Notas iniciais
Oiee, queridos. Bem, tive um surto criativo um dia aí e comecei a escrever esta história, a qual decidi transformar em fanfic. Espero muito que gostem! Deixem suas opiniões nos comentários, please! Beijão e boa leitura ♥

Vinte anos haviam se passado desde que o pior havia terminado. Na verdade, desde o que eu, até então, julgava ter sido o pior. Mais tarde, saberia que estava enganada. Profundamente enganada.

Do lado de fora de Evlade – meu vilarejo: o único que havia resistido ao surreal e impiedoso domínio dos Oito por todo o planeta – o mundo era mais sombrio, perigoso e literalmente mergulhado em trevas, já que nem mesmo o sol o conseguia iluminar mais. Sentada na areia da única praia que ainda nos restava, embora nosso oceano estivesse completamente poluído pelos resíduos despejados por aqueles que viviam na parte obscura da Terra, deixei minha mente divagar.

— Você está bem? – uma voz surgiu ao meu lado. Era Tina, uma das poucas amigas que eu havia feito em todos os anos de colégio. Seus cabelos ruivos estavam presos em um rabo de cavalo e suas olheiras indicavam que havia passado a noite em claro. Estudando, provavelmente.

— Sim – tentei sorrir, porém meus lábios recusavam-se a se abrir. Minha incredulidade com relação ao mundo era simplesmente grande demais para qualquer demonstração de alegria da minha parte – Estou apenas... – dirigi meus olhos para o mar – Olhando – concluí.

Tina sentou-se ao meu lado e abraçou os joelhos.

— Dizem que tudo isso aqui já foi lindo um dia – ela pegou a areia grudenta e vermelha sobre a qual sentávamos nas mãos – Minha avó diz que isto costumava ser branco e bem fininho... Tão fino que deslizava entre os dedos se você simplesmente os abrisse um pouco – ela afastou os dedos, e o material permaneceu intacto sobre sua pele. Desapontada, ela o lançou ao mar – Ela me contou que essa água costumava ser de um verde-azulado, e que ela adorava entrar e sentir as conchas sob seus pés... O sol ainda conseguia iluminar completamente tudo, não é como hoje que ficamos na penumbra, então...

— Tina, por favor... – pedi, sem ar – Eu conheço as histórias da sua avó. A minha me diz as mesmas coisas, e até a minha mãe se lembra vagamente de como tudo era antes de... Bem, antes de os Oito ascenderem ao poder. Por favor, não me faça lembrar de que nunca poderei ver o mundo como elas viram... Não, não faça isso. Apenas... olhe para como ele está agora e finja que é o melhor que pode ficar, sim?

Sua expressão mudou. Ela olhou para o chão, infeliz. Tina, desde sempre, gostava de contar essas histórias de antigamente e de imaginar o mundo não como a calamidade que era hoje, mas como a exuberância que fora no passado. Para ela, esse era um modo de fugir da realidade e sorrir um pouco, pelo menos por alguns minutos. No fundo, sabia que sua decepção e tristeza eram tão grandes quanto as minhas.

— Desculpe-me, Vany – ela pegou minha mão esquerda e a apertou delicadamente – Às vezes eu me esqueço de que você não gosta de esquecer um pouco de tudo isso como eu o faço. Vanessa Rouz, a realista – brincou, arrancando um pequeno riso meu. Ficamos nos olhando por algum tempo, nutrindo aquele sentimento estranho que havia entre nós, mas que, no momento, não convém ser mais bem explicado.

Novamente, olhei para o mar imundo e para o céu quase cor de prata que pairava sobre nós. Este ainda era melhor do que o total breu que existia mais para longe, sobre as cabeças daqueles que viviam sob o domínio dos Oito, mas, ainda assim, não deveria ser nada comparado ao azul incrível de muito tempo atrás. Muito tempo atrás... Quando percebi, repassava mentalmente toda a história que ouvia sobre como o mundo havia se transformado no que era. Admito que não gostaria de ter me lembrado disso... Meu corpo tremia apenas de imaginar tanta maldade.

