivelmente chateado.

— Hikatsu sabe quem é o melhor aqui. – respondeu o maior sem muito caso.

Hidan bufou.

—É Hikuzu! – retrucou abaixando-se e pegando a mamadeira. —Eu sou um bom pai também!

Kakuzu nada respondeu, deixando que o albino ficasse com a dúvida. Ele pensava como os outros deviam estar na tarefa; Pain e Konan já se amavam, apenas não admitiam, todos percebiam então a tarefa não devia estar sendo tão difícil; Deidara e Sasori eram a mesma coisa do que o primeiro casal citado, era orgulhosos demais para admitir que queriam se comer; Itachi era mais mãe do que Konan, provavelmente Kisame estava apenas aproveitando; Tobi e Zetsu deviam ser pior do que ele talvez.

Suspirou limpando o chão sujo, era difícil cuidar de um bebê, mas era pior ainda conviver com Kakuzu, o moreno não o ajudava em nada; quando tinha alguma dúvida sobre o bebê, era ignorado; quando pedia para ficar com o boneco, era ignorado.

—Hidan! – levantou a cabeça saindo de seus devaneios, ele nem havia percebi que estava muito tempo calado, o que para ele era bem estranho. —Eu comprei algumas coisas para Hikatsu.

—Hikuzu, velhote!

—Que seja.

Ele apontou para umas sacolas na mesa e o albino foi até elas, havia roupas, fraldas, comida e tudo o que um bebê precisava, estava até surpreso por o moreno ter gastado com o boneco.

—Pensei que você não iria comprar nada para ele. – comento simplesmente Hidan, tirando as coisas da sacola.

—São coisas importantes.

Ele tirou uma caixa de bombons de dentro de uma das sacolas e arqueou uma sobrancelha.

—Bebês comem isso? – ele questionou confuso. Olhou para Kakuzu, que estava na porta da cozinha com Hikuzu no colo.

—É para você. – e saiu da cozinha.

Hidan ficou um tempo olhando a porta fechada e depois desviou os olhos para a caixa de bombons.

Por que Kakuzu havia lhe dando aquilo afinal?

[...]

Haru e Akemi estavam conversando; bem, um diálogo na língua dos bebês.

Seus pais estavam mais afastados, Deidara e Tobi observavam os dois bebês brincarem enquanto Sasori e Zetsu estavam conversando em uma parte bem mais afastada.

Tobi estava pensativo, e isso era mais assustador do que o fato de estar sem a máscara.

O moreno estava com inúmeros pensamentos em mente, mas apenas um se destacava, Zetsu.

Por que Zetsu estava o evitando tanto? Depois que havia dito que o achava bonito, o mais velho começou a evitar conversas muito longas e ficar em lugares sozinhos com o Uchiha.

Não entendia muito bem a situação, aliás, fora apenas sincero, qual é o problema disso?

—Algum problema, Tobi? – ouviu a voz de Deidara soar meio cabisbaixa e olhou para o loiro, que mantinha sua atenção no bebê ruivo.

—Nenhuma senpai. – respondeu prontamente, não querendo expor seus problemas para os outros. —E você? Parece triste.

Não soube o porquê, mas o loiro corou após seu comentário.

—N-nada, hn.

Ficaram em silêncio, cada um preso em pensamentos.

—Tobi, você... Você e o Zetsu estão mais próximos com essa tarefa? – questionou o loiro meio hesitante.

O moreno estranhou a pergunta, mas respondeu.

—Zetsu-san e eu estamos a mesma coisa. – deu de ombros não gostando de mentir para seu senpai.

—Ah... – suspirou o mais novo. —Danna e eu estamos diferentes... Antes nós só discutíamos e ontem, ele... Nós... – corou, não tendo coragem de terminar a frase.

O Uchiha não perguntou, dava para perceber a tensão do loiro e o ruivo de longe. Ele viu Akemi reclamar alguma coisa com Haru, o que ele não entendeu. Ele se perguntou como um bebê falso poderia ser tão parecido com os “pais”.

—Deidara! Vamos. – ouviram a voz de Sasori soar e o loiro acenou, pegando a ruiva no colo e se despedindo de Tobi.

O casal saiu sem olhar um para o outro, deixando Tobi e Zetsu a sós. O moreno continuou olhando Haru bater as mãos no chão enquanto suspirava pesadamente; saiu algo ao seu lado e se virou, encontrando seu parceiro na tarefa.

Os dois ficaram brevemente em silêncio.

— Está um dia bonito. – Zetsu começou.

—Por que está me evitando? – Tobi foi direto ao ponto.

Zetsu achava muito estranho quando o moreno fazia isso; ele era sempre tão alegre, tão barulhento, mas quando algo estava o incomodando, ele ficava desse jeito... Tão... Normal.

—Não estou evitando você. – respondeu irritado. —Apenas queria um tempo para pensar.

O moreno encarou o outro, esperando uma resposta mais exata.

—Olhe, nós temos um filho para cuidar agora! – corou. —Você não pode ficar dizendo que acha as pessoas bonitas por ai, isso... Isso é maldade.

—Por quê? Tobi só foi sincero.

— Não é a questão, eu sei que não sou atraente e nem nada do tipo, nem sei como esse bebê não se assustou comigo ainda. – suspirou. —E você falando que eu sou lindo e bláblá, é como se fosse uma mentira.

—Zetsu-san devia ser mais confiante. – sorriu o moreno. —Eu acho você bonito, preciso provar?

—Chega desse assunto, vamos para casa. – se levantou, mas foi segurado pelo mais novo.

—Você quer que eu prove? – voltou a perguntar, desta vez de uma forma mais séria.

Zetsu desviou o olhar para Haru que observava os dois com uma careta, como se tentasse entender o que estava acontecendo; às vezes aquilo até parecia uma criança de verdade.

Ele viu Tobi se levantar, ainda segurando seu pulso.

—Quero. – ele respondeu confiante, sem deixar de encarar os olhos ônix de Tobi.

Foi quando o moreno o puxou para um beijo não tão surpreendente assim.

Notas finais
E essa parte KakuHida enorme, como pode?! -q E KisaIta que faltou? -qq ;u; xoxo!