No colégio, aprendíamos que o mundo era muito, muito maior que Evlade. No passado – até a época em que minha avó tinha mais ou menos a minha idade – existiam, nele, centenas de países e bilhões de pessoas que preservavam uma variedade incrível de culturas e línguas. O sol, uma grande estrela que iluminava e aquecia o planeta, ainda não via impedimentos no seu trabalho, e, portanto, as cores de todas as coisas ainda podiam ser admiradas em sua plenitude, árvores cresciam até alturas assombrosas e pássaros voavam livremente pelos céus.

Minha avó me contava que, desde antes de ela ser nascida, o próprio ser humano havia iniciado processos que vinham destruindo tamanha beleza do planeta, como o de industrialização e a caça desenfreada, junto à destruição de enormes áreas de floresta para o enriquecimento de poucos. A situação ficava a cada ano mais caótica; no entanto, o que realmente viria a destruir o planeta e deixá-lo na situação que eu conhecia viria depois. Também algum tempo antes de meus avós – até mesmo de meus bisavós, e de gerações antes deles – nascerem, a humanidade começou a lutar pela conquista de direitos. Pessoas de todo o mundo, organizadas em diversos movimentos, em épocas variadas, queriam ser reconhecidas como cidadãos. Embora vagaroso, o processo rendeu resultados. Aos poucos, os seres humanos tinham garantidos sua vida, sua liberdade, seu direito a praticar a própria cultura, a trabalhar, a votar, etc. Porém, nem todas essas conquistas vieram de uma vez só. Conforme o tempo ia passando e alguns direitos se consolidando, outras reivindicações surgiam, e outras, e outras. Quanto mais liberdade se tem, mais liberdade se quer. Contudo, nem todos são a favor dessa liberdade.

As aulas de História no colégio haviam mostrado que sempre há resistência, por parte de alguns grupos, quando se quer promover mudanças em algum pilar da sociedade. A estrutura treme inteiramente, e aqueles que, antes, eram beneficiados com sua antiga forma buscam, de todas as maneiras, impedir as transformações. Foi assim que surgiram os Oito.

Os Oito, no passado, eram apenas grupos conservadores, que se opunham brutalmente ao empoderamento e à conquista de direitos de grupos antes oprimidos. Entretanto, com o tempo, essas facções, que atuavam na política, buscando criar leis conservadoras que os favorecessem, ou em algumas situações do dia a dia, humilhando – direta ou indiretamente – e reprimindo aqueles que não seguissem sua lógica de vida, acabaram se fortalecendo. Suas ações, então, adquiriram o caráter de terrorismo.

O primeiro a se tornar terrorista foi o grupo relacionado ao preconceito cultural, sobretudo religioso. Não admitindo manifestações culturais que não fossem as suas, os ataques a símbolos históricos de outras culturas tornaram-se constantes, e a disseminação do terror através da morte de inocentes e mensagens ameaçadoras foi sua arma principal. Depois dele, poderosas facções contrárias às lutas pela igualdade entre os sexos também alavancaram-se e estabeleceram-se como terroristas. A partir de então, a morte de mulheres pelo simples fato de serem mulheres, que há muito tempo vinha tendo seus números reduzidos, cresceu drasticamente. Profundamente conectados a essa corrente, grupos que perpetuavam a intolerância ligada a questões de gênero, como as relacionadas a pessoas homo e transexuais, também assumiram caráter terrorista, e ataques com explosivos a manifestações desses grupos eram certas. Não foram poucas as vezes que os terroristas reuniram, à força, dezenas ou até mesmo centenas de pessoas com orientação sexual ou identidade de gênero consideradas “erradas” em um avião e, propositalmente, causavam sua explosão ou queda fatal em algum lugar onde ninguém pudesse sobreviver.

Daí em diante, a situação apenas piorou. Vertentes racistas e xenófobas também tornaram-se terroristas. Cruelmente, um grupo que não aceitava, de maneira alguma, pessoas com algum tipo de deficiência – mental ou física – também ganhou força de maneira assustadora, e centenas de ambientes de inclusão a esses indivíduos foram destruídos. Para completar, correntes que legitimavam o preconceito ligado às classes sociais também iniciaram ataques aos mais pobres, restabelecendo, em muitos casos, práticas até mesmo de escravidão. Por fim, grupos ligados à imposição de padrões de aparência, que, juntos, formavam a famosa mídia da beleza, também intensificaram suas ações, aderindo ao tsunami terrorista que envolvia o mundo. Pessoas consideradas feias foram, impiedosamente, lançadas a fogueiras – cena transmitida ao mundo todo – no intuito de demonstrar o que aconteceria caso o “padrão”, uma vez imposto, não fosse rigorosamente seguido.

Os direitos e a liberdade que vinham, há séculos, sendo conquistados pelos povos em todo o planeta escorriam por suas mãos. Os novos grupos terroristas tornavam-se cada vez mais poderosos e temidos. Suas armas e estratégias eram letais, e o pior veio quando, na época em que minha mãe ainda era muito pequena, eles decidiram, após intermináveis negociações, unir forças, e transformar-se em um só. Dessa forma, seriam, definitivamente, imbatíveis, e poderiam controlar o mundo todo como se cuidassem do quintal de casa. Apesar de divergências entre alguns deles, o acordo foi assinado por todos. Surgiram, então, os Oito, e deu-se o início ao inferno na Terra.

Genocídios tornaram-se frequentes: milhões de pessoas que não queriam submeter-se a alguma prerrogativa do grupo foram impiedosamente mortas ou escravizadas. Governantes que ainda buscavam estabelecer antigos regimes democráticos foram derrubados. Guerras emergiram, países foram tomados, mulheres estupradas e centenas de edifícios demolidos. Apenas uma religião tornou-se legítima – as demais foram exterminadas e, caso ameaçassem ressurgir, a repressão era violenta.

Vendo que, ainda assim, isso não seria o suficiente para estabelecer plenamente o seu domínio, já que ainda existiam grupos rebeldes que buscavam reconquistar seus direitos, os terroristas decidiram utilizar-se da alta tecnologia que, juntos, podiam fabricar, ao seu favor. Desenvolveram um mecanismo que praticamente impedia que a luz do Sol chegasse ao planeta, o que literalmente cegava aqueles que eram dominados, e, portanto, inibia sua reação àquela realidade. Sistemas de aquecimento subterrâneos mantinham a temperatura da Terra nesses locais relativamente estável, para que os indivíduos submetidos pudessem continuar vivendo. Caso surgisse alguma ameaça de rebelião, a punição era severa. Os dispositivos aquecedores eram desligados sem piedade, causando a morte de quem ousasse desafiar o sistema. Era dessa maneira que a população do lado de fora de Evlade vivia já há décadas.

O vilarejo, graças à tecnologia bélica que possuía, herdada de gerações passadas, e à grande disciplina e união de seus cidadãos, fora o único a resistir aos terroristas. Evlade era uma ilha, isolada do resto do mundo. No início da dominação do planeta pelos Oito, pessoas de todo o mundo fugiram para cá. Meus avós paternos, inclusive, estavam entre elas. Com o tempo, este tipo de fuga tornou-se quase impossível, já que a fiscalização nas fronteiras do mundo dominado era intensa e, claro, isso também foi consequência da “cegueira” provocada nos cidadãos pelos terroristas. Várias foram as tentativas de dominar o meu vilarejo. Bombas, tentativas de invasão e ataques aéreos foram constantes. Entretanto, sobrevivemos. Algumas sequelas, contudo, permaneceram, como a areia da praia em que eu estava sentada com Tina: ela era vermelha graças ao ferro presente em bombas e em armas químicas tóxicas lançadas na ilha pelos terroristas. Nosso céu, embora os raios de sol ainda conseguissem dar a ele tons de azul, na maioria das vezes estava mais para o prateado, em razão das tentativas fracassadas dos Oito para nos cegar. Há vinte anos, acontecera a última grande guerra em que quase havíamos caído para os terroristas, mas lá estávamos nós. Aquela era a nossa resistência.

Em Evlade, vivíamos uma democracia. Porém, a fim de que permanecêssemos fortes para o caso de algum outro grande ataque, era imposta sobre nós uma rígida disciplina e um constante controle em praticamente tudo o que fazíamos. Quando crianças, éramos obrigados a frequentar a escola a partir dos dois anos de idade. A maioria das pessoas terminava o colégio com dezessete ou dezoito anos, e, então, recebia em casa uma correspondência do governo informando a faculdade para a qual deveria ir, obrigatoriamente, menos de duas semanas depois. A decisão da faculdade para a qual éramos enviados era tomada com base em nosso desempenho escolar e nas atividades extracurriculares que havíamos feito até então. No entanto, a faculdade era apenas um direcionamento do que desempenharíamos no futuro. A profissão, em si, seria decidida pelos mestres que lá lecionavam, que tomavam a decisão com base nas aptidões de cada um. Para dar um exemplo, meus pais, em razão do desempenho escolar que tiveram, foram encaminhados para a faculdade de ciências biológicas, onde se conheceram. No entanto, enquanto os mestres notaram em minha mãe o potencial para a pediatria, encontraram em meu pai a maior aptidão para a veterinária. A partir daí, os dois iniciaram, na própria faculdade, os treinamentos específicos para cada profissão e passaram a desempenhá-las após o término do curso.

A ideia do sistema era de que todos tivessem acesso à faculdade – o que realmente acontecia – porém que não tivessem a liberdade de escolher a própria profissão, uma vez que poderiam ser levados ao caminho errado. Os mestres que destinavam os alunos a determinadas profissões, em razão de sua imensa experiência, muito raramente erravam em suas decisões.

Todavia, a faculdade não era simplesmente uma faculdade. Durante quatro horas por dia, todos os alunos, sem exceção, eram obrigados a realizar o treinamento militar, aprender a manusear armas e a se defender. Caso ocorresse alguma nova tentativa de tomada pelos Oito, todos os habitantes do vilarejo, de dezoito a cinquenta e cinco anos, eram obrigados a lutar, e por essa razão recebiam o treinamento. Até mesmo aqueles que já haviam se formado tinham a obrigação de, três vezes na semana, reservarem ao menos três horas de seu dia em um dos centros de treinamento para adultos que existiam em todas as avenidas principais da ilha. Era a estratégia do governo para manter todos os seus cidadãos sempre bem disciplinados, em forma e preparados para um ataque.

Aos casais, eram permitidos apenas dois filhos. Caso esse número fosse excedido, os mais novos eram destinados à adoção, e os casais homossexuais eram obrigados a adotá-los, também sendo dois o número máximo de crianças que podiam ser adotadas.

Na escola, sempre víamos o sistema de Evlade como o melhor que se podia ter. De acordo com os professores, “tudo funcionava perfeitamente bem”. Existiam aqueles que tinham um pouco mais ou um pouco menos de dinheiro, porém ninguém era extremamente rico ou pobre. Todos tinham garantidos a educação, a moradia, o vestuário, ao menos duas refeições por dia, a saúde e o transporte público. No mundo controlado pelos terroristas, as pessoas morriam de fome e se contorciam de frio no meio das ruas. Pouquíssimos tinham muito dinheiro e quase todos eram miseráveis. A escravidão e o sofrimento coexistiam com a ostentação dos grupos opressores. Era essa a imagem transmitida a nós da realidade do lado de fora de Evlade – assim, ninguém ousava reclamar do sistema vigente em nossa ilha.

Enquanto eu encarava o mar, porém, contestava a ideia da perfeição em que supostamente vivíamos e na qual todos acreditavam cegamente. Será que não éramos, ainda assim, controlados demais? Éramos realmente livres, se não podíamos escolher nosso emprego nem ter a quantidade de filhos que quiséssemos?

— Vany? – chamou-me Tina, sugando-me de minhas reflexões – Ainda está neste mundo? – ela riu.

Pisquei, buscando voltar para a realidade, para a areia da praia devastada em que eu me sentava. Assenti para ela, sem tirar os olhos das ondas negras, que se tornavam mais vultosas conforme a maré subia.

— Já parou para pensar que daqui a dois dias é a nossa formatura e, depois... – ela se interrompeu.

— Vamos ser mandadas para a faculdade. Sim, penso nisso – virei meu rosto na direção do dela – Passou tão rápido... Pelo jeito, eles devem estar tendo muita dificuldade em decidir para onde vão enviá-la. Nunca vi ser tão boa em tudo o que faz – sorri, também arrancando de Tina um sorriso. Com 17 anos, a menina tinha um histórico escolar brilhante, raras notas abaixo de 9, diversas competições de conhecimento vencidas, um troféu com o time de futebol e era tricampeã do intercolegial de nado sincronizado.

— Nem eu sei o que quero fazer. Espero que eu goste do que eles decidirem... – ela ficou pensativa por alguns momentos, mas logo voltou a si e me fez outra pergunta – E você, para o que acha que vão te enviar?

Olhei para a areia vermelha e pegajosa. Peguei um pouco em minha mão.

— Não faço a mínima ideia. Não sei se tenho alguma aptidão especial...

— Pare com isso, Vany! – ela me deu um tapa no ombro – É claro que tem! Você é muito boa em Matemática, tem uma voz lindíssima e sabe tocar violão! Talvez eles te mandem para a faculdade de música, olha que incrível! Imagina só, ter uma amiga famosa!

— Não viaja, Tina – nós duas rimos.

Alguns segundos em silêncio transcorreram e, mais uma vez, ficamos olhando uma para a outra. Desde que entramos para a escola, sempre havíamos sido muito amigas, entretanto, a partir do aniversário de quatorze anos de Tina, quando, querendo nos esconder do resto de nossos amigos, nos enfiamos no porão de sua casa e lá nos beijamos, o clima às vezes ficava diferente entre nós.

A mão delicada de minha amiga afagou meu rosto e meus cachos negros, que iam quase até a cintura. Na parte do mundo dominada pelos terroristas, qualquer relação, por menor que fosse, entre brancos e negros, era proibida. Eu não me imaginava vivendo em um mundo assim, onde eu, de pele bem morena, seria proibida de ser amiga de pessoas como Tina.

Sem que eu pudesse sequer pensar, ela me beijou. Devia ser o sexto ou sétimo beijo que ocorria entre nós desde aquela festa de aniversário, porém ainda causava em mim o mesmo efeito. Era bom e, ao mesmo tempo, me provocava dúvidas a respeito do que eu realmente sentia por ela.

Quando terminou, um vento frio soprou e ambas nos encolhemos. Tina olhou em seu relógio.

— São quase oito horas. Nossas famílias devem estar nos esperando para o café da manhã. Vamos?

De braços dados e sorrindo, fomos em direção às nossas casas, que ficavam praticamente uma em frente à outra.

Faltavam poucos dias para que o nosso futuro começasse a se decidir. Poucos dias para nos afastarmos. Tínhamos de aproveitar o tempo que ainda nos restava.

Notas finais
Por favooor, não deixem de comentar! Elogios, críticas (construtivas, please), desabafos, confissões, o que for. Responderei a todos e todas! Obrigada por lerem!